3° policial é preso suspeito de sequestro de espanhol na Grande SP; vítima diz ter transferido 50 milhões de dólares

Um terceiro policial foi preso nesta quinta-feira (3) suspeito de envolvimento no sequestro de um empresário espanhol em Mogi das Cruzes, na Região Metropolitana de São Paulo.

A vítima fugiu do cativeiro no fim de semana e diz que chegou a fazer transferências bancárias de US$ 50 milhões (o equivalente a mais de R$ 280 milhões) aos criminosos. A polícia investiga a origem desse dinheiro. Há uma desconfiança de que o espanhol possa ter aplicado golpes financeiros em outro país.

A prisão desta quinta foi feita pela Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo. O policial civil Thiago Gouveia dos Santos estava foragido e tinha a prisão temporária decretada. A TV Globo tenta contato com a defesa dele.

Ele é o segundo policial civil preso no caso. Um policial militar reformado também já foi preso. No total, sete pessoas são investigadas por participação no crime, incluindo a ex-namorada do espanhol.

Resgate do cativeiro
O empresário de 26 anos foi resgatado pela Polícia Militar depois de fugir do imóvel onde foi mantido em cativeiro. Ele narrou aos policiais que foi sequestrado por dois homens vestidos de policiais civis e levado para o local em uma viatura caracterizada da Polícia Civil.

Segundo o espanhol, Thiago Gouveia era o líder da organização criminosa que o mantinha em cárcere privado.

Os investigadores descobriram que a viatura usada no sequestro era do Grupo de Operações Especiais (GOE) de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista.

De acordo com a Corregedoria, o carro era pilotado pelo policial civil Moreno Henrichs, que é colega de Thiago no GOE, onde os dois trabalham, e também foi preso. Na presença de seus advogados, Moreno confirmou que participou do sequestro.

Além deles, também foi preso o policial militar reformado Ronaldo da Cruz Batista, no local do cativeiro.

U$ 50 milhões em transferências
O espanhol disse que conseguiu fugir após misturar o remédio que era obrigado a tomar para dormir ao vigilante do cativeiro onde era mantido algemado.

Ele contou ser dono de um banco digital (fintech) e diz que teria realizado dezenas de transferências milionárias para as contas dos policiais e dos demais suspeitos de envolvimento no sequestro.

A vítima apontou o nome de cada um dos sequestradores e suas qualificações, uma vez que – para concretizar as transferências – fez com que os sequestradores abrissem contas no referido banco, inclusive fazendo cadastramento biométrico facial.

Disse ainda que os sequestradores abriram as contas nesse seu banco pois essa seria a única forma em que poderiam receber o valor.

No cativeiro, foram localizados uma carabina calibre 12 com munições, duas algemas e medicamentos que teriam sido usados para dopar a vítima.

Fonte: G1

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