Ataque de pitbull a shar-pei assusta moradores de Perdizes e alerta para descumprimento de lei da focinheira em SP

por Redação

Uma moradora de Perdizes teve o cão de estimação da raça shar-pei atacado por um pitbull na manhã deste sábado (5), na Zona Oeste de São Paulo.

O ataque aconteceu por volta das 08h30, na rua Diana, e foi registrado por câmeras de segurança da via.

A cadelinha Aysha, de cinco anos, estava deitada na calçada quando um homem que passeava com um pitbull sem focinheira se aproximou. O animal começou a cheirá-la. No que a shar-pei levantou para interagir com o outro cão, ela foi atacada com mordidas na cabeça.

A cena foi publicada pelo perfil no Instagram ‘Perdizes_Digital’ e mostra o dono do pitbull tentando separar os dois animais.

O pitbull grudou na cabeça e na orelha da cachorra e não queria soltar. O tutor do pitbull tentou separar, mas tomou uma queda devido a força do seu pet.

Foi preciso o zelador de um prédio aparecer com um regador com água e uma terceira pessoa levantar o animal pelas duas patas de trás, tirando-o do chão, para o pitbull soltar o outro cão, enquanto o tutor permanecia caído na calçada pela segunda vez.

A tutora da shar-pei Aisha conversou com o g1 e chamou de “irresponsabilidade” a ação do homem que estava andando com o pitbull sem coleira no bairro, por uma rua super movimentada.

“Existe uma lei que determina que cães dessa raça perigosa andem sem focinheira. Mas claro que há um desrespeito. A minha cachorra agora está toda machucada na cabeça e na orelha e tive que sair mais cedo do trabalho para levá-la no veterinário e cuidar dos ferimentos”, argumentou.

Karina Lins tem uma filha de três anos e conta que costuma passear frequentemente na rua Diana, onde a sogra dela mora, com a filha e os dois pets que tem em casa. Ela afirma que está transtornada com a situação, porque podia ter perdido a cachorrinha durante a briga.

“A minha cunhada está em choque com o ataque e eu transtornada. A nossa sorte que o pitbull não agarrou ela pelo pescoço. Porque se fosse, a gente tinha perdido ela. Fico nervosa só de pensar que podia ter sido comigo e com a minha filha no colo, o que eu iria fazer…? É revoltante que isso ainda aconteça em São Paulo”, comentou.

Lei estadual da focinheira
A lei que estabelece regras de segurança para a condução de cães em São Paulo é estadual e de 2003. Ela foi regulamentada no ano seguinte, através do decreto nº 48.533/2004, publicado pelo então governador Geraldo Alckmin (PSB).

A legislação determina que cães das raças mastim napolitano, pit bull, rottweiller e american stafforshire terrier devem trafegar em áreas públicas apenas com o uso de coleira, guia curta de condução, enforcador e focinheira por parte dos tutores.

Para a esteticista Karina Lins, as cenas registradas em Perdizes neste sábado (5) são o que ela chama de “um flagrante desrespeito à lei”.

“Os tutores de animais precisam saber dos riscos que seus animais significam para as pessoas e para os outros cães. Por mais que ele tenha se prestado a pagar as despesas com o veterinário, ele precisa entender dos riscos do animal que tem em casa para a sociedade”, afirmou.

Apesar do susto, a cadelinha Aisha está fora de risco e foi encaminhada ao veterinário durante a tarde.

“Foi um susto que não pode ficar só nisso. Deve servir de aprendizado pra ele [dono do pitbull] e para todos os outros que tem cães perigosos e imprevisíveis. A culpa nunca é do animal, que é um ser irracional e instintivo. Mas sempre dos tutores irresponsáveis”, declarou.

Fonte: G1

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