Corinthians esbarra em limitações do elenco, mas merecia melhor sorte contra o Fortaleza

por Redação

As limitações do elenco do Corinthians voltaram a ficar evidentes neste domingo e cobraram um preço alto no empate em 1 a 1 com o Fortaleza, na Neo Química Arena, pela 18ª rodada do Brasileirão.

Ao poupar os principais jogadores para o clássico decisivo contra o Palmeiras, quarta-feira, pela Copa do Brasil, Dorival Júnior teve de recorrer a atletas de nível técnico bem abaixo dos titulares. Embora o Corinthians tenha sido superior neste domingo, a falta de qualidade em algumas posições acabou sendo determinante para o tropeço dentro de casa.

O gol do Fortaleza é fruto disso. Félix Torres, improvisado mais uma vez na lateral, posicionou o corpo de uma forma que lhe dificultou acompanhar Breno Lopes na corrida. O atacante do Fortaleza escapou às costas do equatoriano e também se aproveitou de vacilos dos únicos titulares do Timão em campo: o zagueiro André Ramalho foi mal na tentativa de bloquear o chute, e o goleiro Hugo Souza não fechou o ângulo para a batida cruzada.

Em desvantagem desde o início, o Corinthians teve no lado esquerdo a sua principal válvula de escape. A movimentação de Talles Magno abria espaço para Fabrizio Angileri infiltrar e ser acionado. Com 12 minutos, o lateral argentino já tinha criado quatro boas oportunidades: foram dois cruzamentos, um chute na trave e outro defendido pelo goleiro Vinicius Silvestre.

Com Breno Bidon inspirado, a equipe conseguia criar, mas sentia falta de Yuri Alberto e Memphis Depay. Duas das principais jogadas construídas terminaram em Ángel Romero, que finalizou mal. Primeiro, aos 31, o paraguaio chutou por cima um cruzamento na medida, quase dentro da pequena área. Depois, aos 42, cabeceou para fora.

Notando os problemas, Dorival voltou do intervalo com a sua tropa. Entraram Matheuzinho, Garro, Yuri Alberto e Memphis Depay.

Assim, abriu mão do 4-3-3 e voltou ao 4-4-2 habitual, com um losango no meio. O jovem Dieguinho, que fez sua estreia como titular, deixou a ponta direita e recuou um pouco mais, para ajudar a preencher o lado direito do meio – aos 17 minutos, o garoto foi substituído por André Carrillo.

Embora abaixo do que podem render, os titulares “encorparam” o Timão, que passou a pressionar ainda mais. Os donos da casa tiveram mais de 70% de posse de bola na etapa final e finalizaram 10 vezes, mas em certos momentos abusaram dos cruzamentos na área.

O gol de Carrillo nos acréscimos deu um pouco mais de justiça ao placar, e o Corinthians poderia ter tido até sorte melhor, mesmo sem força máxima.

Porém, o amargo empate em Itaquera deixa um recado claro à diretoria, comissão técnica e torcida: faltam peças para a equipe brigar em mais de uma frente. E isso dá razão a Dorival Júnior ao poupar titulares. Com este grupo, o Corinthians não conseguirá lutar pelas primeiras colocações no Brasileirão – a equipe já está a sete pontos do G-4, mesmo com jogos a mais do que vários outros clubes. Assim, faz sentido concentrar as forças na Copa do Brasil, competição na qual o time está a sete jogos do título.

É pouco para o Corinthians? Sim, mas é a realidade que se apresenta no momento. Mesmo que cheguem reforços, eles não serão numerosos, nem em nível capaz de elevar radicalmente o patamar da equipe.

Resta focar no mata-mata e fazer de tudo para evitar perder titulares por desgaste físico. As carências estão evidentes e nada indica que elas serão supridas ainda em 2025.

Fonte: GE

Leia também