Especialistas alertam para riscos do uso de inteligência artificial como terapeuta

por Redação

O uso da inteligência artificial (IA) em contextos terapêuticos tem crescido, com aplicativos e plataformas que simulam conversas semelhantes às de atendimentos psicológicos. No entanto, especialistas alertam que a prática pode trazer riscos para os usuários.

Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos mostra que, entre pessoas com problemas de saúde mental que utilizam IA, metade recorre aos robôs como apoio emocional — para desabafar, compartilhar sentimentos e buscar conselhos.

O Fantástico testou a tendência com a repórter Renata Ceribelli, que utilizou um programa de IA como psicoterapeuta digital, sob a supervisão do psicanalista e professor da USP, Christian Dunker. O sistema fez perguntas iniciais sobre a vida da repórter e forneceu respostas automáticas, formuladas de modo a simular empatia. Em alguns momentos, Renata relatou ter se sentido compreendida.

Apesar disso, especialistas apontam que essa sensação pode ser enganosa. A pesquisadora Fernanda Bruno, que coordenou um dos primeiros estudos sobre o tema no Brasil, afirma que muitos recorrem aos aplicativos por questões de acessibilidade e conveniência.

Psicólogos reforçam, no entanto, que a IA não possui formação profissional, não pode realizar diagnósticos e não está preparada para lidar com crises graves. Outro ponto de preocupação é a ausência de garantias de confidencialidade: dados pessoais e informações íntimas compartilhados nas plataformas podem ser armazenados e utilizados por empresas, sem a proteção de sigilo que existe no consultório.

Fonte: FANTÁSTICO

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