A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (30) uma operação em cinco estados que revelou que funcionários de empresas de rastreamento cobravam propina de até R$ 50 mil para permitir que criminosos permanecessem com caminhões roubados após sua localização.
Ao todo, foram expedidos 35 mandados de prisão e 49 de busca e apreensão, em uma investigação conduzida pelo grupo especializado em crimes de roubo de cargas da PF em Campinas (SP), em parceria com o Ministério Público de São Paulo.
Segundo o delegado-chefe da PF em Campinas, Edson Geraldo de Souza, empresas de rastreamento e transporte “alimentavam o crime de roubo de cargas”, vendendo informações sobre veículos localizados e intermediando a comercialização de peças roubadas.
A operação envolveu 220 policiais federais e 205 policiais militares rodoviários. Além das prisões, foi determinado o bloqueio de R$ 40 milhões ligados à organização criminosa, e a suspensão de atividades de empresas envolvidas na revenda de caminhões e peças roubadas.
O esquema, segundo a PF, atuava em todas as etapas do crime: da abordagem de motoristas em rodovias e falsos fretes à desmontagem dos veículos em galpões alugados em nome de terceiros. Dois homens foram apontados como líderes do grupo, que movimentou pelo menos R$ 40 milhões entre 2024 e 2025, com a meta de roubar dois caminhões por semana.
Entre os investigados, 27 já foram presos, incluindo o dono de uma oficina em Campinas suspeito de receptação de peças. As penas previstas para os crimes podem ultrapassar 40 anos de prisão, incluindo acusações de formação de quadrilha armada, roubo, receptação e lavagem de dinheiro.
Fonte: G1