O estado de São Paulo registrou, até a noite desta quarta-feira (1º), 10 casos confirmados de intoxicação por metanol em bebidas alcoólicas adulteradas e outros 29 em investigação. Ao todo, seis bares e distribuidoras foram interditados e 942 garrafas apreendidas durante operações de fiscalização.
? As interdições ocorreram em bares da capital — Bela Vista, Itaim Bibi, Jardins e Mooca — e em estabelecimentos da Grande São Paulo, em São Bernardo do Campo e Barueri. Uma distribuidora teve a inscrição estadual suspensa preventivamente, e outras três estão sob análise.
O governo paulista criou um gabinete de crise para articular ações das secretarias da Saúde, Segurança Pública, Fazenda e Justiça. Até agora, cinco inquéritos foram instaurados.
Casos confirmados e mortes
10 casos confirmados (com laudo que atesta presença de metanol e ingestão de bebida adulterada);
29 casos em investigação (aguardam laudo);
1 morte confirmada por intoxicação;
5 mortes em investigação.
Operações
Estabelecimentos interditados: 6;
Apreensões: 942 garrafas nesta semana;
128 mil garrafas lacradas em Barueri por falta de documentação.
Risco à saúde
O metanol é altamente tóxico. Quando ingerido, pode causar cegueira irreversível, coma e até a morte. No corpo, é metabolizado pelo fígado em substâncias que atacam a medula, cérebro e nervo óptico.
? Unidades de saúde de São Paulo estão preparadas para atender casos suspeitos, e exames laboratoriais em Campinas, Botucatu e Ribeirão Preto oferecem resultados em até uma hora.
Casos graves
Rafael Anjos Martins, 28 anos, está em coma após ingerir gin adulterado na Zona Sul de SP;
Radharani Domingos, 43 anos, perdeu a visão após beber caipirinhas em bar nos Jardins;
Bruna Araújo, 30 anos, permanece em estado grave após consumir vodca em bar de São Bernardo;
Wesley Pereira, 31 anos, sofreu AVC e perdeu a visão após tomar whisky adulterado em festa;
Marcelo Lombardi, 45 anos, advogado, morreu após ingerir vodca contaminada em casa.
Segundo o CIEVS Nacional, o Brasil soma 43 notificações de intoxicação por metanol até agora. O Ministério da Saúde reforçou que qualquer suspeita deve ser notificada imediatamente.
Fonte: G1