O Instituto de Criminalística da Polícia Científica de São Paulo concluiu que as concentrações de metanol encontradas em dois grupos de garrafas de bebidas alcoólicas apreendidas na capital paulista indicam que a substância foi adicionada artificialmente, não sendo resultado da destilação natural.
A quantidade de garrafas analisadas e os tipos de bebida não foram divulgados. Os laudos já foram encaminhados à Polícia Civil, que conduz as investigações.
Desde o dia 29 de setembro, cerca de 16 mil garrafas foram apreendidas em fiscalizações. Nesta segunda-feira (6), mais de 100 mil vasilhames vazios foram encontrados em um galpão clandestino na Vila Formosa, Zona Leste da capital.
O governo paulista já registrou 176 casos suspeitos de intoxicação por metanol:
18 confirmados
158 em investigação
10 mortes (3 confirmadas e 7 em apuração)
85 descartados
Equipes da força-tarefa interditaram 11 estabelecimentos e suspenderam preventivamente a inscrição estadual de seis distribuidoras e dois bares.
As linhas de investigação consideram o uso do metanol para reaproveitamento de garrafas ou para aumentar o volume da produção clandestina. A Polícia Federal também apura se a substância pode ter origem em tanques abandonados após a operação que desarticulou um esquema bilionário do crime organizado no setor de combustíveis em agosto.
O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, afirmou nesta terça-feira (7) que não descarta nenhuma hipótese e anunciou a criação de um comitê informal para enfrentar a crise.
Fonte: G1