Uma operação do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) resultou na apreensão de um arsenal de guerra e na prisão de duas pessoas na Zona Sul de São Paulo. O material, que inclui um fuzil .50 — equipamento capaz de abater aeronaves e veículos blindados — estava em um imóvel apontado como base de uma quadrilha especializada em roubos a residências no Campo Limpo.
A ofensiva ocorreu na quarta-feira (12) e foi conduzida por equipes da 4ª Delegacia da Divisão de Investigações sobre Crimes contra o Patrimônio (Disccpat), setor dedicado ao combate a roubos em condomínios. A investigação levou os agentes até um imóvel na Rua Jornalista José Leite Filho, que passou a ser monitorado pela polícia.
No local, os investigadores encontraram uma mulher e duas SUVs Mitsubishi Outlander blindadas, ambas com registro de furto e placas adulteradas. Durante a vistoria no imóvel, os policiais localizaram armamentos escondidos dentro de uma cama-baú: um fuzil .50, dois fuzis calibre 5.56, 80 projéteis de 5.56 e 20 munições .50.
Enquanto a equipe realizava as buscas, um Volkswagen Jetta passou pela frente da casa. O veículo constava nos levantamentos como pertencente a um dos integrantes do grupo. Após acompanhamento, o motorista foi abordado e apresentou documentos falsos, mas acabou identificado. Ele também portava outro documento fraudado, desta vez com a foto da mulher presa minutos antes.
Segundo a polícia, o suspeito era responsável pela produção dos documentos falsos usados pelos criminosos e para regularizar ilegalmente os veículos empregados nas ações. Os antecedentes criminais revelaram que a mulher tinha passagem por homicídio e condenação por roubo a residência. O homem possuía registro por tentativa de homicídio.
Ambos foram autuados por associação criminosa, porte ilegal de armas de uso restrito, receptação, adulteração de sinal identificador de veículo, uso de documento falso e falsificação de documento público. A polícia afirma que a dupla participava do planejamento de uma ação de grande porte nos próximos dias.
Fonte: G1