Jair Renan diz que Bolsonaro se sente injustiçado e mantém crises de soluços durante prisão na PF

por Redação

O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu nesta quinta-feira a visita do vereador de Balneário Camboriú Jair Renan (PL) e da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Segundo o filho, Bolsonaro segue fragilizado, continua apresentando crises de soluços e afirma sentir-se injustiçado. Ele cumpre pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado e outros quatro crimes.

Jair Renan relatou que o pai enfrentou crises de soluços ao longo da noite e que, durante os 30 minutos autorizados para a visita, seguia com o incômodo. O vereador afirmou ter levado livros de caça-palavras como forma de distração e disse que a conversa não abordou política.

O encontro ocorreu após visitas dos outros filhos, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o vereador Carlos Bolsonaro (PL), autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Desde o início da prisão, a família segue protocolos rígidos impostos pela PF, como proibição de celulares e tempo limitado de permanência.

Bolsonaro foi preso preventivamente no sábado por decisão do ministro Alexandre de Moraes, que apontou risco de fuga e violação da tornozeleira eletrônica. Na terça-feira, Moraes determinou o trânsito em julgado da ação penal da trama golpista, convertendo a prisão preventiva em início de cumprimento de pena.

Após visita anterior, Carlos Bolsonaro afirmou que o pai está “devastado psicologicamente”, chorou, mostra inconformismo com a prisão e tem se alimentado pouco.

Recurso da defesa

Mesmo com o trânsito em julgado, a defesa do ex-presidente anunciou que vai ingressar com embargos infringentes. Moraes, porém, destacou que o recurso não é cabível no caso, já que a defesa perdeu o prazo para novos embargos de declaração e, segundo jurisprudência do STF, embargos infringentes só podem ser apresentados quando há ao menos dois votos divergentes. A condenação de Bolsonaro acabou em 4 a 1, com divergência apenas do ministro Luiz Fux.

Fonte: OGLOBO

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