A primeira-dama Janja da Silva usou o Instagram nesta quarta-feira (18/2) para se manifestar sobre o rebaixamento da Acadêmicos de Niterói para a Série Ouro do Carnaval do Rio. A escola havia homenageado o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no desfile de domingo (15/2), na Marquês de Sapucaí.
Janja fez duas publicações. Na primeira, compartilhou uma imagem da agremiação com o samba-enredo “Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil” ao fundo. A composição trouxe referências diretas ao PT, reproduziu o grito “Olê, olê, olê, olá, Lula, Lula” e mencionou o número de urna do partido em duas passagens. A primeira-dama também foi citada, assim como o filme Ainda Estou Aqui.
Em outro story, ela republicou uma postagem da própria escola com a frase: “A arte não é para os covardes.”
A Acadêmicos de Niterói terminou a apuração com 264,6 pontos, a menor pontuação entre as escolas. De acordo com o regulamento do Carnaval do Rio, a agremiação com a nota mais baixa é automaticamente rebaixada para a Série Ouro no ano seguinte.
O enredo abordou a trajetória de Lula desde 1952 e incluiu uma alegoria que fazia referência ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), representado como um palhaço na prisão.
A repercussão foi imediata. Integrantes da família Bolsonaro usaram as redes sociais para comentar o resultado. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro ironizou a situação ao publicar uma imagem gerada por Inteligência Artificial (IA) que mostra Lula e integrantes da escola dentro de uma lata de conserva. No rótulo, aparece a frase: “Rebaixada em conserva. Acadêmicos de Niterói”.
A imagem faz alusão a uma das fantasias do desfile, em que componentes vestidos de latas representavam os “neoconservadores”.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, afirmou que “quem ataca a família não merece respeito”. Já o vereador Carlos Bolsonaro classificou o rebaixamento como “derrota humilhante”. Parlamentares e lideranças da oposição também recorreram às redes para celebrar o resultado.
Fonte: METRÓPOLES