Michelle ironiza rebaixamento de escola com imagem de Lula “em conserva”

por Redação

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro ironizou, nesta quarta-feira (18/2), o rebaixamento da Acadêmicos de Niterói, escola de samba que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no desfile de domingo (15/2), na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro.

Por meio das redes sociais, Michelle publicou uma imagem gerada por Inteligência Artificial (IA) que mostra Lula e integrantes da escola dentro de uma lata de conserva. No rótulo, aparece a frase: “Rebaixada em conserva. Acadêmicos de Niterói”.

A agremiação passou a ser alvo de críticas de parlamentares da oposição e de setores evangélicos alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), após retratar “neoconservadores” dentro de latas durante o desfile. Alguns políticos compartilharam montagens nas redes em protesto.

Os enteados da ex-primeira-dama também se manifestaram. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, declarou que “quem ataca a família não merece respeito”. Já o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) classificou o rebaixamento como “derrota humilhante”.

A Acadêmicos de Niterói levou à avenida o enredo “Do Alto do Mulungu Surge a Esperança: Lula, o Operário do Brasil”, em homenagem ao presidente. Este foi o primeiro ano da escola no Grupo Especial do Carnaval do Rio. Após a apuração, a agremiação acabou rebaixada para a Série Ouro de 2027.

Em resposta às críticas, a escola explicou que as fantasias de latas representam os “neoconservadores”, definidos pela própria agremiação como um grupo que atua em oposição a Lula, votando contra pautas defendidas por ele, como privatizações e o fim da escala de trabalho 6×1.

A escola acrescentou que a fantasia faz referência a uma “defesa da dita família tradicional”, formada exclusivamente por homem, mulher e filhos. Segundo a descrição, os adereços de cabeça dos componentes variavam para enumerar grupos associados ao neoconservadorismo, entre eles representantes do agronegócio, defensores da Ditadura Militar e grupos religiosos evangélicos.

Fonte: METRÓPOLES

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