Um apostador de 78 anos que havia sido excluído de um bolão premiado da Mega-Sena, em Goiânia, recebeu R$ 180 mil após um acordo judicial firmado em fevereiro deste ano. Segundo a defesa, o idoso sempre teve o hábito de participar de apostas coletivas com amigos, mas nunca havia conquistado um prêmio significativo.
De acordo com o advogado Fernando Melo da Silveira, o grupo costumava apostar junto há anos. Apesar da frequência das apostas, os resultados anteriores eram modestos, geralmente com acertos de 11 ou 12 números, o que rendia apenas valores simbólicos entre R$ 10 e R$ 20.
“O costume de apostar juntos já era antigo, mas, apesar das tentativas frequentes, nunca tinham conquistado um prêmio expressivo. Quando finalmente surgiu um prêmio maior, ainda que dividido entre muitas pessoas, a conquista foi motivo de grande comemoração entre os participantes do grupo”, afirmou o advogado.
O conflito começou após o sorteio realizado em 5 de março de 2024 pela Caixa Econômica Federal, quando o bolão feito em Goiânia acertou as seis dezenas da Mega-Sena e levou o prêmio de R$ 206.475.189,75.
O organizador do bolão, porém, se recusou a repassar a parte do idoso alegando que o pagamento da cota teria sido feito após o horário combinado. Diante da negativa, o apostador entrou com uma ação judicial 25 dias depois do sorteio.
Segundo a decisão da juíza Joyre Cunha Sobrinho, da 29ª Vara Cível de Goiânia, o argumento do organizador não se sustentava, já que o pagamento foi realizado antes da realização do sorteio.
A magistrada também apontou que o responsável pelo bolão não contestou o comprovante enviado pelo participante por aplicativo de mensagens. Além disso, havia um histórico de pagamentos fora do horário combinado em apostas anteriores, o que demonstrava que a prática era comum entre os participantes.
Diante desses fatores, ficou reconhecido que o organizador tinha ciência do pagamento e não apresentou objeção no momento em que recebeu o comprovante.
O acordo judicial garantiu ao apostador o recebimento de R$ 160 mil, acrescidos de correção monetária, totalizando R$ 180 mil. Segundo o advogado, o idoso preferiu não ter a identidade divulgada para evitar exposição.
“Quando ele ficou sabendo que o outro procurou para fazer o acordo, para pagar o valor integral à vista, ele ficou feliz demais, muito satisfeito”, afirmou Fernando Melo da Silveira.
Até a última atualização, o g1 não havia conseguido contato com a defesa do organizador do bolão.
Fonte: G1