CPMI do INSS propõe indiciamento de mais de 200 pessoas, incluindo “Lulinha” e ex-ministros de Lula e Bolsonaro

por Redação

O relator da CPMI do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), deputado Alfredo Gaspar (União Brasil‑AL), iniciou nesta sexta-feira (27) a leitura do relatório final da comissão, que propõe o indiciamento de cerca de 220 pessoas, incluindo parlamentares, ex-ministros, dirigentes de estatais, empresários e o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”.

O relatório ainda não é definitivo, pois precisará ser votado pela comissão para aprovação das recomendações. Entre os nomes citados estão ex-ministros de governos Lula e Bolsonaro, como Carlos Lupi, José Carlos Oliveira (Mohamad Oliveira Andrade), José Sarney Filho e ex-presidentes do INSS de diferentes gestões. Parlamentares como Euclydes Pettersen, Gorete Pereira e Weverton Rocha também aparecem no documento, além de executivos de bancos e dirigentes de entidades associativas envolvidas nas fraudes.

Segundo Gaspar, o relatório detalha o funcionamento de uma organização criminosa que operava descontos indevidos em benefícios previdenciários, destacando o papel de Antonio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, e outros operadores, familiares e parceiros empresariais. O documento tem 4.400 páginas e baseia-se em investigações da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União.

Durante a sessão, parlamentares da oposição interromperam a leitura do relatório com questionamentos e xingamentos, em um bate-boca que levou à rejeição de pedidos para excluir anotações taquigráficas e remover deputados da sessão. A leitura foi brevemente suspensa por problemas técnicos, mas retomada após disponibilização do documento on-line.

A CPMI foi criada em 2025 para apurar cobranças indevidas em benefícios previdenciários, com base em evidências de falhas de fiscalização e fragilidades no sistema de autorização de descontos. Ao longo de seis meses, a comissão ouviu servidores do INSS, representantes de entidades investigadas, aposentados, integrantes da PF, CGU e Ministério da Previdência. O relatório final será votado no sábado (28), com possibilidade de pedido de vista.

Fonte: G1

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