A chegada de Fernando Diniz ao Corinthians, após a saída de Dorival Júnior na última segunda-feira (06), já projeta mudanças significativas na dinâmica do elenco. Escolhido pela diretoria por seu perfil ofensivo, liderança intensa e capacidade de estimular criatividade, o treinador assume com a missão de corrigir a principal deficiência apontada no time: a baixa produção ofensiva, mesmo após dois títulos conquistados.
O chamado “Dinizismo” parte de conceitos bem definidos, como a construção de jogo desde o goleiro, a troca curta de passes e a ocupação de espaços com intensa movimentação. Nesse cenário, alguns jogadores tendem a ganhar protagonismo, enquanto outros podem perder espaço por características menos compatíveis com o modelo.
Na saída de bola, o goleiro Hugo Souza aparece como peça-chave, já que aprecia o jogo com os pés e pode ser fundamental na construção inicial. Entre os zagueiros, Gustavo Henrique desponta como o mais adaptado ao estilo, enquanto Gabriel Paulista e André Ramalho também oferecem qualidade na troca de passes e leitura de jogo.
Nas laterais, a tendência é de manutenção de Matheuzinho e Anglieri, mas jogadores como Hugo e Bidu podem crescer com a liberdade de movimentação proposta por Diniz. Jovens como Milans e João Vitor também aparecem como opções com potencial de desenvolvimento dentro do sistema.
No meio-campo, Rodrigo Garro surge como o principal expoente do modelo, pela capacidade de circular pelo campo e organizar o jogo. Breno Bidon e André Carrillo também devem ganhar espaço, enquanto jogadores mais voltados à marcação, como Raniele, além de Charles e Matheus Pereira, podem perder protagonismo.
No ataque, o estilo favorece atletas móveis e inteligentes taticamente. Yuri Alberto, Memphis e Lingard reúnem características valorizadas por Diniz, como movimentação e leitura de espaços. Por outro lado, Pedro Raul e Gui Negão tendem a ter menos espaço inicialmente, pela menor mobilidade.
No contexto do clube, a aposta da diretoria é de que o elenco, formado por uma combinação de juventude e experiência, se encaixe no modelo proposto. A expectativa agora recai sobre a rápida adaptação ao estilo e os impactos práticos dentro de campo, em meio à pressão por resultados imediatos.
Fonte: GE