A Justiça concedeu liberdade provisória, nesta segunda-feira (13), ao cozinheiro Fahed Al Kujok, de 19 anos, preso após atropelar e matar uma mulher na faixa de pedestres na Parada Inglesa, Zona Norte de São Paulo. O caso ocorreu no sábado (11) e gerou repercussão pelas circunstâncias do crime e pela ausência de habilitação do condutor.
Mesmo sem Carteira Nacional de Habilitação (CNH), o motorista dirigia um Ford Fusion 2013 e foi indiciado por homicídio culposo na direção de veículo automotor, quando não há intenção de matar. Segundo a decisão, ele deverá cumprir medidas cautelares, como comparecer periodicamente à Justiça, solicitar autorização para sair da cidade e pagar fiança de R$ 10 mil.
De acordo com a polícia, Fahed tentou fugir do local e não prestou socorro imediato à vítima, Elizabete da Silva Santos, de 36 anos. Ela havia acabado de sair do trabalho em um posto de combustíveis, onde atuava como atendente de loja de conveniência. Socorrida ao Hospital do Mandaqui, não resistiu aos ferimentos, que incluíam politraumatismo, fratura de fêmur e graves lesões na cabeça.
Em depoimento, o motorista afirmou que trafegava na velocidade máxima da via, cujo limite é de 50 km/h, quando foi surpreendido pela travessia repentina da vítima, alegando não ter tido tempo para frear ou desviar. Ele também declarou que chegou a parar para prestar socorro, mas deixou o local após ser agredido por pessoas. O teste do bafômetro deu negativo para álcool.
O caso foi registrado no 73º Distrito Policial (Jaçanã), que apontou no boletim de ocorrência falta de cautela e desrespeito às normas de trânsito. O veículo foi apreendido. A vítima trabalhava havia menos de um ano no local e também atuava como camareira. Ela deixa três filhos, entre eles um adolescente de 16 anos e uma criança de três. O episódio reacende o debate sobre responsabilidade no trânsito e a aplicação de medidas judiciais em casos de m0rt3 ao volante.
Fonte: G1