Santos empaca na Vila, acumula tropeços e expõe fragilidade no trabalho de Cuca

por Redação

O que parecia ser o momento ideal para embalar na temporada acabou se transformando em frustração para o Santos. A sequência de quatro jogos consecutivos na Vila Belmiro, considerada estratégica para a evolução da equipe, terminou com desempenho abaixo do esperado e aumento da pressão sobre o trabalho do técnico Cuca.

No empate sem gols contra o Coritiba, na quarta-feira, pelo jogo de ida da quinta fase da Copa do Brasil, o time mostrou dificuldades evidentes na criação ofensiva. A atuação contrastou com o desempenho mais promissor visto anteriormente, como na vitória sobre o Atlético-MG, quando a equipe criou diversas oportunidades, mas pecou nas finalizações.

Diante do Coritiba, o Santos até começou melhor, apostando no perde-pressiona e criando duas chances claras com Gabigol nos primeiros minutos — uma bloqueada e outra anulada. No entanto, a partir dos 15 minutos, a equipe voltou a apresentar problemas recorrentes, como ansiedade e excesso de dependência de Neymar.

O camisa 10, que atuou novamente os 90 minutos, foi participativo, mas simbolizou a inconsistência ofensiva: liderou em finalizações (seis), faltas sofridas (sete) e passes incompletos (14). Mesmo com bons passes e uma bola na trave em cobrança de falta nos acréscimos, faltou poder de decisão.

A situação se agravou no segundo tempo, quando o Coritiba encontrou espaços com facilidade e esteve próximo de abrir o placar. Breno Lopes acertou o travessão, e Pedro Rocha desperdiçou chance clara na pequena área. Os erros do adversário evitaram um resultado ainda pior para os santistas.

O apito final foi acompanhado de vaias na Vila Belmiro, refletindo o descontentamento da torcida. Com empates contra Recoleta e Coritiba, além da derrota para o Fluminense em casa, o Santos encerra a sequência como mandante com mais dúvidas do que certezas e sinais claros de fragilidade crescente.

Fonte: GE

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