Cinco meses após ser considerado foragido, o empresário José Maria da Costa Júnior, condenado pela morte da ciclista e socióloga Marina Harkot, foi preso em Minas Gerais. A informação foi confirmada nesta quarta-feira (22) pela defesa do réu e pela advogada da família da vítima.
A prisão ocorreu em território mineiro, próximo a Pouso Alegre, segundo relatos das defesas. Fontes indicam que a detenção foi realizada em Bueno Brandão, e o empresário deverá passar por audiência de custódia de forma online. Ainda não há detalhes sobre as circunstâncias da prisão nem sobre a transferência para São Paulo.
O caso remonta a 8 de novembro de 2020, quando Marina Harkot, de 28 anos, foi atropelada enquanto pedalava na Avenida Paulo VI, em Pinheiros, Zona Oeste da capital paulista. A bicicleta da vítima foi atingida por trás por um veículo Hyundai Tucson dirigido por José Maria. Ela morreu em decorrência de politraumatismo.
Em janeiro de 2025, o motorista foi condenado a 13 anos de prisão por homicídio doloso com dolo eventual, embriaguez ao volante e omissão de socorro. Os jurados entenderam que ele assumiu o risco de matar ao dirigir após consumir álcool, em alta velocidade — cerca de 93 km/h em uma via com limite de 50 km/h — e fugir sem prestar assistência.
Apesar da condenação, o réu respondeu ao processo em liberdade. Em novembro do ano passado, a Justiça determinou o início do cumprimento da pena, mas ele não se apresentou, passando à condição de foragido.
A defesa segue tentando anular o julgamento, alegando que o caso deveria ser tratado como homicídio culposo. O advogado sustenta que não há prova conclusiva de ingestão de álcool e que a decisão dos jurados contraria os autos. No entanto, testemunhas afirmaram que o motorista havia consumido bebida alcoólica antes do atropelamento, e perícia confirmou a alta velocidade do veículo.
A prisão ocorreu no mesmo dia em que Marina completaria 34 anos, fato destacado pela família como simbólico. O caso segue agora para os próximos trâmites judiciais, incluindo a audiência de custódia e eventual transferência do condenado.
Fonte: G1