Golpe com “falso vômito” em ônibus de SP é investigado após relatos de furtos rápidos de celulares

por Redação

Ao menos dois casos registrados em São Paulo chamaram a atenção das autoridades e de usuários de transporte público após relatos de um golpe em que criminosos simulam vômito para distrair vítimas e furtar celulares e documentos dentro de ônibus.

Segundo as denúncias, os suspeitos utilizariam uma substância pastosa para simular a sujeira nas roupas das vítimas, criando uma situação de confusão e urgência. Nesse momento, comparsas agiriam rapidamente para subtrair pertences.

Um dos casos foi relatado pelo criador de conteúdo Guilherme Giaretta, de 23 anos. Ele afirmou que percebeu a suposta sujeira em suas costas após ser alertado por um homem dentro do ônibus. Segundo ele, o passageiro dizia que uma criança teria vomitado e deixado o veículo, enquanto outras pessoas tentavam ajudá-lo a limpar a roupa.

Durante a confusão, o jovem afirma que teve o celular e documentos furtados. O crime só foi percebido após os suspeitos desembarcarem no ponto seguinte. Ele relatou ainda que os envolvidos falavam espanhol e agiram em poucos segundos.

Outro caso semelhante foi relatado pela influenciadora Miriam Almeida, de 31 anos. Ela afirma que, em um ônibus na região da Avenida Sapopemba, também foi abordada por um homem que apontou uma suposta sujeira em sua roupa. Enquanto tentava limpar o material, percebeu que o celular havia sido levado.

Ambos os relatos apontam para ação coordenada, com abordagem rápida, distração da vítima e fuga imediata do grupo no ponto seguinte.

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que foram identificadas duas ocorrências com características semelhantes registradas em abril, e que os casos são investigados por distritos policiais da capital. As equipes realizam diligências para identificar os envolvidos.

Nos relatos descritos, o método segue um padrão: um suspeito chama atenção para uma suposta sujeira, a vítima entra em estado de choque e se distrai, comparsas se aproximam fingindo ajudar e, em seguida, ocorre o furto de objetos pessoais, especialmente celulares.

A SSP orienta que vítimas acionem a Polícia Militar pelo 190 diante de situações suspeitas e registrem boletim de ocorrência para investigação.

O caso ocorre em meio a um cenário de alta incidência de furtos e roubos de celulares na capital paulista, onde, segundo dados oficiais, ocorrem registros frequentes de crimes desse tipo diariamente, apesar de variações recentes nos índices.

Fonte: G1

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