O partido Democracia Cristã (DC) confirmou o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa como pré-candidato à Presidência da República após sua filiação à legenda. A decisão, porém, abriu uma disputa interna, já que o ex-ministro Aldo Rebelo afirmou que manterá sua própria pré-candidatura até a convenção partidária, mesmo que precise recorrer à Justiça.
Em nota, o presidente nacional do DC e ex-deputado federal João Caldas declarou que Barbosa representa “a possibilidade de união nacional e reconstrução da confiança do povo brasileiro nas instituições”. Segundo ele, “o momento exige união, propósito e desprendimento” e “o Brasil está acima de projetos pessoais”.
O partido havia lançado no início do ano a pré-candidatura de Aldo Rebelo, mas, segundo Caldas, a mudança foi necessária porque o ex-ministro não avançou nas pesquisas eleitorais.
Rebelo contestou a decisão e afirmou à TV Globo que a troca representa apenas a posição de João Caldas, ressaltando que Joaquim Barbosa ainda não se pronunciou oficialmente sobre a candidatura. Procurado pela emissora, o ex-ministro do STF não respondeu aos pedidos de entrevista.
Joaquim Barbosa integrou o Supremo entre 2003 e 2014 e se aposentou antecipadamente em julho daquele ano, deixando a Corte cerca de dez anos antes do prazo limite previsto por lei. Em 2018, chegou a ser cogitado para disputar a Presidência, mas desistiu da corrida eleitoral.
João Caldas afirmou que a filiação ocorreu com objetivo eleitoral e defendeu o nome do ex-ministro para enfrentar o atual cenário político. “Vivemos no Brasil uma crise institucional entre os três poderes. Não existe ninguém melhor do que Joaquim Barbosa para resolver isso”, declarou.
A informação sobre a filiação de Barbosa ao Democracia Cristã foi revelada inicialmente pelo Painel, da Folha de S.Paulo, e confirmada pelo g1.
A corrida presidencial de 2026 segue em formação. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é pré-candidato à reeleição, enquanto nomes ligados à direita e ao centro também articulam espaço na disputa, como o senador Flávio Bolsonaro (PL), o governador Ronaldo Caiado (PSD) e o ex-governador Romeu Zema (Novo).
Fonte: G1