Policial em estágio probatório que reagiu a assalto no metrô de SP segue trabalhando enquanto Corregedoria investiga ação

por Redação

O policial civil que reagiu a uma tentativa de assalto na estação São Bento do Metrô, no Centro de São Paulo, permanece em atividade enquanto a Corregedoria da Polícia Civil analisa sua conduta durante o tiroteio que deixou seis pessoas baleadas no último sábado (30).

Segundo a corporação, o agente está em estágio probatório, período de avaliação obrigatório para novos servidores públicos antes da estabilidade no cargo, e possui menos de três anos de carreira na Polícia Civil. Ele atua no departamento de identificação de corpos e não foi afastado de suas funções.

A Corregedoria recebeu as imagens das câmeras de segurança da estação e investiga especialmente os disparos que atingiram pessoas que não participavam da ação criminosa. A arma utilizada pelo policial foi apreendida para perícia e passará por exames balísticos.

De acordo com a investigação, o caso ocorreu por volta das 12h07, quando três criminosos abordaram o policial dentro da estação. O agente havia acabado de comprar um notebook na região da Rua 25 de Março e, segundo a polícia, era seguido pelos suspeitos desde a área comercial.

As imagens mostram que os três homens cercaram o policial. Um deles apontou uma arma para sua cabeça enquanto outro tentou tomar a bolsa onde estava o notebook. O agente reagiu e efetuou seis disparos.

Durante a troca de tiros, cinco passageiros e um dos suspeitos foram atingidos. Entre as vítimas estão um homem que carregava a filha de 11 meses no colo, a própria bebê e uma adolescente de 14 anos.

O pai da criança sofreu ferimentos no abdômen, braço e coxa, passou por cirurgia e sobreviveu. As demais vítimas receberam atendimento médico e foram liberadas posteriormente. Um dos suspeitos foi baleado, preso em flagrante e permaneceu internado sob escolta policial.

O boletim de ocorrência registrou inicialmente que o policial agiu em legítima defesa ao reagir à tentativa de roubo. O delegado responsável entendeu que, em um primeiro momento, o agente utilizou meios necessários para repelir a agressão sofrida.

No entanto, a investigação também busca esclarecer a responsabilidade pelos disparos que atingiram passageiros. As gravações mostram momentos de pânico na estação, com pessoas correndo pelas escadas e tentando fugir após o início dos tiros.

As imagens ainda registram o momento em que policiais militares chegam ao local, cercam o agente e recebem sua arma. O policial se identificou como integrante da Polícia Civil e colaborou com a ocorrência.

A Corregedoria deverá utilizar as imagens de segurança e os laudos balísticos para determinar as circunstâncias dos disparos e avaliar se houve irregularidades na atuação do agente.

Fonte: G1

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