Zico pede apoio à Seleção e destaca desafio de Ancelotti rumo ao Hexa

por Redação

Ídolo histórico do Flamengo e um dos maiores nomes do futebol brasileiro, Zico afirmou que a seleção brasileira vive um momento de mudança sob o comando de Carlo Ancelotti e defendeu apoio da torcida durante a caminhada na Copa do Mundo. A declaração foi dada em entrevista à revista GQ Brasil, que também relembra momentos marcantes da trajetória do ex-camisa 10.

Aos 73 anos, Zico é o protagonista do documentário “Zico, o Samurai de Quintino”, lançado nos cinemas no fim de abril. O filme dirigido por João Wainer retrata sua carreira desde as categorias de base do Flamengo até a transformação em ídolo no Japão, onde ajudou a impulsionar o futebol local atuando pelo Kashima Antlers e posteriormente como dirigente e treinador.

Ao comentar o atual momento da Seleção, Zico ressaltou a importância do comprometimento dos jogadores e da adaptação ao trabalho de Carlo Ancelotti.

“A gente precisa torcer muito pela seleção, porque o Brasil passa por um momento de mudança de mentalidade. Temos um novo treinador que deve conseguir buscar o comprometimento do atleta a partir do entendimento de quão importante será uma conquista na vida de cada um”, afirmou.

O ex-jogador também destacou que o futebol é um esporte imprevisível e que a superioridade técnica nem sempre garante vitórias.

“No futebol, vale aquele que erra menos, que aproveita o erro adversário. Não basta ser o melhor. É a única modalidade em que o mais fraco pode ganhar do mais forte”, declarou.

Durante a entrevista, Zico relembrou episódios marcantes de sua vida, como a influência do pai, um alfaiate perfeccionista que nunca o viu jogar ao vivo por nervosismo, mas que exigia dos filhos a conclusão dos estudos antes da carreira no futebol. Formado em Educação Física, o ex-craque afirma ter herdado do pai a disciplina e a busca pela perfeição.

Ele também recordou momentos difíceis, como a exclusão das Olimpíadas de 1972, que quase o fez abandonar o futebol, e a grave lesão no joelho sofrida em 1985. Segundo Zico, o episódio o levou a disputar a Copa do Mundo de 1986 sem estar totalmente recuperado, decisão da qual diz se arrepender.

Ao falar sobre sucesso, o ex-jogador afirmou que talento sozinho não é suficiente para alcançar grandes conquistas.

“Não basta nascer com talento ou dom para virar um vencedor. Você precisa fazer as coisas necessárias para isso”, destacou.

A trajetória de Zico inclui passagens como jogador, treinador e dirigente em países como Japão, Grécia, Rússia, Turquia, Índia e Uzbequistão, consolidando uma das carreiras mais influentes da história do futebol brasileiro.

Fonte: gq

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