Explosão em complexo de gás do Catar deixa 54 feridos e 18 desaparecidos

por Redação

Uma explosão seguida de incêndio atingiu neste domingo (21) o complexo de gás de Barzan, localizado na Cidade Industrial de Ras Laffan, principal polo energético do Catar. Segundo autoridades locais, 54 pessoas ficaram feridas e outras 18 seguem desaparecidas após o incidente.

De acordo com a estatal QatarEnergy, a explosão ocorreu durante o início das operações na instalação de distribuição de gás natural da unidade. Equipes de emergência foram mobilizadas imediatamente e conseguiram controlar as chamas.

O Ministério do Interior do Catar classificou o episódio como um “acidente técnico” e afirmou que não há riscos à segurança pública. As operações de busca e resgate continuam na tentativa de localizar os desaparecidos.

Até o momento, a QatarEnergy não informou se houve danos estruturais na unidade de Barzan, responsável pelo abastecimento de gás natural para o mercado doméstico catariano.

Uma testemunha ouvida pela agência Reuters relatou ter escutado uma forte explosão em Doha, capital do país, situada ao sul de Ras Laffan.

A instalação de Barzan possui capacidade para processar 1,4 bilhão de pés cúbicos de gás por dia e desempenha papel estratégico no fornecimento de energia e matéria-prima para indústrias locais. Além do gás natural, a unidade produz etano, condensado, gás liquefeito de petróleo (GLP) e enxofre destinados aos mercados interno e externo.

O complexo integra Ras Laffan, considerado o principal centro de produção e exportação de gás natural liquefeito (GNL) do Catar. A região abriga 14 unidades de liquefação e possui capacidade anual de produção de 77 milhões de toneladas de GNL.

O acidente acontece poucos meses após duas unidades de liquefação de gás natural e uma instalação de conversão de gás em líquidos terem sido danificadas durante o conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. Os danos reduziram em cerca de 17% a capacidade de exportação de GNL do Catar, e as autoridades estimam que os reparos podem levar anos para serem concluídos.

Fonte: G1

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