Abel mantém futuro aberto no Palmeiras e comenta acordo com Al-Sadd: “Vocês não me conhecem”

O técnico Abel Ferreira foi questionado, depois da vitória do Palmeiras por 1 a 0 sobre o Botafogo, se o acordo de seu clube com o Al-Sadd, do Catar, ajudaria numa possível renovação contratual para seguir no Brasil até o fim de 2027. O treinador, porém, manteve seu futuro aberto.

Abel Ferreira mostrou irritação com a pergunta sobre um acordo que tirou do Al-Sadd a obrigação de comprar mais 25% dos direitos econômicos do atacante Giovani por R$ 10 milhões após a conclusão de metas esportivas.

Essa foi a solução encontrada pelo Palmeiras e pelo time do Catar para encerrar um processo que rolava na Fifa por causa das negociações do treinador com o clube catari em 2024. À época, o Al-Sadd alegava que Abel não cumpriu um pré-contrato para assumir a equipe no início do ano passado.

– Já estava preparado (para esta pergunta). No final de 2023, tive mais uma vez a possibilidade de sair. Em condições extraordinárias. (…) No final de 2023, depois de sermos campeões, contra o Cruzeiro, no Mineirão, eu disse: “eu fico”. Essa imagem está por todo lado. Fiquei pelos meus jogadores, por todo o estafe, e pela nossa torcida. Fico porque sou um treinador de relações, de projeto. A maior prova de amor não é dizer todos os dias eu te amo, mas escolher ficar mesmo quando era mais fácil ir embora, como outros treinadores fizeram na mesma situação que eu – disse Abel.

Em seguida, o treinador deixou o futuro no Palmeiras mais uma vez aberto, reclamou que os jornalistas não o conhecem e disse que, durante os jogos, cria apenas um personagem à beira do campo.

– Em relação ao meu contrato, se fico ou não fico esse ano, quem vai decidir é minha família. Mas não é momento para decidirmos o que quer que seja. O importante não foi nem nunca será o Abel. O mais importante será sempre o que for o melhor para o Palmeiras. Nenhum de vocês me conhece. Nem vocês nem quem está a comentar, porque se quisessem realmente me conhecer e saber quem é o Abel, iam perguntar a pessoas que trabalham comigo, não a jornalistas que não gostam do Palmeiras ou do Abel.

– Pessoas que trabalham comigo, meus ex-presidentes, ex-jogadores, atuais presidentes. É com esses que vocês têm de falar. Vocês não me conhecem, nem eu quero que vocês me conheçam. Porque cada um constrói a narrativa que quer. (…) Se quisessem realmente conhecer, vocês saberiam. Aliás, está tudo escrito num livro. Ou será que vocês não gostam de ler? Foi uma forma de agradecer ao futebol brasileiro – completou Abel.

Abel Ferreira também foi questionado sobre a briga do Palmeiras na parte de cima da tabela do Campeonato Brasileiro. Depois da vitória sobre o Botafogo, o Verdão ficou com a vice-liderança da competição, com 39 pontos.

– Nos últimos três ou quatro anos o Palmeiras, discutiu (brigou por títulos) com alguém. Na Libertadores, os grupos são sempre fáceis. E como todos os times do mundo, ganhamos e perdemos, passamos por diferentes momentos.

– O Guardiola foi disputar a Copa do Mundo e foi pior do que o Palmeiras. Mas fizeram a narrativa de que fizemos uma péssima Copa do Mundo. O Palmeiras é um clube muito bem presidido, muito bem dirigido pelo Barros e tem um treinador mais ou menos. Seguramente há muitos treinadores melhores do que eu. Mas acho que não sou tão ruim assim, modéstia à parte.

Depois de vencer o Botafogo, o Palmeiras volta suas atenções para a Libertadores. Na quinta-feira, às 21h30, encara o Universitario, do Peru, no Allianz Parque, em busca de uma vaga nas quartas de final da competição. O jogo de ida, fora de casa, foi 4 a 0 para o Verdão.

Fonte: GE

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