Após mais de 120 mortes, Cláudio Castro classifica megaoperação no Rio como “sucesso”: “De vítimas lá, só tivemos os policiais”

por Redação

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), afirmou nesta quarta-feira (29) que considera a megaoperação policial realizada nos complexos da Penha e do Alemão um “sucesso”. A ação, que terminou com pelo menos 121 mortos, é a mais letal da história do estado.

“Temos muita tranquilidade de defendermos tudo que fizemos ontem. Queria me solidarizar com a família dos quatro guerreiros que deram a vida para salvar a população. De vítima ontem lá, só tivemos esses policiais”, disse o governador.

De acordo com o governo estadual, o número de mortos subiu de 64 para 121 em menos de 24 horas. O secretário da Polícia Civil, Felipe Curi, informou que, após a contagem inicial de 58 mortos — incluindo quatro policiais —, mais 63 corpos foram encontrados em área de mata na manhã desta quarta-feira.

Moradores da região afirmam ter localizado 74 corpos na Vacaria, área de mata na Serra da Misericórdia, onde ocorreram intensos confrontos entre policiais e traficantes. Durante a madrugada, voluntários transportaram os cadáveres para a Praça São Lucas, na Estrada José Rucas, no Complexo da Penha.

Na terça-feira (28), Castro havia afirmado que todas as pessoas encontradas mortas eram criminosas.

“Não acredito que havia alguém passeando em área de mata em um dia de operação”, declarou.

O governador, no entanto, não explicou a divergência nos números divulgados pela Secretaria de Segurança e não comentou o relato dos moradores sobre os corpos deixados na praça. Ele afirmou que o balanço oficial só será feito após a entrada dos corpos no Instituto Médico Legal (IML).

“Daqui a pouco vira uma guerra de número. Nós não vamos trabalhar assim”, disse.

Embate com o governo federal

Castro também voltou a criticar o governo federal, afirmando que o Rio precisa de mais apoio e integração no combate ao crime organizado.

“Ou soma no combate à criminalidade ou suma!”, afirmou, em resposta a críticas de autoridades.

Segundo o governador, a operação teve o apoio de outros governadores e representaria “o início de um novo processo de enfrentamento ao crime no Brasil”.

“Ontem pode ser o início de um grande processo no país. Temos a convicção de que podemos vencer batalhas, mas sozinhos não venceremos a guerra contra o estado paralelo”, disse.

Castro encerrou a coletiva afirmando que a segurança pública “é o maior problema do Brasil hoje” e que o Rio de Janeiro “não vai se furtar a fazer a sua parte”.

Fonte: G1

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