Brasil Até comparsas eram proibidos de entrar armados na casa de Doca, chefe do CV, revela investigação Redação31 de outubro de 2025033 visualizações Documentos que embasaram a megaoperação policial realizada nesta terça-feira (28) no Rio de Janeiro revelam que o Comando Vermelho (CV) adotava regras internas rígidas para proteger Edgar Alves de Andrade, o Doca, apontado como um dos principais chefes da facção. Segundo a investigação conduzida pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), nem mesmo comparsas podiam entrar armados na casa onde Doca se escondia. A medida visava impedir possíveis traições, ataques ou prisões em flagrante. Os detalhes constam em mensagens interceptadas e anexadas à denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio (MPRJ), que motivou a operação nos complexos do Alemão e da Penha. Círculo restrito e controle rígido As comunicações analisadas mostram que apenas um grupo reduzido de criminosos tinha acesso direto a Doca. Um deles é Pedro Paulo Guedes, o Pedro Bala, que dividiria o comando do tráfico na região. Outro nome citado é Carlos da Costa Neves, conhecido como Gardenal, apontado como gerente-geral do tráfico no Complexo da Penha e responsável por definir escalas de segurança e controlar quem podia se aproximar da residência do chefe. Em uma das mensagens obtidas pelos investigadores, Gardenal determina que “ninguém deve entrar armado na casa do Doca”, reforçando o controle sobre o entorno do líder. Estrutura hierárquica e funções definidas O relatório também menciona Washington Cesar Braga da Silva, o Grandão ou Síndico da Penha, apontado como gestor operacional da facção. Ele seria responsável por transmitir ordens, intermediar demandas e organizar pagamentos dos integrantes do grupo. De acordo com o MPRJ, Doca, Gardenal e Síndico são considerados de alta periculosidade e tiveram prisão preventiva decretada. Já Pedro Bala segue foragido. O Disque Denúncia oferece uma recompensa de R$ 100 mil por informações que levem à prisão de Doca — valor recorde, igualado apenas ao oferecido, em 2000, por Fernandinho Beira-Mar. ? Disque Denúncia Central: (21) 2253-1177 ou 0300-253-1177 WhatsApp Anonimizado: (21) 2253-1177 Aplicativo: Disque Denúncia RJ Fonte: G1