Márcio Garcia acusa agência Outsider de estelionato; empresa nega e diz que ator não cumpriu acordo

O ator Márcio Garcia registrou ocorrência na 16ª Delegacia de Polícia (Barra da Tijuca), no Rio de Janeiro, alegando ter sido vítima de estelionato cometido pela agência de viagens Outsider, em junho deste ano. O dono da empresa, Fernando Sampaio, já foi indiciado em dois inquéritos por crimes semelhantes.

Segundo o ator, o problema ocorreu após ele firmar uma parceria comercial com a Outsider para promover a marca em suas redes sociais, em troca de hospedagem, passagens e ingressos para o Mundial de Clubes de 2025, nos Estados Unidos.

Garcia diz ter pago R$ 17,2 mil pelo pacote e R$ 3,9 mil adicionais por um upgrade para classe executiva, via PIX para a empresa Arena Consultoria Esportiva, pertencente a Letícia Coppi e Silva, ex-namorada de Fernando Sampaio. Letícia, no entanto, declarou não reconhecer a transação.

No dia da viagem, o ator descobriu que nenhuma passagem havia sido comprada e precisou arcar pessoalmente com as despesas.

Em nota, Fernando Sampaio negou as acusações, afirmando que o ator não cumpriu sua parte do acordo de divulgação e que a Outsider teria custeado hospedagem em hotel cinco estrelas, ingressos premium e parte das passagens. O empresário também alegou ter feito estornos parciais e que o PIX enviado à empresa de Letícia serviu para quitar uma dívida pessoal.

A assessoria de Márcio Garcia afirma que o artista pagou integralmente pelas passagens e upgrades antes da viagem, e que a proposta posterior da Outsider não cobriria os prejuízos sofridos.

A Polícia Civil investiga o caso.

O nome de Fernando Sampaio e de suas empresas aparece em mais de 600 ações judiciais e boletins de ocorrência em 21 estados e no Distrito Federal, segundo levantamento obtido pelo RJ2 e g1.

Os inquéritos apontam que o empresário costuma usar diferentes CNPJs — como Arena Consultoria Esportiva e Turisport Turismo — para receber pagamentos de pacotes vendidos sob o nome Outsider Tours.

A Outsider enfrenta diversas ações cíveis e trabalhistas, e seu CNPJ está inapto na Receita Federal. Mesmo após condenações, clientes relatam dificuldade em receber valores de indenizações.

Sampaio alega ter reembolsado mais de R$ 2 milhões em acordos e nega que utilize outras empresas para escapar de obrigações legais.

A investigação continua em andamento nas delegacias do Rio e de São Paulo.

Fonte: G1

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