A criação de um eventual auxílio-nutrição para aposentados e pensionistas do serviço público federal pode gerar um impacto estimado de R$ 751 milhões por ano, segundo cálculo da Confederação dos Trabalhadores do Serviço Público Federal (Condsef).
O tema deve entrar na pauta da Mesa Nacional de Negociação Permanente, que reúne o Ministério da Gestão e Inovação (MGI) e entidades sindicais. A proposta foi apresentada ao ministério em janeiro e figura entre as principais reivindicações da categoria.
De acordo com a Condsef, há atualmente cerca de 1,2 milhão de servidores públicos federais, considerando ativos, aposentados e pensionistas. O valor do auxílio-alimentação pago hoje aos servidores do Executivo é de R$ 1.175.
A entidade estima que o custo anual seria de R$ 482 milhões para aposentados e R$ 269 milhões para pensionistas, totalizando R$ 751 milhões.
A Condsef argumenta que o benefício é necessário para compensar a perda de vantagens como auxílio-alimentação e plano de saúde, que deixam de ser concedidos após a aposentadoria. A proposta prevê que o auxílio-nutrição siga os mesmos moldes do vale-alimentação pago aos servidores da ativa.
Segundo Sérgio Ronaldo da Silva, secretário-geral da Condsef, mais de 60% dos servidores que se aposentam deixam o plano de saúde e outros benefícios que possuíam na ativa. Ele afirma que a remuneração atual não é suficiente para manter o mesmo padrão anterior. “No momento que mais precisa, tem uma redução drástica, e é cruel”, declarou.
O MGI informou que o auxílio-nutrição integra a pauta das entidades sindicais para o ciclo de negociações de 2026 da Mesa Nacional de Negociação Permanente e será discutido ao longo do ano nas reuniões da Mesa Central.
Fonte: METRÓPOLES