A diretoria do São Paulo acredita que a atuação de Ramon Abatti Abel no clássico do último domingo, diante do Palmeiras, influenciou diretamente as decisões do árbitro de vídeo. Nos bastidores, cartolas do clube avaliam que a forma incisiva como o juiz defendeu suas marcações em campo acabou condicionando a análise da equipe do VAR, comandada por Ilbert Estevam da Silva.
Segundo relatos, dirigentes tricolores ouviram parte da comunicação entre os árbitros durante reunião com a Comissão Nacional de Arbitragem, realizada na segunda-feira (7). Um dos episódios mais contestados foi o lance em que Allan derruba Tapia dentro da área. Logo após o contato, Ramon Abatti teria afirmado: “Escorregão, escorregão! Não tem bola em disputa”. A fala firme teria levado o VAR a confirmar a decisão de campo e não recomendar a revisão.
Situação semelhante ocorreu no lance em que Andreas Pereira recebeu apenas cartão amarelo após falta em Marcos Antônio. Novamente, Abatti explicou sua interpretação e não foi chamado ao monitor.
A Comissão Nacional de Arbitragem teria reconhecido que houve falhas na condução e determinou o afastamento dos envolvidos para reciclagem. O São Paulo pede ainda que os áudios de cinco jogadas polêmicas sejam divulgados, mas a CBF afirma aguardar autorização da Fifa, já que os diálogos não se enquadram no protocolo atual para publicação.
Embora não haja veto formal, o clube acredita que a entidade não escalará Abatti para jogos futuros do Tricolor por questão de bom senso.
Fonte: GE