Corinthians Bastidores do Corinthians: disputa política interna gera críticas de Memphis Depay e Fabinho Soldado após título da Copa do Brasil Redação23 de dezembro de 2025024 visualizações A conquista da Copa do Brasil pelo Corinthians, no último domingo, no Maracanã, foi marcada não apenas pela comemoração em campo, mas também por fortes declarações que expuseram a crise política nos bastidores do clube. O atacante Memphis Depay e o executivo de futebol Fabinho Soldado criticaram publicamente membros da política alvinegra, apontando insatisfação com atitudes internas que, segundo eles, prejudicam o Timão. Sem citar nomes oficialmente, Memphis afirmou que dirigentes que atrapalham o crescimento do Corinthians precisam deixar o clube, enquanto Fabinho falou sobre a existência de uma minoria que age para tumultuar o ambiente. Internamente, porém, os alvos das críticas já são conhecidos, e ambos se sentem “fritados” nos bastidores do Parque São Jorge. Uma das principais queixas de Memphis Depay envolve o vazamento de detalhes de seu contrato e de informações que, na visão do jogador, buscam manchar sua imagem perante a torcida e a opinião pública. O atacante também se mostrou incomodado com a pressão interna pela saída de Fabinho Soldado, situação que teria sido mencionada por ele em discurso no vestiário após a vitória sobre o Vasco. Fontes ligadas ao clube apontam que o holandês não confia no vice-presidente Armando Mendonça, nome citado nos bastidores como figura central de sua insatisfação. O dirigente nega qualquer conflito, afirma não ter participado de vazamentos e diz manter uma relação respeitosa com o camisa 10, atribuindo rumores a disputas políticas internas. Tanto Memphis quanto Fabinho foram contratados durante a gestão do ex-presidente Augusto Melo, afastado por impeachment neste ano. Pessoas próximas ao jogador avaliam que o fato de ele ser considerado uma “herança” da antiga diretoria contribui para o desgaste interno e para tentativas de minar sua imagem dentro do clube. O Corinthians vive um ano turbulento fora de campo, marcado por investigações do Ministério Público, agravamento da crise financeira, transfer bans por dívidas e poucas contratações. Diante do cenário, o presidente Osmar Stabile afirmou que pretende conversar com Memphis para entender melhor suas reclamações e buscar soluções internas. No caso de Fabinho Soldado, o principal incômodo está na atuação de conselheiros e da Comissão de Futebol, grupo que tem poder de fiscalização e sugestão. O executivo reclama de pressões pela sua saída e de interferências que, segundo ele, atrapalham a gestão do futebol. Apesar de ter contrato até o fim de 2026, Fabinho não garante permanência e condiciona o futuro a um alinhamento com o planejamento do clube. A diretoria, por sua vez, sustenta que as comissões apenas sugerem ações e que as decisões finais cabem à presidência. O episódio escancara um Corinthians campeão em campo, mas ainda dividido e instável nos bastidores. Fonte: GE