O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) negou em entrevista ao blog nesta segunda-feira (21) relação com tarifaço de 50% contra produtos brasileiros anunciado pelo governo Donald Trump, e disse não ter o que fazer em relação à medida.
A entrevista foi feita por videoconferência. Bolsonaro estava acompanhado do advogado, Paulo Cunha Bueno.
Ao anunciar a tarifa de 50% sobre os produtos brasileiros, Trump citou Bolsonaro e disse ser “uma vergonha internacional” o julgamento do ex-presidente no Supremo Tribunal Federal (veja a íntegra do documento).
Para o ex-presidente, “qualquer pessoa sabe” que a imposição da tarifa significa “um impacto enorme para a economia brasileira” e que a solução para o impasse é “ir lá conversar com Trump” para “ouvir as condições dele”.
Bolsonaro voltou a elogiar o presidente norte-americano, apesar do anúncio das tarifas.
‘O Eduardo não pode falar em nome do governo brasileiro’
Bolsonar, agora, nega que o filho Eduardo Bolsonaro (PL-SP) – que tem liderado articulações nos Estados Unidos em favor de retaliações ao Brasil em razão do julgamento do pai – possa negociar com as autoridades americanas.
Na última quarta-feira (16), após o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), chamar empresários e um representante do governo dos EUA para discutir o assunto, Bolsonaro havia dito que “quem está à frente dessa negociação chama-se Eduardo Nantes Bolsonaro”.
Em relação à atuação do filho, o ex-presidente disse ainda que chegou a pedir “para que ele segurasse, “medisse as palavras”, mas chamou-o de “um cara responsável” e não quis dizer se acha que ele deve voltar ao Brasil – a licença do parlamentar terminou no domingo (20).
‘Não é quase nada esses US$ 14 mil’
Na entrevista, o ex-presidente também minimizou os US$ 14 mil apreendidos pela Polícia Federal, na casa dele, na sexta-feira (18).
Bolsonaro afirmou, ainda, ter ouvido dizer que no pen drive encontrado pela PF em um banheiro – que perícia apontou não ter nada relevante para a investigação – contém “música gospel e foto de família”.
Bolsonaro diz que deve participar de reunião no Congresso
O ex-presidente voltou a defender a anistia para os envolvidos em 8 de janeiro – que poderia beneficiá-lo – e disse que, como “um animal político”, vai continuara discutir “todos os assuntos com todo mundo”.
Boslonaro disse ainda que deve participar de reuniões da bancada do PL no Congresso – as medidas restritivas impostas por Moraes não impedem que o ex-presidente vá ao Parlamento.
Fonte: G1