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Política

Política

Influenciadores, pastor e cantora: quem são os novos alvos da Lesa Pátria suspeitos de terem fomentado a ‘Festa da Selma’

por Redação 18 de agosto de 2023

Três influenciadores, um pastor e uma cantora estão entre os presos em uma nova fase da operação Lesa Pátria, que investiga suspeitos de terem financiado os atos golpistas do dia 8 de janeiro.

Além de Isac Ferreira, Rodrigo Lima, Juliana Gonçalves Lopes Barros, Dirlei Paiz e Fernanda Ôliver, outras cinco pessoas foram alvos de prisão preventiva nesta quinta-feira (17). A identidade dos demais alvos não tinha sido divulgada até a última atualização desta reportagem.

De acordo com a Polícia Federal, os alvos da operação são suspeitos de terem fomentado o movimento violento chamado “Festa da Selma” – um codinome usado pelos golpistas para se referir aos atos terroristas que culminaram na invasão dos prédios do Planalto, do Congresso e STF (Supremo Tribunal Federal).

Veja, abaixo, quem são os presos:

Influenciadores
Isac foi preso no Distrito Federal. Nas redes sociais, o influenciador divulga o dinheiro que ganha com supostas vendas na internet. “Fiz mais de 2,5 milhões vendendo na internet. Ensino de graça”, escreveu ele em seu perfil em uma rede social.

Em outra rede social, Isac mencionou a “Festa da Selma” em dois posts. “Vai ser foda a festa da Selma!!!”, escreveu ele no dia 7 de janeiro, um dia antes dos ataques golpistas. Já no dia 8, ele fez outra postagem: “Festa da Selma não tem hora pra acabar!!! Levem suas bíblias e seus direitos!!”. O g1 tenta contato com a defesa do influenciador.

Rodrigo foi preso em João Pessoa, na Paraíba. Segundo a PF, ele foi um dos primeiros a usar o termo “Festa da Selma” para incitar os atos golpistas do dia 8 de janeiro.

Influencer bolsonarista, Rodrigo posta mensagens sobre o ex-presidente nas redes sociais e em um grupo no Telegram. Ele, que se apresenta como gestor público, também foi ex-secretário de comunicação da Prefeitura de Bayeux, na Grande João Pessoa.

O g1 tentou contato com a defesa de Rodrigo, mas o e-mail não foi respondido até as 10h.

Outro mandado de prisão cumprido no DF teve como alvo Juliana Gonçalves Lopes Barros, que foi presa em Águas Claras, a cerca de 20 quilômetros da região central de Brasília. Segundo a PF, ela, que tem 40 mil seguidores em uma rede social, divulgou vídeos convocado para os atos do dia 8 de janeiro, do qual também participou.

Juliana também fez referência ao que seria uma “festa” em Brasília. “Você é meu convidado de honra. A festa vai ter a cereja do bolo. Você precisa chegar em Brasília no dia 7. Corre pra Brasília porque esta vai ser a festa do ano e a festa da nossa vida”, disse em post em rede social. A reportagem tenta contato com a defesa da influenciadora.

Pastor
Já Dirlei, o pastor, foi preso em Blumenau, no Vale do Itajaí. Apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ele tem fotos com o quarto filho do ex-presidente, Jair Renan, divulgadas em redes sociais.

Dirlei ocupa atualmente o cargo de coordenador técnico do gabinete do presidente da Câmara de Vereadores de Blumenau, Almir Vieira. Segundo o portal da transparência, ele recebe um salário de R$ 5.075 mensais.

A NSC TV entrou em contato telefônico com a esposa de Dirlei, que confirmou a prisão do marido. A reportagem buscou o advogado do pastor, que informou estar se inteirando do assunto.

Cantora
Já Fernanda foi presa pela PF em Goiânia. Apesar de morar na capital goiana, a cantora nasceu em Araguaçu, no Tocantins, em 1998. Ela tem quase 140 mil seguidores no Instagram.

A prisão de Fernanda foi confirmada por fontes ligadas à operação. A reportagem entrou em contato com a assessoria da cantora para um posicionamento, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

Fonte: G1

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SegurançaPolítica

Fotógrafo ouvido na CPMI narra ‘clima hostil’ durante invasão do Planalto e diz ter sido ameaçado

por Redação 16 de agosto de 2023

Em depoimento na condição de testemunha à CPMI do 8 de Janeiro, nesta terça-feira (15), o fotojornalista da Reuters Adriano Machado narrou um clima “hostil e instável” dentro do Palácio do Planalto durante as invasões dos prédios públicos na Esplanada. Ele também disse ter sido ameaçado com um taser, uma arma de choque, no momento em que resolveu deixar o prédio.

Machado afirmou que estava de plantão em 8 de janeiro e cobriu as manifestações pacíficas pela manhã, antes de sair para almoçar com a família. Ele disse ter sido avisado por um colega, por volta das 14h40, de que um grupo teria quebrado a barreira na Esplanada. Às 15h15, ele estacionou o carro no anexo do Palácio da Justiça para iniciar a cobertura.

O fotojornalista estava com equipamento de segurança, incluindo colete à prova de balas, máscara de gás e capacete. Por volta das 15h30, notou grades quebradas no estacionamento do Planalto e, ao subir a rampa, uma movimentação que considerou relevante, “porque é algo que eu nunca tinha visto nos mais de 20 anos de cobertura na Esplanada”, disse.

Ao perceber uma pessoa indo em direção ao gabinete da Presidência da República, Machado relatou ter ido atrás e permaneceu no local “de maneira discreta”. Num dado momento, o grupo percebeu a presença dele e o cercou — instante em que o fotógrafo se identificou.

“Naquele momento, me esquivei e só pensava em sair dali. Eu estava nervoso e tenso por ser tão repreendido. Não conhecia nenhuma daquelas pessoas, e até hoje não saberia dizer nomes e quem seriam”, narrou o jornalista.

Após esse momento, as imagens mostram Machado cumprimentando um dos invasores. Na CPMI, ele afirmou que isso ocorreu depois de ele ter apagado fotos a pedido do homem. “Apesar de não endossar ou apoiar o que estava havendo, não tinha escolha a não ser o cumprimentar de volta. Estava preocupado de que, se me recusasse a retribuir, isso poderia levar a uma situação perigosa para mim.”

Machado foi convocado à CPMI por pedido de membros da oposição, que sustentam a participação e conivência do jornalista com as invasões. O deputado Delegado Ramagem (PL-RJ), por exemplo, disse que o fotojornalista “não cumpriu os deveres como jornalista, participou do 12 de dezembro, do 8 de Janeiro, deu publicidade”, não foi preso nem é investigado. Adriano também participou da cobertura da tentativa de invasão da sede da Polícia Federal, em dezembro de 2022.

Ramagem ainda comparou a situação de Machado com a da ativista Klio Hirano, presa por participar do acampamento em frente ao quartel-general do Exército e e convocar pessoas ao local. “Ela tem carteira e registro de jornalista e foi presa e nem participou do 8 de Janeiro. Está presa porque divulgou imagens de 12 de dezembro”, disse o deputado oposicionista, que pediu a quebra de sigilo de Machado para investigar se ele pertencia ao grupo responsável por invadir o Planalto.

Do outro lado, o governista Rogério Correia (PT-MG) ressaltou que a referida jornalista participou dos atos do dia 12 de dezembro e foi interrogada, ocasião em que narrou que estava acampada nas proximidades do quartel havia 40 dias ou mais e que tinha ido à capital federal em um ônibus fretado por manifestantes com o objetivo de “evitar o comunismo no Brasil”. “Ela não está presa por ser jornalista, mas por ser manifestante do movimento golpista. […] O senhor Adriano estava lá como trabalhador, fotografando”, afirmou Correia.

O depoimento de Adriano Machado começou por volta das 9h50 e conta com 29 inscritos.

Fonte: r7

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Política

Expectativa da PF é que hacker da ‘Vaza Jato’ faça delação premiada

por Redação 15 de agosto de 2023

A Polícia Federal (PF) trabalha com a expectativa de que o hacker Walter Delgatti Neto feche um acordo de delação premiada antes de seu depoimento à CPMI do 8 de Janeiro, marcado para a próxima quinta-feira (17). Ele foi preso na investigação que apura a invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Segundo o R7 apurou, os investigadores esperam que, em uma delação, o hacker dê detalhes do que foi acordado entre ele e a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP).

A convocação para a CPMI foi um pedido da ala governista, que alega que Delgatti tem “envolvimento na promoção dos atos criminosos contra a democracia e as instituições públicas brasileiras”. Por se tratar de uma convocação, Delgatti é obrigado a comparecer à comissão.

No mesmo dia em que a prisão do hacker foi decretada, também foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Zambelli, suspeita de ter contratado o hacker para executar crimes.

A operação teve o objetivo de esclarecer a atuação de indivíduos na invasão dos sistemas do CNJ e na inserção de documentos e alvarás de soltura falsos no Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP). A suspeita da PF é que a deputada tenha efetuado pagamentos a Delgatti para que ele invadisse o sistema.

Os crimes apurados ocorreram entre 4 e 6 de janeiro de 2023, quando teriam sido inseridos no sistema do CNJ e, possivelmente, de outros tribunais, 11 alvarás de soltura de indivíduos presos por motivos diversos e um falso mandado de prisão em desfavor do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

As inserções fraudulentas ocorreram após a invasão criminosa aos sistemas do CNJ, segundo a PF, com a utilização de credenciais falsas obtidas de forma ilícita. Os fatos investigados configuram, em tese, os crimes de invasão de dispositivo informático e falsidade ideológica.

Fonte: r7

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Política

Destaques da semana: depoimento de hacker na CPMI, porte de drogas no STF e Lula no Paraguai

por Redação 14 de agosto de 2023

O Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para esta segunda-feira (14) o início do julgamento que decidirá se outros 70 denunciados pelos atos extremistas do 8 de Janeiro, em Brasília, se tornarão réus. Neste novo bloco de denúncias apreciadas pelos ministros estão envolvidas também pessoas presas em dezembro por atos de vandalismo.

O líder indígena José Acácio Serere Xavante é uma das pessoas que serão julgadas. Ele foi detido pela Polícia Federal em Brasília e é acusado de liderar manifestações que questionaram o resultado das eleições presidenciais e criticaram os ministros do Supremo.

Outro caso conhecido que será analisado é o de “Fátima de Tubarão”, de 67 anos, que foi alvo de uma operação que cumpriu mandados contra pessoas envolvidas na organização dos atos e que participaram deles.

O julgamento será feito de forma virtual, sem discussão entre os ministros. Se houver um pedido de vista, o julgamento será suspenso. Caso ocorra um pedido de destaque, a decisão será levada ao plenário físico do tribunal.

Lula em evento no Paraguai
Nesta terça (15), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai participar da cerimônia de posse do presidente eleito do Paraguai, Santiago Peña. O evento será realizado em Assunção, capital do país vizinho.

Ainda neste mês, o petista pretende fazer um giro pelo continente africano. Ele vai participar, entre 22 e 24, da Cúpula dos Brics, grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, em Joanesburgo. O presidente também avalia visitar oficialmente Angola e São Tomé e Príncipe.

Julgamento sobre porte de drogas no STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes sugeriu marcar o julgamento da ação que questiona a criminalização do porte de drogas para uso pessoal a partir desta quarta (16). Agora, cabe à presidente da Corte, ministra Rosa Weber, marcar a data.

Na semana passada, após o voto do ministro Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, relator do caso, pediu o adiamento da votação para analisar a tese do colega. Moraes votou pela descriminalização do porte de maconha para consumo próprio. Ele ainda propôs que seja considerado usuário, pela Justiça, quem estiver portando entre 25 g e 60 g da planta.

Até o momento, há quatro votos pela descriminalização, mas ainda sem definição se ela abrangeria apenas a maconha ou incluiria outras drogas ilícitas.

Depoimento do hacker da ‘Vaza Jato’ na CPMI
O hacker Walter Delgatti Neto, conhecido por ter dado origem à operação “Vaza Jato”, vai prestar depoimento na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de Janeiro nesta quinta (17). A oitiva havia sido marcada inicialmente para o dia 10, mas foi adiada.

A convocação foi um pedido da ala governista, que alega que Delgatti tem “envolvimento na promoção dos atos criminosos contra a democracia e as instituições públicas brasileiras”. Por se tratar de uma convocação, ele é obrigado a comparecer à comissão.

Para o deputado Rogério Correia (PT-MG), vice-líder do governo na Câmara e autor do requerimento de convocação, o hacker precisa ser interrogado pela comissão para explicar a afirmação feita à Polícia Federal de que, no ano passado, Bolsonaro perguntou se ele conseguiria invadir as urnas eletrônicas caso tivesse o código-fonte dos equipamentos.

Fonte: r7

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Política

CPI das Joias ganha força na Câmara e número de assinaturas cresce em favor da abertura

por Redação 14 de agosto de 2023

O avanço das investigações da Polícia Federal (PF) sobre o suposto esquema de venda ilegal de joias presenteadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tem fortalecido na Câmara dos Deputados o movimento pela abertura de uma CPI para apurar o tema. Até esta segunda-feira (14), pelo menos 111 deputados já tinham assinado o pedido de instalação. A expectativa dos autores é encerrar a semana com 130 assinaturas, número que leva como base a sinalização já feita verbalmente por parlamentares.

Os deputados federais governistas Túlio Gadêlha (Rede-PE) e Rogério Correia (PT-MG) lideram a coleta de assinaturas. “Fomos procurados inclusive por lideranças depois que saiu a deflagração da PF. Pelo caminhar das coisas, acredito que haverá adesão suficiente para abrir a CPI. Cada dia, um novo escândalo, novos indícios, o que revela a necessidade de investigar pessoas ligadas ao esquema e como ele funcionou”, afirmou Gadêlha ao R7.

Para instalar uma CPI na Câmara, é necessária a adesão de, pelo menos, 171 deputados, o que significa um terço dos representantes da Casa. Na avaliação de Gadêlha, ainda que as apurações estejam evoluindo no campo judicial, um movimento por parte do Legislativo não deixa de ser importante.

“Se existem implicações no cenário político, também precisa ser discutido no âmbito político. O que foi feito com os valores, os políticos e as autoridades envolvidos, são elementos de interesse público que justificam a apuração parlamentar. Uma coisa não impede a outra. E a CPI deve realizar um trabalho construído de forma cooperativa”, justificou o governista.

Operação da PF
Na sexta-feira (11), a PF realizou quatro mandados de busca e apreensão em uma operação de combate a crimes de peculato e lavagem de dinheiro ligados ao caso das joias recebidas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro de governos estrangeiros. Os alvos foram o general Mauro César Lourena Cid, pai do ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro Mauro Cid, o tenente do Exército Osmar Crivelatti e o advogado da família Bolsonaro Frederick Wassef.

Os investigados são suspeitos de vender joias e presentes oficiais recebidos pelo ex-presidente. De acordo com a PF, eles teriam utilizado “a estrutura do Estado brasileiro para desviar bens de alto valor patrimonial, entregues por autoridades estrangeiras em missões oficiais a representantes do Estado, por meio da venda desses itens no exterior”.

Os relatórios da PF que embasam a liberação dos mandados por parte do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, revelam a venda de kits de joias nos Estados Unidos e a tentativa de leiloar outros bens. Pela primeira vez, o ex-presidente Bolsonaro aparece em primeiro plano no suposto esquema, a partir de mensagens que revelam articulação para a entrega de dinheiro em espécie a Bolsonaro e pelo uso do avião presidencial para transportar ilegalmente as joias.

Os investigadores também pediram as quebras de sigilo bancário e fiscal do ex-chefe do Executivo e da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

O ministro Alexandre de Moraes vê “determinação” de Bolsonaro para o esquema. A defesa do ex-presidente afirmou que ele “jamais se apropriou ou desviou quaisquer bens públicos”. Em nota, a defesa diz também que Bolsonaro entregou joias “voluntariamente e sem que houvesse sido instado” ao Tribunal de Contas da União (TCU), episódio que ocorreu em março deste ano. Entre os itens de luxo devolvidos estão abotoaduras, um anel, um relógio, uma caneta e uma masbaha, objeto religioso.

Fonte: G1

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Política

Relógio vendido nos EUA foi recomprado por ex-advogado de Bolsonaro para ser entregue ao TCU

por Redação 11 de agosto de 2023

O advogado Frederick Wassef, que atuava na defesa de Jair Bolsonaro (PL) quando ele estava na Presidência da República, foi aos Estados Unidos recomprar um relógio Rolex vendido no país para entregar o artigo de luxo ao Tribunal de Contas da União (TCU). A movimentação se deu após o tribunal entender que o presente recebido não pertence à autoridade que exercia o cargo, mas à União.

As investigações indicam que, para recuperar o relógio, foi necessário desembolsar um valor superior ao da venda.

Wassef é um dos alvos da operação da Polícia Federal, desta sexta-feira (11), que procura combater crimes de peculato e lavagem de dinheiro ligada ao caso das joias recebidas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro de governos estrangeiros.

Além do advogado, estão na mira da corporação o general Mauro César Lourena Cid — pai do ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro Mauro Cid — e o tenente do Exército Osmar Crivelatti.

O relógio foi um presente dado por autoridades sauditas a Bolsonaro durante viagem oficial em 2019. Quem conseguiu fechar o negócio foi o general Mauro César Cid. O Rolex e outro relógio de luxo da marca Patek Philippe foram vendidos por US$ 68 mil.

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Segundo as investigações, o general Cid era o responsável por negociar joias e outros bens recebidos por Bolsonaro. Ele ocupava o cargo ligado à Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) durante a gestão Bolsonaro. Ele foi colega de Jair Bolsonaro na Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende, na década de 1970.

Fonte: r7

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Política

Silvinei Vasques passa mal em depoimento à PF e nega interferência nas eleições de 2022

por Redação 11 de agosto de 2023

O ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques, preso nesta quarta-feira (9), passou mal duas vezes durante seu depoimento à Polícia Federal, nesta quinta-feira (10), em Brasília. Ele precisou ser atendido por brigadistas que atuam no órgão. Na oitiva, o delegado negou que tenha agido para interferir no resultado das eleições do ano

Como noticiou o R7 na manhã desta quinta-feira, a defesa de Vasques confirmou que as autoridades investigativas não ofereceram delação premiada. “Ele não aceitaria, porque quem delata é criminoso”, declarou o advogado Eduardo Simão. A fala ocorreu na saída da sede da Polícia Federal.

De acordo com a defesa, a mensagem do coodenador da PRF Adiel Alcântara a respeito de “policiamento direcionado” diz respeito a ações gerais da instituição — e não à perseguição a eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Cada atividade da PRF, cada operação tem uma direção, como meio ambiente e questão de crimes eleitorais”, disse Simão.

Vasques foi preso preventivamente em casa, na região metropolitana de Florianópolis, nesta quarta-feira, por suspeita de uso da máquina pública para interferir no processo eleitoral do ano passado. O pedido de prisão foi baseado, entre outras provas, em mensagens encontradas em celulares de servidores da PRF que prestaram depoimento no caso.

Além da prisão do ex-diretor-geral, 47 policiais rodoviários que participaram de uma reunião com Vasques em 19 de outubro foram ouvidos pela PF na quarta-feira. Fontes ouvidas pela Record TV avaliam que alguns depoimentos podem incriminar o ex-chefe da corporação.

No inquérito da Justiça Eleitoral do Distrito Federal que corre em paralelo, o ex-diretor-geral responsabilizou o Ministério da Justiça e Segurança Pública pelas operações da PRF no segundo turno do ano passado, diferentemente do que tinha dito à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de Janeiro. Na ocasião, ele declarou aos parlamentares que não houve diferença de atuação da corporação do primeiro para o segundo turno.

A defesa de Vasques, após o depoimento à PF nesta quinta, minimizou a declaração do ex-diretor-geral sobre a pasta. “A PRF é subordinada ao Ministério da Justiça [e Segurança Pública], tem que obedecer, mas não teve nenhum pedido [de intensificar fiscalizações]. O ministério pediu para a PRF cumprir a legislação”, declarou o advogado Eduardo Simão.

‘Policiamento direcionado’
Mensagens obtidas pela PF mostram que Silvinei teria ordenado um “policiamento direcionado” contra eleitores do então candidato à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições de 2022.

Em 29 de outubro, mensagens trocadas entre o policial rodoviário federal Adiel Pereira Alcântara, então coordenador de Análise de Inteligência da PRF, e Paulo César Botti Alves Júnior, subordinado a ele, mostram que o próprio Alcântara criticou a conduta de Vasques. Ele afirma que o ex-diretor-geral teria falado “muita m…” nas reuniões de gestão, notadamente determinando o “policiamento direcionado” das equipes da corporação nas blitze realizadas no segundo turno das eleições e “corroborando com os elementos de prova que indicam as ações policiais visando dificultar ou mesmo impedir eleitores de votar”.

Conversas de WhatsApp de 12 de outubro no celular de Alcântara com o policial rodoviário federal Luís Carlos Reischak Júnior, então diretor de Inteligência da PRF, indicam a orientação de uma ação ostensiva para o dia 30 do mesmo mês. “Chamando atenção um trecho no qual mencionam abordagens de ônibus que levam passageiros de São Paulo para o Nordeste”, diz um trecho do documento obtido pela PF.

“Perfeito, chefe. Acho que é bom e assim, acho que a gente tem que levar em consideração também essa decisão recente do [ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto] Barroso que liberou o transporte gratuito de eleitores no dia 30. Porque vai ser difícil caracterizar o transporte clandestino de eleitor, né”, respondeu Alcântara.

À Record TV, a defesa de Vasques disse, em referência ao mapeamento dos eleitores de Lula, que ele não pode ser responsabilizado por atos que tenham sido cometidos por outras pessoas.

Fonte: r7

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Política

Gilmar Mendes vota para receber denúncia e tornar Carla Zambelli ré

por Redação 11 de agosto de 2023

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta sexta-feira (11) para tornar ré a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal com emprego de arma de fogo. O julgamento da denúncia oferecida pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra a parlamentar será realizado no plenário virtual até 21 de agosto.

Em outubro do ano passado, um dia antes do segundo turno das eleições, Zambelli sacou um pistola e perseguiu um homem na rua de um bairro nobre de São Paulo. À época, a parlamentar disse que tomou a atitude depois de ter sido agredida e xingada pelo indivíduo, que, segundo ela, seria militante do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Segundo a PGR, a deputada “não detém autorização para o manejo ostensivo do armamento em via pública e em local aberto ao público contra pessoa do povo que não ensejava qualquer mal, ameaça ou perigo concreto à vida ou à integridade física sua ou de terceiro”.

No documento, o órgão pede que Zambelli seja condenada a pagar multa de R$ 100 mil e que o porte de arma da deputada seja cancelado definitivamente.

Se houver um pedido de vista, o julgamento será suspenso. Caso ocorra um pedido de destaque, a decisão será levada ao plenário físico do tribunal. Se a denúncia for aceita, Zambelli passará à condição de ré e vai responder a uma ação penal. O R7 tentou contato com a defesa da parlamentar.

Em fevereiro, o ministro Gilmar Mendes, relator do caso, determinou a abertura de inquérito para investigar a deputada por perseguição armada. Carla Zambelli descumpriu uma resolução do Tribunal Superior Eleitoral que proíbe o transporte de armas no fim de semana da eleição.

No dia do incidente, em outubro de 2022, o homem chegou a ser encurralado por apoiadores da deputada em uma lanchonete, mas foi liberado pouco depois.

Fonte: r7

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Política

GSI de Lula enviou a Mauro Cid detalhes de segurança de viagens do presidente

por Redação 9 de agosto de 2023

O Palácio do Planalto na gestão Lula enviou detalhes sobre a segurança em viagens do presidente ao tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro preso e alvo da CPMI do 8 de Janeiro. Os e-mails funcionais de Cid enviados à comissão mostraram que ele recebeu documentos “urgentíssimos” sobre quatro viagens e três eventos de Lula, dentro e fora do país.

As mensagens da Secretaria de Segurança e Coordenação Presidencial, do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), foram enviadas a Cid de 6 a 13 de março deste ano. Naquela época, Cid e Bolsonaro estavam nos Estados Unidos. O ex-presidente deixou o Brasil ainda em dezembro, para não passar a faixa presidencial a Lula.

O faz-tudo de Bolsonaro recebeu, em sua caixa de entrada, os detalhes de segurança dos seguintes eventos oficiais de Lula: Pequim e Xangai, na China; Brasília, em três eventos; Foz do Iguaçu (PR); e Boa Vista (RR), que aconteceram em março e abril. As mensagens estavam na lixeira do e-mail de Cid, que, a exemplo de outros auxiliares de Bolsonaro, não apagou as mensagens definitivamente e deu brecha para que a Polícia Federal e a CPMI acessassem o material.

As mensagens traziam documentos com tarja de “urgentíssimo” com informações como data e horário da reunião de preparação, do reconhecimento do local e da visita do escalão avançado, além do nome e celular do coordenador da segurança. Nas viagens à China, o documento citava ainda os horários de decolagem dos aviões da Força Aérea Brasileira (FAB).

Os e-mails partiram de três militares do GSI: Márcio Alex da Silva, do Exército; Dione Jefferson Freire, da Marinha; e Rogério Dias Souza, da Marinha. Todos já trabalhavam no GSI na gestão Bolsonaro.

Procurados, o GSI, a Secretaria de Comunicação e Mauro Cid não responderam. O espaço está aberto a manifestações.

Fonte: Metropoles

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Política

TCU vai fazer auditoria em gastos da PRF com operações ao longo de 2022

por Redação 9 de agosto de 2023

O Tribunal de Contas da União (TCU) vai inspecionar os gastos da Polícia Rodoviária Federal (PRF) com operações de trânsito durante o ano passado. A auditoria da corte vai apurar se houve uso indevido de recursos públicos por parte da corporação. A inspeção mira a atuação do ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques, preso nesta quarta-feira (9) por suspeita de uso da máquina pública para interferir no processo eleitoral do ano passado.

Caso a auditoria do tribunal comprove a prática de crimes, os responsáveis poderão ter que devolver o dinheiro gasto nas operações.

Vasques foi preso na manhã desta quarta, em Florianópolis (SC). Segundo investigações da Polícia Federal, integrantes da PRF teriam direcionado recursos humanos e materiais com o intuito de dificultar o trânsito de eleitores no segundo turno.

Os agentes da PF cumpriram, ao todo, dez mandados de busca e apreensão, além do mandado de prisão preventiva de Vasques, nos estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Rio Grande do Norte e no Distrito Federal. Todos os mandados foram autorizados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

Oitiva de 47 policiais rodoviários federais
A operação que prendeu Vasques teve o apoio da Corregedoria-Geral da PRF, que determinou ainda a oitiva de 47 policiais rodoviários federais.

Segundo a PF, os fatos investigados configuram, em tese, os crimes de prevaricação e violência política, previstos no Código Penal Brasileiro, e os crimes de impedir ou embaraçar o exercício do sufrágio e ocultar, sonegar, açambarcar ou recusar no dia da eleição o fornecimento, normalmente a todos, de utilidades, alimentação e meios de transporte, ou conceder exclusividade dos mesmos a determinado partido ou candidato, que consta no Código Eleitoral Brasileiro.

De acordo com a Polícia Federal, os crimes apurados teriam sido planejados desde o início de outubro de 2022, sendo que, no dia do segundo turno, foi realizado patrulhamento ostensivo e direcionado à região Nordeste.

Fonte: r7

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