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Categoria:

Segurança

caso Master

Saída de advogado abala defesa de Daniel Vorcaro após fracasso em negociação de delação

por Redação 22 de maio de 2026

O advogado José Luis Oliveira Lima, conhecido como Juca, deixou a defesa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A informação foi confirmada pelo próprio criminalista, que afirmou ao blog que a decisão ocorreu “de comum acordo”.

A saída acontece em meio ao desgaste das negociações para um acordo de delação premiada envolvendo o banqueiro. Nesta semana, a Polícia Federal rejeitou a proposta apresentada por Vorcaro. Embora a Procuradoria-Geral da República ainda mantenha tratativas em andamento, cresce nos bastidores a avaliação de que um eventual acordo homologado pela gestão do procurador-geral Paulo Gonet poderia ser interpretado como um “vexame” e enfrentaria resistência do ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).

Juca havia assumido a defesa de Vorcaro em março e era considerado peça-chave na tentativa de construir uma colaboração premiada. Um dos criminalistas mais conhecidos do país, o advogado acumula experiência em acordos de delação em investigações de grande repercussão, como o firmado pelo empreiteiro Léo Pinheiro, da OAS, durante a Operação Lava Jato.

Segundo interlocutores que acompanham o caso, Daniel Vorcaro estaria sob forte pressão psicológica devido à prisão. Relatos obtidos pelo blog apontam que, após uma fase inicial de proteção a aliados, o banqueiro estaria disposto a ampliar o alcance de uma eventual colaboração premiada.

Na quinta-feira (21), antes da saída da defesa, os advogados solicitaram a transferência de Vorcaro da cela onde está custodiado na Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal para o 19º Batalhão da Polícia Militar, localizado no Complexo Penitenciário da Papuda, conhecido como “Papudinha”.

A defesa alegou que as condições da custódia na sede da PF não seriam adequadas para a permanência do empresário.

Fonte: G1

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Segurança

Estudante de Direito implora para motorista parar antes de acidente fatal; suspeito diz que teve ciúmes em bar

por Redação 22 de maio de 2026

A estudante de Direito Kimmberlly Gisele Pereira Rodrigues, de 21 anos, morreu após um grave acidente em Alexânia (GO), depois de implorar para que o motorista parasse o carro. O caso, ocorrido em 4 de maio, é investigado pela Polícia Civil como possível feminicídio por dolo eventual.

Segundo a delegada Silzane Bicalho, o motorista Ivan Rodrigues Cardoso, de 33 anos, preso temporariamente, afirmou em depoimento que ficou com ciúmes da jovem enquanto os dois estavam em um bar. Ele alegou ainda que seguia para Brasília com ela e disse ser namorado da vítima, versão que não foi confirmada pela família.

Um vídeo gravado pela própria Kimmberlly dentro do veículo mostra o momento em que ela pede para que ele pare o carro, afirmando estar com medo e solicitando que fossem para a casa dela. Em seguida, o motorista pede que ela pare de filmar. A vítima permaneceu no veículo enquanto ele seguia viagem.

De acordo com a investigação, o suspeito também declarou que perdeu o controle do carro ao ver um “vulto” na pista, o que teria causado o capotamento. A polícia aponta ainda que ele havia ingerido bebida alcoólica no dia do acidente. Ivan foi resgatado e levado a um hospital em Anápolis, enquanto Kimmberlly chegou a ser socorrida, mas morreu na ambulância.

Testemunhos e informações apuradas pela TV Anhanguera indicam que a jovem havia passado o dia em uma chácara com amigos e chegou a pegar carona com o suspeito. Ao saber que ele seguiria para Brasília, parte do grupo deixou o veículo, mas ela permaneceu.

A defesa de Ivan sustenta que o caso deve ser tratado como acidente automobilístico e afirma que não há comprovação de intenção, pedindo cautela na investigação e respeito ao devido processo legal. A advogada informou ainda que poderá solicitar habeas corpus.

A família da estudante descreveu Kimmberlly como uma jovem carinhosa e dedicada, estudante e funcionária de uma loja de artigos esportivos. Em relatos emocionados, a mãe afirmou que a filha havia pedido para o motorista parar e disse que a perda não se trata de um simples acidente.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil.

Fonte: G1

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Segurança

Motorista se ajoelha e faz oração ao lado de vítima após acidente fatal na BR-158

por Redação 21 de maio de 2026

O motorista do caminhão envolvido no acidente que matou um motociclista na BR-158, em Cruz Alta, no Noroeste do Rio Grande do Sul, pediu autorização a um bombeiro antes de se aproximar da vítima para fazer uma oração ao lado do corpo.

O acidente aconteceu no último sábado (16), no km 205 da rodovia, em frente a um posto de combustíveis. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o caminhoneiro, de 74 anos, ajoelhou-se ao lado da vítima após a colisão.

O motociclista que morreu no local foi identificado como André Mimbacas Saccol, de 47 anos, natural de Santa Maria e sócio do Grupo Medianeira, empresa do ramo de transportes. Ele era responsável pelas operações da companhia em Ijuí, no Noroeste gaúcho.

De acordo com a PRF, André pilotava a motocicleta no sentido Cruz Alta–Santa Maria quando atingiu a traseira do caminhão, que acessava a pista ao sair do posto de combustíveis.

O motorista do caminhão não sofreu ferimentos. Ainda segundo a polícia, ele realizou o teste do bafômetro, que apontou resultado negativo para ingestão de álcool. O condutor permaneceu no local e prestou socorro após o acidente.

O corpo do empresário foi velado no domingo (17) e posteriormente encaminhado para cremação.

Fonte: G1

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Comando Vermelho

CV investe em drones gigantes para transportar até 20 fuzis entre favelas do Rio

por Redação 21 de maio de 2026

Traficantes do Comando Vermelho (CV) passaram a utilizar drones de grande porte para transportar armas e drogas entre comunidades controladas pela facção no Rio de Janeiro. Segundo a polícia, os equipamentos têm capacidade para carregar até 80 quilos — o equivalente a cerca de 20 fuzis FAL ou AR-15.

A descoberta foi feita após a câmera de uma aeronave da Polícia Militar registrar um treinamento com um drone de aproximadamente três metros de comprimento no Complexo do Alemão, na Zona Norte da capital fluminense. A data do voo não foi divulgada pelas autoridades.

De acordo com informações da Subsecretaria de Inteligência da Secretaria estadual de Segurança Pública, o treinamento estaria sendo conduzido por um brasileiro que retornou da guerra na Ucrânia, onde teria atuado como voluntário no conflito contra a Rússia. Segundo a investigação, ele também estaria repassando aos traficantes técnicas de combate militar aprendidas durante o período em que permaneceu no Leste Europeu.

Ainda segundo a polícia, o homem teria presenteado Edgar Alves de Andrade, o Doca, um dos integrantes da cúpula do CV, com uma placa balística usada por ele durante a guerra.

As imagens monitoradas pela polícia mostram pelo menos dez pessoas ao lado do drone momentos antes da decolagem. O equipamento utilizado é do tipo empregado em pulverização agrícola e transporte de carga, com autonomia de até 12 quilômetros e custo estimado em mais de R$ 200 mil.

Segundo os investigadores, a partir do Complexo do Alemão, os drones conseguem alcançar outras comunidades dominadas pelo CV, como Cidade de Deus, Jacarezinho, Complexo do Lins e Complexo do Chapadão. O equipamento também teria autonomia para percorrer o trajeto entre Gardênia Azul e Muzema, áreas estratégicas da facção na Zona Oeste do Rio.

A polícia afirma que o objetivo agora é impedir que a facção use os drones para ampliar o fluxo de armas e drogas sem risco de interceptação policial.

Os treinamentos estariam sendo realizados em áreas do Complexo do Alemão e do Complexo da Penha, locais apontados como esconderijos de integrantes da alta cúpula do CV ainda foragidos da Justiça. Entre eles estão Doca, Carlos da Costa Neves, conhecido como Gardenal, Pedro Paulo Guedes, o Pedro Bala, e Luciano Martiniano da Silva, o Pezão. Segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), os quatro somam 82 mandados de prisão.

A utilização de militares ou ex-militares para operar drones da facção não é inédita. Em setembro de 2024, o então cabo da Marinha Rian Maurício Tavares foi preso pela Polícia Federal suspeito de operar drones para o CV. Segundo a investigação, uma dessas aeronaves teria sido usada para lançar granadas na Gardênia Azul meses antes.

Em outubro de 2025, drones menores voltaram a ser usados por criminosos durante uma operação policial nos complexos da Penha e do Alemão. Segundo a polícia, os equipamentos monitoravam movimentações de viaturas da Polícia Civil e Militar. O confronto durou cerca de nove horas e terminou com 117 suspeitos mortos e cinco policiais mortos.

Diante do avanço tecnológico do crime organizado, a Polícia Civil criou em maio de 2026 a Coordenadoria de Operações com Aeronaves Não Tripuladas (Coant), responsável por coordenar o uso de drones em ações de investigação e inteligência.

Os equipamentos adquiridos pela corporação foram importados da China e incluem drones com sensores térmicos, câmeras noturnas, reconhecimento facial, leitura de placas e capacidade de transmissão de imagens em tempo real para a Cidade da Polícia. Segundo a corporação, os investimentos em tecnologias e softwares de inteligência somam R$ 2,1 milhões nos últimos dois anos.

Fonte: OGLOBO

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Segurança

Deolane volta a ser presa e relembra operação bilionária de 2024 envolvendo jogos ilegais

por Redação 21 de maio de 2026

A nova prisão de Deolane Bezerra, realizada nesta quinta-feira, trouxe novamente à tona a operação policial que colocou a influenciadora atrás das grades em 2024, durante uma investigação sobre lavagem de dinheiro ligada a jogos de azar.

Na ocasião, Deolane foi presa no Recife em uma ação da Polícia Civil de Pernambuco que apurava um esquema suspeito de movimentar cerca de R$ 3 bilhões por meio de apostas ilegais e ocultação de patrimônio. A mãe da influenciadora, Solange Bezerra, também acabou detida durante a operação.

Segundo as autoridades, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 2,1 bilhões em ativos financeiros e autorizou o sequestro de bens dos investigados, incluindo carros de luxo e aeronaves.

Inicialmente, Deolane ficou presa na Colônia Penal Feminina do Recife. Dias depois, obteve habeas corpus e passou para prisão domiciliar, mediante medidas cautelares como uso de tornozeleira eletrônica e proibição de conceder entrevistas ou se manifestar nas redes sociais.

A situação, porém, ganhou um novo capítulo logo após a saída da prisão. Ao deixar a unidade prisional, a influenciadora falou com jornalistas e publicou uma foto nas redes sociais com a boca coberta por uma fita adesiva em formato de “X”. O gesto foi interpretado pela Justiça como descumprimento das restrições impostas.

No dia seguinte, durante comparecimento ao fórum para assinatura dos documentos da prisão domiciliar, Deolane foi informada de que o benefício havia sido revogado. Na mesma noite, acabou transferida para a Colônia Penal Feminina de Buíque, no Agreste de Pernambuco.

O caso teve ampla repercussão nacional devido aos valores bilionários investigados e à exposição do patrimônio atribuído aos envolvidos.

Quase dois anos depois, Deolane voltou a ser alvo de uma grande operação policial. Desta vez, a investigação conduzida pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Segundo os investigadores, uma transportadora de cargas sediada em Presidente Venceslau, no interior paulista, teria sido usada pela cúpula da facção criminosa para movimentações financeiras ilegais.

Além de Deolane, a operação também teve como alvos Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder do PCC, o operador financeiro Everton de Souza, conhecido como “Player”, e familiares ligados à organização criminosa.

Fonte: OGLOBO

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Segurança

Deolane presa: bilhetes escondidos em presídio deram início à investigação sobre esquema do PCC

por Redação 21 de maio de 2026

A prisão da influenciadora Deolane Bezerra na Operação Vérnix, realizada nesta quinta-feira (21), teve origem em bilhetes e manuscritos ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC) encontrados há sete anos em um presídio de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo.

A operação conduzida pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil investiga um esquema de lavagem de dinheiro que utilizava uma transportadora de cargas fantasma para movimentar recursos da facção criminosa. Segundo os investigadores, duas contas em nome de Deolane teriam sido usadas para receber valores ligados ao esquema.

De acordo com a investigação, a influenciadora também mantinha vínculos pessoais e comerciais com um dos gestores fantasmas da empresa investigada. A polícia afirma ainda não ter encontrado prestação de serviços compatível com os valores recebidos por ela.

Além de Deolane, a Justiça expediu mandado de prisão contra Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder do PCC e já preso no sistema federal.

As apurações começaram após agentes penitenciários encontrarem manuscritos escondidos em caixas de esgoto das celas de Gilmar Pinheiro Feitoza e Sharlon Praxedes da Silva, conhecido como “Maradona”, durante uma revista realizada em julho de 2019. Os documentos continham ordens internas da facção, referências a ataques contra servidores públicos e detalhes sobre o tráfico de drogas comandado dentro da penitenciária.

Durante a análise do material, investigadores identificaram menções a uma “mulher da transportadora”, apontada como responsável por levantar endereços de agentes públicos para possíveis ataques planejados pela organização criminosa. A partir disso, foi aberto um novo inquérito para investigar a ligação entre a empresa e o PCC.

As investigações concluíram que a transportadora funcionava como empresa de fachada para lavagem de dinheiro da facção. Ao todo, a Justiça expediu seis mandados de prisão preventiva, além de buscas e apreensões. Também foram determinados bloqueios de R$ 357,5 milhões e de 39 veículos avaliados em mais de R$ 8 milhões. No caso de Deolane, o bloqueio judicial alcança R$ 27 milhões em bens e valores.

Em 2021, a Operação Lado a Lado aprofundou as investigações após a apreensão do celular de Ciro Cesar Lemos, apontado como operador financeiro do esquema. Segundo a polícia, o aparelho revelou movimentações ligadas à empresa Lado a Lado Transportes, usada para administrar recursos da cúpula do PCC.

Os investigadores afirmam que o celular continha imagens de depósitos feitos para contas de Deolane e de Everton de Souza, conhecido como “Player”, apontado como operador financeiro da facção. A polícia sustenta que valores da transportadora eram destinados a Marcola, ao irmão dele Alejandro Camacho e a familiares por meio de contas ligadas aos investigados.

Entre os familiares citados estão Alejandro Camacho, já preso em Brasília; Paloma Sanches Herbas Camacho, sobrinha de Marcola presa na Espanha; e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, alvo de mandado de prisão e que estaria na Bolívia.

Segundo o relatório policial, entre 2018 e 2021 Deolane recebeu R$ 1.067.505 em depósitos fracionados inferiores a R$ 10 mil, prática conhecida como “smurfing”, utilizada para dificultar o rastreamento financeiro. As investigações também identificaram quase 50 depósitos destinados a duas empresas ligadas à influenciadora, totalizando R$ 716 mil.

A polícia afirma não ter encontrado comprovação de serviços jurídicos ou operações comerciais que justificassem os valores movimentados. Para os investigadores, a imagem pública e as empresas da influenciadora teriam sido usadas como “camadas de aparente legalidade” para ocultar recursos da facção criminosa.

Ao autorizar as prisões, a Justiça apontou risco de destruição de provas, ocultação de patrimônio, interferência nas investigações e possível fuga dos investigados.

Fonte: G1

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caso Master

Renan diz que Vorcaro fez 24 visitas ao BC na gestão Campos Neto e chama caso Master de “maior escândalo do planeta”

por Redação 19 de maio de 2026

O presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), afirmou nesta terça-feira que Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, realizou 24 visitas ao Banco Central durante a gestão de Roberto Campos Neto, encerrada em 2024. Segundo o senador, os encontros somaram 21 horas e 45 minutos de permanência na instituição.

De acordo com Calheiros, a reunião mais longa ocorreu em 30 de outubro de 2024, das 9h às 12h38, totalizando 2 horas e 44 minutos dentro do BC. O senador afirmou que os dados foram obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI).

Durante audiência na CAE com o atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, Renan classificou o caso envolvendo o Banco Master como o “maior escândalo financeiro do planeta”.

Em resposta, Galípolo afirmou que não participou da maior parte das reuniões relacionadas ao caso Master porque, até dezembro de 2024, ocupava a diretoria de Política Monetária e não estava diretamente envolvido no tema.

Ainda assim, o presidente do BC reconheceu que a frequência das reuniões refletia a complexidade da situação do banco.

“É super comum que bancos que estejam em dificuldade tenham reuniões longas e extensas”, declarou Galípolo.

O presidente do Banco Central afirmou ainda que surgiram diversas comunicações indicando um cenário de “asfixiamento financeiro” do grupo Master. Segundo ele, o BC adotou um acompanhamento mais próximo justamente por causa da gravidade da situação.

Galípolo informou que, ao longo de 2025, o Banco Master registrou captação líquida negativa de R$ 11,5 bilhões. Segundo os dados apresentados, a captação líquida coberta pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) ficou negativa em R$ 9 bilhões, enquanto houve um aporte de R$ 2,5 bilhões.

Durante a audiência, Galípolo também negou que o Banco Central tenha atuado para facilitar a venda do Master ao Banco de Brasília (BRB).

“Seria preciso não ter TV a cabo ou acesso à internet para concluir que o Banco Central trabalhou para viabilizar a venda do Master ao BRB”, afirmou.

Ele ainda agradeceu à imprensa e disse que a reação pública e jornalística contra a operação foi determinante.

“Poucas vezes eu vi uma reação tão rápida e virulenta contra decisões de uma instituição como o Banco Central como a rejeição da compra do BRB e a liquidação do Master”, declarou.

Galípolo afirmou que o Banco Central e seus servidores sofreram pressão e ataques após rejeitarem a operação. Segundo ele, houve até propostas para afastar a diretoria da instituição após a decisão.

“Coincidentemente, na semana em que o BC rejeitou compra do BRB foi colocada proposta de voto para mandar embora o presidente do BC e seus diretores”, disse.

O presidente do BC também defendeu a atuação do Fundo Garantidor de Crédito, afirmando que o FGC agiu corretamente ao honrar os pagamentos que venciam no período de crise.

Galípolo revelou ainda que, em novembro de 2024, antes de assumir a presidência do Banco Central, o Banco Master já havia recebido prazo de seis meses para se adequar às exigências de governança, capital e liquidez.

Fonte: valor

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caso Master

Flávio admite visita a Vorcaro em prisão domiciliar e crise expõe desgaste no PL

por Redação 19 de maio de 2026

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, confirmou ter visitado o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, no fim do ano passado, enquanto ele cumpria prisão domiciliar em São Paulo. A informação já havia sido divulgada pelo site Metrópoles e foi confirmada pelo parlamentar nesta terça-feira.

Segundo Flávio, o encontro aconteceu porque Vorcaro estava impedido de sair do estado. O senador afirmou que a conversa teve como foco o financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

— Fui sim até o encontro dele. Ele estava restrito e não podia sair do estado de São Paulo, então fui até ele — declarou. — Eu fui sim ao encontro dele para botar um ponto final nessa história. Dizer que, se ele tivesse me avisado que a situação era grave como essa, eu já teria ido atrás de outro investidor há muito mais tempo e o filme não correria risco.

Flávio afirmou ainda que todas as conversas com Vorcaro, por telefone ou presencialmente, trataram exclusivamente do longa sobre o pai. O senador vinha cobrando pagamentos atrasados relacionados ao projeto por meio de mensagens.

Daniel Vorcaro foi preso preventivamente em 17 de novembro no Aeroporto de Guarulhos, quando embarcava para Dubai em um jatinho particular. Em 29 de novembro, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região autorizou a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica e restrição de contato com outros investigados. As visitas, no entanto, estavam liberadas. Em 4 de março, ele voltou a ser preso por ordem do ministro André Mendonça, do STF, após suspeitas de tentativa de obstrução de Justiça.

A confirmação da visita ocorre em meio a uma crise política dentro do PL. Flávio participou nesta terça-feira de uma reunião em Brasília com cerca de 70 parlamentares do partido, numa tentativa de reorganizar sua pré-campanha presidencial após a divulgação de mensagens e áudios envolvendo cobranças de recursos a Vorcaro para o financiamento do filme.

Nos últimos dias, o senador também se reuniu reservadamente com Jair Bolsonaro, Valdemar Costa Neto e Rogério Marinho. Participaram do encontro desta terça lideranças como Sostenes Cavalcante, Carlos Portinho, Altineu Côrtes e Efraim Filho.

Nos bastidores, integrantes do PL avaliam que houve falhas de comunicação e desencontro de versões durante a crise. Parte do desgaste interno aumentou após Flávio inicialmente negar relação com Vorcaro antes de admitir os pedidos de recursos para o filme. Também geraram ruído declarações divergentes de aliados ligados à produção do longa, como Mario Frias, que chegou a negar o financiamento do banqueiro enquanto Flávio já reconhecia os aportes.

A entrevista concedida pelo senador à GloboNews na última semana também foi alvo de críticas internas. Aliados avaliam que Flávio respondeu sem estratégia definida e ampliou dúvidas sobre a relação com Vorcaro.

O episódio ainda provocou desconforto entre aliados da família Bolsonaro. O influenciador Paulo Figueiredo afirmou que a oposição enfrenta um problema de “comunicação e política”, enquanto Eduardo Bolsonaro admitiu em uma live que o grupo demorou a reagir para evitar contradições.

Agora, a direção do PL tenta reorganizar a ofensiva política do senador. A estratégia inclui ampliar agendas públicas, intensificar viagens pelo país e reforçar encontros com empresários para reduzir os impactos da crise.

Fonte: OGLOBO

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Segurança

CCJ retoma debate sobre redução da maioridade penal enquanto Brasil tem mais de 11 mil jovens no sistema socioeducativo

por Redação 19 de maio de 2026

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados retomou nesta terça-feira (18) o debate sobre a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos em casos de crimes hediondos. A discussão ocorre em meio a dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que apontam 11.542 adolescentes e jovens cumprindo medidas socioeducativas de restrição e privação de liberdade no Brasil até o fim de abril.

A proposta foi apresentada em 2015 pelo então deputado Gonzaga Patriota (PSB-PE) e tem relatoria do deputado Coronel Assis (PL-MT). O tema voltou à pauta após ser retirado da PEC da Segurança Pública para tramitação separada.

Atualmente, adolescentes que cometem atos infracionais cumprem medidas socioeducativas, e não penas do sistema prisional comum. Entre as medidas previstas estão internação, internação provisória, semiliberdade e internação-sanção.

Defensores da proposta afirmam que a mudança endureceria o combate a crimes violentos cometidos por adolescentes. Já especialistas em infância e juventude criticam a iniciativa e argumentam que o debate costuma se apoiar em casos extremos para justificar alterações na legislação.

A pesquisadora Mariana Chies, professora do Insper, afirmou que os principais atos infracionais cometidos por adolescentes atualmente estão relacionados ao tráfico de drogas e crimes patrimoniais. Segundo dados do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (SINASE), roubo e tráfico representam mais de 58% dos registros em 2024.

Para a especialista, o sistema socioeducativo oferece acesso a políticas públicas que muitos jovens não tinham antes do ato infracional, como assistência social e saúde. Ela defende que o Estado falha em atuar preventivamente antes da entrada desses adolescentes no sistema.

O presidente do Fórum Nacional da Justiça Juvenil (FONAJUV), juiz Rafael Souza Cardoso, também questionou a proposta e afirmou que a taxa de retorno ao sistema entre adolescentes é menor que no sistema prisional adulto. Segundo ele, a reincidência entre jovens no socioeducativo é de 24%, enquanto no sistema adulto esse número seria o dobro.

Especialistas também apontam preocupação com as condições do sistema prisional brasileiro. A coordenadora do Cedec-CE, Marina Araújo, citou o reconhecimento do STF sobre o “estado de coisas inconstitucional” nas prisões brasileiras e questionou o impacto da inclusão de adolescentes nesse cenário.

Além das discussões práticas, juristas também debatem a constitucionalidade da proposta. Parte da doutrina entende que a maioridade penal aos 18 anos é cláusula pétrea da Constituição Federal e não poderia ser alterada nem mesmo por PEC.

Fonte: G1

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Segurança

Jovem filha de diplomata morre atropelada em Ipanema após chegar ao Rio para novo emprego

por Redação 19 de maio de 2026

A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga o atropelamento que matou a jovem Mariana Tanaka Abdul Hak, de 20 anos, e deixou outras duas pessoas feridas em Ipanema, na Zona Sul da capital. O acidente aconteceu na tarde de sábado (16).

Segundo testemunhas, o motorista de uma van de entregas tentou desviar de um ciclista, perdeu o controle do veículo e invadiu a calçada, atingindo pedestres. As vítimas foram socorridas e levadas ao Hospital Miguel Couto, na Gávea.

Mariana não resistiu aos ferimentos e morreu no domingo. A mãe dela, Ana Patricia Neves Abdul Hak, e um homem também ficaram feridos. Ana Patricia já recebeu alta hospitalar, mas segue utilizando cadeira de rodas e deverá passar por um check-up em São Paulo.

Mariana era filha de Ibrahim Abdul Hak Neto, diplomata de carreira e assessor especial na Assessoria Especial da Presidência da República. Em entrevista à TV Globo, o pai contou que a jovem havia acabado de chegar ao Rio de Janeiro após anos vivendo na Europa.

Ela havia assinado contrato para trabalhar em uma multinacional do setor de cosméticos e iria morar na cidade. Segundo o diplomata, Mariana havia acabado de deixar as malas no apartamento quando saiu para passear com a mãe, que chegou de Buenos Aires, na Argentina, onde atua como vice-cônsul.

De acordo com o pai, a jovem sofreu múltiplas fraturas e morreu em decorrência de traumatismo craniano.

O embaixador esteve no Rio nesta segunda-feira acompanhando a família, auxiliando na liberação do corpo e organizando o translado para São Paulo, onde vive grande parte dos familiares.

A van envolvida no atropelamento foi apreendida e o caso está sendo investigado pela 14ª DP (Leblon).

Fonte: G1

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