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Segurança

Segurança

Brasil produz e exporta bombas de fragmentação, proibidas em 120 países

por Redação 14 de julho de 2023

As bombas de fragmentação, ou cluster, modelo que passou a ser enviado pelos Estados Unidos à Ucrânia para uso na guerra contra a Rússia, são proibidas em 120 países, mas não no Brasil, onde são produzidas e exportadas para outras regiões de conflito. Não há informação de que as bombas brasileiras vão ser mandadas à Ucrânia (leia mais abaixo).

Esse tipo de armamento é considerado uma violação do direito internacional dos conflitos armados devido ao grande risco que apresenta para civis, sem diferenciá-los de alvos combatentes. Isso ocorre porque são dezenas ou centenas de submunições guardadas em contêiner e lançadas de forma que ficam à mercê dos ventos e condições de climáticas, atingindo uma ampla área.

Além disso, esses explosivos podem falhar durante o lançamento e acabar ficando armazenados no local, o que pode deixá-los expostos por décadas após o conflito, até que a área seja descontaminada.

Segundo Cristian Wittmann, professor de direito da Unipampa entrevistado pelo podcast “O Assunto” e integrante do conselho do Ican, organização premiada com o Nobel da Paz em 2017, uma convenção internacional de 2008 proibiu a fabricação e o uso desses armamentos nos países signatários do acordo.

Brasil não assinou acordo de proibição
O Brasil, no entanto, sempre se negou a avançar na discussão sobre a proibição e a assinar o acordo. Hoje, de acordo com Wittman, três empresas brasileiras produzem o explosivo, que já foi vendido para países como Irã, Iraque, Malásia, Arábia Saudita e Zimbábue.

“Desde o começo da negociação [do acordo internacional], o Brasil já tinha perspectiva de negar esse processo de discussão e o tratado em si. Isso se dá principalmente pelo fato de o Brasil ser produtor e exportador dessas armas”, explica Wittman.

Otan avalizou uso de clusters pela Ucrânia
A Otan, principal aliança intergovernamental militar do Ocidente, avalizou o uso das bombas de fragmentação pela Ucrânia. Marcelo Lins, apresentador e comentarista da GloboNews, afirmou em entrevista a “O Assunto” considerar “desconfortável” a posição da Otan diante do uso das “mais covardes armas”.

“Seria natural a busca por solução no diálogo”, afirma Lins. Ao invés disso, as autoridades da aliança do Ocidente investem em uma vitória militar e usam isso como desculpa “para alimentar a máquina de guerra com uma arma tão cruel”.

O jornalista também afirma que “nunca antes a Otan esteve tão unida e tão forte”, resultado da ação de Vladimir Putin de invadir a Ucrânia. Mas questiona também se a organização não deveria ter sido extinta junto com o Pacto de Varsóvia, ao fim da Guerra Fria.

Fonte: G1

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Segurança

Ciclone ainda provoca ventania no Brasil nesta quinta

por Redação 13 de julho de 2023

O ciclone extratropical que se organizou sobre o Rio Grande do Sul nesta quarta-feira, 12 de julho de 2023, gerou nuvens muito carregadas que provocaram chuva forte e volumosa e também intensas rajadas de vento.

No processo de formação do ciclone, os temporais e ventos fortes foram observados nos três estados da Região Sul. Muitas rajadas ocorreram durante estes temporais, mas algumas rajadas muito fortes foram provocadas pela atuação do ciclone extratropical já formado em associação com o relevo local.

Risco de ventania nesta quinta-feira

Durante esta quinta-feira, 13 de julho, o ciclone extratropical ainda estará próximo ao litoral do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, com potencial para provocar fortes rajadas de vento nos estados da Região Sul, em várias áreas do Sudeste e do Centro-Oeste.

As rajadas mais intensas no decorrer desta quinta-feira, 13 de julho, são esperadas para a Região Sul, para o sul e leste de São Paulo e pontos altos da serra do Rio De Janeiro. Confira o infográfico.

Maiores rajadas de vento até 3h de 13/7/23

Confira as maiores rajadas de vento registradas pelo Instituto Nacional de Meteorologia, nos aeroportos, pelo Epagri/Ciram e pelo Simepar, no período entre 3 horas do dia 12 e 3 horas de 13 de julho de 2023.

Bom Jardim da Serra/Morro da Igreja (SC): 119,0 mm (diversas rajadas entre 100 e 119 km/h a partir das 19h de 12/7/23)

Urupema/ Morro de Urupema (SC): 102 km/h, 21h, 12/7

Joaçaba (SC): 100 km/h, 20h 12/7

Canela (RS): 98 km/h, 19h, 12/7

Santa Vitória do Palmar/Barra do Chuí (RS): 94 km/h, 23h, 12/7

Major Vieira (SC): 94 km/h, 19h, 12/7

Palmeira das Missões (RS): 94 km/h, 17h, 12/7

Maringá/aeroporto (PR): 92 km/h, 22h, 12/7

Pelotas/Capão do Leão (RS): 90 km/h, 21h, 12/7

Marechal Cândido Rondon (PR): 90 km/h, 20h, 12/7

Curitiba (PR): 87 km/h, 23h/12/7 e 00h, 13/7

Florianópolis/aeroporto (SC): 87 km/h, 22h31, 12/7

Dois Vizinhos (PR):86 km/h, 19h, 12/7

Chapecó (SC): 86 km/h, 18h e 19h, 12/7

São José dos Pinhais/aeroporto (PR): 85 km/h, 23h, 12/7

Soledade (RS): 84 km/h, 1h, 13/7

Siderópolis/Barragem São Bento – CASAN (SC): 84 km/h, 22h, 12/7

Santa Helena (PR): 84 km/h, 18h, 12/7

Baixo Guandu (PR): 84 km/h, 18h, 12/7

Laguna/farol de Santa Marta (SC): 83 km/h, 21h, 12/7

Bento Gonçalves(RS): 81 km/h, 1h, 13/7

Fonte: ClimaTempo

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Segurança

Rampa desaba durante festival em Goiás e deixa ao menos 30 feridos

por Redação 10 de julho de 2023

Ao menos 30 pessoas ficaram feridas, uma delas em estado gravíssimo, após uma rampa desabar na noite de domingo (9) durante um festival de rap no estádio Serra Dourada, em Goiânia, no estado de Goiás.

Segundo o Corpo de Bombeiros, as vítimas caíram de uma altura de dois a três metros.

A rampa ficava na parte sul do Rap Mix Festival e, por segurança, os bombeiros isolaram outras três rampas que ficavam no local para evitar aglomerações e novos acidentes.

Imagens mostram pessoas feridas sentadas no chão e com as pernas enfaixadas. Várias vítimas tiveram que ser levadas de maca até as ambulâncias.

Ao menos 11 feridos foram levados pelos bombeiros e pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) ao Hospital de Urgências de Goiás.

Um jovem de 20 anos, com fratura na perna, recebeu alta na manhã desta segunda (10). Entre as outras vítimas, uma jovem está internada em estado gravíssimo na UTI (Unidade de Terapia Intensiva), também com fratura na perna.

Os demais feridos foram levados para outros quatro hospitais: Heapa, Hospital Ortopédico, Hugol e Hospital de Acidentados. Ainda não se sabe o número exato de pessoas que estão nessas outras unidades de saúde.

Em nota, a organização do Rap Mix Festival afirma que “toda a estrutura montada para o festival continha alvará. Os organizadores estão investigando as razões do incidente da rampa, e estão identificando as vítimas para prestar apoio e atendimento necessários”.

O festival contou com as apresentações de artistas como o grupo Hungria, o MC Hariel, Djonga, MC Poze do Rodo, Racionais MC´s, L7nnon e Xamã.

Fonte: r7

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Segurança

Ex-BBB Felipe Prior é condenado a seis anos de prisão por estupro em 2014

por Redação 10 de julho de 2023

O ex-BBB Felipe Prior foi condenado no sábado (8) a seis anos de prisão em regime semiaberto por estupro. A decisão é da juíza Eliana Cassales Tosi Bastos, da 7ª Vara Criminal de São Paulo, e se refere a uma denúncia feita em 2020. A condenação é em primeira instância. O caso corre em sigilo e Prior pode recorrer em liberdade.

Na acusação, a vítima, identificada por Themis, contou ter sido estuprada por Prior em 2014. A decisão da Justiça relata que ele se valeu da força física para praticar a violência, que movimentou a vítima de maneira agressiva, “segurando-a pelos braços e pela cintura, além de puxar-lhe os cabelos, ocasião em que Themis pediu para ele parar, dizendo que ‘não queria manter relações sexuais'”.

Advogado de Prior, Rafael Pugliese Ribeiro foi procurado por Universa por telefone, em seu escritório, e por e-mail. Até o momento, não respondeu às perguntas da reportagem. Assim que a defesa se manifestar, este texto será atualizado. No começo de 2021, o UOL entrevistou o ex-BBB, que comentou o caso para o documentário “BBB: Casos de Polícia”.

Ainda no documento, a juíza diz que não há dúvida de que houve crime citando o prontuário médico da vítima, que atesta laceração na região genital, prints de mensagens entre Themis e o réu, depoimentos dela, de Prior e de testemunhas de defesa e de acusação.

‘Alívio após três anos e meio de luta’
Uma das advogadas da vítima, Maira Pinheiro diz receber a sentença “com muito alívio após três anos e meio de muita luta”.

“Nossa cliente foi achacada, nós, advogadas, fomos muito atacadas durante esse processo, e essa condenação vem como reconhecimento de que tínhamos razão desde o início”, afirma Maira.

A advogada ressalta que vai recorrer da decisão por entender que a pena imposta ao agressor foi baixa, “dada a brutalidade do crime”. E também questiona o fato de ele recorrer em liberdade, já que é alvo de outras três denúncias.

A reportagem localizou uma ação penal e outros dois inquéritos policiais envolvendo Felipe Prior, os três por estupro. Se condenado nesses casos, explica Maira, a pena total pode chegar a 24 anos. A defesa do ex-BBB foi questionada sobre essas acusações, mas não houve resposta até o momento.

“Esperamos que, nas instâncias superiores, a pena seja aumentada, e o regime seja o fechado”, diz Maira, Além dela, também participam da defesa de Themis a advogada Juliana Valente, com o apoio dos advogados Maurício Dieter, Caio Patricio de Almeida, João Bechara Calmon e Guilherme Perissé.

“Esperamos que essa condenação sirva como lição e alerta para as pessoas que seguem cultuando esse sujeito como uma celebridade a se questionem se querem se associar a um estuprador condenado.”

Como denunciar violência contra a mulher

Mulheres que passaram ou estejam passando por situação de violência, seja física, psicológica ou sexual, podem ligar para o número 180, a Central de Atendimento à Mulher. Funciona em todo o país e no exterior, 24 horas por dia. A ligação é gratuita. O serviço recebe denúncias e faz encaminhamento para serviços de proteção e auxílio psicológico. O contato também pode ser feito pelo WhatsApp no número (61) 9610-0180.

Mulheres vítimas de estupro podem buscar os hospitais de referência em atendimento para violência sexual, para tomar medicação de prevenção de ISTs (infecções sexualmente transmissíveis), ter atendimento psicológico e fazer interrupção da gestação legalmente.

Se houver intuito de denunciar, a orientação é buscar uma delegacia especializada em atendimento a mulheres. Caso não haja essa possibilidade, os registros podem ser feitos em delegacias comuns.

Fonte: UOL

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Segurança

MP denuncia homem e mulher por sequestro e estupro de menina colocada em mala; relembre o caso

por Redação 10 de julho de 2023

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) denunciou o servidor público Daniel Moraes Bittar, de 42 anos, pelo sequestro e estupro de uma criança de 12 anos. A menina foi colocada em uma mala ao ser sequestrada. Também foi denunciada Gesielly Souza Vieira, de 23 anos, acusada de participação no crime. Bittar está preso desde 28 de junho, quando a polícia resgatou a menina, que estava algemada e amarrada em uma cama no apartamento dele, em Brasília.

O MPDFT não divulgou detalhes sobre a denúncia em razão do sigilo de processos que envolvem menores de idade. A menina foi sequestrada perto de uma escola no Jardim Ingá, no Entorno do DF. A vítima foi colocada dentro de uma mala e transportada para o apartamento do homem, localizado na Asa Norte, em Brasília.

Aos policiais, a menina disse que o homem usou uma faca para rendê-la. Em seguida, uma mulher teria pressionado um pano com clorofórmio em sua boca para dopá-la. Quando ela acordou, já estava no apartamento do homem.

Os agentes encontraram a criança seminua na cama, com diversas escoriações pelo corpo e algemada pelos pés. No momento da prisão, Daniel Moraes disse: “Eu ainda não fiz nada com ela. Estávamos só conversando”.

De acordo com a Polícia Civil, no local foram encontrados diversos materiais pornográficos, além de objetos sexuais, máquinas de choque e câmeras fotográficas.

Daniel Moraes Bittar era analista de TI em um banco da capital federal, mas foi desligado da empresa assim que a prisão se tornou pública. Em postagens antigas em suas redes sociais, o homem chegou a se manifestar contra a pedofilia.

Fonte: r7

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Segurança

Financiadores pagaram R$ 600 mil para levar 4,6 mil extremistas a Brasília no 8 de Janeiro, diz relatório

por Redação 9 de julho de 2023

Financiadores dos atos extremistas pagaram R$ 599,9 mil para transportar manifestantes de 15 estados a Brasília no dia 8 de janeiro. Segundo relatório produzido pela Polícia Civil do Distrito Federal e compartilhado com a CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do 8 de Janeiro, 119 ônibus transportaram 4.600 pessoas à capital federal para as manifestações que culminaram nos atos de vandalismo nas sedes dos Três Poderes. A autorização para os ônibus entrarem em Brasília foi emitida pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) entre 1º e 8 de janeiro.

O documento, com mais de cem páginas, detalha o valor pago para transportar os manifestantes, além de identificar os responsáveis pela contratação dos ônibus e os financiadores do transporte. A intenção da relatora da comissão, Eliziane Gama (PSD-MA), é usar as informações para rastrear uma parte dos financiadores dos atos extremistas.

O relatório havia sido entregue em junho à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Atos Antidemocráticos, da Câmara Legislativa do Distrito Federal, e compartilhado com a CPMI na semana passada. Entre os pagamentos realizados pelos financiadores, há valores que variam de R$ 100 a R$ 28 mil.

De acordo com o documento, Jorginho Cardoso de Azevedo, de 61 anos, por exemplo, foi um dos contratantes que mais gastaram com transporte a Brasília. Ele pagou R$ 28 mil por um ônibus que saiu de São Miguel do Iguaçu, no Paraná, em direção à capital federal, em 7 de janeiro, com 38 passageiros.

Azevedo aparece na lista de presos devido a ataques extremistas no inquérito do Supremo Tribunal Federal que apura denúncias de crimes de associação criminosa armada, abolição violenta do Estado democrático de Direito, golpe de Estado e dano qualificado. A reportagem não conseguiu contato com ele nem com sua defesa. O espaço permanece aberto para a manifestação de Azevedo.

O Sindicato Rural de Castro, no Paraná, também aparece como um dos financiadores do transporte de manifestantes. Segundo o relatório, a entidade rural pagou R$ 20 mil para transportar 67 passageiros do Paraná a Brasília. Três pessoas que estavam entre os passageiros foram presas por participação nos atos de vandalismo. O R7 procurou o sindicato, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

Investigação na CPMI
O relatório da Polícia Civil vai ser usado pela CPMI para identificar uma parte dos financiadores dos atos extremistas. Na próxima terça (11), a comissão vai ouvir o tenente-coronel Mauro César Barbosa Cid, ex-ajudante de ordens do então presidente Jair Bolsonaro. O militar está preso desde 3 de maio, acusado de ter fraudado cartões de vacinação dele e de familiares e do ex-presidente Jair Bolsonaro e da filha dele.

O militar recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar ser dispensado do depoimento, mas a ministra Cármen Lúcia negou o pedido. A ministra determinou, no entanto, que ele tem o direito de não produzir provas contra si mesmo, e pode não responder a perguntas que venham a incriminá-lo.

Seis meses dos ataques
Os ataques criminosos às sedes dos Três Poderes, em Brasília, completam seis meses neste sábado (8), com 253 suspeitos de envolvimento neles que aguardam julgamento em presídios, sendo 186 homens e 67 mulheres. Pessoas já liberadas são monitoradas por tornozeleiras eletrônicas e se comprometeram a se apresentar à Justiça e a não deixar a área territorial de sua respectiva comarca.

A Procuradoria-Geral da República denunciou 1.390 pessoas pelos atos que culminaram com a invasão e a depredação das sedes dos Três Poderes. Destas, o Supremo já transformou em rés 1.291, ao longo de oito blocos de julgamento.

Em junho, o ministro do STF Alexandre de Moraes disse que a Corte deve julgar, em até seis meses, cerca de 250 réus suspeitos de envolvimento nos atos e que respondem por crimes mais graves.

A Advocacia-Geral da União já foi à Justiça pedir que as pessoas que participaram da invasão e da depredação sejam condenadas a ressarcir os danos causados ao patrimônio público. Até o momento os prejuízos estão estimados em R$ 26,2 milhões.

Fonte: r7

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SegurançaFeminicidio

‘Me abusou com os dedos’, revela mulher que denunciou estupro em entrevista de emprego no Aeroporto do Recife

por Redação 7 de julho de 2023

Uma das quatro mulheres que denunciaram ter sido estupradas durante uma seleção para a vaga de agente de proteção numa empresa terceirizada do Aeroporto do Recife disse, em entrevista exclusiva à TV Globo, que o recrutador, depois de mostrar que tinha uma arma no pênis, mandou ela colocar um canivete entre os seios e baixou a calça da vítima antes de abusá-la sexualmente. O ato teria sido realizado sob o pretexto de simular uma revista íntima para identificação de drogas em passageiras.

“Ele disse: ‘Posicione seus joelhos no banco e fique de costas para mim’. Então, posicionei os joelhos no banco e fiquei de costas pra ele. Ele disse: ‘É dessa forma que você tem que procurar a droga nas partes íntimas da mulher’. E ele, literalmente, baixou minha calça. Eu não tive reação, não sabia o que fazer naquele momento. Eu fiquei congelada. Eu entrei em choque. Eu sabia que ele tinha me mostrado uma arma, tinha um canivete ali, naquele local, a porta estava trancada. Quando ele baixou a minha calça, foi muito rápido. Minha calça era folgada, então ele ‘ingeriu’ o dedo na minha parte íntima, me molestou totalmente, abusou com os dedos”, contou a mulher.

“Não tive como me defender porque não tive ação. Na minha cabeça, eu queria morrer. Naquele momento, eu me senti vulnerável, incapaz de fazer qualquer coisa”, declarou.

A mulher disse ainda que, após baixar a calça e tocar nas partes íntimas dela, o homem a puxou pelo braço e empurrou numa mesa. “Levantou minhas pernas e continuou mexendo em mim. Eu não sentia nada, eu só sentia raiva, eu só sentia medo e nojo”, afirmou.

O crime teria sido praticado no dia 29 de junho. Ela disse que soube da vaga no grupo de WhatsApp de um curso de agente de proteção de aviação civil que fez recentemente e, poucos minutos depois de mandar o currículo, foi chamada por uma funcionária do RH da empresa GPS Predial Sistemas de Segurança Ltda. para a entrevista.

Ao chegar no aeroporto, ela e as outras mulheres que também participariam da seleção foram informadas de que o homem iria entrevistá-las.

“Ele foi e levou a gente para uma sala que também só tinha a gente no local. Aí, aos poucos, foi chamando. Ele chamou a primeira menina, a gente notou que foi muito demorada a entrevista dela. Ela entrou às 14h02 e a gente reparou que ela tinha saído por volta das 15h25. Quando ela saiu de lá de dentro, a gente reparou que ela estava com a fisionomia assustada. Ela estava pálida, literalmente, pálida”, afirmou.

A mulher contou que foi chamada assim que a primeira candidata saiu. Quando entrou na sala, o homem teria perguntado se ela era amiga das outras candidatas, que, segundo ele, teriam “um peixe grande” no aeroporto.

‘Você não detectou a arma que está no meu pênis’
De acordo com a denunciante, depois de fazer as primeiras perguntas, o selecionador deu à candidata um detector de metais, trancou a porta da sala e mandou ela fazer um procedimento nele.

“Tinha acabado de finalizar o curso, sabia como era feito aquele procedimento, mas ele disse que estava errado e não era daquela forma. Então, ele pegou e disse: ‘Olha, você não detectou a arma que está no meu pênis’. Ele falou assim e puxou um revólver que, realmente, quando passou o DM (detector de metais), apitou, mas eu não tinha visto porque ele tinha colocado muito na parte [da] genitália dele”, contou a mulher na entrevista.

Segundo ela, o homem repetiu que a forma como a abordagem foi conduzida estava “errada” e disse que ia ensinar “como é que faz” uma “busca manual”, ordenando que ela colocasse um clipe de papel e um canivete entre os seios.

“Ele pegou as mãos dele e colocou nos meus seios por dentro do sutiã e apalpou os meus seios e levantou o meu sutiã invertido, dizendo assim: ‘Olha, tá vendo que, se eu não tivesse passado a mão, não saberia que isso daqui é um clipe?'”, relatou.

Ameaças após os abusos
A mulher contou também que, após soltá-la, o homem disse que o que tinha acontecido na sala teria que ficar em sigilo. “Tem que ficar aqui porque é profissional”, teria dito o suspeito, falando, mais de uma vez, que a vítima não dissesse nada a ninguém.

“Ele pegou meu currículo e disse: ‘Eu sei onde você mora, eu tenho até o seu número aqui. Inclusive, vou agora mesmo adicionar ele na minha agenda telefônica. Então, ele abriu a porta. Mais uma vez, lá fora, ele disse: ‘Eu espero que o que aconteceu fique aqui'”, contou a mulher, explicando que só pensou em sair do aeroporto o mais rápido possível.

“Quando eu cheguei em casa, foi quando eu pensei em tudo que tinha acontecido e contei para minha família. Lá a gente chorou, eles me deram todo o apoio e eu liguei para as meninas. Eu disse: ‘Olha, como foi a entrevista de vocês?’ Foi quando elas disseram que também tinham sido abusadas por ele”, contou a candidata.

A vítima disse ainda que, no mesmo dia 29 de junho, foi à Delegacia da Mulher junto com a família para registrar queixa, mas, ao chegar à delegacia especializada, recebeu uma explicação de que a unidade não poderia registrar a ocorrência porque não se tratava de um caso “de âmbito familiar” e que ela deveria ir a uma outra delegacia.

Por esse motivo, a mulher se dirigiu à Delegacia de Boa Viagem, onde conseguiu fazer o boletim de ocorrência. As demais vítimas foram direto para a unidade, depois de serem orientadas por ela por telefone.

Sonho desmoronou
Durante a entrevista à TV Globo, a mulher disse que tinha o sonho de trabalhar no aeroporto, numa atividade relacionada à aviação, e que essa seria sua primeira oportunidade.

“Dentro de mim tá devastado, tá destruído. Foi um sonho que eu tinha de trabalhar no aeroporto que foi destruído, foi por água abaixo, literalmente se tornou um pesadelo. […] Minha ficha ainda não caiu 100%. Eu já chorei muito, a minha família já chorou muito”, lamentou a vítima.

Ela disse esperar que, se houver mais vítimas, elas denunciem o suspeito. “Esse tipo de coisa não pode ser aceita. Nenhum homem pode tocar em você sem a sua autorização. Nenhum homem pode te fazer sentir desse jeito que eu me senti”, contou.

A vítima disse ainda que ficou alarmada quando soube que o suspeito havia sido detido para prestar esclarecimentos e depois liberado. “Eu pensei: meu Deus! Eu passei por tudo isso que eu passei e vai ficar assim? Ninguém vai fazer nada? Ninguém vai me proteger, ninguém vai me ajudar?”.

O que diz a Polícia Civil
Procurada pelo g1, a Polícia Civil de Pernambuco informou que “preza pelo acolhimento e melhor atendimento em todas as suas unidades”.

A corporação disse ainda que “a denúncia está sendo apurada e, constatado o erro, todas as medidas cabíveis serão tomadas”.

Resposta do aeroporto
O g1 procurou a Aena Brasil, responsável pela gestão do Aeroporto Internacional do Recife , que se manifestou sobre o caso, por meio de nota, na terça (4).

No texto, a empresa disse que, em 30 de junho, tomou conhecimento do caso, “envolvendo um funcionário da GPS Predial Sistemas de Segurança Ltda., contratada para a vigilância do terminal” e que repudia qualquer “gesto de violência ou assédio”.

Disse ainda que:

“Foi relatado que os fatos aconteceram durante um suposto processo de recrutamento de agentes de segurança, executado por funcionário da empresa, no escritório administrativo da GPS, localizado num terminal de cargas do aeroporto”;
Assim que tomou conhecimento do caso, a Aena exigiu o afastamento imediato do denunciado;
As câmeras de segurança do aeroporto não captam imagens dos escritórios privados das empresas em suas dependências; mas imagens captadas na entrada do terminal de carga estão à disposição das autoridades;
A empresa está colaborando “para que o caso seja elucidado o mais rápido possível”.
Resposta da GPS
A empresa GPS Sistemas de Segurança Ltda. enviou nota para a TV Globo, informando que, “após tomar conhecimento das denúncias, tomou as medidas necessárias, incluindo o desligamento do funcionário envolvido”.

A empresa disse também que “lamenta profundamente o ocorrido e reforça que não compactua com qualquer tipo de violência ou conduta desrespeitosa que contrariem os valores contidos em seu código de conduta e ética. A empresa está colaborando com as autoridades na apuração dos fatos”.

Fonte: G1

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Segurança

Prédio desaba no Grande Recife e pessoas são soterradas

por Redação 7 de julho de 2023

Parte de um prédio desabou no bairro do Janga, em Paulista, no Grande Recife, na manhã desta sexta-feira (7). De acordo com os bombeiros, há moradores soterrados nos escombros e crianças estão entre os desaparecidos. O número de vítimas não foi informado.

Até a última atualização desta reportagem, duas pessoas tinham sido resgatadas vivas. Segundo testemunhas, há ao menos nove pessoas sob os destroços. Algumas delas se comunicam com os bombeiros durante a busca.

O desabamento ocorreu no início desta manhã, às 6h10. O prédio fica na rua Dr. Luiz Inácio de Andrade Lima e faz parte do Conjunto Beira-Mar. Segundo os bombeiros, um dos blocos desabou totalmente e outro, parcialmente.

Segundo moradores, o prédio estava interditado por ordem judicial, mas foi reocupado em 2012. Uma mulher que não quis se identificar disse que a irmã, chamada Maria da Conceição, morava no edifício com os filhos.

O despachante Jailson Júnior presenciou o momento em que o prédio caiu. “Eu trabalho no terminal de ônibus do Conjunto Beira-Mar, aqui do lado. Havia pessoas soterradas lá embaixo, inclusive uma placa [de concreto] caída em cima de crianças. Está todo mundo aqui, Samu, Guarda Municipal, Corpo de Bombeiros”, disse.

Até a publicação, os bombeiros ainda não haviam informado quantos são os desaparecidos. As buscas por vítimas seguem no local.

Em abril deste ano, uma parte do Edifício Leme desabou em Jardim Atlântico, Olinda. O acidente deixou seis mortos e cinco feridos. O prédio estava interditado desde 2000, por causa de problemas de segurança. Entretanto, foi reocupado.

Fonte: G1

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Segurança

Polícia encontra 5 mil pés de maconha em casa que já abrigou asilo clandestino

por Redação 6 de julho de 2023

Mais de 5 mil pés de maconha foram encontrados em uma residência no bairro Cidade Jardim, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. A ocorrência aconteceu na noite desta quarta-feira (5), quando policiais militares foram até o local dar apoio a um oficial de justiça.

Entretanto, quando os policiais chegaram no endereço, perceberam que indivíduos fugiram do local e deixaram a casa aberta. Ao entrar no imóvel, os agentes encontraram uma estrutura preparada para o cultivo da droga.

A casa, de aproximadamente 300 m2, tem 12 cômodos e era equipada com iluminação e refrigeração, tudo com ligação clandestina de energia elétrica. Os policiais revelaram que recentemente o local foi interditado pois abrigava um asilo clandestino.

Os responsáveis pelo cultivo não foram localizados.

Fonte: RICMAIS

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Segurança

Henry Borel: Monique Medeiros volta a ser presa no Rio após decisão de Gilmar Mendes

por Redação 6 de julho de 2023

Monique Medeiros foi presa novamente na manhã desta quinta-feira (6) na casa da mãe, em Bangu, zona oeste. Ela foi detida após uma decisão do ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal) que determinou que a professora acusada da morte do filho, Henry Borel, retorne para a prisão.

A decisão atendeu a um recurso dos advogados do pai da criança, Leniel Borel, que atua como assistente de acusação no caso.

Monique foi detida por agentes da 16ª DP (Barra da Tijuca), para onde foi levada. Em seguida, ela deve passar pelo IML (Insituto Médico Legal), antes de dar entrada no sistema penitenciário.

A mãe de Henry estava em liberdade desde agosto do ano passado, por decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça).

Monique é ré no mesmo processo que o ex-namorado, o ex-vereador Dr. Jairinho, que continua preso preventivamente (sem prazo).

Na semana passada, a Justiça do Rio confirmou que o casal irá a júri popular pela morte da criança. Os desembargadores da 7ª Câmara Criminal da Capital incluíram mais crimes nas acusações contra Monique e Jairo.

Esta é a segunda vez que a Justiça determina o retorno da acusada à cadeia. Em junho de 2022, ela voltou para o Instituto Penal Santo Expedito, em Bangu, após ter sido solta com a condição de utilizar tornozeleira eletrônica.

Em nota, a defesa de Monique afirma que “recebe a decisão do ministro com respeito, destaca que apresentará esclarecimentos, pois foi pautada em um descumprimento de medida cautelar inexistente. Monique não utilizou as redes sociais quando proibida, além de não ter ameaçado qualquer testemunha no momento da prisão domiciliar. Estes fatos já foram esclarecidos há tempos, tratando-se de fake news”.

Fonte: r7

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Sobre Guarulhos

  • Guarulhos é um município da Região Metropolitana de São Paulo, no estado de São Paulo, no Brasil.
  • Clima: tropical de altitude (Cwa)
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