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Tecnologia

Casos recentes relembram que empresas de tecnologia não são nossas amigas

por Redação 27 de março de 2024

Neste mês, muitos dos 80 milhões de proprietários de um dispositivo Roku – aparelhos de streaming, decodificadores e TVs conectadas à internet que executam o software de streaming da empresa – se depararam com um bloco de texto ao ligá-lo. Como proprietário de uma TV Roku barata, que fica no meu quarto, também me vi diante dessa tela.

A mensagem apresentava termos de serviço atualizados, que dificultavam uma ação judicial dos clientes contra a empresa. A menos que concordassem, os usuários eram impedidos de acessar o menu e os aplicativos do Roku, essencialmente bloqueando seus dispositivos. A única forma de cancelar o serviço era enviando uma carta à empresa.

Para Isaac Phillips, engenheiro de software de Tampa, na Flórida, essa situação parecia injusta. Assim, desenvolveu uma solução alternativa: desconectar sua TV Roku da internet e usá-la como uma TV convencional, sem os aplicativos da Roku, que incluem Netflix, Hulu e outros serviços de streaming. “O dispositivo deveria ser propriedade de quem o comprou. Bloquear completamente o acesso de um usuário não parece correto. É inaceitável”, disse Phillips.

Também neste mês, a Roku anunciou uma violação de segurança que afetou cerca de 15 mil contas de usuários. Segundo a companhia, os dados de acesso das vítimas foram obtidos ilegalmente por meio de uma violação nos servidores de outra empresa e foram usados para acessar as contas da Roku e fazer compras de assinaturas de streaming. “A Roku, como muitas corporações, atualiza periodicamente seus termos de serviço”, declarou em um comunicado, esclarecendo que a alteração não estava vinculada à referida invasão.

O mês desfavorável da Roku levantou discussões em fóruns on-line sobre o poder que uma empresa tem de desativar o dispositivo pelo qual o usuário pagou. Isso lembra a prática de empresas como a Apple, o Google e a Microsoft, que podem optar por interromper as atualizações de software para dispositivos mais antigos, o que vai gradualmente reduzindo seu desempenho.

É um lembrete constante que precisamos internalizar: mesmo as empresas que prometem nos surpreender e melhorar nossa vida priorizam os próprios interesses. Na prática, os produtos de tecnologia que adquirimos podem evoluir para proteger esses interesses – enquanto os obstáculos que enfrentamos para exercer algum controle muitas vezes são difíceis de superar. Essa é uma lição importante que não deve ser esquecida.

Não somos realmente proprietários de nossos produtos tecnológicos
Há mais de uma década, quando comprávamos uma TV, ela era apenas isso: uma tela grande que podia ser conectada ao que você quisesse. Hoje em dia, a grande maioria das TVs se conecta à internet e executa o sistema operacional e os aplicativos do fabricante. Embora você tenha adquirido a TV, o componente de software, parte fundamental do funcionamento do produto, é controlado pela empresa.

Alterações na interface do software do produto e nas políticas de coleta de dados podem ser efetuadas a qualquer momento, e, em casos extremos, um dispositivo pode deixar de funcionar. Em 2020, por exemplo, a Amazon descontinuou o Echo Look, câmera projetada para ajudar as pessoas a organizar o guarda-roupa. Para compensar, a empresa ofereceu créditos promocionais para que os usuários adquirissem outro dispositivo da Amazon que não tinha funcionalidades semelhantes.

Uma situação comum, porém menos drástica, é quando as empresas deixam de oferecer suporte a produtos mais antigos, visando impulsionar a venda de novos equipamentos. Por exemplo, o primeiro Apple Watch da Apple, lançado em 2015, não recebe mais atualizações de software e agora praticamente não funciona.

Essa problemática não é nova, mas ganhou mais relevância à medida que nossos dispositivos passaram a depender cada vez mais de aplicativos e conexões com a internet, conforme apontado por Nathan Proctor, diretor do Grupo de Pesquisa de Interesse Público dos EUA, organização de defesa do consumidor. Anteriormente, o comprador podia modificar seu computador instalando um sistema operacional diferente.

No entanto, com muitos outros eletrônicos, como dispositivos de streaming e leitores de e-books, cujo sistema de software é bloqueado, essas modificações geralmente não são viáveis. “Se a parte mais essencial do produto não lhe pertence, será que ele é mesmo seu?”, questionou ele.

Falta proteção aos consumidores
Em resumo, os termos de serviço da Roku há muito tempo exigem que o cliente concorde em resolver quaisquer disputas legais por meio de um fórum privado, processo conhecido como arbitragem obrigatória, que pode impedir que consumidores que compartilham as mesmas reclamações se unam para entrar com ações judiciais. Os termos atualizados incluem um trecho que protege a empresa contra as chamadas arbitragens em massa, em que os advogados poderiam apresentar centenas de milhares de reivindicações individuais de arbitragem, tática para contornar as cláusulas de arbitragem.

As cláusulas de arbitragem obrigatórias passaram a ser um padrão do setor. Os termos de serviço de empresas como Sony PlayStation, Vizio e Hulu apresentam redação semelhante a respeito da arbitragem, e essas corporações também requerem que o consumidor envie uma carta para rejeitá-los.

O cliente da Roku tem a opção de não aceitar os termos revisados e continuar a usar seus produtos, mas esse processo não é nada simples. Primeiro, é preciso clicar no botão “concordo” na tela de termos de serviço. Em seguida, dentro de 30 dias, o usuário deve enviar uma carta solicitando a exclusão dos termos, bem como uma cópia do recibo de seu produto Roku, para o conselho geral da empresa, no seguinte endereço: 1701 Junction Court, Suite 100, San Jose, CA 95112.

Um porta-voz da Roku também ofereceu uma lista de passos para quem deseja usar suas TVs como TVs convencionais, sem conexão com a internet. Isso inclui pressionar um botão ou um orifício na parte traseira da TV para redefinir o software e pular a etapa de configuração da conexão com a internet.

Por que é mais difícil optar pela exclusão do que pela adesão? Porque as empresas têm permissão legal para fazer isso.

Recomendo que os clientes da Roku sigam essas etapas para rejeitar os novos termos e manter o pouco poder que têm. Eu, por exemplo, aproveitei a oportunidade para desconectar minha TV Roku da internet e conectar um dispositivo de streaming diferente com termos menos onerosos, uma Apple TV antiga. Quanto à necessidade de enviar uma carta para rejeitar os termos de serviço, planejo usar o ChatGPT para redigir um bilhete bem irritado.

Nas letrinhas miúdas: as empresas de tecnologia não são nossas amigas
Assim como muitas empresas de tecnologia, a Roku tem se promovido como uma defensora dos interesses do consumidor. Seu site, adornado com imagens de famílias vendo TV, convida o usuário a se juntar aos milhões de pessoas que economizam dinheiro ao deixar de usar serviços de TV a cabo. Além disso, seus dispositivos de streaming, desde o modelo de US$ 20 até a TV de 55 polegadas, de US$ 290, são considerados relativamente acessíveis.

No entanto, toda empresa bem-sucedida existe para ganhar dinheiro, não para fazer amigos, e as medidas agressivas adotadas pela Roku neste mês devem deixar isso bem claro.

c. 2024 The New York Times Company

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Tecnologia

Pacheco diz que regular redes sociais e inteligência artificial é ‘urgente’ e deve ser pauta em 2024

por Redação 22 de dezembro de 2023

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), disse que “é urgente a regulamentação das redes sociais e da inteligência artificial” e que o Congresso deve discutir o assunto em 2024. A declaração foi feita nesta sexta-feira (22), durante café da manhã com jornalistas na residência oficial do Senado. No caso do projeto de lei conhecido como PL das Fake News, a votação da matéria na Câmara foi adiada diversas vezes diante da resistência da oposição e das proprietárias de plataformas digitais ao projeto. Já o projeto de lei da inteligência artificial tramita na comissão temporária criada para analisar o tema, sob a relatoria do senador Eduardo Gomes (PL-TO).

Pacheco disse que considera perigoso o avanço da inteligência artificial sem regramento e que, assim como em relação às redes sociais, é preciso discutir uma disciplina para essas tecnologias. O PL que regulamenta as redes sociais estabelece que as big techs sejam responsabilizadas civilmente por publicações indevidas de seus usuários.

A base do governo na Câmara também articula a votação do projeto para o início do próximo ano. No entanto, ainda encontra resistência da oposição, que apelidou a matéria de “PL da Censura”, sob o argumento de que a matéria viola a liberdade de expressão.

O objetivo dos líderes governistas é garantir a aprovação antes das eleições municipais, a fim de coibir a disseminação de informações falsas durante as campanhas. A proposta tramita em regime de urgência, mas foi colocada de lado ao longo de 2023, por falta de acordo e por pressão da oposição contra a medida.

Regulamentação
Aprovado pelo Senado em 2020, o PL das Fake News prevê regras de uso, gestão e punições no caso de divulgação de informações falsas. O texto estabelece prisão de um a três anos e multa a quem promover ou financiar a disseminação em massa de mensagens que contenham “fato que se sabe inverídico” e que possa comprometer a “higidez” do processo eleitoral ou causar dano à integridade física de agentes públicos. Além disso, as plataformas terão de publicar regularmente relatórios semestrais de transparência, com informações sobre a moderação de conteúdo falso.

Na proposta, há ainda um capítulo específico sobre segurança infantil. O texto obriga as plataformas a estabelecer níveis de proteção de dados e impedir o acesso a determinados serviços, além de proibir o uso dos dados desse público para a criação de conteúdos personalizados.

Outro trecho do PL aprovado prevê a remuneração do conteúdo jornalístico profissional replicado pelas plataformas digitais, como já ocorre na Austrália.

Fonte: r7

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Tecnologia

‘Celular Seguro’: novo programa bloqueia celulares roubados e furtados

por Redação 19 de dezembro de 2023

O secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Capelli, anunciou o lançamento de uma medida que promete bloquear os celulares furtados ou roubados de forma mais rápida. O anúncio foi feito no sábado, pelas redes sociais do secretário. A iniciativa será batizada de “Celular Seguro”, prevista para ser lançada nesta terça-feira (19).

Veja também: O golpe tá aí: Como impedir o acesso a apps de bancos após ter o celular roubado?

“Vamos lançar na próxima terça-feira uma iniciativa que transformará os celulares roubados num pedaço de metal inútil. Com apenas um clique, a vítima enviará um aviso simultaneamente para a Anatel, para os bancos, para as operadoras de telefonia e para os demais aplicativos”, afirmou Cappeli em sua conta no X (antigo Twitter).

Como irá funcionar o Celular Seguro?
O intuito é lançar um aplicativo e um site onde o usuário poderá cadastrar seu aparelho celular para que, em caso de furto ou roubo, o celular possa ser bloqueado. O serviço será disponibilizado pelo Ministério da Justiça, que será responsável pela coleta de informações pertinentes ao aplicativo e a comunicação aos participantes ao ser solicitado pelo usuário.

A medida acontecerá em parceria com a Anatel, Febraban (Federação Brasileira de Bancos) e a ABR Telecom, responsável pelo recebimento das comunicações enviadas pelo usuário solicitando o bloqueio do terminal telefônico em até um dia útil. Os bancos Inter, Sicredi, Banco do Brasil, Bradesco e Caixa Econômica Federal também estão participando da iniciativa.

Segundo o secretário-executivo, a Anatel já aderiu à proposta. “Queremos que a pessoa vítima de furto ou roubo consiga bloquear rapidamente seu aparelho, sua linha e seus aplicativos bancários com apenas um clique, sem burocracia”, publicou em suas redes.

Aumento de furtos e roubos de celulares cresce no Brasil
Conforme os dados divulgados pelo Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgada em julho, o Brasil teve um aumento de 16,6% no número de furtos e roubos de celulares no último ano. As ocorrências passaram de 853 mil casos em 2021 para 99,2 mil ocorrências em 2022. Assim, a média é de 114 celulares roubados por hora no país.

Os estados com maior registro desse tipo de crime são o Rio de Janeiro e a Bahia. O aumento nesse crime se dá pelos celulares terem se tornado verdadeiras portas de entrada para outros crimes, como golpes e extorsão.

Fonte: Edital Concurso Brasil

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Tecnologia

Moraes pede a Congresso que regulamente inteligência artificial para eleições

por Redação 12 de dezembro de 2023

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes, cobrou do Congresso Nacional, nesta terça-feira (12), uma regulamentação sobre o uso da inteligência artificial (IA) nas eleições de 2024. O ministro afirmou que “não há a mínima transparência” dos algoritmos usados pela IA e pelas big techs.

A declaração foi dada em um evento sobre diálogo entre os Poderes e os 35 anos da Constituição Federal. “Se não há transparência, não há possibilidade de controle e, se junta a ausência de transparência, há total impunidade. A internet não é terra de ninguém”, disse.

O ministro afirmou que houve uma vontade de manipular as pessoas, uma “lavagem cerebral”. Ele alertou também para uma manipulação do eleitor. “Se é algo que afeta a mente humana, afeta as relações de consumo e capital, que afeta a democracia, porque afeta a livre escolha do eleitor. É algo que tem que ser regulado”, declarou.

Moraes disse ainda que a sanção deve ser “drástica” para candidato que utilizar a inteligência artificial para manipular as eleições. Segundo ele, o candidato deve ter o registro cassado e, se for eleito, deve ter o mandato cassado.

“Não podemos permitir que o eleitor tenha a sua vontade desvirtuada por meio de imagens que são mais perfeitas que filmes. É um desafio. A inteligência virtual é uma realidade que veio, um avanço, mas é um avanço que pode ser desvirtuado pelo ser humano e pelas big techs e quem pode desvirtuar deve ser responsabilizado. Não é possível mais que big techs sejam consideradas empresas de tecnologia”, defendeu.

Fonte: r7

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TecnologiaSegurança

Novo golpe da chamada de vídeo usa fotos de crianças nuas para chantagear vítimas

por Redação 9 de novembro de 2023

Imagine atender uma chamada de vídeo de um número desconhecido e se deparar com a foto de uma criança nua? Essa é a nova modalidade de golpe virtual arquitetada pelos criminosos, com o objetivo de extorquir dinheiro das vítimas.

A ação funciona da seguinte forma: após o usuário atender a ligação de vídeo, o golpista exibe a imagem de uma criança nua e tira um print da tela, produzindo uma espécie de montagem que insinua que a vítima estaria consumindo pornografia infantil. Em seguida, o bandido passa a fazer chantagens, sob a ameaça de divulgar o conteúdo.

Nos últimos dias, diversos usuários têm divulgado alertas nas redes sociais para amigos e familiares sobre o novo golpe. Todos os números denunciados são estrangeiros.

Segundo a advogada Micaela Ribeiro, especialista em direito digital e proteção de dados do escritório Medina Guimarães, os golpes virtuais mais recentes têm sido aplicados pelo WhatsApp. Atualmente, cerca de 92% dos brasileiros usam o aplicativo, o que o torna atrativo para os estelionatários.

Para Ribeiro, os idosos são o público mais vulnerável para esse tipo de crime, que envolve tecnologia, pois não estão habituados a esse tipo de ferramenta. “Eles são mais acessíveis e mais facilmente influenciáveis. Não todos os idosos, mas uma enorme parcela deles não tem a mesma desconfiança que alguém mais jovem sobre a tecnologia”, explica a advogada.

Apesar de os idosos serem mais suscetíveis à ação de golpistas, qualquer faixa etária está sujeita a esse tipo de crime.

Ao R7, o advogado criminalista André Damiani afirma que o melhor remédio é a prevenção. Por isso, devemos estar sempre vigilantes ao contato de desconhecidos, redobrando a atenção acerca de todo material recebido pelas redes sociais.

Confira algumas dicas de especialistas para não cair em golpes:

  • Não atenda chamadas de vídeo nem ligações de números desconhecidos;
  • Desconfie de mensagens com erros gramaticais e insistentes;
  • Cuide de suas senhas (não use datas de aniversário, número de CPF, casamento, nem nome de pet);
  • Jamais compartilhe conteúdo audiovisual íntimo com desconhecidos nas redes sociais;
  • Desvincule o telefone de rede social e conta de email;
  • Bloqueie e denuncie o número para que o WhatsApp consiga identificá-lo como spam e remova o usuário da plataforma.

Caí no golpe. E agora?
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Segundo o advogado André Damiani, caso um usuário tenha caído nesse ou algum outro golpe, é importante que a vítima procure as autoridades competentes para denunciar o crime.

A plataforma em que o golpe aconteceu também deve ser acionada para solicitação imediata da exclusão da conta do autor, além da remoção de qualquer conteúdo impróprio divulgado. Veja outras orientações:

  • Registre um boletim de ocorrência na Delegacia de Polícia mais próxima;
  • Acione um advogado especialista no tema;
  • Avalie se é o caso de acionar diretamente o Ministério Público;
  • Avalie a possibilidade de ajuizamento de uma ação civil indenizatória.

Investigação
No estado de São Paulo, os golpes virtuais são investigados pela Divisão de Crimes Cibernéticos, do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais).

Questionada pelo R7 sobre esse novo golpe que envolve chamadas de vídeo e pornografia infantil, o Deic informou que não há nenhuma investigação em andamento por enquanto.

O departamento também orientou as vítimas a não efetuarem pagamentos caso a extorsão ocorra e reforçou a importância de procurar a Polícia Civil para denunciar o crime.

Fonte: r7

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Tecnologia

CUIDADO! Golpistas estão aplicando novo ‘golpe da pirâmide’ usando a Inteligência Artificial; saiba tudo

por Redação 30 de outubro de 2023

A Polícia Civil do Distrito Federal está investigando um caso alarmante de fraude envolvendo o uso de Inteligência Artificial (IA) em um golpe relacionado ao Pix.

Os criminosos adotaram uma abordagem enganosa ao utilizar a foto do perfil de uma mulher de 40 anos em uma rede social para criar um vídeo promovendo uma falsa pirâmide virtual de Pix.

Surpreendentemente, a vítima desse ardil é a empresária Gizele Mendes, representada nas imagens geradas pela IA, movendo os lábios e até mesmo falando.

O vídeo, de aparência convincente, encorajava os seguidores a participarem da pirâmide virtual de Pix, com a imagem de Gizele confirmando ter obtido lucro por meio da plataforma.

Os golpistas conseguiram convencer três vítimas

Tragicamente, três dos contatos de Gizele acreditaram na autenticidade do conteúdo e acabaram realizando transferências de dinheiro, com valores variando entre R$ 300 e R$ 1 mil.

Gizele utiliza suas redes sociais principalmente para divulgar o cardápio de seu restaurante. Em um dia comum, ao tentar fazer login em sua conta do aplicativo, encontrou-se incapaz de fazê-lo.

Quanto a isso, ela explicou que, a princípio, achou que fosse apenas um erro na página. Quando viu a mensagem de senha incorreta, seguiu seu dia comum no trabalho.

Após um tempo, sua amiga a telefonou para confirmar se o esquema era verdadeiro. Esta amiga em especial viu algo estranho, pois como citamos, Gizele só usa as redes sociais para fins profissionais.

Quando sua amiga contou a proposta que estava no perfil de Gizele, em forma de vídeo, usando imagem da empreendedora, esta surpreendeu-se.

Em seguida, três pessoas entraram em contato afirmando que haviam feito a transação financeira solicitada pelos criminosos.

Em meio ao desespero, ela teve de dar a triste notícia de que seus conhecidos tinham caído em um golpe sofisticado que fez uso de Inteligência Artificial.

Diante dessa situação angustiante, a empresária buscou a ajuda de um especialista em segurança cibernética para recuperar sua conta e registrou um boletim de ocorrência.

Por fim, a polícia está atualmente investigando os crimes de falsidade ideológica e estelionato. Até a data de 24 de outubro, nenhum dos envolvidos havia sido identificado, e as vítimas ainda não conseguiram recuperar o dinheiro perdido.

Fonte: r7

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Tecnologia

Empresa de comércio online começa a utilizar robôs humanoides para repor estoques

por Redação 30 de outubro de 2023

A Amazon tem feito esforços para cada vez mais implementar a força de trabalho robótica em suas operações diárias, como nas entregas a domicílio. Agora a empresa começou a integrar um modelo de robô bípede chamado Digit nas tarefas de alguns armazéns. O novo funcionário tecnológico, desenvolvido pela Agility Robotics, possui cerca de 175 cm de altura e pesa por volta de 65 kg. Ele consegue fazer ações repetitivas, andar para frente, para trás e para os lados, além de ser capaz de carregar objetos não tão pesados.

“Acreditamos que há uma grande oportunidade de escalar uma solução de manipulação móvel, como o Digit, que pode funcionar em colaboração com os funcionários”, diz um comunicado de imprensa da Amazon.

A principal intenção da empresa é ajudar seus colaboradores na reciclagem de sacolas, um processo extremamente simples e repetitivo.

Não se sabe ao certo a opinião dos trabalhadores sobre seu novo colega, já que alguns podem estar olhando para o Digit como uma ameaça que pode roubar seus empregos no futuro, mas a Amazon já deixou claro que ele foi criado para ajudar os humanos, e não substituí-los.

“As pessoas são fundamentais para o processo de realização; a capacidade de pensar em um nível superior, a capacidade de diagnosticar problemas. Sempre precisaremos de pessoa. Nunca estive perto de um sistema automatizado que funcionasse 100% do tempo”, afirmou Tye Brady, tecnólogo-chefe da Amazon Robotics, ao jornal The Guardian.

Fonte: r7

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