O Brasil segue com forte presença na lista global de bilionários divulgada pela revista Forbes em 2026. Os nomes refletem o peso histórico do país em áreas como finanças, alimentos e bebidas, indústria e varejo, além da crescente participação em tecnologia e saúde.
Entre os brasileiros mais ricos, o destaque é Eduardo Saverin, cofundador do Facebook (Meta), que aparece como o brasileiro mais bem posicionado no ranking global, ocupando o 59º lugar, com uma fortuna estimada em US$ 35,9 bilhões.
Logo atrás estão nomes ligados ao sistema financeiro e a grandes grupos empresariais. O banqueiro André Esteves, chairman do BTG Pactual, aparece na 131ª posição com patrimônio de US$ 20,2 bilhões. Já o empresário Jorge Paulo Lemann, fundador da 3G Capital, figura no 137º lugar, com US$ 19,8 bilhões.
Entre as famílias mais tradicionais do país, destacam-se integrantes da dinastia Moreira Salles. Fernando Roberto Moreira Salles aparece na 346ª posição, com US$ 9,9 bilhões, enquanto Pedro Moreira Salles ocupa o 383º lugar, com US$ 9,1 bilhões.
O ranking também inclui empresários de setores variados. Jorge Moll Filho, fundador da Rede D’Or, maior rede hospitalar privada do Brasil, aparece em 509º lugar, com US$ 7,5 bilhões. No setor de cosméticos, Miguel Krigsner, fundador do Grupo Boticário, ocupa a 595ª posição, com fortuna de US$ 6,8 bilhões.
No agronegócio e na indústria de alimentos, os irmãos Joesley e Wesley Batista, controladores da JBS, aparecem empatados na 780ª posição, com patrimônio estimado em US$ 5,4 bilhões cada.
Entre os nomes ligados ao mercado financeiro e investimentos globais também estão Alex Behring, sócio da 3G Capital, na 720ª posição com US$ 5,8 bilhões, e Roberto Sallouti, CEO do BTG Pactual, na 908ª posição com US$ 4,7 bilhões.
A lista inclui ainda herdeiros de grandes conglomerados brasileiros, como os irmãos José Roberto, João Roberto e Roberto Irineu Marinho, ligados ao Grupo Globo, além de empresários conhecidos como Luciano Hang, dono da Havan, Rubens Menin, fundador da MRV, e Guilherme Benchimol, fundador da XP.
O setor financeiro continua sendo um dos mais representativos entre os bilionários brasileiros, acompanhado por empresários do varejo, indústria farmacêutica, agronegócio, energia e tecnologia.
Também aparecem no ranking nomes ligados à mídia e à religião, como Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus, e Luiz Frias, ligado ao Grupo Folha.
Entre os representantes do setor de tecnologia financeira está Cristina Junqueira, cofundadora do Nubank, com fortuna estimada em US$ 1,9 bilhão.
Ao todo, dezenas de brasileiros aparecem na lista de 2026, com patrimônios que variam de US$ 35,9 bilhões até cerca de US$ 1,1 bilhão, valor mínimo para integrar o ranking global da Forbes.
A presença diversificada evidencia o peso de grupos tradicionais da economia brasileira, ao mesmo tempo em que mostra o avanço de novos setores e empreendedores no cenário global de grandes fortunas.
Fonte: epocanegocios