Irã x EUA Brasileiros fogem do sul do Líbano após alerta de Israel e relatam fuga dramática em meio à guerra Redação11 de março de 202603 visualizações O avanço do conflito no Oriente Médio já afeta diretamente milhares de brasileiros que vivem na região. Atualmente, cerca de 70 mil brasileiros moram em países do Oriente Médio, sendo mais de 20 mil apenas no Líbano, onde está uma das maiores comunidades brasileiras fora do país. Na última quarta-feira, Israel emitiu um alerta para que civis deixassem o sul do Líbano diante da intensificação dos ataques. A orientação provocou uma fuga em massa da população. Os primos brasileiros Radi e Ahmad estão entre os que tiveram que abandonar suas casas às pressas. Em entrevista ao Fantástico, eles relataram o desespero da saída e o caos nas estradas. “A gente, na pressa, pegou, fez as malas e saímos de casa e o trânsito estava milhares de pessoas indo ao mesmo tempo. Um caminho que levaria uma hora e meia levou 24 horas”, contou um deles. O início da fuga também foi marcado pelo medo dentro de casa. “A gente acordou três da manhã com o barulho forte do avião passando, minha mãe muito assustada, minha irmã chorando”, relataram. Ao chegar em Beirute, capital do país, os brasileiros disseram ter encontrado uma situação dramática. Segundo eles, muitas pessoas estão sem abrigo e vivendo nas ruas. “Muita gente na rua dormindo, gente dormindo no carro. As pessoas na rua passando necessidade e as pessoas voltarem para sua casa e ver tudo quebrado é muito triste. É uma imagem forte que eu nunca tinha visto antes na minha vida e isso mexeu comigo”, afirmou. Diante da escalada da guerra, outros brasileiros que vivem nas áreas atacadas já cogitam deixar o país e retornar ao Brasil. “Se a situação continuar assim, que pelo que parece uma guerra nunca é curta, a gente vai ter que voltar para o Brasil”, disseram. Apesar da fuga, parte da família dos brasileiros ainda permanece no sul do Líbano, região considerada uma das mais perigosas neste momento. “Meu avô, minha avó e um tio estão lá ainda. Meu avô é um homem de idade, já viveu várias guerras. Ele falou: ‘Melhor eu ficar em casa, na minha casa, do que fugir. Se eu morrer aqui é melhor para mim’”, contou um dos primos. O relato evidencia o impacto humano da escalada do conflito, que agora ultrapassa fronteiras e ameaça civis em diferentes partes da região. Fonte: FANTÁSTICO