A Câmara dos Deputados emitiu uma cobrança de R$ 13,9 mil contra o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por faltas injustificadas em março deste ano. Como o valor não foi quitado, a Casa iniciou os trâmites para incluir o parlamentar no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (Cadin). Posteriormente, o débito poderá ser inscrito também na Dívida Ativa da União (DAU).
O valor corresponde a quatro ausências de Eduardo no período em que já estava nos Estados Unidos, antes de formalizar pedido de afastamento do mandato. Segundo a Câmara, nenhuma falta foi justificada. O desconto foi apontado após notificação do Tribunal de Contas da União (TCU), que identificou possível irregularidade.
A Casa tentou debitar o montante do salário de Eduardo em março, mas não havia saldo suficiente. O gabinete do deputado foi notificado em agosto, e o boleto venceu no último dia 12 sem pagamento.
Eduardo Bolsonaro vive nos EUA desde o início do ano e tenta exercer o mandato à distância. Até julho, estava oficialmente licenciado, mas, desde o retorno automático, acumula ausências. Das 40 sessões realizadas em 2025, o deputado faltou a 25 — mais de 62% do total.
Além da cobrança financeira, Eduardo é alvo de processo disciplinar no Conselho de Ética, aberto nesta semana, que pode resultar em cassação de mandato. O parlamentar também corre risco de perda automática por excesso de faltas, conforme prevê a Constituição, embora a análise de presenças só deva ocorrer em 2026.
Fonte: G1