Câmara de Guarulhos discute estratégias locais contra a crise climática antes da COP30

A Câmara Municipal de Guarulhos realizou, na noite desta quinta-feira (18), a audiência pública “COP30 e a Crise Climática: Desafios e Estratégias para Guarulhos”, organizada pelas Comissões Permanentes de Meio Ambiente e de Defesa dos Direitos da Mulher.

Conduzido pelos vereadores Edmilson Souza (PSOL), presidente da Comissão de Meio Ambiente, e Janete Rocha Pietá (REDE), presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, o encontro promoveu um debate sobre justiça climática, adaptação, mitigação e políticas públicas com recorte de gênero.

Edmilson ressaltou que a audiência ocorre às vésperas da COP30, marcada para novembro, em Belém (PA), e será decisiva para definir novas metas globais em meio ao avanço de eventos climáticos extremos. Já Janete destacou a necessidade de políticas inclusivas, lembrando que mulheres periféricas e pretas estão entre as mais afetadas pela crise climática.

A mesa contou com a participação de:

Giovanni Mockus, assessor especial do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, representando a ministra Marina Silva;

Carlos Henrique Oliveira, coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista, pelo gabinete da deputada estadual Marina Helou;

Guilherme de Alcântara Bagattini, diretor da Secretaria Municipal do Verde, Clima e Sustentabilidade;

Alexandre Kise, presidente da Comissão de Meio Ambiente, Proteção Animal e Sustentabilidade da OAB/Guarulhos;

Beatriz Pagy, diretora da ONG Clima de Política.

Beatriz apresentou um panorama da COP30, com foco nas possibilidades de ação em nível municipal. Giovanni Mockus destacou a relevância da participação das cidades no processo climático global. Já Mauricio Oliveira, da Defesa Civil, apresentou medidas adotadas em Guarulhos diante de desastres naturais.

Entre os presentes estavam ainda representantes da sociedade civil, instituições ambientais, entidades estudantis, lideranças religiosas e políticos como o ex-prefeito Elói Pietá e o vereador Guto Tavares.

No encerramento, Edmilson reforçou a necessidade de tirar do papel instrumentos como o Plano de Adaptação e Resiliência à Mudança do Clima e o Plano Diretor de Drenagem, integrando-os a áreas estratégicas como mobilidade, habitação, saneamento, saúde e desenvolvimento econômico. Ele também defendeu que Guarulhos avance em transição energética, economia circular, descarbonização produtiva e geração de empregos sustentáveis.

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