O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) classificou como “derrota humilhante” o rebaixamento da Acadêmicos de Niterói, escola de samba que prestou homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em desfile realizado no domingo (15/2), na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro. A declaração foi feita nesta quarta-feira (18/2).
Em publicação na rede social X (antigo Twitter), o filho “02” do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou que a apresentação teria servido como “propaganda antecipada com maquiagem de evento cultural”.
“Dinheiro do contribuinte, palco político e promoção pessoal […] Desagradou a maioria, usou a máquina pública… E ainda saiu do desfile para uma derrota humilhante”, escreveu.
Além da homenagem ao presidente, a escola foi alvo de críticas da oposição e de setores evangélicos alinhados a Bolsonaro por retratar “neoconservadores” dentro de latas. Parlamentares compartilharam montagens nas redes sociais em protesto.
O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ), irmão mais velho de Carlos, também comentou o resultado. “Lula é sempre uma ideia ruim, seja para governar o País, seja para um samba enredo. Nunca nos esqueçamos: família é algo sagrado. Depois dessa escola, o próximo rebaixamento vai ser do Lula e do PT”, publicou.
A Acadêmicos de Niterói levou à avenida o enredo “Do Alto do Mulungu Surge a Esperança: Lula, o Operário do Brasil”, em tributo ao presidente.
Em resposta às críticas, a escola afirmou que as fantasias de latas representavam os “neoconservadores”, grupo que, segundo a própria agremiação, atua fortemente em oposição a Lula, votando contra pautas defendidas por ele, como privatizações e o fim da escala de trabalho 6×1.
A escola acrescentou que a fantasia trazia uma lata de conserva associada à defesa da chamada família tradicional, formada exclusivamente por homem, mulher e filhos. Nos adereços de cabeça, havia variações para representar grupos que, segundo a descrição, levantam a bandeira do neoconservadorismo, entre eles representantes do agronegócio, defensores da Ditadura Militar e grupos religiosos evangélicos.
Fonte: METRÓPOLES