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Reoneração da folha pode deixar imóveis mais caros e impactar Minha Casa, Minha Vida

por Redação 3 de maio de 2024

A derrubada da desoneração da folha de pagamento por decisão da Justiça pode deixar imóveis mais caros e atingir programas do governo federal como o Minha Casa, Minha Vida e o Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), bandeiras da campanha eleitoral do governo Lula. Segundo o presidente do SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil de São Paulo), Yorki Estefan, os custos com a contribuição previdenciária nas empresas do setor podem aumentar entre 165% e 200%. A construção civil faz parte do grupo que recebeu desoneração desde 2011 e agora será obrigado a pagar a alíquota total da contribuição previdenciária.

“Além disso, terá um impacto nos empreendimentos futuros, o que acabará afetando o consumidor final. Eventualmente, isso poderá obrigar os consumidores a adquirirem imóveis menores ou em áreas mais distantes, o que também afetará a qualidade dos programas habitacionais”, acrescenta.

Com a desoneração, a contribuição previdenciária é de 4,5% sobre o faturamento das empresas. Com a derrubada da medida, essa contribuição passará a ser de 20% sobre a folha de pagamento. Ou seja, as empresas passarão a contribuir de acordo com a quantidade de funcionários empregados.

Por exemplo, considere uma empresa que fatura R$ 100 e gasta R$ 40 com a folha de pagamento. Com a desoneração atual, essa empresa paga R$ 4,50 (4,5%) de contribuição previdenciária por mês, independentemente do número de funcionários que emprega. Agora, sem essa medida, essa mesma empresa passará a pagar R$ 8,00 por cada funcionário empregado (20%), com o mesmo faturamento. Isso significa que, quanto mais funcionários a empresa tiver, mais impostos ela terá que pagar.

É por isso que o impacto do fim da desoneração para as empresas dependerá da relação entre o faturamento e o tamanho da folha de pagamento, pois duas empresas com o mesmo faturamento podem ter aumentos diferentes se uma delas tiver mais funcionários com salários mais altos. Isso significa que o impacto será mais significativo para empresas com uma folha de pagamento mais robusta, e com consequências mais expressivas para aquelas de médio e pequeno porte.

Estefan critica a decisão do governo de aumentar a carga tributária diretamente sobre o emprego. Ele sustenta que, embora o objetivo seja aumentar a arrecadação, isso não se concretizará necessariamente, pois a reoneração pode desencadear uma diminuição na adesão aos programas habitacionais. Além disso, ao tributar o emprego, há o risco de fomentar o crescimento do trabalho informal.

“Um ponto a ser considerado é que 26% dos postos de trabalho na construção civil são ocupados por trabalhadores com carteira assinada, enquanto 50% são de autônomos, sejam eles formais ou informais, ou prestadores de serviços no regime simplificado do Simples Nacional. Além disso, 24% dos trabalhadores estão no mercado informal. O aumento do custo do trabalho formal e a tributação das empresas podem impulsionar parte desse contingente para a informalidade. Com o encarecimento da habitação formal, é provável que ocorra uma migração para o mercado informal, gerando essa discrepância decorrente da oneração da folha de pagamento.”

Este cenário também pode afetar as projeções de expansão para o setor da construção civil. Anteriormente, esperava-se um crescimento de 2,3% em 2024, de acordo com dados da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção).

“Toda essa instabilidade afeta não apenas as empresas, mas também os investimentos estrangeiros. Investidores acostumados com mercados mais previsíveis podem sentir falta de confiança em investir em um país que altera suas premissas. Eles investem com a expectativa da desoneração, e eventualmente se tornam menos competitivos”, completa Estefan.

Demissões nos 17 setores
Além da Construção Civil, outros 16 setores também tinham a folha de pagamento desonerada. Juntos, esses setores empregam mais de 9 milhões de pessoas. Segundo a União Geral dos Trabalhadores (UGT), a decisão de derrubar a medida pode comprometer quase um milhão de empregos.

A medida, que seria válida até 2027, é adotada desde 2011 e substitui a contribuição previdenciária patronal de 20%, incidente sobre a folha de salários por alíquotas de 1% a 4,5% sobre a receita bruta. Na prática, a desoneração reduz a carga tributária da contribuição previdenciária devida pelas empresas.

A prorrogação da desoneração da folha de pagamento de 17 setores da economia até 2027 foi aprovada pelo Legislativo em outubro do ano passado, mas foi vetada integralmente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva menos de um mês depois. Em dezembro, o Congresso derrubou o veto de Lula, com votos de 60 senadores (contra 13) e 378 deputados (versus 78).

A pedido do Planalto, o ministro Cristiano Zanin, do STF (Supremo Tribunal Federal), suspendeu os trechos da lei aprovada pelo Congresso Nacional que prorrogava a desoneração para 17 setores da economia e para municípios até 2027. Atualmente, o julgamento do caso está temporariamente interrompido devido a um pedido de vista do ministro Luiz Fux. Até o momento, cinco ministros da Corte votaram a favor da posição do governo, opostos à desoneração.

Fonte: r7

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Brasilia

Legislativo retoma trabalhos com foco em regulação das plataformas digitais e da inteligência artificial

por Redação 5 de fevereiro de 2024

O Congresso Nacional retoma os trabalhos nesta segunda-feira (5), depois do recesso legislativo, com a regulação das plataformas digitais e da inteligência artificial no centro das discussões dos deputados e senadores em 2024. A medida provisória do governo Luiz Inácio Lula da Silva que reonerou a folha de pagamento de 17 setores da economia e a limitação das atuações dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) também devem ser debatidos pelos parlamentares ao longo do ano.

Além disso, o Legislativo volta do recesso com 27 vetos presidenciais pendentes de análise. Desses, 12 já estão trancando a pauta, ou seja, precisam ser apreciados antes de outras propostas que não possuem a mesma urgência.

A regulação das plataformas digitais é prevista no projeto de lei conhecido como PL das Fake News, cuja votação na Câmara foi adiada diversas vezes pela falta de acordo entre os parlamentares e diante da resistência da oposição e das proprietárias de plataformas digitais. Já o projeto de lei da inteligência artificial tramita na comissão temporária criada para analisar o tema, sob a relatoria do senador Eduardo Gomes (PL-TO).

Regulamentação das plataformas digitais
Aprovado pelo Senado em 2020, o PL das Fake News prevê regras de uso, gestão e punições no caso de divulgação de informações falsas. O texto estabelece prisão de um a três anos e multa a quem promover ou financiar a disseminação em massa de mensagens que contenham “fato que se sabe inverídico” e que possa comprometer a “higidez” do processo eleitoral ou causar dano à integridade física de agentes públicos. Além disso, as plataformas terão de publicar regularmente relatórios semestrais de transparência, com informações sobre a moderação de conteúdo falso.

Na proposta, há ainda um capítulo específico sobre segurança infantil. O texto obriga as plataformas a estabelecer níveis de proteção de dados e impedir o acesso a determinados serviços, além de proibir o uso dos dados desse público para a criação de conteúdos personalizados. Outro trecho do PL aprovado prevê a remuneração do conteúdo jornalístico profissional replicado pelas plataformas digitais, como já ocorre na Austrália.

Supremo
As propostas de emenda à Constituição (PECs) que limitam os poderes de ministros do STF devem estar entre os temas prioritários do Congresso após o recesso legislativo. O assunto tem o apoio do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que prometeu avançar na discussão de pautas que podem mudar o cenário político nos próximos anos.

Duas PECs tratam da limitação dos poderes dos ministros da Suprema Corte. Uma delas limita decisões monocráticas e pedidos de vista nos tribunais superiores. Em linhas gerais, a proposta impede que decisões tomadas por um ministro do STF suspendam a vigência de leis ou atos dos presidentes da República, do Senado e da Câmara dos Deputados.

Apesar da insatisfação declarada de ministros do Supremo, Pacheco tem defendido a aprovação da proposta sob o argumento de que ela ajuda a equilibrar os Poderes, e, em mais de uma ocasião, disse que ter posto a matéria em pauta não indica “retaliação” do Congresso às recentes decisões do STF. O texto recebeu aval dos senadores em novembro e seguiu para a Câmara.

A outra PEC tem a ver com a elevação da idade mínima e a instituição de mandato com prazo fixo para ministros do STF. Pela proposta, seriam fixados oito anos para o mandato de ministros do Supremo, sem direito à recondução. Atualmente, para ser indicado à vaga, é necessário que o candidato tenha entre 35 e 70 anos, sendo que pode ficar no cargo até completar 75 anos, que é a idade máxima para a aposentadoria no serviço público.

Uma terceira proposta tem a ver com a limitação do acesso ao Supremo por parte de partidos políticos. A ideia já foi defendida pelo presidente da Câmara e tem a simpatia do ministro Gilmar Mendes, do STF. Por isso, é vista como a proposta mais viável nas duas Casas.

Reoneração da folha de pagamento
Na semana passada, o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, declarou que o Executivo pretende apresentar ao Legislativo até o Carnaval as prioridades do governo federal no Congresso. Entre os temas, divididos em quatro tópicos, está a reoneração da folha de pagamento de 17 setores da economia, presente em medida provisória apresentada aos parlamentares pelo titular da Fazenda, Fernando Haddad.

O ministro, responsável pela articulação do governo com o Congresso, também afirmou que o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a R$ 5,6 bilhões em emendas de comissão no Orçamento de 2024 será debatido com os parlamentares. Apesar da restrição do petista, esse tipo de investimento vai direcionar R$ 11 bilhões. Segundo Padilha, o veto às emendas parlamentares foi feito para não prejudicar áreas como saúde, segurança pública e educação.

A prorrogação da desoneração da folha de pagamento de 17 setores da economia até 2027 foi aprovada pelo Legislativo em outubro do ano passada, mas foi vetada pelo presidente integralmente menos de um mês depois. Em dezembro, o Congresso derrubou o veto de Lula.

As entidades representantes dos 17 setores desonerados, dos trabalhadores e de organizações da sociedade civil fizeram coro pela derrubada do veto do presidente. As centrais sindicais estimavam que ao menos 1 milhão de vagas seriam perdidas se a desoneração deixasse de valer.

A medida provisória editada por Lula contém diversas propostas para aumentar a arrecadação da União e alcançar a meta do déficit zero. A principal delas é retomar o imposto sobre a folha de pagamento gradualmente.

A desoneração beneficia os 17 setores que mais empregam, responsáveis por 9 milhões de empregos. Em vez de o empresário pagar 20% sobre a folha do funcionário, o tributo pode ser calculado com a aplicação de um percentual sobre a receita bruta da empresa, que varia, conforme o setor, de 1% a 4,5%.

Fonte: r7

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Brasilia

Após visitar 24 países em 2023, Lula deve focar agenda de 2024 em viagens pelo Brasil, eleições e PAC

por Redação 2 de janeiro de 2024

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve diminuir o ritmo de agendas internacionais e participar mais em compromissos pelo Brasil em 2024. Neste ano, o petista visitou 24 países, tendo permanecido 75 dias fora do Brasil. Para o próximo ano, o foco estará nas eleições municipais e nas entregas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Lula pretende ir à Etiópia para participar da cúpula da União Africana em fevereiro próximo. O intuito é emendar a viagem com visitas em outros países da região. O roteiro ainda está sendo gestado. O presidente também quer ir para a conferência da Comunidade dos Países Caribenhos (Caricom), na Guiana.

Como mostrou o R7, Lula deu largada à campanha eleitoral das eleições de 2024 ainda no ano passado. Integrantes do partido e o próprio presidente avaliam que a disputa do próximo ano será polarizada mais uma vez entre o atual mandatário e o ex-presidente Jair Bolsonaro, com seus respectivos candidatos locais.

Segundo o senador Humberto Costa, coordenador do grupo de trabalho eleitoral do PT, o maior objetivo da legenda é aumentar de forma substancial o número de prefeituras comandadas pelo partido. “Embora não tenhamos definido uma meta numérica, vamos procurar um melhor resultado do que nas últimas eleições”, disse o titular ao R7.

A sigla vai lançar candidato próprio em ao menos 13 capitais do país. Até o momento, estão definidas candidaturas para Porto Alegre (RS), Belo Horizonte (MG), Vitória (ES), João Pessoa (PB), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), Campo Grande (MS), Aracaju (SE), Maceió (AL), Natal (RN) e Teresina (PI).

O PT não deve ter candidatos nas duas maiores cidades do país — São Paulo e Rio de Janeiro —, onde deve fazer alianças com outros partidos nesses locais. A legenda está disposta a fazer alianças com vistas às eleições de 2024. Entre os partidos cogitados, estão Rede, PSOL, PCdoB, PV, PSB, MDB, PDT e até mesmo o PL, do ex-presidente Jair Bolsonaro. Esse último caso, porém, vai depender da trajetória do candidato, segundo o coordenador do grupo de trabalho eleitoral.

Nas eleições municipais de 2020, o MDB foi o líder em número de prefeituras (780). Na sequência, vieram PP (681), PSD (649) e PSDB (519). O PT de Lula comanda 181 cidades. Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O Brasil tem ao todo 5.570 municípios.

Apesar de o novo PAC ter sido lançado no início do segundo semestre de 2023, grande parte das entregas deve ser feita em 2024. A iniciativa, considerada por integrantes do governo como o trunfo, prevê investimentos em obras de infraestrutura nas 27 unidades da federação, que podem chegar a pelo menos R$ 1,7 trilhão.

De acordo com o governo federal, o novo PAC conta com recursos do Orçamento Geral da União (R$ 371 bilhões), do orçamento de empresas estatais (R$ 343 bilhões), de financiamentos (R$ 362 bilhões) e do setor privado (R$ 612 bilhões). O Executivo dividiu essa versão do programa em nove eixos de atuação: inclusão digital e conectividade, saúde, educação, infraestrutura social e inclusiva, cidades sustentáveis e resilientes, água para todos, transporte eficiente e sustentável, transição e segurança energética e defesa.

Viagens em 2023
Lula esteve em 24 países e permaneceu 75 dias fora do Brasil. O R7 fez o levantamento com base nas informações do portal do governo federal. O período de ausência fez com que o vice, Geraldo Alckmin, assumisse a Presidência da República em um de cada quatro dias.

As viagens foram contabilizadas pela reportagem a partir do embarque de Lula, sem contar eventuais paradas, até o momento do desembarque em Brasília. Nessa conta, há momentos em que o presidente trabalhou no mesmo dia em que partiu para um compromisso internacional e também teve expediente logo após a volta ao Brasil.

Confira todos os países que Lula visitou em 2023

  • 22 a 25 de janeiro: Argentina e Uruguai
  • 9 a 11 de fevereiro: Estados Unidos
  • 11 a 16 de abril: China e Emirados Árabes Unidos
  • 20 a 26 de abril: Portugal e Espanha
  • 4 a 7 de maio: Reino Unido
  • 17 a 23 de maio: Japão
  • 19 a 24 de junho: Itália, França e Vaticano
  • 4 de julho: Argentina
  • 8 de julho: Colômbia
  • 15 a 19 de julho: Bélgica e Cabo Verde
  • 14 a 15 de agosto: Paraguai
  • 20 a 27 de agosto: África do Sul, Angola e São Tomé e Príncipe
  • 7 a 11 de setembro: Índia
    •15 a 21 de setembro: Cuba e Estados Unidos
  • 27 de novembro a 5 de dezembro: Arábia Saudita, Catar, Emirados Árabes Unidos e Alemanha

Fonte: r7

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Brasilia

Na última sessão do ano, Câmara aprova projeto de aposta esportiva com inclusão de cassino online

por Redação 22 de dezembro de 2023

Na última sessão plenária de 2023, a Câmara dos Deputados aprovou no início da madrugada desta sexta-feira (22) o projeto de lei que regulamenta as apostas esportivas, as chamadas bets, e os cassinos online no Brasil — a discussão começou por volta das 22h20 desta quinta (21). A proposta era uma das prioridades da equipe econômica do governo, que busca aumentar a receita para cumprir a meta de déficit zero em 2024. O texto segue agora para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Pela proposta, as casas de apostas online que desejarem operar no Brasil deverão pagar uma outorga de até R$ 30 milhões ao Ministério da Fazenda. Além disso, será cobrada uma alíquota de 12% sobre o lucro líquido das empresas. Esse percentual foi definido pelo Senado, e o relator decidiu manter a porcentagem da cobrança. Inicialmente, a alíquota era de 18%, mas os senadores desidrataram esse trecho do texto.

Já as alíquotas do Imposto de Renda pagas pelos apostadores premiados serão de:

  • 15% para prêmios de apostas de cota fixa, quando o valor do prêmio recebido for acima de R$ 2.112; e
  • 9% para prêmios obtidos em fantasy sports.

Os jogos de fantasy sports são um tipo de jogo em que os participantes escalam equipes virtuais com atletas reais. Esses grupos competem com base no desempenho estatístico dos jogadores escalados nas partidas reais. A performance do atleta real é então convertida em pontos dentro do jogo, e o time que contabilizar a maior pontuação é o campeão da disputa.

Já as apostas esportivas são aquelas em que o jogador faz um palpite de resultado em um determinado evento real. No caso do futebol, é possível apostar, por exemplo, o número de gols, escanteios e faltas.

Segundo lideranças do governo no Congresso, cerca de 130 empresas demonstraram interesse em regularizar o mercado de apostas esportivas. Inicialmente, o governo estimou que a proposta poderia gerar uma receita de R$ 3 bilhões em 2024, exclusivamente por meio da regulamentação das apostas esportivas. Contudo, com a incorporação dos cassinos, essa estimativa foi revista para uma arrecadação que pode alcançar até R$ 15 bilhões.

Além das alíquotas a serem pagas pelas empresas e jogadores, o projeto de lei prevê regras para as ações de comunicação, publicidade e marketing, que devem obedecer à regulamentação da Fazenda. Entre os requisitos, os jogos devem ter avisos de desestímulo à atividade e advertência sobre os malefícios da ludopatia (o vício em jogo).

Cassinos online
O principal entrave ao projeto de lei tinha a ver com a inclusão dos cassinos online na regulamentação. Eles não estavam na proposta original enviada pelo governo e foram acrescentados durante a discussão na Câmara dos Deputados.

Porém, o trecho foi retirado pelos senadores, que alegaram que a regulamentação seria uma espécie de legalização dos cassinos e que isso tem um “custo social” para o país. Além disso, argumentaram que o texto não deixa claro como deve ser a fiscalização deles.

Atualmente, mesmo proibidos no Brasil, os cassinos online funcionam, porque a sede das empresas fica em outros países. Por isso, para jogar, basta o usuário criar uma conta em uma dessas páginas e se declarar maior de idade, para ter acesso a jogos como caça-níqueis, roleta, blackjack (vinte e um) e pôquer.

Na Câmara, foi costurado um acordo no sentido de reforçar que os cassinos físicos continuam proibidos no Brasil, uma exigência da bancada evangélica para que o texto avançasse no plenário. Com isso, fica expressamente proibida a instalação de cassinos no território nacional.

Fonte: r7

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Brasilia

Na última semana antes do recesso, Congresso vota Orçamento, subvenções e apostas esportivas

por Redação 19 de dezembro de 2023

A última semana antes do recesso parlamentar deve ser marcada por uma série de votações de destaque na área econômica. A programação é analisar o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) na sessão do Congresso Nacional desta quarta-feira (20) e, no dia seguinte, já garantir a aprovação do projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA).

Na Câmara, há acordo para votar a regulamentação das apostas esportivas, enquanto no Senado o esforço é pela aprovação da medida provisória das Subvenções. Ambas as matérias são prioridade do governo para perseguir a meta fiscal de déficit zero para 2024.

O projeto da LDO foi aprovado pela Comissão Mista de Orçamento (CMO) na última quarta-feira (13). Ela é necessária para a elaboração da LOA, o documento em que é previsto todo o Orçamento federal — receitas, despesas e investimentos — para o ano seguinte.

O presidente do Senado e do Congresso, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou que, se necessário, serão feitas duas sessões para concluir a análise do Orçamento. Em relação aos trabalhos do Senado, Pacheco ressaltou a necessidade de referendar oito empréstimos a serem tomados por estados e municípios.

MP das Subvenções
No Senado, a prioridade da base do governo é despachar a medida provisória 1.185, também conhecida como MP das Subvenções. Os senadores governistas trabalham para aprovar o texto enviado pela Câmara sem alterações, para evitar que ele volte para uma nova análise dos deputados. Isso poderia inviabilizar a publicação da medida ainda nesta semana.

“A MP 1.185, de todas as medidas, é a medida fiscal mais importante para o governo. Para nós, essa é a prioridade das prioridades”, disse o líder do governo no Congresso, o senador Randolfe Rodrigues (sem partido-AP).

Na prática, a medida acaba com a renúncia fiscal federal gerada por incentivos dados pelos estados por meio da subvenção do ICMS. Geralmente, os estados oferecem esses incentivos para atrair investimentos de empresas, que acabam não entrando na base de cálculo dos impostos federais. A equipe econômica estima que as novas regras tenham potencial para arrecadar cerca de R$ 35 bilhões em 2024.

Câmara
Os deputados devem votar também nesta semana o projeto de lei que regulamenta as apostas esportivas. A matéria é uma das prioridades da equipe econômica do governo federal, que espera aumentar a arrecadação de impostos para cumprir a meta de déficit zero no próximo ano. A regulamentação tem potencial para arrecadar cerca de R$ 3 bilhões em 2024. O texto já passou pela Câmara, mas, como sofreu mudanças no Senado, precisa voltar a ser analisado pelos deputados.

Além do projeto das apostas esportivas, o presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), afirmou que os deputados devem analisar o projeto do Novo Ensino Médio, além de medidas para a economia verde. Entre elas, o mercado de carbono e o combustível do futuro.

Fonte: r7

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Brasilia

Paulo Gustavo Gonet Branco será o 44º procurador-geral da República do país

por Redação 18 de dezembro de 2023

O subprocurador-geral da República Paulo Gonet será o 44º procurador-geral da República do país. Ele foi aprovado depois de sabatina no Senado na última quarta-feira (13), por 65 votos favoráveis, 11 contrários e 1 abstenção, e nomeado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na sexta-feira (15). A posse dele está marcada para esta segunda-feira (18).

No Ministério Público Federal (MPF), onde ingressou por concurso público em 1987, Gonet é o atual vice-procurador-geral eleitoral. Ele foi responsável por elaborar o parecer do Ministério Público para que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) declarasse a inelegibilidade de Jair Bolsonaro (PL) pela conduta do ex-presidente em encontro com embaixadores no Palácio da Alvorada em julho de 2022. Na ocasião, Bolsonaro levantou suspeitas sobre as urnas eletrônicas sem apresentar provas e atacou o sistema eleitoral brasileiro.

“Não me embaçou a visão para o principal: a percepção de que o direito foi feito para as pessoas, devendo ser tratado como instrumento indispensável para que todos possam, com autonomia, buscar a realização como seres humanos responsáveis pela própria vida e corresponsáveis pela história do nosso tempo”, discursou Gonet na sabatina no Senado.

Na prática, como PGR, Gonet poderá propor investigações e denúncias contra autoridades com foro privilegiado. Além disso, terá que se manifestar em inquéritos que envolvem o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e em eventuais ações contra o presidente Lula.

Fonte: r7

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Brasilia

Congresso analisa vetos à desoneração da folha e ao marco temporal nesta quinta; entenda

por Redação 14 de dezembro de 2023

Deputados e senadores se reúnem nesta quinta-feira (14) para analisar os vetos presidenciais na pauta do Congresso, entre eles os vetos à desoneração da folha de pagamento, ao marco temporal das terras indígenas e ao novo marco fiscal. Com a aproximação do fim do ano, o Congresso faz um esforço concentrado para analisar matérias pendentes na pauta. Outras duas sessões deverão ser realizadas na próxima semana para a conclusão da votação do Orçamento de 2024.

No caso da prorrogação da desoneração da folha de pagamento, há uma queda de braço entre as lideranças partidárias. Isso porque a base governista tenta adiar a análise do veto para a próxima semana, depois da apresentação de uma proposta alternativa prometida pelo Ministério da Fazenda.

Essa movimentação não agrada à oposição nem ao setor produtivo, que pressionam pela derrubada imediata do veto e alegam que não há tempo hábil para a análise da proposta alternativa do ministro Fernando Haddad. Por enquanto, o presidente do Senado e do Congresso, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), garante que a análise deve acontecer nesta semana.

O projeto de lei que prorroga a desoneração da folha até 2027 foi aprovado pelo Congresso em 25 de outubro, com o apoio da ampla maioria dos deputados e senadores, inclusive os que pertencem à base do governo. No entanto, foi vetado integralmente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 23 de novembro.

Pelo texto, a contribuição previdenciária patronal sobre a folha de salários pode ser substituída por uma contribuição incidente sobre a receita bruta do empregador. A contribuição patronal é paga por empregadores para financiar a seguridade social. Então, em vez de o empresário pagar 20% sobre a folha do funcionário, o tributo pode ser calculado com a aplicação de um percentual sobre a receita bruta da empresa, que varia de 1% a 4,5%, conforme o setor.

A contribuição é feita, mas passa a se adequar ao nível real da atividade produtiva do empreendimento. Em outras palavras, as empresas que faturam mais contribuem mais. Com isso, é possível contratar mais empregados sem gerar aumento de impostos.

Às vésperas da votação, parlamentares e entidades representantes dos setores desonerados fizeram um ato na Câmara dos Deputados pela derrubada do veto. Eles argumentam que o fim da desoneração pode gerar desemprego, insegurança jurídica e elevação nos preços dos serviços. Os setores afetados pelo veto de Lula empregam diretamente 9 milhões de pessoas.

Votação de outros vetos
Os deputados e os senadores também devem analisar outros vetos de Lula, inclusive o do marco temporal das terras indígenas, o do marco das garantias, o do novo marco fiscal e o da volta do voto de qualidade do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf).

No caso do marco temporal das terras indígenas, os parlamentares vão analisar se mantêm ou não o veto de Lula ao principal artigo do projeto, que diz que uma terra só poderia ser demarcada se fosse comprovado que os indígenas estavam nela ou disputavam a posse dela na data da promulgação da Constituição Federal vigente, em 5 de outubro de 1988. Pela tese, quem estivesse fora da área na data ou chegasse depois não teria direito a pedir a demarcação.

Quanto ao marco fiscal, os parlamentares analisarão o veto a uma regra que definia que as despesas de investimento poderiam ser reduzidas caso ficasse constatado que, no fim de um bimestre, o governo não teria receita suficiente para cumprir metas de resultado primário, indicador obtido a partir da diferença entre o que é arrecadado e o que é gasto pelo governo, excluída a parcela referente aos juros da dívida pública.

Para a rejeição do veto, é necessária a maioria absoluta dos votos de deputados e senadores, ou seja, 257 votos de deputados e 41 votos de senadores.

Fonte: r7

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Brasilia

Congresso fará esforço concentrado para analisar vetos, sabatinar autoridades e votar projetos de lei

por Redação 12 de dezembro de 2023

Com a aproximação do fim do ano e uma série de pendências na pauta do Congresso Nacional, a expectativa é que a semana tenha um esforço concentrado para a votação de projetos importantes para a agenda econômica do governo. Entre os temas, a reforma tributária, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) — que define o Orçamento de 2024 —, o projeto de lei das apostas esportivas e a análise dos vetos presidenciais ao marco temporal das terras indígenas, da desoneração da folha de pagamento e do novo marco fiscal.

Além disso, estão previstas as análises da indicação de 26 autoridades, entre elas a de Flávio Dino, indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF), e a de Paulo Gonet, indicado à Procuradoria-Geral da República (PGR). Também deve acontecer nesta semana a instalação da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Braskem, que vai investigar a atuação da empresa de mineração em Maceió.

Orçamento de 2024

A Comissão Mista de Orçamento (CMO) deve votar nesta terça-feira (12) o relatório da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2024 — o texto reúne as orientações gerais para a execução do Orçamento federal do próximo ano. Essas orientações são detalhadas posteriormente pela Lei Orçamentária Anual (LOA). Os dois projetos devem ser votados pelo Congresso antes do recesso parlamentar.

Como mostrou o R7, o relator da LDO propôs um cronograma de pagamento das emendas parlamentares impositivas, o que na prática fortalece o Congresso Nacional ao retirar do governo federal o controle do momento em que essas verbas são gastas.

O calendário dá o prazo de até 15 dias após o início do ano legislativo para que se cadastrem projetos, com tempo de análise de até 120 dias. Caso não haja nenhuma divergência, o valor da emenda precisa ser empenhado (ou seja, reservado) em até 30 dias. Já o prazo para pagamento é até o fim do ano.

Reforma tributária

O relator da reforma tributária na Câmara, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), acredita que a proposta pode ser votada no plenário nesta semana. Ele ainda avalia a retirada de exceções acrescentadas ao texto pelos senadores. Isso porque, durante a discussão no Senado, o número de produtos e serviços que podem ter tratamento favorecido foi ampliado para 42. A Câmara tinha dado o aval para 33 exceções à regra geral da reforma.

Caso a reforma seja aprovada em 2023 no Congresso Nacional, é somente no próximo ano que ocorrerão as votações de leis complementares que vão regulamentá-la. A definição das alíquotas, itens a ser incluídos na cesta básica para receberem a isenção total e produtos que terão imposto seletivo aplicado são temas que ainda precisarão ser resolvidos.

A infraestrutura do novo sistema deve ser montada em 2025. A partir de 2026, começa a transição de impostos até 2033, quando sobrarão apenas os novos impostos previstos na reforma: o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto Seletivo.

Projeto de lei das apostas esportivas

O destaque da pauta do Senado nesta semana é a votação do projeto de lei que regulamenta as apostas esportivas, uma das prioridades do governo federal, que estima arrecadar R$ 1,6 bilhão em 2024 com as apostas. A expectativa agora é que os senadores entrem em consenso e se decidam pela inclusão ou não dos cassinos na regulamentação. Esse é o principal ponto de tensão entre governistas e oposição.

Parlamentares da ala mais conservadora argumentam que a regulamentação dos cassinos traz um “custo social” ao país. Além disso, eles alegam que o texto não deixa claro como deve ser a fiscalização sobre esses jogos.

Pelo projeto, serão taxadas apostas esportivas virtuais, jogos de azar, casas de apostas, cassinos online e os próprios apostadores. Para funcionar, os operadores deverão pedir autorização à Fazenda, com outorga que pode custar até R$ 30 milhões para explorar a atividade por três anos.

Vetos à desoneração, marco temporal e novo marco fiscal

Na quinta (14), está prevista a sessão do Congresso Nacional para analisar 33 vetos presidenciais a projetos aprovados pelos parlamentares. A expectativa é de reversão da decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a prorrogação da desoneração da folha de pagamento até 2027, sobre os vetos ao marco temporal das terras indígenas e às novas regras do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) e ao arcabouço fiscal.

No caso da desoneração da folha de pagamento, há consenso sobre a derrubada do veto. Nesta segunda-feira, líderes partidários alegaram que não há mais tempo hábil para analisar as propostas do governo sobre o assunto.

O veto de Lula ao projeto é contrário ao posicionamento de 84% dos deputados federais. Dos 513 parlamentares, 430 votaram a favor da proposta. A proposta também passou com facilidade no Senado, que analisou a matéria em votação simbólica, que acontece quando há consenso entre os parlamentares.

No caso do marco temporal das terras indígenas, os parlamentares vão analisar se mantêm ou não o veto de Lula ao principal artigo do projeto, que diz que uma terra só poderia ser demarcada se fosse comprovado que os indígenas estavam nela ou disputavam a posse dela na data da promulgação da Constituição Federal vigente — 5 de outubro de 1988. Pela tese, quem estivesse fora da área na data ou chegasse depois não teria direito a pedir a demarcação.

Quanto ao marco fiscal, os parlamentares analisarão o veto a uma regra que definia que as despesas de investimento poderiam ser reduzidas caso ficasse constatado que, no fim de um bimestre, o governo não teria receita suficiente para cumprir metas de resultado primário, indicador obtido a partir da diferença entre o que é arrecadado e o que é gasto pelo governo, excluída a parcela referente aos juros da dívida pública.

Para a rejeição do veto, é necessária a maioria absoluta dos votos de deputados e senadores, ou seja, 257 votos de deputados e 41 votos de senadores.

Sabatinas de Flávio Dino e Paulo Gonet

Devem ser analisados durante a semana os nomes do ministro Flávio Dino, indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF), e de Paulo Gonet, indicado à Procuradoria-Geral da República (PGR). Eles devem ser sabatinados na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) antes de terem os nomes submetidos ao plenário. Ao todo, o Senado deve avaliar as indicações de 26 autoridades feitas pelo presidente da República nas próximas duas semanas.

No caso da indicação de Dino, senadores prometem fazer perguntas que vão desde a atuação do ministro nos atos do 8 de Janeiro até os encontros entre Luciane Barbosa Farias, conhecida como “dama do tráfico”, e secretários dos ministérios da Justiça e Segurança Pública. Apesar da resistência da oposição, a base aliada do presidente Lula acredita na aprovação do nome do maranhense para a vaga.

CPI da Braskem

Deve ser instalada nesta terça-feira (12) a CPI que vai investigar a atuação da Braskem em Maceió. Como o requerimento de investigação atingiu o número mínimo de indicações na semana passada, os membros devem se reunir para decidir quem será o presidente do colegiado, que terá 11 membros titulares. Eles devem começar os trabalhos em 2024.

A comissão vai investigar a responsabilidade da empresa no rompimento da mina 18 da Braskem, que aconteceu no domingo (10). O desastre ambiental foi causado pela exploração de sal-gema no subsolo alagoano.

Segundo as últimas informações da Defesa Civil, a mina e todo o seu entorno estão desocupados, por isso não há nenhum risco aos moradores. Até o momento, mais de 55 mil pessoas precisaram sair de casa.

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Brasilia

Desoneração: líderes dizem não haver tempo para discutir proposta alternativa, e veto de Lula deve cair

por Redação 12 de dezembro de 2023

Os líderes partidários voltaram a defender nesta segunda-feira (11) a derrubada do veto à desoneração da folha de pagamento de 17 setores da economia e alegaram que não há mais tempo hábil para analisar as propostas do governo sobre o assunto. A tendência é que o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seja derrubado na sessão do Congresso da próxima quinta (14).

O senador Efraim Filho (União Brasil-PB), autor do projeto de lei que prorroga a desoneração até 2027, afirmou que não há mais tempo hábil para a discussão de propostas alternativas à desoneração e defende a derrubada do veto ainda neste ano.

“O tempo está escasso, não temos mais prazo para aguardar a proposta do governo que substituiria a desoneração da folha de pagamento, que não chegou até o momento. O caminho que estamos defendendo é que se faça a derrubada do veto, inclusive liberando a base do governo. E a partir daí a gente ganhar prazo para discutir as propostas do Ministério da Fazenda em 2024 e poder aperfeiçoar a política pública da desoneração”, afirmou.

O veto de Lula ao projeto é contrário ao posicionamento de 84% dos deputados federais. Dos 513 parlamentares, 430 votaram a favor da proposta. A proposta também passou com facilidade no Senado, que analisou a matéria em votação simbólica, que acontece quando há consenso entre os parlamentares.

As entidades representantes dos 17 setores desonerados, representantes dos trabalhadores e as organizações da sociedade civil também fazem coro pela derrubada do veto de Lula. As centrais sindicais estimam que ao menos 1 milhão de vagas seriam perdidas se a desoneração deixasse de valer.

O senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) concorda que não há tempo para discutir a proposta do governo. “Vejo com poucas chances de tempo para produzirmos uma matéria alternativa ao veto. A minha impressão, levando em consideração os números da Câmara dos Deputados e colhidos no Senado, [é que] a tendência é que haja a derrubada do veto”, afirmou.

O senador Izalci Lucas (PSDB-DF) destaca que os estudos sobre a desoneração analisados durante a votação do projeto de lei indicam que os setores desonerados geraram empregos.

“A gente tem que derrubar o veto para que isso [a desoneração] seja mantido no próximo ano, enquanto o ministro não define uma estratégia e também para considerar já para o ano que vem aquilo que foi planejado pelas empresas. O que não dá é para ficar no limbo esperando o que o ministro vai fazer”, disse.

‘Irresponsabilidade’ e ‘desrespeito’
Para o líder da oposição na Câmara, deputado Carlos Jordy (PL-RJ), o veto de Lula à matéria é sinal de “irresponsabilidade” e “desrespeito” ao Parlamento. “Essa prorrogação é essencial para a manutenção de empregos dos setores que mais empregam no nosso país, são 9 milhões de empregos ameaçados por conta da irresponsabilidade de Lula e de seu governo”, afirmou.

“O clima hoje no Congresso, inclusive, por parte de líderes de partidos que compõem a base do governo Lula, é pela derrubada desse veto”, completou.

A deputada Adriana Ventura (SP), líder do Partido Novo, defendeu ainda a ampliação da desoneração. “Há uma enorme mobilização no Congresso para derrubar esse veto, porque vai contra o trabalho e contra o emprego. São 9 milhões de trabalhadores e 17 setores [desonerados], e seria muito melhor se fosse para muitos outros setores. Estamos em um momento no país que precisamos gerar emprego e oportunidade”, disse.

Para a relatora da proposta na Câmara, deputada Any Ortiz (Cidadania-RS), a derrubada do veto é importante também para não impactar o custo de vida dos brasileiros. “Aumentando os impostos para os 17 setores, é obvio que o impacto para os setores é muito alto, mas também vai ter um impacto indireto. Sabemos que vai haver um aumento do custo de vida das famílias brasileiras se não for derrubado o veto a essa prorrogação da desoneração da folha”, disse.

O que é a desoneração da folha
A desoneração da folha substitui a contribuição previdenciária patronal, de 20% sobre a folha de salários, por alíquotas de 1% a 4,5% sobre a receita bruta. O objetivo é que o mecanismo reduza o peso dos encargos trabalhistas e estimule a criação de empregos nos setores desonerados.

A medida está em vigor desde 2011, adotada durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Quando a concessão entrou em vigor, 56 setores eram contemplados, mas o ex-presidente Michel Temer (MDB) sancionou em 2018 uma lei que removeu 39 segmentos do regime. A medida valeria até 2021, mas foi prorrogada pelo então presidente Jair Bolsonaro.

Preços podem aumentar
Com o veto de Lula, o país pode ver a inflação oscilar. A análise de especialistas consultados pela reportagem considera o cálculo de empresas e centrais sindicais que afirmam que, sem a continuidade da medida, há previsão de fechamento de 1 milhão de postos de trabalho e aumento no preço final de serviços e produtos.

“De fato, tanto os empregos estarão ameaçados quanto os custos das empresas vão se elevar. De uma forma ou de outra, toda a economia nacional sofrerá o impacto dessa mudança: as empresas terão que cortar custos para equilibrar as contas, podendo haver redução no número de empregados e aumento no valor dos produtos, o que pressionará a inflação”, avalia o economista Werton Oliveira.

A elevação dos preços ao consumidor final, segundo Oliveira, traria como efeito de curto prazo um aumento da inflação. Por outro lado, com as demissões gradativas, haveria uma diminuição do poder de compra dos brasileiros em um segundo momento, o que faria os preços diminuírem, mas isso traria prejuízo ao crescimento econômico.

Previdência Social
A perda de arrecadação para a Previdência Social, caso não houvesse a desoneração da folha de pagamento, teria sido de R$ 45,7 bilhões entre 2018 e 2022, revela um estudo feito neste ano pela Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação e de Tecnologias Digitais (Brasscom).

A publicação mostra que, caso o mecanismo não existisse, a perda de arrecadação da Previdência Social teria sido de R$ 1,4 bilhão em 2018, R$ 5,7 bilhões em 2019, R$ 9,5 bilhões em 2020, R$ 13 bilhões em 2021 e R$ 16 bilhões em 2022. O contexto atual do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) é de saldo negativo.

Com base em dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), os representantes observaram que, em termos de evolução da empregabilidade, os setores desonerados contrataram mais de 1,2 milhão de novos trabalhadores entre 2018 e 2022, o que corresponde a cerca de 15,5% de crescimento. Sem a geração desses empregos, haveria uma queda na arrecadação previdenciária.

Fonte: r7

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Brasilia

Desoneração: líderes dizem não haver tempo para discutir proposta alternativa, e veto de Lula deve cair

por Redação 12 de dezembro de 2023

Os líderes partidários voltaram a defender nesta segunda-feira (11) a derrubada do veto à desoneração da folha de pagamento de 17 setores da economia e alegaram que não há mais tempo hábil para analisar as propostas do governo sobre o assunto. A tendência é que o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seja derrubado na sessão do Congresso da próxima quinta (14).

O senador Efraim Filho (União Brasil-PB), autor do projeto de lei que prorroga a desoneração até 2027, afirmou que não há mais tempo hábil para a discussão de propostas alternativas à desoneração e defende a derrubada do veto ainda neste ano.

“O tempo está escasso, não temos mais prazo para aguardar a proposta do governo que substituiria a desoneração da folha de pagamento, que não chegou até o momento. O caminho que estamos defendendo é que se faça a derrubada do veto, inclusive liberando a base do governo. E a partir daí a gente ganhar prazo para discutir as propostas do Ministério da Fazenda em 2024 e poder aperfeiçoar a política pública da desoneração”, afirmou.

O veto de Lula ao projeto é contrário ao posicionamento de 84% dos deputados federais. Dos 513 parlamentares, 430 votaram a favor da proposta. A proposta também passou com facilidade no Senado, que analisou a matéria em votação simbólica, que acontece quando há consenso entre os parlamentares.

As entidades representantes dos 17 setores desonerados, representantes dos trabalhadores e as organizações da sociedade civil também fazem coro pela derrubada do veto de Lula. As centrais sindicais estimam que ao menos 1 milhão de vagas seriam perdidas se a desoneração deixasse de valer.

O senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) concorda que não há tempo para discutir a proposta do governo. “Vejo com poucas chances de tempo para produzirmos uma matéria alternativa ao veto. A minha impressão, levando em consideração os números da Câmara dos Deputados e colhidos no Senado, [é que] a tendência é que haja a derrubada do veto”, afirmou.

O senador Izalci Lucas (PSDB-DF) destaca que os estudos sobre a desoneração analisados durante a votação do projeto de lei indicam que os setores desonerados geraram empregos.

“A gente tem que derrubar o veto para que isso [a desoneração] seja mantido no próximo ano, enquanto o ministro não define uma estratégia e também para considerar já para o ano que vem aquilo que foi planejado pelas empresas. O que não dá é para ficar no limbo esperando o que o ministro vai fazer”, disse.

‘Irresponsabilidade’ e ‘desrespeito’
Para o líder da oposição na Câmara, deputado Carlos Jordy (PL-RJ), o veto de Lula à matéria é sinal de “irresponsabilidade” e “desrespeito” ao Parlamento. “Essa prorrogação é essencial para a manutenção de empregos dos setores que mais empregam no nosso país, são 9 milhões de empregos ameaçados por conta da irresponsabilidade de Lula e de seu governo”, afirmou.

“O clima hoje no Congresso, inclusive, por parte de líderes de partidos que compõem a base do governo Lula, é pela derrubada desse veto”, completou.

A deputada Adriana Ventura (SP), líder do Partido Novo, defendeu ainda a ampliação da desoneração. “Há uma enorme mobilização no Congresso para derrubar esse veto, porque vai contra o trabalho e contra o emprego. São 9 milhões de trabalhadores e 17 setores [desonerados], e seria muito melhor se fosse para muitos outros setores. Estamos em um momento no país que precisamos gerar emprego e oportunidade”, disse.

Para a relatora da proposta na Câmara, deputada Any Ortiz (Cidadania-RS), a derrubada do veto é importante também para não impactar o custo de vida dos brasileiros. “Aumentando os impostos para os 17 setores, é obvio que o impacto para os setores é muito alto, mas também vai ter um impacto indireto. Sabemos que vai haver um aumento do custo de vida das famílias brasileiras se não for derrubado o veto a essa prorrogação da desoneração da folha”, disse.

O que é a desoneração da folha
A desoneração da folha substitui a contribuição previdenciária patronal, de 20% sobre a folha de salários, por alíquotas de 1% a 4,5% sobre a receita bruta. O objetivo é que o mecanismo reduza o peso dos encargos trabalhistas e estimule a criação de empregos nos setores desonerados.

A medida está em vigor desde 2011, adotada durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Quando a concessão entrou em vigor, 56 setores eram contemplados, mas o ex-presidente Michel Temer (MDB) sancionou em 2018 uma lei que removeu 39 segmentos do regime. A medida valeria até 2021, mas foi prorrogada pelo então presidente Jair Bolsonaro.

Preços podem aumentar
Com o veto de Lula, o país pode ver a inflação oscilar. A análise de especialistas consultados pela reportagem considera o cálculo de empresas e centrais sindicais que afirmam que, sem a continuidade da medida, há previsão de fechamento de 1 milhão de postos de trabalho e aumento no preço final de serviços e produtos.

“De fato, tanto os empregos estarão ameaçados quanto os custos das empresas vão se elevar. De uma forma ou de outra, toda a economia nacional sofrerá o impacto dessa mudança: as empresas terão que cortar custos para equilibrar as contas, podendo haver redução no número de empregados e aumento no valor dos produtos, o que pressionará a inflação”, avalia o economista Werton Oliveira.

A elevação dos preços ao consumidor final, segundo Oliveira, traria como efeito de curto prazo um aumento da inflação. Por outro lado, com as demissões gradativas, haveria uma diminuição do poder de compra dos brasileiros em um segundo momento, o que faria os preços diminuírem, mas isso traria prejuízo ao crescimento econômico.

Previdência Social
A perda de arrecadação para a Previdência Social, caso não houvesse a desoneração da folha de pagamento, teria sido de R$ 45,7 bilhões entre 2018 e 2022, revela um estudo feito neste ano pela Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação e de Tecnologias Digitais (Brasscom).

A publicação mostra que, caso o mecanismo não existisse, a perda de arrecadação da Previdência Social teria sido de R$ 1,4 bilhão em 2018, R$ 5,7 bilhões em 2019, R$ 9,5 bilhões em 2020, R$ 13 bilhões em 2021 e R$ 16 bilhões em 2022. O contexto atual do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) é de saldo negativo.

Com base em dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), os representantes observaram que, em termos de evolução da empregabilidade, os setores desonerados contrataram mais de 1,2 milhão de novos trabalhadores entre 2018 e 2022, o que corresponde a cerca de 15,5% de crescimento. Sem a geração desses empregos, haveria uma queda na arrecadação previdenciária.

Fonte: r7

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