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Categoria:

Educação

MEC

MEC premiou com R$ 5 mil estudante que antecipou questões do Enem e dizia usar pré-testes do Inep para alimentar cursinho

por Redação 19 de novembro de 2025

O estudante de Medicina Edcley Teixeira, conhecido por vender cursos preparatórios para o Enem nas redes sociais, recebeu um prêmio de R$ 5 mil do Ministério da Educação (MEC) por meio do Prêmio CAPES Talento Universitário — o mesmo programa que ele afirma ter utilizado para memorizar questões de pré-testes do Inep e repassá-las em suas aulas. A revelação ocorre após a divulgação de uma live em que Edcley apresentou itens muito semelhantes aos que caíram no Enem 2025, realizado no último domingo.

Cinco dias antes da prova, Teixeira publicou em suas redes questões que reproduziam quase integralmente itens do exame. Uma das postagens chegou a ser vista pelo GLOBO antes de ser apagada, assim como conteúdos semelhantes removidos do X, Facebook e até do LinkedIn do próprio MEC após a repercussão.

No vídeo do MEC — posteriormente deletado — o estudante comemorava o prêmio e dizia usá-lo para adquirir ferramentas para o curso de Medicina. No Instagram, ele construía uma imagem de alguém capaz de antecipar estilos e conteúdos do Enem, afirmando participar de avaliações do MEC usadas para testar questões e alegando reutilizar “detalhes memorizados” desses pré-testes em suas aulas.

Um perfil atribuído a Edcley no site Escavador aponta que ele cursa o quinto período de Medicina na Universidade Federal do Ceará (UFC) e é sócio de uma empresa de ensino pré-vestibular que oferece aulas em todas as áreas do conhecimento.

Acesso prévio a questões?

Edcley também declara ter tido contato antecipado com itens das edições de 2023 e 2024 e que repassou esse conteúdo a alunos. Em um dos materiais divulgados por ele, intitulado “Essas questões estarão no Enem 2023”, o estudante afirma ter participado do pré-teste do Prêmio Capes Talento Universitário e que, com ajuda de cinco amigos, conseguiu memorizar “90 questões inéditas”. O arquivo, armazenado no Google Drive, foi criado em 8 de junho daquele ano.

No documento, o universitário sustenta que todas as questões são “criações originais”, embora “inspiradas” em itens reais, e alega que, por se tratar de memória pessoal, “não há qualquer risco jurídico envolvido”.

A live mais recente de Edcley, transmitida em 11 de novembro de 2025, apresenta correções de itens supostamente criados por ele. Um deles, o de número 34, trata de evolução restrita a ambientes específicos. A prova oficial trouxe uma questão equivalente, com alternativas praticamente idênticas — quatro delas iguais às usadas por Teixeira, incluindo a resposta correta.

Como funciona o pré-teste

Antes de cada edição do Enem, o Inep utiliza avaliações nacionais para testar questões, verificar dificuldade e descartar itens problemáticos. O estudante afirma ter participado dessas provas e que seria capaz de reter conteúdos na memória, posteriormente usados em seu cursinho.

O MEC retirou do ar a publicação que exaltava a premiação após as denúncias ganharem repercussão.

O texto dizia:

“É um reconhecimento que dá um gás incrível para continuarmos nos dedicando”, conta Edcley Teixeira, um dos ganhadores da edição mais recente do Prêmio CAPES Talento Universitário. Ele usou o prêmio para investir em ferramentas essenciais para o seu curso de medicina. Assim como ele, você também pode faturar R$ 5 mil!…”

A pasta ainda não se pronunciou sobre possíveis irregularidades no acesso ou uso de itens dos pré-testes.

Fonte: OGLOBO

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Educação

Pai agride professor com nove socos após bronca por uso de celular em sala de aula no DF

por Redação 21 de outubro de 2025

Um professor de 53 anos foi agredido por um pai dentro do Centro Educacional 4 do Guará, no Distrito Federal, na manhã desta segunda-feira (20), após pedir que uma aluna parasse de mexer no celular durante a aula.

De acordo com as investigações, o homem, identificado como Thiago Lênin Sousa, desferiu nove socos na cabeça do educador dentro da sala da coordenação, após ser chamado pela filha.

Câmeras de segurança registraram o momento em que o agressor entra na sala e parte para cima do professor, que tenta se proteger enquanto outros funcionários intervêm. Nas imagens, é possível ver a própria filha tentando conter o pai, chegando a aplicar um “mata-leão” para interromper as agressões.

Outros alunos também presenciaram o episódio. Segundo o professor, a confusão começou quando ele pediu que a estudante guardasse o celular e copiasse o conteúdo do quadro.

“Ela deve ter chamado o pai, e ele foi à escola tirar satisfação comigo”, relatou o educador.

O agressor foi levado para a 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul), onde assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e vai responder em liberdade pelos crimes de lesão corporal, injúria e desacato.

Em depoimento, Thiago afirmou que a filha o ligou dizendo ter sido xingada pelo professor, e admitiu que “partiu para cima” do educador, mas negou ter feito ameaças.

Em nota, a Secretaria de Educação do Distrito Federal informou que a Coordenação Regional de Ensino do Guará acompanha o caso e que a Corregedoria vai apurar os fatos. O Batalhão Escolar foi acionado para reforçar a segurança na unidade.

“A Secretaria repudia qualquer forma de violência no ambiente escolar e reafirma o compromisso de garantir um espaço seguro, acolhedor e respeitoso para toda a comunidade”, diz o comunicado.

Fonte: G1

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Educação

Sem ler nem contar: o Brasil que ficou à margem da educação básica

por Redação 25 de julho de 2025

Apesar de avanços importantes na educação, o Brasil chega à segunda década do século XXI sem vencer um desafio básico: cerca de 30% da população entre 15 e 64 anos não conseguem compreender plenamente o que leem ou realizar operações matemáticas simples. O número, preocupante, é do Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf), que mostra ainda: o percentual é o mesmo desde 2018, e a taxa de analfabetismo é maior entre pessoas com 40 anos ou mais, o que tem forte impacto em produtividade, cidadania e no exercício da democracia no país.

— Essa dimensão do indivíduo é bem importante. Cada uma dessas pessoas teve seu direito à educação negado de alguma maneira em sua história. Do ponto de vista dos direitos humanos, este talvez seja o marco zero. Do ponto de vista social, isso tem um impacto negativo sobre a renda e, consequentemente, sobre o acesso a saúde, moradia, a uma vida melhor, em resumo. São pessoas que estão sempre à margem do mercado de trabalho — analisa Roberto Catelli Jr., coordenador da área de educação da ONG Ação Educativa, responsável pelo Inaf.

O Inaf acompanha os índices de alfabetização no Brasil em uma série histórica que começou em 2001, e identifica cinco níveis de proficiência: analfabeto (7%), rudimentar (22%), elementar (34%), intermediário (25%) e proficiente (12%). Pela primeira vez, o instituto trouxe informações da vida digital.

— O que a gente viu é uma tendência de reprodução da desigualdade no universo digital, porque o analfabeto funcional tem muita limitação para dominar esse mundo. Não é uma coisa simples — diz Catelli.

EJA como caminho
Entre as estratégias para reverter este quadro de analfabetismo funcional, o especialista aponta o caminho da Educação de Jovens e Adultos (EJA), modalidade de ensino para pessoas a partir de 15 anos que não tiveram acesso à educação na idade considerada própria. Segundo a Constituição Federal de 1998 e a Emenda Constitucional 59, de 2009, a educação básica deve ser cumprida, obrigatoriamente, dos 4 aos 17 anos de idade.

— Há uma parcela muito grande da população que não consegue retomar essa escolaridade ou avançar nela. E ainda tem um grupo grande de jovens que abandona a escola no fim da infância ou na adolescência. E onde isso poderia reverberar com força? No avanço da Educação de Jovens e Adultos, que vai responder por uma grande demanda desse público.

Catelli diz que o governo vem buscando uma aliança, um pacto com essa finalidade. Mas aponta um problema complexo: como fazer esse sujeito que de alguma maneira abandonou a escola retomar os estudos com condição de vida pra isso?

A secretária de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) do Ministério da Educação (MEC), Zara Figueiredo, vem trabalhando muito pelo fortalecimento da EJA, que, segundo ela, não está no centro da política educacional.

— A EJA é uma modalidade, mas as redes têm compreendido de modo equivocado que ela não é uma oferta obrigatória. Os dados do último Censo nos mostram que temos 1.092 municípios que não ofertam nenhuma vaga de EJA, ou 20% dos municípios brasileiros. Isso não acontece no Fundamental I, no Fundamental II, no Ensino Médio em termos de oferta, mas acontece com a EJA.

Zara aponta esse problema como central e estruturante, porque leva a outros: ausência de formação, de políticas de incentivo para professores permanecerem na EJA e um outro problema de natureza pedagógica que é uma “juvenilização da EJA” — porque muitos estudantes de 15 anos com problemas de indisciplina são encaminhados para a modalidade.

Demanda pela EJA
Esses problemas se somam a um currículo defasado, que não envolve profissionalização, à falta de formação continuada para professores e à ausência de busca ativa por parte das redes. São motivos que levam a EJA atual a não conseguir atrair e manter esses jovens nas escolas.

— O público da EJA é composto por indivíduos muito empobrecidos, negros, de renda per capita baixíssima. A maioria está no Nordeste e sequer sabem que a EJA é um direito. Sem busca ativa, dificilmente esse indivíduo vai procurar a escola. E quando você fala com a rede que não tem EJA, a rede diz que não tem demanda, o que não é verdade — diz a secretária.

No ano passado, o MEC lançou o Pacto de Superação do Analfabetismo. Este ano, a EJA teve ajustes de financiamento. A Secadi aposta ainda na formação de professores e na construção de uma rede de governança com 2.300 profissionais para atuar nos territórios, ajudando na busca ativa, na articulação para montar turmas e também como uma ponte entre o MEC e as redes de ensino para que os professores participem das formações.

Zara Figueiredo enfatiza que é preciso ter um currículo mais flexível para atrair os jovens e reconhecer os saberes dessas pessoas.

—Todo saber informal que permitiu a essas pessoas viverem ao longo da vida em uma sociedade letrada sem que fossem letradas precisa ser reconhecido. Eles não podem chegar na escola e ter a percepção de que são uma xícara vazia. Não são. Reconhecer e valorizar esses saberes como estratégia pedagógica para reduzir o currículo de formação tem impacto na autoestima e na permanência do aluno na escola — acredita a secretária.

Gargalo educacional
A partir do diagnóstico do Inaf, o professor de matemática Vitor Fontes, pesquisador dos novos ambientes educativos e especialista de conteúdo e inovação na Casa Firjan, tem a percepção de que as articulações de órgãos e sociedade para tentar sanar as questões de educação são sempre muito institucionais. Ficam na dimensão dos gestores, dos líderes, de quem concebe os projetos. Não vão para o cotidiano. Mas cita projetos como o Mais Educação (2007-2016), iniciativa do governo federal que integrava diferentes áreas do conhecimento, com o objetivo de ampliar a jornada escolar. Atualmente, ele cita como iniciativas positivas o programa Sesi Matemática, da Firjan, o data_labe e diversas outras ações que acontecem no Complexo da Maré, conjunto de favelas na Zona Norte do Rio.

— Se você olhar as iniciativas da Redes da Maré, parece que eles funcionam como uma secretaria de cultura, educação, atendimento à mulher, tamanha a potência — elogia. — Assim como fazem essa migração do Ensino Fundamental para o Médio, eles fazem preparatório para o 6º ano, que é uma fase crítica de evasão escolar. São projetos que criam frestas e possibilidades para os jovens daquele território.

Nenhum a menos
Um dos objetivos do eixo de educação da Redes da Maré, segundo Andreia Martins, integrante da direção da organização e técnica em assuntos educacionais da UFRJ, é contribuir para ampliar o tempo de escolarização dos moradores da região, tendo uma relação direta com o processo de alfabetização.

A Redes foi ampliando a atuação em educação. Começou com o Curso Pré-Vestibular no fim dos anos 1990. Depois vieram os cursos preparatórios para as escolas de excelência do Ensino Médio e para o 6º ano (que ainda era chamado de 5ª série). Por fim, em 2007, foi lançado o Nenhum a Menos, para crianças com histórico de escolarização irregular e muitas reprovações e evasões.

— Há seis anos começamos com alfabetização de mulheres e, este ano, temos turmas mistas, além da EJA em parceria com a Fundação Roberto Marinho — comemora Andreia. — Ampliamos porque percebemos que era importante trabalhar com aqueles estudantes que queriam passar em algum concurso, mas também da alfabetização e da EJA, que é uma modalidade sucateada e atende a um público que está fora da escola.O Brasil chega à segunda década do século XXI com 30% da população entre 15 e 64 anos sem compreender plenamente o que lê ou realizar operações matemáticas simples, segundo o Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf). O percentual é o mesmo desde 2018. A taxa de analfabetismo é maior entre pessoas com 40 anos ou mais.

— Cada uma dessas pessoas teve seu direito à educação negado de alguma maneira. Do ponto de vista dos direitos humanos, este talvez seja o marco zero — avalia Roberto Catelli Jr., coordenador da área de educação da ONG Ação Educativa, responsável pelo Inaf.

Para reverter este quadro, Catelli Jr. aponta a importância da Educação de Jovens e Adultos (EJA), voltada a pessoas a partir de 15 anos.

— Há um grupo grande de jovens que abandona a escola no fim da infância ou na adolescência. Onde isso poderia reverberar com força? No avanço da EJA.

A secretária de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) do Ministério da Educação, Zara Figueiredo, reconhece que a EJA não está no centro da política educacional.

— As redes têm compreendido de modo equivocado que ela não é uma oferta obrigatória. Os dados do último Censo nos mostram que temos 1.092 municípios sem nenhuma vaga de EJA, ou 20% dos municípios.

Zara aponta que o problema leva à ausência de formação, de políticas de incentivo para professores e a uma “juvenilização da EJA”: estudantes de 15 anos com problemas de disciplina são enviados para a modalidade.

— O público da EJA é composto por indivíduos muito empobrecidos, negros, de renda per capita baixíssima. A maioria está no Nordeste e sequer sabe que a EJA é um direito. Quando você fala com a rede que não tem EJA, a rede diz que não tem demanda, o que não é verdade — queixa-se Zara, enfatizando que é preciso um currículo mais flexível para atrair os jovens e reconhecer os saberes dessas pessoas. — Eles não podem, na escola, ter a percepção de que são uma xícara vazia.

Redes da Maré aponta caminho
Para o professor de matemática Vitor Fontes, pesquisador dos novos ambientes educativos e especialista de conteúdo e inovação na Casa Firjan, as articulações de órgãos e sociedade para tentar melhorar a educação ficam na dimensão dos gestores, dos líderes e de quem concebe os projetos, mas não vão para o cotidiano. Fontes cita cita como iniciativas positivas o programa Sesi Matemática, da Firjan, o data_labe e diversas outras ações que acontecem no Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio.

— Se você olhar as iniciativas da Redes da Maré, parece que eles funcionam como uma secretaria de cultura, educação, atendimento à mulher — elogia. — Assim como fazem essa migração do Ensino Fundamental para o Médio, eles fazem preparatório para o 6º ano, uma fase crítica de evasão escolar.

Um dos objetivos do eixo de educação da Redes da Maré, segundo Andreia Martins, da direção da organização e técnica em assuntos educacionais da UFRJ, é ampliar o tempo de escolarização dos moradores. A Redes começou com o Curso Pré-Vestibular no fim dos anos 1990. Depois vieram os cursos preparatórios para as escolas de excelência do Ensino Médio e para o 6º ano (que ainda era chamado de 5ª série). Em 2007, foi lançado o Nenhum a Menos, para crianças com histórico de escolarização irregular e muitas reprovações e evasões.

— Há seis anos começamos com alfabetização de mulheres e, este ano, temos turmas mistas, além da EJA em parceria com a Fundação Roberto Marinho — comemora Andreia.

Fonte: OGLOBO

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Educação

‘Corroborar’, ‘assertivo’… 10 erros da língua portuguesa que são comuns em reuniões e e-mails de trabalho

por Redação 2 de julho de 2025

“Vamos corroborar com a equipe de marketing, pessoal!”
“O diagnóstico enviado pelos consultores foi muito assertivo, porque não teve nenhum erro.”
“Depois de tantas imprecisões, vamos ter de ratificar a nota fiscal.”
“Vamos mitigar o assédio moral na empresa.”
“Aquele funcionário possui dificuldade em gerar relatórios.”
As cinco frases acima poderiam ter aparecido em uma reunião no escritório, em um e-mail corporativo ou em um post no LinkedIn — e talvez até soassem sofisticadas à primeira vista. Mas, atenção: todas elas contêm “escorregões” na língua portuguesa. Entenda cada um nesta reportagem.

➡️Na tentativa de “falar bonito” e de impressionar os colegas, é comum:

trocar os significados de palavras parecidas;
elaborar frases com erros de concordância;
usar expressões que parecem formais, mas que são gramaticalmente equivocadas.
Cassiano Butti, docente do Departamento de Ciências da Linguagem da PUC-SP, explica que esses deslizes indicam uma certa insegurança do falante.

✏️Em vez de arriscar, o melhor é “apostar no simples”, aconselha o professor de português Sérgio Nogueira. Depois, com mais tempo, é possível pesquisar no dicionário ou na internet algum sinônimo que pareça mais elaborado, caso prefira.

Observação: Ninguém deve ser desvalorizado ou discriminado pela sua forma de falar ou de escrever. O objetivo desta reportagem é explicar como se manter alinhado à variante padrão da língua, especialmente em contextos formais — e garantir que a informação seja transmitida de forma clara.
Abaixo, veja exemplos de inadequações comuns na rotina de quem vive em reunião (nosso foco será somente o português, sem “coffee breaks” e “brainstorms”):

1- CORROBORAR (como se fosse “colaborar”)
Corroborar = confirmar, comprovar.

❌ “Vamos corroborar com a equipe de marketing, pessoal!”
✅”Vamos colaborar com a equipe de marketing, pessoal!”
2- ASSERTIVO (como se fosse “acertar”)
Assertivo = que expressa sua opinião com firmeza e respeito.

❌ “Ele foi assertivo ao responder todas as perguntas corretamente na prova.”
✅ “Ele foi muito assertivo ao dar seu ponto de vista na reunião.”
3- RATIFICAR X RETIFICAR (confundidos entre si)
Ratificar = confirmar, validar. // Retificar = corrigir algo.

❌ “Precisamos ratificar o contrato aprovado ontem, porque contém erros.”
✅ “Precisamos retificar o contrato aprovado ontem, porque contém erros.”
E:

❌ “Ela retificou sua folga de amanhã. Bom descanso!”
✅ “Ela ratificou sua folga de amanhã. Bom descanso!”
4- MITIGAR (como se fosse diminuir)
Mitigar = suavizar, amenizar o impacto de algo negativo.

❌ “Vamos mitigar os preços para aumentar as vendas.”
✅ “Vamos mitigar os danos causados pela crise econômica.”
5- TER E POSSUIR (usados como sinônimos, mas nem sempre são)
Ter = é mais amplo; indica dispor de algo, ser dono ou estar em posse de um objeto ou característica naquele momento.

Possuir = é mais enfático e está ligado à ideia de posse legal, jurídica ou permanente de algo.

❌ “Ele possui febre desde ontem.”

✅ “Ele tem febre desde ontem.”

DESVIOS GRAMATICAIS

Agora, um bônus: os professores Sérgio Nogueira e Cassiano Butti listaram outras inadequações na língua portuguesa que são comuns no mundo corporativo (e que acabam sendo repetidas no dia a dia).

Na lista abaixo, os exemplos são relacionados a questões gramaticais:

1- Uso inadequado do verbo ‘fazer’ para indicar tempo:
❌ Errado: “Fazem cinco anos que estou na empresa”.
✔️ Correto: “Faz cinco anos que estou na empresa”.
Explicação: O verbo “fazer” no sentido de tempo é impessoal e, portanto, deve ser usado sempre no singular.

2- Flexão indevida do verbo ‘haver’ no sentido de existir:
❌ Errado: “Houveram muitas reuniões”.
✔️ Correto: “Houve muitas reuniões”.
Explicação: O verbo “haver”, no sentido de existir ou acontecer, é impessoal e deve ser usado sempre no singular, mesmo que se refira a múltiplos eventos ou objetos.

3- Discordância com o pronome “nenhum”:
❌ Errado: “Nenhum dos candidatos desistiram.”
✔️ Correto: “Nenhum dos candidatos desistiu.”
Explicação: O pronome “nenhum” é singular, e o verbo deve concordar com ele.

4- Conjugação incorreta de verbos derivados (como ‘vir’ e ‘ter’):
❌ Errado: “Quando nós revermos o contrato”.
✔️ Correto: “Quando nós revirmos o contrato”.
Explicação: Verbos derivados de “vir” (como “intervir”, “convir”) ou “ter” (como “manter”, “deter”) seguem a conjugação de seus verbos base. Assim, devemos dizer, na norma padrão: “se nós mantivermos”; “quando eles intervierem”.

5- Falta de concordância em expressões de acompanhamento:
❌ Errado: “Segue anexo os documentos”.
✔️ Correto: “Seguem anexos os documentos” ou “Seguem, em anexo, os documentos”.
Explicação: Tanto o verbo “seguir” quanto o termo “anexo” devem concordar em número e gênero com o substantivo a que se referem (“os documentos”). Até existe a possibilidade de escrever “em anexo” — mas, ainda assim o “seguir” deve ir para o plural.

?Algo pode mudar com o tempo?
Sim. A língua é dinâmica e está em constante movimento.

Veja só um exemplo de possível alteração da norma: tradicionalmente, o verbo “adequar” é defectivo, ou seja, não é conjugado em todas as formas. No presente do indicativo, teríamos apenas:

“nós adequamos”;
“vós adequais”.
Portanto, não seria correto escrever “eu adéquo”, segundo a gramática normativa — o ideal seria substituir por um verbo sinônimo, como “eu adapto”, “eu ajusto”.

Mas já vemos um nítido movimento para que essa regra mude: o dicionário Houaiss, por exemplo, já aceita a conjugação completa, tanto no presente do indicativo (coluna da esquerda) quanto no presente do subjuntivo (coluna da direita):

Eu adéquo que eu adéque
Tu adéquas que tu adéques
Ele adéqua que ele adéque
Nós adequamos que nós adequemos
Vós adequais que vós adequeis
Eles adéquam que eles adéquem
✏️Ou seja: fique sempre de olho no g1 Educação para entender o constante movimento da língua portuguesa e não perder nenhuma atualização!

Fonte: G1

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MEC

MEC proíbe educação à distância (EAD) em Direito e em outras 4 graduações; veja quais

por Redação 19 de maio de 2025

Após sucessivos adiamentos, o Ministério da Educação (MEC) publicou, nesta segunda-feira (19), o decreto que havia sido prometido pela pasta há quase um ano: a Nova Política de Educação à Distância. O documento busca regular as modalidades de graduação oferecidas pelas instituições de ensino superior, após um crescimento desenfreado de cursos on-line.

As principais mudanças estão resumidas abaixo. Em seguida, tire suas dúvidas sobre o que mudará nas universidades.

✏️Nenhum curso poderá ser 100% à distância. O formato EAD passa a exigir que, no mínimo, 20% da carga horária seja cumprida:

presencialmente — na sede da instituição ou em algum campus externo, com todos os participantes (professores e alunos) fisicamente presentes—;
ou por atividades síncronas mediadas (como aulas on-line ao vivo, por exemplo).
As provas devem ser presenciais.

✏️O decreto cria uma nova modalidade: a semipresencial. Entram na categoria os cursos que tiverem obrigatoriamente, além da parte on-line, atividades presenciais físicas, como estágio, extensão ou práticas laboratoriais.

✏️As graduações de Medicina, Direito, Odontologia, Enfermagem e Psicologia deverão ser ofertadas exclusivamente no formato presencial. As demais opções das áreas de saúde e de licenciaturas (formação de professores) poderão ser presenciais ou semipresenciais.

✏️Os polos de EAD, que são espaços oferecidos pelas universidades fora do campus principal, precisarão seguir determinados critérios técnicos, com uma estrutura mínima oferecida aos estudantes (em termos de tecnologia e de disponibilidade de laboratórios, por exemplo).

Esclareça suas dúvidas:

1- As mudanças valem imediatamente?
Não. A aplicação será gradual. As instituições de ensino terão até dois anos após a publicação do decreto para se adaptar. Estudantes já matriculados em cursos que deixarão de ser oferecidos à distância poderão concluí-los no mesmo formato acordado no início do curso.

2- Quais as regras para as atividades síncronas?
Atividades síncronas mediadas são:

on-line,
em tempo real,
com interação entre alunos e docentes,
seguindo um limite de 70 alunos por mediador
e mediante controle de frequência.
Essas atividades são contabilizadas como EAD, não como presenciais. Elas têm o objetivo garantir a efetiva interação entre estudantes e professores no processo de ensino-aprendizagem.

3- O que ocorrerá com alunos já matriculados em cursos que não poderão mais ser EAD?
Como explicado na primeira questão, esses estudantes poderão concluir o curso no mesmo formato inicial. A instituição deverá manter a oferta da modalidade à distância até a formatura da turma.

4- Qual é a infraestrutura mínima exigida para os polos EAD?
Os polos devem oferecer suporte acadêmico adequado, com salas de coordenação, espaços de estudo, laboratórios (quando necessário) e internet. Não será permitido o uso compartilhado entre instituições.

5- Qual a função dos mediadores pedagógicos? E qual a diferença em relação aos tutores?
Mediadores pedagógicos, citados no decreto, apoiarão a aprendizagem dos estudantes e deverão ter formação compatível com o curso em que lecionam. Precisarão estar vinculados à instituição e registrados no Censo da Educação Superior. Tutores terão apenas funções administrativas, sem atuação pedagógica. Eles não podem ser os responsáveis pelas atividades síncronas mediadas.

6- O que muda nas avaliações?
Cada disciplina à distância deve ter pelo menos uma avaliação presencial, com foco em análise, síntese ou prática. Essa prova deve ser a de maior peso na composição da nota final.

Fonte: G1

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Educação

No Brasil, violência escolar mais do que triplica em 10 anos; discursos de ódio impulsionam aumento

por Redação 15 de abril de 2025

O número de casos de violência no ambiente escolar mais do que triplicou em 10 anos, atingindo o ápice em 2023, mostra uma análise de dados nacionais da Fapesp, divulgada nesta segunda-feira (14).

Naquele ano, segundo o Ministério de Direitos Humanos e Cidadania (MDHC), 13,1 mil pacientes foram atendidos em serviços públicos e privados de saúde, após se automutilarem, tentarem suicídio ou sofrerem ataques psicológicos e físicos no contexto educacional. Em 2013, houve 3,7 mil episódios.

?Quais tipos de violência foram mais comuns em 2023? Metade dos casos notificados foi de agressão física. Em seguida, aparecem os de violência psicológica/moral (23,8%) e sexual (23,1%). Em 35,9% das situações, o agressor era um amigo ou conhecido da vítima.

?Como esses comportamentos se manifestam na escola? O Ministério da Educação (MEC) classifica quatro categorias principais de violência que afetam a comunidade escolar:

agressões extremas, com ataques premeditados e letais, como a tragédia em uma creche de Blumenau em 2023, quando quatro crianças morreram;
violência interpessoal, com hostilidades e discriminação entre alunos e professores;
bullying, quando ocorrem intimidações físicas, verbais ou psicológicas repetitivas;
episódios no entorno, como tráfico de drogas, tiroteio e roubos/furtos.
?Por que os casos aumentaram tanto em 10 anos? Segundo a Fapesp, os seguintes fatores explicam o pico de violência entre 2022 e 2023:

desvalorização dos professores no imaginário coletivo;
relativização de discursos de ódio, como se fossem menos prejudiciais do que realmente são;
precarização da infraestrutura das escolas;
agressões sofridas ou vistas pelos alunos no ambiente doméstico;
falhas nas ações de mediação de conflito;
despreparo das secretarias estaduais de educação para lidar com casos de misoginia e racismo.
Parte da elevação de casos também pode ser explicada pelas melhorias nos processos de registros dos hospitais e pelo crescimento das “comunidades mórbidas virtuais” (grupos on-line que se estruturam com base em ideias destrutivas).

?Quais iniciativas podem ajudar na redução de casos de violência na comunidade escolar?

Especialistas ouvidos pela Fapesp listam alternativas:

políticas contínuas, intersetoriais e integradas;
parcerias com os setores de saúde, de justiça e de assistência social;
transformação estrutural da cultura escolar (em vez de projetos isolados);
gestão escolar com representatividade racial e feminina;
acionamento dos conselhos tutelares em casos graves (prática incomum em escolas particulares).

Fonte: G1

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Educação

‘Ela está inconformada’, diz diretor sobre professora esfaqueada por alunos do 7º ano em Caxias do Sul

por Redação 2 de abril de 2025

Uma professora foi esfaqueada por alunos na escola municipal João de Zorzi, no início da tarde dessa terça-feira (1) em Caxias do Sul (RS). Dois estudantes do 7º ano, de 14 e 15 anos, foram apreendidos por envolvimento no caso. Segundo o diretor do colégio, a docente, que lecionava aulas de inglês, está “inconformada” com o ocorrido. Ela segue internada, mas não corre risco de vida.

De acordo com a Polícia Civil, uma terceira aluna suspeita de participação foi liberada.

Em entrevista na tarde desta terça, o vice-prefeito de Caxias do Sul, Edson Néspolo, afirmou que o caso pode ser uma retaliação, pois a mãe de um dos adolescentes teria sido chamada pela direção da escola na segunda-feira (31) por mau comportamento.

O diretor do colégio, no entanto, não acredita que essa tenha sido a real motivação. Segundo Jeferson Carvalho, a conversa com a responsável do adolescente foi amigável e os aluno em questão não tinha desentendimento com a professora, apenas “questões pedagógicas”. Ele suspeita de que o caso tenha sido um “fato isolado para causar algum impacto”.

— O chamado para conversar com a mãe foi amistoso, acredito que não exista relação entre a chamada de ontem com o fato de hoje. Temos quase 300 anos e sabemos o histórico familiar de cada um. A professora está bem, um pouco inconformada com a ocasião. Acredito que foi um fato isolado para causar algum impacto — disse Carvalho.

Ainda de acordo com o diretor, antes de esfaquear a professora os estudantes quebraram câmeras de segurança que tinham na sala de aula. A docente não teve nenhuma perfuração significativa e não corre risco de vida.

Em nota, a prefeitura de Caxias do Sul diz que “alunos envolvidos no episódio já vinham sendo acompanhados pela escola, e, após o ocorrido, a equipe da SMED seguirá monitorando a situação e providenciando os encaminhamentos necessários”.

As aulas foram suspensas na rede municipal nesta quarta-feira (2).

Nota da prefeitura
“A Secretaria Municipal da Educação (SMED) informa que está dando todo suporte à comunidade escolar diante do ocorrido nesta terça-feira (01.04) na EMEF João de Zorzi.

Neste momento a preocupação é com o bem-estar de estudantes e professores. A SMED informa ainda que todas as medidas estão sendo tomadas para garantir o acolhimento dos envolvidos.

O Diretor Administrativo da SMED, André da Silveira, acompanhado pelas equipes Psicossocial e CIPAVE, está na escola prestando atendimento aos profissionais da escola e aos estudantes.

Os alunos envolvidos no episódio já vinham sendo acompanhados pela escola, e, após o ocorrido, a equipe da SMED seguirá monitorando a situação e providenciando os encaminhamentos necessários.”

Fonte: OGLOBO

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BrasilEducação

Mensalidade de medicina de R$ 15 mil: ministro quer regulação contra abusos

por Redação 13 de março de 2025

O ministro da Educação, Camilo Santana, afirmou, nesta quinta-feira (13), que defende a regulação das mensalidades cobradas pelas faculdades privadas de medicina no Brasil, por meio da criação de um novo instituto no MEC.

“Mais de 80% do ensino superior é privado. Temos de saber por que determinadas faculdades de medicina cobram R$ 15 mil, e outras cobram R$ 8 mil. Precisamos ter algumas regras mais claras em relação a isso”, disse Santana no Encontro Anual Educação Já, organizado pela ONG Todos Pela Educação.

➡️No sistema político e educacional brasileiro, as universidades particulares têm autonomia para definir as mensalidades cobradas dos alunos. A única exigência é que os aumentos sejam devidamente justificados ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

Por enquanto, sem aumento do teto no Fies Social
Em reportagem publicada pelo g1 em 6 de fevereiro, estudantes de medicina de baixíssima renda (até meio salário mínimo per capita), beneficiados pelo Fies Social, afirmaram que o programa, “de social, não tem nada”.

➡️Em tese, o Fies Social financiaria 100% das mensalidades e taxas cobradas pelas universidades. Só que, em medicina, existe um “teto”: se o curso custar mais de R$ 10 mil (algo bem comum no mercado), a diferença deverá ser paga pelo aluno. Com isso, jovens com renda de R$ 700, por exemplo, estavam pagando R$ 2.300 por mês à universidade, mesmo com o Fies.

➡️Um exemplo real: Ana Silva, de 24 anos, é uma das que 2,3 mil pessoas que se matricularam em medicina pelo programa. Ela foi aprovada no segundo semestre de 2024, em uma instituição de ensino de Salvador.

Como o curso é integral, ela precisa contar somente com a renda do marido, inferior a R$ 800.
A mensalidade, quando Ana ingressou em medicina, era de R$ 12.553,60. Como só R$ 10 mil são financiados, ela pagou mensalmente R$ 2.553,60, de julho a dezembro do ano passado, usando todas as economias do casal.
Em 2025, a faculdade reajustou as mensalidades para R$ 14.037. Com isso, mesmo com uma renda de R$ 800, ela teria de pagar R$ 4.037 de coparticipação a cada mês.

Em fevereiro, quando questionado pelo g1, o MEC, por meio do FNDE, afirmou que o aumento do teto do financiamento seria discutido ainda no primeiro bimestre de 2025. Nesta quinta-feira (13), no entanto, Santana deu a entender que não haverá uma flexibilização desse limite por enquanto. “Estamos dialogando”, disse.

“Nós já permitimos o financiamento do Fies Social 100% para baixa renda e aumentamos o teto da medicina em 2023. Mas o problema é este [as faculdades elevam os custos]. Estou defendendo a criação de um instituto de regulação do ensino superior para reconhecer as limitações que o MEC tem, do ponto de vista estrutural, para acompanhar isso.”

Especialistas entrevistados pelo g1 apontam opções (que dependem da viabilidade econômica, obviamente):

reajustar o “teto” do financiamento com mais frequência, para acompanhar os aumentos das mensalidades de medicina;
indexar o “teto” ao valor médio das mensalidades naquele ano;
estabelecer um limite máximo na coparticipação cobrada dos alunos de baixa renda;
criar contrapartidas, como incentivos fiscais, para que as universidades concedessem bolsas parciais equivalentes à coparticipação;
elaborar iniciativas de apoio para a permanência dos alunos no curso;
vincular o financiamento a programas públicos de residência médica em regiões carentes, para o abatimento de parte da dívida por meio desse trabalho.
Segundo Camilo Santana, aumentar o teto do financiamento comprometeria o orçamento do MEC.

O alcance do Fies vem caindo: em 2014, no primeiro semestre, foram 480 mil novos contratos. Na atual edição, são 112 mil. O FNDE garante que o programa está “em constante aprimoramento, buscando ser sustentável e equilibrado.”

Fonte: G1

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Educação

Cartas, jogos de tabuleiro e relógio de pulso: alunos e professores fazem balanço da volta às aulas sem celular nas redes pública e privada de SP

por Redação 11 de fevereiro de 2025

A volta às aulas nas escolas de São Paulo tem contado com um desafio extra em 2025: a proibição do uso de aparelhos eletrônicos, especialmente celulares, durante toda a permanência no ambiente escolar, incluindo intervalos e aulas vagas.

Pela nova lei estadual, os eletrônicos só podem ser utilizados para atividades pedagógicas, quando solicitado pelos professores; por motivos de saúde, mediante comprovação médica; ou para garantir acessibilidade e inclusão de estudantes com deficiência ou dificuldade de aprendizagem.

Na teoria, a medida só vale para os alunos. Contudo, os colégios da capital paulista têm orientado docentes e demais funcionários a também seguirem a regra, para servir de exemplo aos estudantes.

Para ver como a lei tem funcionado na prática, o g1 visitou escolas públicas e privadas de São Paulo e conversou com alunos, professores e gestores sobre o início do ano letivo.

De modo geral, os colégios estão investindo no diálogo e numa abordagem educativa sobre a legislação e o uso saudável dos eletrônicos para fazer valer a nova regra;
Professores e gestores relataram um cenário “surpreendentemente positivo” nos primeiros dias de aula. Apreensivos, eles temiam que alunos tivessem crises de ansiedade devido à falta de acesso aos aparelhos, o que ainda não se mostrou uma realidade;
Os alunos entendem e já começaram a perceber os benefícios da proibição dentro de sala de aula, mas questionam a extensão da medida para os momentos de descanso, especialmente os mais novos, do 6º a 9º ano, que não veem diferença entre interagir com os colegas por meio das telas e presencialmente;
Jogos de carta, de tabuleiro, livros e esportes têm ajudado na distração durante os intervalos. Por isso, as escolas planejam aumentar a oferta de atividades. Alguns estudantes relatam tédio, enquanto outros já quebram a cabeça para planejar novos passatempos;
Os alunos sentem falta de ver a hora no celular, mesmo havendo sinais sonoros para indicar as trocas de aula. Com isso, alguns investiram em relógios de pulso (sem acesso à internet), enquanto outros se uniram para pedir que suas escolas instalem relógios com visor eletrônico dentro das salas de aula.

Mudança de hábito
Como bons questionadores, os estudantes enchem os professores de pergunta e tentam argumentar sobre os aspectos que veem como positivos e negativos na lei.

Uma nova cultura
O estado de São Paulo possui, desde 2007, uma lei que proíbe o uso de telefones celular nos estabelecimentos de ensino durante o horário de aulas. A nova legislação visa reforçar a anterior, expandindo a proibição também para os períodos de descanso.

? Apresentado pela deputada Marina Helou (REDE), o projeto que resultou na nova lei trazia dados de estudos internacionais que ligavam o uso excessivo do celular a prejuízos na saúde mental e nas habilidades de concentração e dedicação de crianças e adolescentes.

Para alguns gestores educacionais, impor um limite para a utilização dos aparelhos se tornou ainda mais necessário depois da pandemia, quando os celulares se tornaram parte da rotina escolar e da vida de muitos estudantes.

“A pandemia prejudicou nisso também. Aqueles que não tinham o costume de usar, passaram a usar porque tinham as videochamadas, os professores trabalhavam na plataforma [online], os alunos tinham que acessar de alguma forma para fazer atividade e interagir com a turma”, disse Viviane Jordano, diretora da EMEF Padre Serafin Martinez Gutierrez, na Zona Leste da capital.

“Essa conscientização é um processo que deveria ter acontecido há muito tempo, quando surgiu toda essa tecnologia. Como não ocorreu, eu acho que, agora, a gente passou da hora de começar a trabalhar isso, todos nós, nos reinventarmos culturalmente com relação a isso”, analisou Vilson Giron, diretor da EE Padre Sabóia de Medeiros, na Zona Sul.

Segundo os gestores, nos últimos anos, as escolas vinham registrando muitos casos de cyberbullying e de crianças e adolescentes consumindo conteúdos inapropriados para suas idades pelas redes sociais, como pornografia — tudo isso, dentro do ambiente escolar.

Para guiar as instituições nesse processo de proibição do uso dos aparelhos eletrônicos, as secretarias estadual e municipal de educação emitiram instruções para as redes públicas de ensino.

Na rede privada, os próprios colégios ficaram responsáveis por estabelecer suas normas, que também deveriam atender às determinações da lei.

“A gente conversou bastante com os professores para tentar encontrar uma solução que não seja punitiva, no sentido ‘caça às bruxas’, mas também não seja algo tão leve a ponto de a gente perder o controle daquilo que tá se propondo a fazer”, contou Emerson Pereira, diretor de tecnologia educacional do Colégio Bandeirantes, instituição privada localizada na Zona Sul de São Paulo.

Lá, foi determinado que os estudantes devem guardar os aparelhos desligados dentro de suas próprias mochilas.

“Nós estimulamos muito fortemente o uso de tecnologia nos últimos anos. Então, muitos dos nossos materiais didáticos são digitais, a gente tem o tablet como um material didático. A regra que a gente acabou criando aqui é que o celular é totalmente proibido e os tablets podem ser usados quando os professores solicitarem o uso, somente para atividades pedagógicas”, disse Emerson.

No caso do Colégio Objetivo – Paulista, os celulares são recolhidos antes da primeira aula e armazenados na sala dos orientadores de cada andar até o fim do período. Os alunos devem assinar uma lista tanto na entrega quanto na devolução dos aparelhos.

“Nós combinamos primeiramente de orientar, lembrar do que ficou combinado, lembrar da legislação. Por enquanto, nem falamos em punição”, disse Maria Luiza Guimarães, diretora da unidade.

Primeiras impressões
Para alguns professores, já há uma mudança notável na postura dos alunos nas aulas.

“Estão muito mais participativos, é visível. E também tem a contrapartida, tem aluno dormindo, então você tem que estar o tempo todo ali, captando a atenção dele, mas é uma minoria”, relatou Josiane Milani, professora de Filosofia na EE Padre Sabóia de Medeiros.

Apesar de ser crítica ao uso indiscriminado do celular em aula, a docente acredita que a tecnologia tem um papel importante no aprendizado dos estudantes.

“Temos relatos dos professores de que está sendo muito positivo em sala de aula, que os alunos estão bem tranquilos. Eles (professores) também estavam preocupados com isso”, disse Karen Gregório, coordenadora do ensino médio no Objetivo – Paulista.

Segundo Karen, a lei ter entrado em vigor antes que o ano letivo começasse foi algo positivo. Isso porque a escola conseguiu orientar com antecedência os pais e responsáveis sobre algumas mudanças que precisariam ocorrer nesse retorno às aulas, como a forma de se comunicarem com os filhos e até o método de pagamento nas cantinas.

“Muitos têm o cartão no celular, fazem pix… então eu tava um pouco preocupada com isso, mas nós não tivemos problemas. Só um aluno que fez assim ‘meu cartão está dentro da capinha do celular’, aí ele foi lá, a orientadora pegou, deu o cartão pra ele e ficou tudo bem”, contou a coordenadora.

Mesmo que o semestre esteja apenas no início, professores e gestores estão confiantes na implementação da nova lei e acreditam que ela será benéfica aos alunos, dentro e fora das salas de aula.

Fonte: G1

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Educação

Celulares proibidos nas escolas: saiba o que muda na volta às aulas

por Redação 27 de janeiro de 2025

Entre esta segunda-feira (27) e a 1ª semana de fevereiro, a maior parte das escolas públicas e das particulares no Brasil iniciará o ano letivo de 2025. No caso das instituições que ainda permitiam o uso do celular em sala de aula, será o início de uma “nova era”: os aparelhos serão vetados, inclusive nos intervalos.

Sancionada pelo presidente Lula em 15 de janeiro, a lei que estabelece essa proibição abarca todas as turmas de educação básica (ou seja, educação infantil, ensino fundamental e ensino médio).

Confira os detalhes abaixo:

Em que momentos os celulares não poderão ser usados?
De acordo com a lei, o uso de celulares será proibido durante as aulas, recreios, intervalos e atividades extracurriculares.

Em algumas escolas e redes de ensino, por decisões locais, essa limitação já estava valendo em 2024. No vídeo abaixo, veja o que mudou, na prática, no dia a dia dessas instituições:

Existem exceções?
Sim. A nova lei até permite que estudantes portem celulares nas escolas, desde que o uso fique restrito a situações excepcionais, como emergências e necessidades de saúde. A utilização dos aparelhos também é aceita quando está relacionada:

a fins pedagógicos ou didáticos, conforme orientação do professor;
à inclusão e à acessibilidade de estudantes com deficiência;
ao atendimento a condições de saúde e garantia de direitos fundamentais.

Qual é a justificativa para a lei?
O relator do projeto no Senado, Alessandro Vieira (MDB-SE), destacou estudos do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA), que indicam os impactos negativos do uso excessivo de smartphones. Segundo o relatório de 2022, alunos que passaram mais de cinco horas diárias conectados obtiveram, em média, 49 pontos a menos em matemática do que aqueles que utilizam os dispositivos por até uma hora.

No Brasil, 80% dos estudantes relataram distrações durante as aulas, bem acima da média de outros países, como Japão (18%) e Coreia do Sul (32%).

Além disso, Vieira apontou que o consumo excessivo de redes sociais está associado a transtornos de ansiedade, depressão e outros problemas de saúde mental entre jovens.

Quando a medida começa a valer?
Após a sanção de Lula, o projeto precisará ser regulamentado. Isso significa que regras para a aplicação da norma deverão ser estipuladas.

O ministro da Educação, Camilo Santana, informou que as orientações para aplicação serão traçadas ainda em janeiro. Um prazo será definido para adaptação das redes de ensino.

Como será feita a fiscalização? Onde os celulares ficarão guardados?
O ministro Camilo Santana explicou que detalhes operacionais, como o local de armazenamento dos celulares (mochilas, caixas ou áreas específicas), dependerão da estrutura e da decisão de cada escola.

As consequências para os alunos que não seguirem a regra também deverão ser definidas pelas próprias instituições de ensino.

Santana destacou que a ideia principal é permitir o uso apenas para fins pedagógicos, evitando o uso individual fora das disciplinas escolares.

Fonte: G1

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