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Brasil

Brasil

PL dos Cassinos: Senado vota nesta terça projeto que libera jogo do bicho e bingo

por Redação 8 de julho de 2025

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), pautou para esta terça-feira (8), a votação do projeto de lei que regulamenta a exploração de jogos e apostas em todo o Brasil. O projeto libera o funcionamento de cassinos e jogos de azar, a exemplo dos bingos, videobingos, jogo do bicho e apostas em corridas de cavalos.

De autoria do ex-deputado federal Renato Vianna (MDB-SC), a proposta é relatada no Senado pelo senador Irajá (PSD-GO). O projeto chegou a estar na pauta da Casa em dezembro de 2024, mas foi retirado por falta de consenso.

Na ocasião, os senadores pediram aos ministérios do Desenvolvimento e da Saúde informações sobre o impacto da aprovação da proposta na sociedade brasileira.

O projeto é alvo de críticas da oposição e da bancada evangélica. Eles alegam que liberar a instalação de cassinos e jogos de azar poderia incentivar o “vício em jogos”.

De acordo com Irajá, a legislação pode gerar R$ 100 bilhões em investimentos para o Brasil, R$ 20 bilhões em impostos e 1,5 milhão de empregos diretos e indiretos, além de dobrar o número de turistas estrangeiros no país.

Apesar das críticas, contudo, senadores de oposição estão divididos sobre o tema. As bancadas podem liberar a orientação do voto a fim de não comprometer os parlamentares.

No ano passado, a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) aprovou a proposta por 14 votos a favor e 12 contra, em placar apertado. À época, alguns partidos mudaram a indicação dos membros do colegiado a fim de angariar mais apoio ao projeto.

Protocolado em 1991 na Câmara dos Deputados, o PL dos Cassinos chegou ao Senado em 2022, mas não tinha consenso para votação.

Para o relator, o texto “prevê mecanismos rigorosos de controle financeiro e medidas contra o crime organizado”. “Ele estabelece uma política nacional com foco na prevenção e tratamento da ludopatia [vício em jogos]”, defendeu Irajá.

Entenda a proposta
A proposta libera a instalação de cassinos em complexos integrados de lazer ou embarcações especificamente destinadas a esse fim.

Os complexos devem ser de alto padrão, com ao menos 100 quartos, restaurantes, bares e locais para reuniões em eventos culturais.

Conforme o PL dos Cassinos, cada estado mais o Distrito Federal poderá ter apenas um cassino. São Paulo, contudo, poderá ter até três estabelecimentos. Minas Gerais, Rio de Janeiro, Pará e Amazonas poderão ter até dois.

Os cassinos instalados em navios, que serão limitados a dez em todo o país, deverão obedecer aos seguintes limites: um estabelecimento em cada rio com extensão entre 1.500 km e 2.500 km; dois cassinos em cada rio com extensão entre 2.500 km e 3.500 km; e três em cada rio com extensão acima de 3.500 km.

As embarcações não podem estar ancoradas na mesma localidade por mais de 30 dias seguidos. Para funcionar, os cassinos deverão comprovar capital social mínimo integralizado de ao menos R$ 100 milhões. O credenciamento será válido por 30 anos, podendo ser renovável.

O relator do texto no Senado destacou que a aprovação do texto promoverá o turismo, impulsionará a economia e vai garantir segurança e transparência nos jogos.

Fonte: r7

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SUS

Americano relata experiência no SUS e se surpreende com atendimento: ‘Custo zero’

por Redação 8 de julho de 2025

O jornalista americano Terrence McCoy, correspondente do Washington Post no Brasil, relatou a experiência que viveu ao ser atendido em um hospital público em Paraty, no Rio de Janeiro. O episódio ocorreu durante uma viagem com a família, quando o porta-malas do carro cedeu e feriu a cabeça do americano.

McCoy, que vive no Brasil há seis anos, contou que tentava arrumar as malas para voltar ao Rio de Janeiro devido à um episódio de febre alta do filho, quando a estrutura da porta quebrou e o atingiu. Sangrando e desorientado, McCoy foi socorrido por uma ambulância do Hospital Hugo Miranda, unidade pública de saúde da região.

“Afastei-me cambaleando e agarrei a cabeça, só me dando conta do quanto estava ferido quando puxei a mão e vi que estava coberta de sangue”, escreveu o jornalista.

O atendimento médico incluiu uma injeção para dor, anestesia local, seis pontos na cabeça, exames de raio-X e tomografia computadorizada. Em nenhum momento foi solicitado seguro saúde ou qualquer forma de pagamento. O custo total, segundo ele, foi zero.

“Mesmo depois de seis anos no Brasil, confesso que um dos meus primeiros pensamentos foi teimosamente americano. Da obscuridade, surgiu com uma clareza repentina: quanto isso vai me custar?”, relatou.

O texto, publicado no Washington Post, faz uma comparação entre os sistemas de saúde dos Estados Unidos e do Brasil. McCoy destaca que, mesmo acostumado à rede privada brasileira, ficou surpreso com o acesso universal e gratuito do Sistema Único de Saúde (SUS).

Durante as seis horas em que permaneceu no hospital, o jornalista também observou a “diversidade dos pacientes”. Segundo o relato de McCoy, o hospital atendia desde moradores da região até turistas e trabalhadores que chegavam de áreas mais distantes, todos com acesso igualitário ao atendimento médico. “Sentei-me sem dizer uma palavra ao lado de um homem descalço com um olho só”, descreveu.

O filho do repórter, com febre de 40 graus, também precisou de cuidados médicos. Após uma hora de espera, o menino foi atendido, diagnosticado com amigdalite e medicado com antibióticos e antitérmicos, segundo o jornalista.

O custo também foi zero. “Dez minutos com um pediatra foram tudo o que precisamos para chegar ao diagnóstico”, afirmou.

Fonte: r7

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FGTS

Lucro do FGTS distribuído ao trabalhador será definido neste mês e pode superar R$ 15,2 bi

por Redação 8 de julho de 2025

O lucro do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) de 2024 pode superar os R$ 15,2 bilhões distribuídos nas contas dos trabalhadores no ano passado. A reunião do Conselho Curador do FGTS que vai definir o resultado do fundo e como será a distribuição está prevista para o dia 24 de julho.

O lucro é sempre referente ao ano anterior. O balanço de 2024 está em fechamento pela Caixa, o agente operador do FGTS.

No ano passado, foram distribuídos R$ 15,2 bilhões a 130,8 milhões de cotistas, referentes ao lucro total de R$ 23,4 bilhões, de 2023, o maior em 58 anos de história do fundo.

Veja os valores distribuídos
2024

Lucro total – R$ 23,4 bilhões
Valor distribuído – R$ 15,2 bilhões
2023

Lucro total – R$ 12,8 bilhões
Valor distribuído – R$ 12,7 bilhões
2022

Lucro total – R$ 13,3 bilhões
Valor distribuído – R$ 13,2 bilhões
2021

Lucro total – R$ 8,5 bilhões
Valor distribuído – R$ 8,1 bilhões
2020

Lucro total – R$ 11,3 bilhões
Valor distribuído – R$ 7,5 bilhões
2019

Lucro total – R$ 12,2 bilhões
Valor distribuído – R$ 12,2 bilhões
2018

Lucro total – R$ 12,5 bilhões
Valor distribuído – R$ 6,2 bilhões
2017

Lucro total – R$ 14,6 bilhões
Valor distribuído – R$ 7,3 bilhões
Cálculo
Por decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), no ano passado, a distribuição de lucros passou a fazer parte do cálculo de correção do fundo.

Com a soma da TR (Taxa de Referência), mais 3% ao ano, o total dessa conta deve garantir a correção equivalente ao IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que mede a inflação oficial do país.

Distribuição
Na próxima reunião do conselho, será apresentada a proposta de distribuição de parte do resultado positivo do FGTS em 2024, que será creditada nas contas vinculadas dos trabalhadores até agosto.

O conselho vai deliberar sobre o Relatório de Gestão e as Demonstrações Financeiras do FGTS, como a prestação de contas referente ao exercício de 2024.

Por lei, o lucro não pode ser 100% distribuído e o índice da divisão deve ser definido pelo conselho curador do fund.o

O dinheiro dever ser liberado até o dia 31 de agosto para as contas do FGTS, mas não para o bolso do trabalhador, que só poderá sacar dentro das regras do fundo, como em caso de demissão sem justa causa, aposentadoria, compra da casa própria e doença grave.

Quem tem direito
Todos os trabalhadores com saldo no FGTS em 31 de dezembro de 2024 terão direito à participação na distribuição de resultados.

O dinheiro vai para a conta do trabalhador no FGTS. Os valores são distribuídos de forma proporcional às contas de cada um no fundo.

Como consultar o saldo
O trabalhador pode verificar o saldo por meio do aplicativo FGTS, disponível para os telefones com sistemas Android e iOS, ou pelo site da Caixa.

É preciso cadastrar as informações pessoais e também informar o NIS (Número de Inscrição Social), que pode ser obtido nos extratos do FGTS, carteira de trabalho ou cartão do cidadão.

Em seguida, o trabalhador deve criar uma senha numérica de seis dígitos.

Fonte: r7

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Anvisa

Anvisa suspende vendas de azeite, molho e polpa de fruta; veja marcas

por Redação 8 de julho de 2025

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento de lotes de polpa de frutas, champignon em conserva e molho de alho de três marcas diferentes, por apresentarem resultados insatisfatórios em laudos emitidos por laboratórios públicos.

Além disso, foi identificada a comercialização de um azeite de origem desconhecida e fora dos padrões estabelecidos, com ordem pela apreensão e suspensão total da vendas.

As medidas sanitárias constam em uma resolução publicada nesta segunda-feira, 7, no Diário Oficial da União (DOU).

A polpa de fruta de morango da marca De Marchi teve o lote 09437-181 (com validade até 01/11/2026) recolhido, após o resultado inconsistente no ensaio pesquisa de matérias estranhas, conforme laudo de análise emitido pelo Laboratório Central de Saúde Pública de Santa Catarina (Lacen/SC).

Também por resultado insatisfatório sobre quantidade de dióxido de enxofre acima do limite permitido, a Anvisa pediu o recolhimento de um lote do Champignon inteiro em conserva, da marca Imperador, fabricado pela Indústria e Comércio Nobre. O lote em questão é o 241023CHI, com data de validade de 10/2026. O laudo foi emitido pelo Lacen-DF.

O molho de alho da marca Qualitá, fabricado pela Sakura Nakaya Alimentos, também teve um lote recolhido, por resultado insatisfatório no ensaio de pesquisa quantitativa de dióxido de enxofre, que se encontra acima do limite permitido, conforme laudo também emitido pelo Lacen-DF. A medida abrange o lote 29, com data de validade de 01/2026.

No caso do azeite extravirgem da marca Vale dos Vinhedos, a determinação da Anvisa é pela apreensão total e proibição da comercialização, distribuição, fabricação, importação, propaganda e uso.

Além do produto ter origem desconhecida, segundo a agência, o laudo de análise apresentou resultado insatisfatório, estando em desacordo com os padrões estabelecidos pela legislação vigente nos ensaios de rotulagem e físico-químico.

A Intralogística Distribuidora Concept, responsável pelo produto, consta com Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) suspenso por inconsistência nos registros da Receita Federal.

A reportagem busca contato com as marcas citadas para obter um posicionamento e incluir na matéria.

Fonte: correiodopovo

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Brasil

Entenda em 5 pontos a reivindicação do Brasil por uma ‘ilha submersa’ rica em ‘minerais do futuro’

por Redação 8 de julho de 2025

Uma ilha submersa do tamanho da Espanha, localizada a cerca de 1.200 km da costa do Rio Grande do Sul e a 5 mil metros de profundidade, é reivindicada pelo Brasil. Trata-se da Elevação do Rio Grande (ERG), uma formação geológica que o país quer reconhecer como parte do seu território junto à Organização das Nações Unidas (ONU).

Análises geológicas indicam que essa formação submersa é uma continuação natural do território continental brasileiro. Pesquisas da USP mostram que o solo da região é geologicamente semelhante ao do interior de São Paulo. Além disso, a área é rica em minerais estratégicos, como as chamadas “terras raras”, essenciais para a transição energética e a indústria de alta tecnologia.

  1. A quem pertence a ilha submersa?
    A Elevação do Rio Grande se encontra em águas internacionais e, até então, é considerada patrimônio comum da humanidade. Por isso, a área ainda não é oficialmente reconhecida como território brasileiro, mas o país reivindica esse reconhecimento desde 2018 junto à Comissão de Limites da Plataforma Continental (CLPC), órgão da ONU responsável por analisar esse tipo de solicitação.

Evidências geológicas mostram que o solo da ERG é idêntico ao do interior de São Paulo, o que indicaria uma continuidade natural do território continental brasileiro. A reivindicação é feita com base na Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM), que permite aos países ampliar sua plataforma continental, desde que comprovem essa continuidade geológica.

“O fato de que estamos encontrando esses indícios, de que essa área era uma ilha até pouco tempo atrás, é muito importante, porque mostra que havia uma relação direta com o continente”, avalia o pesquisador Luigi Jovane, da USP.

A submissão brasileira está em análise desde fevereiro de 2025 e abrange uma área de cerca de 1,5 milhão de km². A expectativa é que, se aprovada, a região passe a integrar a Plataforma Continental Brasileira, permitindo ao país exercer soberania sobre os recursos do leito marinho e subsolo.

  1. Quem pode reivindicar território em águas internacionais?
    A CNUDM, assinada em 1982, estabelece que os países costeiros têm direito a uma Zona Econômica Exclusiva (ZEE) de até 200 milhas náuticas (cerca de 370 km) a partir da costa. Nessa faixa, o país tem soberania para explorar recursos naturais.

➡️ ZEE: território marítimo que abrange uma faixa de 200 milhas náuticas (aproximadamente 370 quilômetros) a partir do litoral, estabelecido como território brasileiro desde a assinatura da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito Mar (CNUDM), em 10 de dezembro de 1982. O território além desta faixa é considerado patrimônio da humanidade.

No entanto, a convenção também permite que os países reivindiquem a extensão de sua plataforma continental além das 200 milhas, desde que comprovem a continuidade geológica do território. É exatamente isso que o Brasil está fazendo com a Elevação do Rio Grande.

A ONU, por meio da CLPC, não decide sobre soberania territorial, mas reconhece o direito de exploração econômica sobre o leito e subsolo marinhos. Ou seja, se a submissão for aprovada, apenas o Brasil poderá explorar os recursos minerais da região, mesmo que ela esteja em águas internacionais.

  1. O Brasil tem capacidade de explorar esses recursos?
    A Elevação do Rio Grande é rica em terras raras, um grupo de 17 minerais estratégicos para a transição energética e a indústria de alta tecnologia. Esses elementos são essenciais para a fabricação de turbinas eólicas, baterias de carros elétricos, equipamentos médicos e até armamentos.

“São minerais que ocorrem na natureza. Ou o país tem reserva ou não tem, não tem como criar uma indústria de minerais. E o Brasil tem muito desta riqueza. O que encontramos é uma concentração anômala de minerais na Elevação Rio Grande”, explica a pesquisadora Carina Ulsen, da USP.

O Brasil possui a segunda maior reserva de terras raras do mundo, com cerca de 21 milhões de toneladas. No entanto, ainda não domina plenamente a tecnologia de beneficiamento e transformação industrial desses minerais. Isso significa que, atualmente, o país exporta boa parte como matéria-prima bruta, sem agregar valor.

Apesar disso, há avanços. Jazidas em Minas Gerais e Goiás estão sendo exploradas com tecnologias mais modernas, e o governo federal tem buscado atrair investimentos e desenvolver infraestrutura nacional para transformar o Brasil em um player relevante nesse mercado.

Explorar a ERG, no entanto, deve exigir tecnologia de ponta para mineração em grandes profundidades, algo que o Brasil ainda está desenvolvendo.

  1. Outros países podem interferir?
    Embora a área esteja em águas internacionais, nenhum outro país pode explorar os recursos da Elevação do Rio Grande se a ONU reconhecer a submissão brasileira. A CNUDM garante esse direito ao país que comprovar a extensão de sua plataforma continental.

Ainda assim, há temores sobre a capacidade do Brasil de proteger esse território, tanto do ponto de vista militar quanto diplomático.

A Marinha do Brasil participa do processo de submissão e da vigilância da chamada Amazônia Azul, que inclui a ZEE e as áreas pleiteadas além das 200 milhas.

  1. E o meio ambiente?
    A possibilidade de exploração mineral em áreas tão profundas levanta preocupações ambientais.

Pesquisadores da USP envolvidos nos estudos da ERG afirmam que o objetivo não é defender a mineração submarina, mas compreender a biodiversidade e a geologia da região. Qualquer atividade econômica futura dependerá de licenciamento ambiental rigoroso, com participação de órgãos como o Ibama.

“Nosso trabalho não é advogar a favor da mineração submarina, mas estudar a região e entender o que temos lá embaixo do ponto de vista mineral, animal e vegetal”, diz a pesquisadora Carina, da USP.

Fonte: G1

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Brasil

Sem regras federais de fiscalização, pilhas de rejeito de mineração substituem barragens e avançam pelo país

por Redação 7 de julho de 2025

A confeiteira Lexandra Machado estava no quintal de casa quando viu uma montanha de 80 metros de altura deslizando a poucos quilômetros, na manhã de 7 de dezembro de 2024, no povoado de Casquilho de Cima, em Conceição do Pará (MG). O que ela via era o rompimento de uma pilha de rejeitos de uma mineradora.

As pilhas de rejeito têm sido utilizadas pelas mineradoras como uma alternativa mais segura às barragens a montante, que foram proibidas no Brasil após a morte de quase 300 pessoas nas cidades de Brumadinho e Mariana, em 2015 e 2019.

Embora tenham menor potencial de dano, ainda não há regulamentação federal e protocolo de fiscalização, o que também torna as pilhas de rejeitos um risco, segundo especialistas. O governo federal prevê definir regras para a prática até 2026.

O deslizamento em Conceição do Pará atingiu 7 casas e, quatro meses depois, nenhum morador pôde voltar ao povoado. Essa foi a quarta ocorrência envolvendo pilhas desde 2018. Em um dos casos, no município de Godofredo Viana, no Maranhão, uma rodovia ficou interditada por seis dias.

Mais pilhas do que barragens
Desde 2019, as barragens do tipo a montante — estruturas nas quais os rejeitos da mineração são depositados em camadas sucessivas — são proibidas no Brasil, por que estão mais suscetíveis a acidentes.

A mudança na legislação ocorreu após os rompimentos em Mariana e Brumadinho. A partir de então, a disposição dos resíduos em pilhas passou a dominar o setor de mineração, de acordo com o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais.

Dados da Vale, a maior mineradora do país e responsável pelas barragens que romperam em Minas Gerais, mostram que houve aumento no número de pilhas de rejeito. Hoje, 70% dos rejeitos da mineradora estão armazenados em pilhas e não em barragens. Esse número era de 40% em 2014.

Já a Samarco, outra responsável pelo rompimento da barragem em Mariana, filtra e empilha atualmente cerca de 80% dos rejeitos de minério que produz, uma mudança que vem sendo feita desde 2020.

As pilhas são como montanhas de lixo da mineração, formadas pelo material sem valor econômico que resta após a lavagem do minério e a drenagem da água. Já nas barragens, o rejeito é armazenado com água, formando uma espécie de lama. Há, ainda, as pilhas de estéril, formadas principalmente pela areia retirada do solo até se chegar ao minério.

De acordo com especialistas ouvidos pelo g1, algumas pilhas que foram licenciadas — ou que estão em processo de licenciamento no Brasil — poderão alcançar mais de 200 metros de altura, o que eles consideram um grande risco, principalmente porque essas estruturas não são regulamentadas ou monitoradas como as barragens passaram a ser depois das tragédias em Minas Gerais.

De acordo com o engenheiro Júlio Grillo, ex-superintendente do Ibama de MG, o material seco que é depositado nas pilhas tende a se acomodar mais rapidamente e alcança uma área menor do que a lama, em caso de rompimento. Por isso, o potencial de dano é menor. No entanto, a falta de fiscalização e de transparência quanto aos cálculos que definem as dimensões das pilhas preocupam.

Na Agência Nacional de Mineração (ANM), órgão do governo federal responsável pela gestão de mineradoras, o assunto só entrou na agenda regulatória para o biênio de 2025 e 2026, o que significa que a pauta só vai começar a ser discutida neste ano.

Júlio Nery, diretor de assuntos minerários do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), entidade que representa as mineradoras, afirma que o setor já segue o Padrão Global da Indústria para Gerenciamento de Rejeitos, o que inclui o empilhamento a seco.

ANM não tem cronograma de vistorias
Em 2024, técnicos da ANM vistoriaram 180 barragens, de acordo com o relatório anual do órgão. Esse é um dado que não existe em relação às pilhas, porque não há um cronograma de vistorias, nem “uma equipe dedicada exclusivamente para essa fiscalização”, segundo a agência.

Também não existe “um cadastro que permita rastrear a quantidade de vistorias específicas de pilhas”. Segundo a agência, as pilhas de rejeitos são vistoriadas “junto às ações rotineiras”.

Enquanto a lei 12.334, de 2010, criou a Política Nacional de Segurança de Barragens, com critérios para monitoramento, normas de controle e padrão de segurança, nada disso existe em relação às pilhas.

Além disso, informações técnicas sobre as barragens estão disponíveis em bancos de dados públicos, como o Sistema Integrado de Gestão de Barragens de Mineração. Já informações sobre as condições estruturais das pilhas e os critérios para que sejam licenciadas não existem.

De acordo com o engenheiro Júlio Grillo, faltam dados importantes sobre o cálculo para o preparo da base das pilhas e para definir a altura máxima que essas estruturas podem ter.

“A pilha rompeu em Conceição do Pará, porque a base não foi preparada adequadamente para aguentar o peso”, disse o especialista, sobre o deslizamento na mineradora Jaguar Mining, que Lexandra observou de dentro de casa.

A pilha no povoado tem, atualmente, 80 metros de altura. Isso é mais que o dobro do Cristo Redentor, que tem 35 metros. A área é de aproximadamente 16 hectares, quase o tamanho do estádio Maracanã, que tem 18 hectares. De acordo com a última informação repassada pela Jaguar Mining para a ANM, o desabamento movimentou um volume de cerca de 640 milhões de litros.

Questionada sobre qual a altura e as demais medidas que foram autorizadas no projeto de licenciamento da pilha, a Jaguar Mining respondeu que a estrutura “não tinha atingido sua altura e volume máximos e operava de acordo com licenciamento junto aos órgãos reguladores”.

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), de Minas Gerais, informou que “os aspectos geotécnicos das pilhas extrapolam o escopo do licenciamento ambiental” e que a ANM é a responsável por essa análise técnica.

Já a agência federal disse que a licença de operação “é de responsabilidade do órgão ambiental”, no caso, a própria Semad, e que vinha sendo renovada automaticamente desde 2012. A ANM informou que vistoriou a pilha nove vezes desde 2009, sendo a última em 2021. Nessas ocasiões, “ocorreram publicação de exigências, autuações, interdições parciais relativas a diversos aspectos do empreendimento”.

Mineradoras dizem seguir padrão internacional
Segundo relatório anual exigido das mineradoras pelo código de mineração, o país tem mais de 3 mil pilhas de rejeito, estéril ou mistas.

Dessas, 232 são apenas de rejeitos, sendo 41 da mineração de ferro — que produz as pilhas mais altas — e de ouro, que tem as substâncias mais tóxicas, como arsênio, cianeto e mercúrio.

Para Carlos Bruno Ferreira, procurador do Ministério Público Federal em Minas Gerais, as mineradoras estão apostando nas pilhas de rejeito não apenas por ser uma estrutura com menor potencial de risco, mas também porque falta regulação.

Segundo o diretor do Ibram, Júlio Nery, a entidade é responsável por duas normas técnicas que tratam dos parâmetros para a construção das pilhas de estéril e barragens. Elas funcionam como recomendações definidas pelo próprio setor e não têm força de lei.

De acordo com essas normas, o projeto para instalação de uma pilha de rejeito deve incluir, entre outras coisas, plano de monitoramento e inspeções, estudos sobre grau de risco e um plano de ação de emergência. “Elas existem desde a década de 1990 e são periodicamente revisadas”, afirma o engenheiro.

O diretor do Ibram afirmou ainda que as dimensões das pilhas “podem variar em função da topografia, dos locais de disposição, da geologia local e a localização geográfica”.

Ao menos quatro deslizamentos desde 2018
A deputada federal Duda Salabert (PDT-MG) mapeou quatro ocorrências com pilhas de rejeito ou de estéril em seis anos. Ela é autora de um projeto de lei que pretende regulamentar aspectos de segurança para as pilhas de mineração.

A proposta está na Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados desde novembro de 2024, à espera de um relator.

O caso mais grave e recente foi o de Conceição do Pará, em Minas Gerais. Sete casas foram atingidas e cerca de 250 pessoas tiveram que ser realocadas. Nenhum morador pode voltar ao povoado, mais de quatro meses depois do acidente.

Um acordo entre a Jaguar Mining, a Defensoria Pública de Minas Gerais e o Ministério Público Federal foi assinado em março de 2025 e define os termos para indenizações. Alguns moradores poderão voltar a suas casas, mas ainda não foi concluída a delimitação da área de segurança.

Em nota, a Jaguar MIning disse que tem prestado todas as informações aos órgãos fiscalizadores e regulatórios para o esclarecimento das causas da ruptura parcial da pilha”.

O primeiro caso de deslizamento foi em 2018, na cidade de Godofredo Viana (MA). A pilha de estéril da mineradora de ouro Aurizona deslizou, bloqueando a única via de acesso e deixando uma comunidade isolada. Cinco anos depois, em 2023, outro deslizamento aconteceu na mesma região. A estrada ficou interditada por seis dias.

Já em 2022, uma erosão na pilha de rejeitos da mineradora AngloGold Ashanti, assustou moradores de Santa Bárbara (MG). A empresa confirmou que o problema foi causado pelas fortes chuvas no período.

Riscos com a chuva
Segundo o engenheiro Euler Cruz, presidente do Fórum Permanente São Francisco, uma entidade da sociedade civil que se dedica à segurança e à qualidade de vida da população que vive em áreas de mineração em Minas Gerais, o empilhamento a seco é um tipo de tecnologia que não está totalmente dominado.

As estruturas, segundo o engenheiro, não estão sendo planejadas para suportar o maior volume de chuvas, devido às mudanças climáticas. “Os sistemas de drenagem são projetados com dados pluviométricos de 40 ou 50 anos atrás. Não se leva em conta as chuvas torrenciais que vemos agora”.

O engenheiro Júlio Grillo concorda: “As pilhas não vão provocar desastres tão grandes como o rompimento de uma barragem, mas, certamente, vão sucumbir às chuvas fortes mais rapidamente”, disse.

Para evitar novos e mais graves acidentes, Grillo aponta três caminhos:

O processo de licenciamento não pode ser baseado em autodeclarações;
Qualquer empreendimento minerário tem que estar comprovadamente adequado aos eventos extremos de chuva;
É preciso aplicar o princípio da precaução e da prevenção. As mineradoras têm que comprovar de forma transparente que a pilha a ser licenciada é sustentável a longo prazo.

Fonte: G1

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Segurança

Seguranças de supermercado se tornam réus por morte de jovem suspeito de furtar chocolate no PR

por Redação 7 de julho de 2025

Seguranças de um supermercado da rede Muffato, no Paraná, foram indiciados pela morte de um jovem de 22 anos, suspeito de tentar furtar uma barra de chocolate. Rodrigo da Silva Boschen foi espancado até a morte após ser perseguido.

O Fantástico teve acesso a imagens que ajudaram a Justiça a transformar em réus os acusados: os seguranças Antônio Cesar Bonfim Barros e Bryan Gustavo Teixeira, o funcionário do hortifruti do mercado, Luiz Roberto Costa Barbosa, e o motociclista Henrique Moreira Alves Pinheiro do Carmo.

Nas redes sociais, o Muffato se orgulha de ser um estabelecimento super vigiado, a ponto de criar a campanha chamada “Os indesejáveis”. A empresa posta flagrantes de furto com o slogan “Segurança é tudo!”.

O rapaz fazia compra no local toda semana. No dia de sua morte, não pegou carrinho nem cesta, foi segurando os produtos que queria no bolso e nas mãos. No caixa, apalpou o corpo, avisando que não tinha nada para pagar.

A funcionária liberou o rapaz, mas notou que restava um item no bolso. Sem saber, esse gesto selou o destino do Rodrigo.

O que mostram as imagens
As imagens mostram Rodrigo indo para a praça de alimentação do mercado, onde encontra o vigia Bryan Gustavo Ferreira.

O vigia deu um alerta no rádio, levando o funcionário de hortifruti e outros a se juntarem à perseguição.

Rodrigo consegue sair do supermercado, mas o grupo corre atrás. De acordo com depoimento de Ailton Camargo, chefe da vigilância, eles estavam desobedecendo uma ordem.

No entanto, as imagens mostram que o próprio Ailton também segue à procura de Rodrigo, uma contradição ao depoimento. Em determinado momento, ele volta ao mercado. Segundo Bryan, porque o chefe da vigilância se sentiu inseguro.

Em seguida, os três restantes avistam Rodrigo e conseguem encurralar a vítima. É quando começa, segundo o Ministério Público, uma brutalidade fora do comum.

O golpe mata-leão teria sido dado por Bryan. A defesa diz que ele não agrediu o jovem, nem participou de qualquer ato violento. O advogado também relata que ele estava ali por ordem do seu supervisor imediato. Uma testemunha acusou Bryan e o segurança Antônio, de omissão.

“Falei para soltarem o cara, amarrarem, parar de bater e chamar a polícia. Até dei um grito com o cara lá falando que isso não era coisa que fazer com ser humano. Ele falou que eu tinha dó de ladrão”, relatou a testemunha.

Depois que o jovem está morto, Luiz Roberto, Bryan e Antônio arrastam o corpo. O trio ouve a indignação de moradores, mas também cumprimentos pelo bom trabalho.

Depois disso, o corpo de Rodrigo é abandonado na rua, com as calças arriadas, sem cobrir o rosto e exposto aos animais. O trio voltou para o supermercado.

A polícia afirma que, em nenhum momento, eles acionaram o socorro médico ou policial, o que, na visão dos investigadores, demonstra uma completa indiferença diante da gravidade da situação.

O MP viu como agravantes a vingança privada e desproporcional, o meio cruel, por causa da superioridade numérica que dificultou a defesa da vítima, e o motivo fútil. O promotor do caso, Marcelo Balzer, recomendou que o supermercado Muffato indenize os pais do Rodrigo. O advogado da família acha que a campanha “Os Indesejáveis” influenciou na conduta dos réus.

“Essa cultura intrínseca, gerada, incentivada pela empresa, sem sombra de dúvidas, interfere e influencia na conduta dos acusados”, continua.

O que dizem as partes envolvidas?
O supermercado Muffato afirmou ao Fantástico que os vídeos da campanha “Os Indesejáveis” são uma forma de inibir furtos e proporcionar um ambiente mais seguro. Logo depois do crime, os vídeos foram apagados.

A empresa declarou que a ação dos funcionários foi totalmente individual, fora dos seus protocolos. A companhia de vigilância Rota explicou que não orienta, tampouco autoriza que vigias adotem qualquer medida de perseguição ou contenção.

Bryan e Antônio não agrediram, nem impediram a agonia do Rodrigo. Henrique assumiu que deu socos na vítima. A defesa do motoboy alega que não foram agressões letais e que ele não estava no momento da morte.

Os três réus acusam Luiz Roberto (o funcionário do hortifruti) de asfixiar Rodrigo, mesmo depois de ele desmaiar. Luiz Roberto disse que a vítima já estava desacordada quando chegou.

“Não cheguei a encostar a mão nele, porque até então o superior falou que ele estava desmaiando. Então o que eu fiz foi pegar ele para tentar levar para a loja e pedir para o povo chamar o SAMU”, disse. Luiz Roberto ainda não tem um advogado de defesa.

“Até agora eu não consigo acreditar numa selvageria dessa por causa de um chocolate”, diz Ronaldo Boschen, pai do jovem morto. Rodrigo tinha conseguido um emprego pouco tempo antes da morte. Ele trabalhava como auxiliar de produção com um salário de R$ 2.600. A perícia indicou a presença de cocaína no corpo do Rodrigo. Ele chegou a tratar o vício numa clínica.

Fonte: G1

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PET

Ataque de pitbull a shar-pei assusta moradores de Perdizes e alerta para descumprimento de lei da focinheira em SP

por Redação 7 de julho de 2025

Uma moradora de Perdizes teve o cão de estimação da raça shar-pei atacado por um pitbull na manhã deste sábado (5), na Zona Oeste de São Paulo.

O ataque aconteceu por volta das 08h30, na rua Diana, e foi registrado por câmeras de segurança da via.

A cadelinha Aysha, de cinco anos, estava deitada na calçada quando um homem que passeava com um pitbull sem focinheira se aproximou. O animal começou a cheirá-la. No que a shar-pei levantou para interagir com o outro cão, ela foi atacada com mordidas na cabeça.

A cena foi publicada pelo perfil no Instagram ‘Perdizes_Digital’ e mostra o dono do pitbull tentando separar os dois animais.

O pitbull grudou na cabeça e na orelha da cachorra e não queria soltar. O tutor do pitbull tentou separar, mas tomou uma queda devido a força do seu pet.

Foi preciso o zelador de um prédio aparecer com um regador com água e uma terceira pessoa levantar o animal pelas duas patas de trás, tirando-o do chão, para o pitbull soltar o outro cão, enquanto o tutor permanecia caído na calçada pela segunda vez.

A tutora da shar-pei Aisha conversou com o g1 e chamou de “irresponsabilidade” a ação do homem que estava andando com o pitbull sem coleira no bairro, por uma rua super movimentada.

“Existe uma lei que determina que cães dessa raça perigosa andem sem focinheira. Mas claro que há um desrespeito. A minha cachorra agora está toda machucada na cabeça e na orelha e tive que sair mais cedo do trabalho para levá-la no veterinário e cuidar dos ferimentos”, argumentou.

Karina Lins tem uma filha de três anos e conta que costuma passear frequentemente na rua Diana, onde a sogra dela mora, com a filha e os dois pets que tem em casa. Ela afirma que está transtornada com a situação, porque podia ter perdido a cachorrinha durante a briga.

“A minha cunhada está em choque com o ataque e eu transtornada. A nossa sorte que o pitbull não agarrou ela pelo pescoço. Porque se fosse, a gente tinha perdido ela. Fico nervosa só de pensar que podia ter sido comigo e com a minha filha no colo, o que eu iria fazer…? É revoltante que isso ainda aconteça em São Paulo”, comentou.

Lei estadual da focinheira
A lei que estabelece regras de segurança para a condução de cães em São Paulo é estadual e de 2003. Ela foi regulamentada no ano seguinte, através do decreto nº 48.533/2004, publicado pelo então governador Geraldo Alckmin (PSB).

A legislação determina que cães das raças mastim napolitano, pit bull, rottweiller e american stafforshire terrier devem trafegar em áreas públicas apenas com o uso de coleira, guia curta de condução, enforcador e focinheira por parte dos tutores.

Para a esteticista Karina Lins, as cenas registradas em Perdizes neste sábado (5) são o que ela chama de “um flagrante desrespeito à lei”.

“Os tutores de animais precisam saber dos riscos que seus animais significam para as pessoas e para os outros cães. Por mais que ele tenha se prestado a pagar as despesas com o veterinário, ele precisa entender dos riscos do animal que tem em casa para a sociedade”, afirmou.

Apesar do susto, a cadelinha Aisha está fora de risco e foi encaminhada ao veterinário durante a tarde.

“Foi um susto que não pode ficar só nisso. Deve servir de aprendizado pra ele [dono do pitbull] e para todos os outros que tem cães perigosos e imprevisíveis. A culpa nunca é do animal, que é um ser irracional e instintivo. Mas sempre dos tutores irresponsáveis”, declarou.

Fonte: G1

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Brics

Trump anuncia tarifa adicional de 10% para ‘qualquer país que se alinhar às políticas do Brics’

por Redação 7 de julho de 2025

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (6) que vai impor uma taxa adicional de 10% a “qualquer país que se alinhar às políticas antiamericanas do BRICS”. A medida foi anunciada em sua rede social Truth Social.

Ainda não há informações sobre quais países serão taxados. Trump também não esclareceu nem detalhou a referência às “políticas antiamericanas” em sua postagem.

Em outra publicação, o republicano anunciou que as cartas e acordos de tarifas com os países serão entregues a partir das 12h desta segunda (7), pelo horário de Washington — 13h, no horário de Brasília.

Mais cedo, neste domingo (6), o bloco econômico divulgou a “Declaração do Rio de Janeiro”. Parte do documento inclui a defesa do multilateralismo, sem citar os EUA.

Nesta parte, o bloco defende:

Fortalecimento de instituições multilaterais, como a ONU, e o respeito ao direito internacional.
Rejeição a ações unilaterais como o que enfraquecem o sistema global. O tarifaço do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não foi especificamente citado.

Outra parte do documento fala sobre a segurança global em itens como:

Condenação a ataques recentes contra o Irã, embora sem citar diretamente os Estados Unidos ou Israel.
Condena ataques à Rússia, mas não condena ataques à Ucrânia. A Rússia é um dos membros permanentes do Brics, e o presidente Vladimir Putin participou do encontro por videoconferência.
Posição conjunta em relação às crises no Oriente Médio, incluindo os conflitos em Gaza e a tensão entre Irã e Israel.
Os líderes reafirmaram apoio à solução de dois Estados como caminho para resolver o conflito entre Israel e Palestina. Defendem a criação de um Estado palestino dentro das fronteiras de 1967, com capital em Jerusalém Oriental. O texto pede que a comunidade internacional atue para garantir o fim da violência em Gaza e assegurar a proteção dos civis palestinos.
Defesa de soluções pacíficas, diplomáticas e negociadas, com base no direito internacional.
A declaração foi divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil. Os representantes dos países que compõe o Brics estão reunidos no Rio de Janeiro até a segunda-feira (7).

Fonte: G1

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Brasil

Fungo no gelo: brasileiros descobrem quatro novas espécies de cogumelo na Antártica

por Redação 7 de julho de 2025

Nas baixas temperaturas da Antártica, quatro novas espécies de cogumelos foram descobertas por um grupo de pesquisadores brasileiros.

Todos do gênero Omphalina, os cogumelos foram batizados de Omphalina deschampsiana, Omphalina ichayoi, Omphalina frigida e Omphalina schaeferi. Saiba mais sobre elas abaixo.

❓A iniciativa, fruto do trabalho do Laboratório de Taxonomia de Fungos da Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA), em São Gabriel, nasceu da curiosidade: como fungos conseguem sobreviver em um ambiente tão extremo e inóspito? A pergunta os levou a retomar uma trilha aberta nos anos 1980 pelos professores Jair Putzke e Antonio Pereira Batista, da Universidade Federal do Pampa.

Com o apoio do Programa Antártico Brasileiro (Proantar), da Marinha e da Força Aérea, além de bolsas do CNPq e da Capes, os pesquisadores passaram dois meses no continente gelado. Desse período, 30 dias totalmente acampados, sem internet e comunicação.

“Enfrentamos um grande episódio de chuva em campo, manter o acampamento e o material seco virou uma tarefa quase impossível. Também tivemos uma madrugada de ventania com rajadas de mais de 100 km/h, que balançavam as barracas a noite toda e colocavam à prova toda a estrutura do acampamento”, relata Fernando Augusto Bertazzo da Silva, Doutor em Ciências Biológicas.

As amostras foram congeladas e trazidas ao Brasil, onde passaram por análises morfológicas e moleculares. O processo levou cerca de dois anos, entre identificar esporos e sequenciar DNA, até a publicação do artigo.

Os cogumelos
Os cogumelos descobertos se destacam por características como o formato dos esporos, a coloração e associações com gramíneas antárticas, algo raro, segundo Fernando.

“Isso mostra adaptações especiais para sobreviver ao frio extremo e ao solo pobre em nutrientes”, explica o pesquisador.

De acordo com o pesquisador, os cogumelos sobrevivem em condições extremas de frio, radiação solar intensa e baixa disponibilidade de nutrientes.

Ainda, esses fungos têm papel fundamental no ecossistema antártico: decompõem matéria orgânica, reciclam nutrientes e podem formar associações com plantas e musgos. Em um ambiente que influencia diretamente o clima do Hemisfério Sul, inclusive do Brasil, entender como esses organismos funcionam é essencial.

Por isso, para o pesquisador, a descoberta reforça a importância de investir em ciência e tecnologia no Brasil.

Publicação da pesquisa
Por enquanto, a aplicação prática dessas descobertas está no campo da ciência pura, mas Fernando lembra que organismos extremos como esses podem revelar compostos ou enzimas com potencial biotecnológico ou farmacêutico no futuro.

“Descobrir novas enzimas ou compostos em organismos extremos é uma possibilidade real”, diz.

O artigo foi aceito e publicado na Mycological Progress, uma revista científica internacional na área de micologia – estudo dos fungos.

O pesquisador relembra que a alegria da equipe ao ver o artigo publicado foi imensa.

“É o reconhecimento de muito trabalho de campo, laboratório e equipe. É também uma forma de mostrar que a ciência brasileira está presente e produz conhecimento de qualidade sobre a Antártica”, diz.

Para o futuro, o plano é claro: continuar. A equipe pretende monitorar as áreas estudadas, investigar os impactos das mudanças climáticas na microbiota local e, quem sabe, encontrar ainda mais espécies escondidas sob o gelo.

“A Antártica é um grande laboratório natural, e ainda temos muito a aprender sobre a biodiversidade que vive escondida debaixo do gelo”, revela.

Fonte: G1

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