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Brasil

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Anvisa investiga se substância ligada à morte de cães contaminou alimentos para humanos

por Redação 15 de setembro de 2022

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) investiga se alimentos para humanos foram contaminados com a substância que pode ter causado a morte de cães pelo Brasil.

A possibilidade foi levantada após o órgão ter descoberto que a empresa Tecno Clean vendeu parte dos dois lotes de propilenoglicol contaminados para outras fábricas, além da Bassar Pet Food, responsável pela produção dos petiscos que causaram a morte dos animais.

As compradoras ainda não foram reveladas. “As ações de vigilância sanitária estão concentradas nas empresas com possível atividade na área de alimentos para consumo humano”, declarou a Anvisa.

Apesar de a investigação ainda estar em curso, o órgão federal afirma que, por ora, “não existem evidências de alimentos para consumo humano fabricados com lotes contaminados”. A agência, no entanto, vedou o uso do material contaminado e determinou o seu recolhimento.

O propilenoglicol é um solvente usado como umectante para manter a textura de alimentos embalados, como sopas, massas para bolo, pães e biscoitos. Ele evita que os produtos ressequem depois de abertos.

Segundo o Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), os lotes AD5035C22 e AD4055C21, vendidos pela Tecno Clean, de Contagem, na Grande BH, estavam contaminados com monoetilenoglicol. Esse é um dos dois anticongelantes tóxicos encontrados em cervejas contaminadas da Backer e que causaram a morte de ao menos dez clientes da cervejaria mineira, em 2020. A substância provoca problemas renais e motores.

“Assim como a Tecno Clean, a empresa A&D também foi notificada pela Anvisa para prestar esclarecimentos sobre a origem e distribuição do produto”, declarou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

A Tecno Clean não esclareceu à reportagem quais fábricas também compraram os lotes contaminados. No início das investigações, a empresa ressaltou que não produz a substância e que a adquiriu da importadora A&D, de São Paulo. A reportagem procurou a A&D e aguarda retorno.

“Até o momento, as investigações ainda não determinaram a origem do aditivo utilizado”, destacou o Ministério da Agricultura. “O Mapa determinou que fabricantes de alimentos e mastigáveis indiquem os lotes de propilenoglicol existentes em seu estoque e seus respectivos fabricantes e importadores e realizem análises em produtos que contenham o propilenoglicol em sua composição. O Mapa não orientou a suspensão do uso de produtos que contenham propilenoglicol na sua formulação”, concluiu o órgão.

O caso

O caso foi revelado pela Record TV Minas. As investigações começaram com a morte de cães após o consumo de petiscos da Bassar Pet Food. O governo determinou o recolhimento do material suspeito. Mais de 50 animais podem ter morrido vítimas da intoxicação.

O propilenoglicol também é usado nas fábricas de alimentos para animais para manter a textura dos produtos, mas o monoetileglicol também é tóxico para os cães.

Fonte: Com informações da Agência Estado

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BrasilSegurança

‘Golpe do amor’: vítimas mais comuns são homens de meia-idade e alto poder aquisitivo

por Redação 15 de setembro de 2022

Em julho, em Taubaté, no interior de São Paulo, o humorista Heitor Martins, famoso pelo personagem Pit Bitoca, foi vítima do chamado “golpe do amor” e ficou cinco dias em cativeiro após ter marcado um encontro. No mesmo mês, um empresário do comércio varejista de São Paulo foi sequestrado em Osasco, na região metropolitana, depois de ter jantado com uma mulher que havia conhecido em um aplicativo de relacionamento. No início de setembro, um homem de 49 anos foi mantido em cativeiro ao ser sequestrado também em um suposto encontro amoroso.

Apenas em 2022, 19 ocorrências de golpes que envolvem encontros marcados por aplicativos tiveram grande repercussão e acabaram em sequestro, roubo e até morte, como no caso do empresário que precisou fazer um Pix de R$ 10 mil antes de ser assassinado em São Paulo. Em 18 dos episódios, as vítimas eram homens, e apenas em um era mulher. O perfil de homens com alto poder aquisitivo e geralmente de meia-idade é o que prevalece, segundo especialistas.

O advogado especializado em direito digital e crimes cibernéticos Jonatas Lucena afirma que já atendeu dezenas de vítimas que sofreram o golpe do amor desde o nascimento do Pix, em 2020: “O que motivou o aumento do golpe do amor foi o Pix, por conta da facilidade de não ter dia e não ter hora [para fazer a transferência]. É muito fácil para o criminoso e fica difícil para a vítima reaver o valor roubado”.

A presidente do Sindicato dos Delegados e especialista nessa modalidade de golpes, Jacqueline Valadares, explica que as vítimas, normalmente do sexo maculino, costumam ser abordadas em aplicativos de relacionamento por mulheres de boa aparência. Os homens são, muitas vezes, chamados para um encontro. Quando a vítima chega ao local combinado, é abordada por criminosos que a sequestram e a obrigam a realizar transferências via Pix.

A delegada explica, porém, que esses são os casos mais extremos do golpe. Muitas vezes, as pessoas chegam a “apenas” trocar vídeos de conteúdo íntimo com os suspeitos por aplicativos de mensagens. A partir desse momento, os golpistas passam a exigir dinheiro para não divulgar os “nudes”.

“Muitas vezes essa pessoa é casada, então a vítima cede ao golpe para não mostrar para a esposa e não ter imagens divulgadas nas redes sociais”, afirma Jacqueline Valadares.

Perfil das vítimas
Segundo o advogado Jonatas Lucena, a maioria dos casos que ele atendeu é de homens de 35 a 55 anos, com maior poder aquisitivo. “O que acontece é eles estudam as vítimas antes de fazer contato. O bandido ou a bandida vai pesquisar nas redes sociais quem é aquela pessoa. Normalmente, eles vão atrás de gente que tem possibilidade de um potencial financeiro que dê para eles levarem”, explica Lucena.

A delegada Jacqueline Valadares diz que, como algumas vítimas são casadas, o encontro costuma ser marcado em locais um pouco mais afastados e ermos. Em muitos casos, há a preocupação da própria pessoa de ficar no sigilo, e essa é uma opção melhor para esses criminosos.

“Em geral, essas vítimas são abordadas por redes sociais. Normalmente é feita uma pesquisa em meio aberto por parte dessas organizações, a fim de verificar o perfil dessas vítimas e se têm um potencial financeiro que interesse”, conta Valadares.

Como evitar o golpe
Uma das principais orientações é evitar marcar esses encontros em ambientes e locais ermos. O ideal é sempre combinar em lugares com grande movimento de pessoas. Também existe a possibilidade de tentar fazer uma pesquisa no Google, ainda que de fonte aberta, sobre a pessoa que está prestes a conhecer.

“São opções e caminhos que podem ser adotados para evitar que mais pessoas sejam vitimadas nesse tipo de golpe, assim como evitar ter aplicativos de banco no celular que você vai utilizar para transitar na rua. O ideal seria ter um aparelho específico que fique em casa”, exemplifica.

Outra dica é fazer uma chamada de vídeo para se certificar de que a pessoa com quem o interessado vai se encontrar é a mesma das imagens do aplicativo.

Caso a pessoa perceba que está sendo ou foi vítima de um golpe, é importante denunciar o caso o mais rapidamente possível. “O que a gente percebe é que mais homens estão se encorajando a denunciar esse tipo de conduta criminosa, até mesmo em decorrência da gravidade dos fatos que vêm ocorrendo. Era muito comum ouvir de vítimas do sexo masculino que eles tinham vergonha de reportar terem sido alvo nesse tipo de situação”, finaliza Jacqueline Valadares.

Fonte: Com informações da Agência Estado

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BrasilSegurança

Mãe desaparecida em mata com a filha deixou de comer para alimentar a criança

por Redação 14 de setembro de 2022

A jovem de 21 anos que passou três dias perdida em uma mata com a filha de 3 anos, na zona rural da cidade Morada Nova de Minas, a 297 km de Belo Horizonte, conta que deixou de comer para garantir um alimento, mesmo que mínimo, para a filha.

Em entrevista à Record TV Minas após deixar o hospital, Ludmila Jesus da Silva relembrou que sua preocupação maior era a pequena Kyara Messias de Jesus. Ludmila diz que só se alimentou no terceiro dia, quando encontrou uma árvore frutífera.

“Eu só pensava nela [Kyara]. Não pensava em mim. Teve um dia que dei a ela peixe cru e ela reclamou dizendo que precisava fritar, mas acabou comendo porque estava muito fraca e com fome”, recorda-se a jovem.

Até então, a mulher e a filha haviam bebido apenas a pouca água que Ludmila encontrara em uma fonte, mas no terceiro dia elas ainda não haviam se hidratado.

Ludmila conta que a ideia de subir para uma área mais alta da região onde estavam foi de Kyara. “Ela falou: vamos lá em cima mamãe. O avião vai nos buscar”, contou. “Nesse dia eu já não tinha mais forças”, desabafa.

Ao chegar no topo, mãe e filha foram encontradas por um drone que as equipes de resgate usavam nas buscas.

O desaparecimento

Ludmila Jesus da Silva e Kyara desapareceram na última sexta-feira (9). Elas saíram de Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte, em direção a Morada Nova de Minas, com o namorado de Ludmila, Valter Moreira Westermann, de 23 anos.

No caminho, o carro da família estragou. Ludmila recorda que saiu para procurar uma área com sinal de internet e telefone, mas acabou entrando na mata e se perdendo.

Westermann conta que ao perceber a demora da namorada, ligou o som do carro para que ela pudesse se guiar pelo barulho. Sem retorno, ele foi até uma fazenda e pediu ajuda para acionar a polícia.

O jovem relembra que também precisou administrar outro problema. “Eu procurando pela minha família, comecei a receber várias ameaças”, comenta sobre o momento em que começou a ser apontado por conhecidos como responsável pelo desaparecimento.

Ludmila e Kyara foram encontradas nesta segunda-feira (12), debilitadas. Elas receberam alta nesta terça-feira após passarem por atendimento médico. A família deve voltar para Ribeirão das Neves nesta quarta-feira (13).

Fonte: Com informações da Agência Estado

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BrasilSegurança

PF faz ação contra quadrilha que aplicava golpes na Caixa; prejuízo chega a R$ 40 milhões

por Redação 14 de setembro de 2022

A Polícia Federal realiza, na manhã desta quarta-feira (14), uma operação para desarticular uma organização criminosa suspeita de cometer fraudes bancárias contra a Caixa Econômica Federal e outros crimes. As fraudes cometidas pela quadrilha geraram um prejuízo ao banco que se aproxima dos R$ 40 milhões

Segundo as investigações do GCEF (Grupo de Repressão a Crimes Contra a Caixa Econômica Federal), os criminosos compraram, de forma irregular, passagens aéreas usando cartões clonados do banco. Para evitar suspeitas, os bilhetes eram posteriormente vendidos a baixo custo em uma rede social, com o motivo de terem sido adquiridos em programas de milhagem.

A Operação Delivery Card levou cerca de 15 agentes da PF às ruas para cumprirem três mandados de busca e apreensão, expedidos pela 10.ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, nos bairros do Leblon, na zona sul, e Colégio, na zona norte do Rio.

Os suspeitos podem responder pelos crimes de organização criminosa, furto qualificado mediante fraude e lavagem de dinheiro, cujas penas podem somar mais de 26 anos de prisão.

Fonte: Com informações da Agência Estado

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BrasilSegurança

Com mais de mil tentativas de golpes por hora, bancos investem na educação de clientes

por Redação 14 de setembro de 2022

Para tentar diminuir os prejuízos com golpes e fraudes, alguns bancos estão adotando novas estratégias de comunicação com seus clientes, com foco em educação, para ensiná-los a identificar e escapar de abordagens suspeitas. Isso se deve ao fato de 70% dos casos, segundo estudos da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), acontecerem por meio de engenharia social, nome dado à manipulação psicológica e comportamental da vítima pelo criminoso.

Levantamentos da instituição mostram que esse tipo de fraude aumentou 165% desde março de 2020, quando começou a pandemia da Covid-19. Nessas situações, o criminoso conta com a colaboração da vítima para o golpe dar certo. Por isso, todo o investimento em segurança da informação feito pelas instituições bancárias nos últimos anos acaba não sendo suficiente para evitar as perdas. O cliente é enganado, fornece informações pessoais ou deposita uma quantia em dinheiro para um desconhecido, por exemplo, e nada disso passa diretamente pelos sistemas dos bancos.

Além disso, só nos primeiros sete meses deste ano, foram mil abordagens por hora com finalidade de fraude financeira detectadas pelas soluções da PSafe, dfndr security e dfndr enterprise.

Entre junho de 2021 e junho de 2022, houve mais de 4,62 milhões de tentativas de fraude, indicou uma pesquisa realizada pela Serasa Experian, divulgada em agosto. Em números absolutos, foram 385 mil abordagens criminosas por mês, em média. O pior resultado foi registrado em julho de 2021, com 391.870 tentativas.

Segundo a instituição, no ano passado foi batido o recorde de tentativas de fraude no país, com mais de 4 milhões de investidas. Na comparação com 2020, as abordagens online de golpistas aumentaram cerca de 80% em 2021, diz a Febraban.

Só em junho deste ano, o Indicador de Tentativas de Fraudes, da Serasa Experian, registrou 322.219 iniciativas criminosas desse tipo, uma a cada oito segundos. Dessas ocorrências, 57,1% estão relacionadas ao setor de bancos e cartões, evidenciando que já era hora de adotar uma nova estratégia.

Ações educativas
Os bancos foram um dos pioneiros na disponibilização de produtos e serviços em aplicativos para smartphones, o que levou a uma verdadeira transformação das relações comerciais e hábitos de consumo. A cada inovação, essas instituições tiveram de enfrentar desafios impostos pela tecnologia, relacionados à cibersegurança, às dificuldades operacionais de usuários e à engenharia social.

Até agora, as principais ações tinham contemplado investimentos na criação de sistemas robustos, capazes de detectar movimentações financeiras suspeitas, e no alerta a correntistas e investidores sobre as práticas dos criminosos, principalmente por email, nas redes sociais, nos sites institucionais e via SMS e WhatsApp. Entretanto, tais medidas não têm se mostrado suficientes para reduzir as ações dos golpistas.

Por isso, alguns dos maiores bancos do país decidiram fazer algo diferente: ensinar o cliente a agir para não cair em um golpe. A nova tática ficou mais evidente há poucas semanas, quando o Itaú Unibanco passou a exibir na TV aberta, em horário nobre, três vídeos de propaganda em que atores são abordados por golpistas. Eles percebem que se trata de uma fraude, e a reação deles é mostrar que não caíram na “malandragem” do criminoso.

A campanha mostra três golpes muito comuns, da troca de cartão, da falsa central e do WhatsApp. “Fizemos um levantamento dos principais golpes da atualidade e estudamos a fundo o passo a passo de execução de cada um deles. A partir disso, criamos roteiros que explicassem essa mecânica de forma didática, clara e leve. Lançamos três filmes que acompanham seus respectivos tutoriais, que criam conexão com o público e, o mais importante, fixam a mensagem”, conta Eduardo Tracanella, diretor de marketing do Itaú Unibanco.

O objetivo do banco é alertar os consumidores sobre as diversas modalidades de crime e educá-los sobre as formas de prevenção, propondo a formação de redes de proteção contra essas ações, completa.

Com os golpes cada vez mais sofisticados e aplicados a todos os perfis de públicos, Tracanella diz que a ideia da campanha veio com a constatação de que a prevenção depende de um esforço conjunto, que inclui os clientes e a sociedade em geral. Pesquisas e planejamento ajudaram o banco a entender a necessidade de uma comunicação direta. “Era preciso nos aproximar da linguagem da audiência e, mais do que isso, criar uma conexão com aquela mensagem, alertando de forma bem-humorada e educativa”, explica.

O diretor de marketing do Itaú cita dados da Febraban que mostram que a maioria dos golpes envolve manipulação psicológica. “Eles poderiam ser evitados. Dessa forma, a campanha surgiu da necessidade de uma comunicação didática, capaz de quebrar o padrão de comportamento de parte dos clientes”, completa.

Tracanella conta que a recepção dos vídeos pelos clientes é positiva. “As pessoas têm elogiado muito a campanha, pois ela trata de um jeito leve um tema que é pesado. Isso facilita o engajamento das pessoas e, consequentemente, a conscientização sobre os diversos tipos de golpe. Como sempre reforçamos, não é apenas uma campanha, mas sim um movimento de conscientização da população no combate a golpes e fraudes.”

Ele afirma que a ação do Itaú foi desenvolvida para alertar toda a sociedade. “Ao contrário do que diz o senso comum, não existe um público específico que é vítima de golpes. Todos estamos sujeitos a isso e, como os golpes se atualizam todos os dias, o conhecimento de forma mais geral é fundamental para o combate”, explica.

A expectativa é que a campanha chegue a todo tipo de público, da TV aberta, passando pelo rádio até as mídias digitais. “Os vídeos estão disponíveis em todas as redes sociais, com tutoriais que trazem dicas rápidas e visuais sobre os principais golpes. Contamos também com a participação de creators nativos do TikTok, que estão disseminando a mensagem de conscientização para suas audiências. Nossa comunicação abrange o envio de conteúdos por meio dos nossos canais diretos, como email e SMS, um guia completo de segurança, que está em uma seção específica do nosso site voltada ao tema, disponível em www.itau.com.br/seguranca. Sempre que houver necessidade e oportunidade, levaremos conhecimento e informação para a população.”

Processo de prevenção

O Santander também investe em diferentes ações para tentar diminuir o prejuízo. “A gente trabalha bastante a conscientização dos nossos clientes, estuda os nossos públicos e faz uma comunicação na medida”, diz Lee Waisler, superintendente-executivo de prevenção a fraudes do banco.

A instituição explora, principalmente, as redes sociais, devido a seu alcance e tendência de viralização. “Elas são um canal de comunicação muito assertivo, porque a gente consegue, inclusive, medir o impacto, saber qual público foi mais atingido e repercutiu mais”, justifica o executivo, lembrando de um teste feito neste ano com o ator Ary Fontoura (no vídeo “O vovô tá on”).

“O vídeo com o Ary foi um sucesso. Pegamos uma pessoa superirreverente e querida, que a gente sabia que seria bem aceita, e simulamos exatamente o que acontece nas tentativas de golpe. Foi leve, direto, com linguagem simples”, conta.

Para Waisler, levar o assunto para meios de comunicação de massa, como a TV aberta, ainda não está nos planos do Santander. “Comunicar é uma arte! Cada banco tem o seu cenário, sua realidade e seu contexto de fraude; existem diferentes maneiras de fazer a conscientização dos clientes. Nosso vídeo foi feito com muito cuidado, ouvimos ligações de pessoas que passaram pelas situações que são reproduzidas nele para colocar no roteiro”, fala.

O superintendente-executivo do Santander afirma que, para ampliar a audiência do vídeo, ou fazer ações especialmente para o grande público, é preciso ponderar bastante e ter em mente os resultados possíveis, positivos e negativos.

“Ainda não estamos com essa questão de ir para a TV, não sei se um dia estaremos. Para falar do tema segurança, a gente precisa agregar, mas pode correr o risco de gerar insegurança, porque algumas pessoas podem interpretar como se o problema estivesse aumentando, pode gerar pânico. Então, esse é o dilema que sempre gira em torno da questão da comunicação”, explica.

O Santander também investe em diferentes ações para tentar diminuir o prejuízo. “A gente trabalha bastante a conscientização dos nossos clientes, estuda os nossos públicos e faz uma comunicação na medida”, diz Lee Waisler, superintendente-executivo de prevenção a fraudes do banco.

A instituição explora, principalmente, as redes sociais, devido a seu alcance e tendência de viralização. “Elas são um canal de comunicação muito assertivo, porque a gente consegue, inclusive, medir o impacto, saber qual público foi mais atingido e repercutiu mais”, justifica o executivo, lembrando de um teste feito neste ano com o ator Ary Fontoura (no vídeo “O vovô tá on”).

“O vídeo com o Ary foi um sucesso. Pegamos uma pessoa superirreverente e querida, que a gente sabia que seria bem aceita, e simulamos exatamente o que acontece nas tentativas de golpe. Foi leve, direto, com linguagem simples”, conta.

Para Waisler, levar o assunto para meios de comunicação de massa, como a TV aberta, ainda não está nos planos do Santander. “Comunicar é uma arte! Cada banco tem o seu cenário, sua realidade e seu contexto de fraude; existem diferentes maneiras de fazer a conscientização dos clientes. Nosso vídeo foi feito com muito cuidado, ouvimos ligações de pessoas que passaram pelas situações que são reproduzidas nele para colocar no roteiro”, fala.

O superintendente-executivo do Santander afirma que, para ampliar a audiência do vídeo, ou fazer ações especialmente para o grande público, é preciso ponderar bastante e ter em mente os resultados possíveis, positivos e negativos.

“Ainda não estamos com essa questão de ir para a TV, não sei se um dia estaremos. Para falar do tema segurança, a gente precisa agregar, mas pode correr o risco de gerar insegurança, porque algumas pessoas podem interpretar como se o problema estivesse aumentando, pode gerar pânico. Então, esse é o dilema que sempre gira em torno da questão da comunicação”, explica.

Fonte: Com informações da Agência Estado

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BrasilSegurança

Homem apontado como um dos líderes do PCC é solto pela Justiça de São Paulo

por Redação 13 de setembro de 2022

Sidney Aparecido Piovesan, conhecido como ‘El-Sid’ e apontado pela polícia como um dos líderes da maior facção criminosa do estado de São Paulo, o PCC (Primeiro Comando da Capital), foi solto da penitenciária de São Vicente, no litoral de São Paulo.

O homem estava na penitenciária desde o dia 23 de agosto após ser acusado de ter matado um policial militar em 2014. Ele foi solto três dias após a prisão, de acordo com documentos do Tribunal de Justiça de São Paulo.

“Certifico e dou fé que, apesar do mandado de prisão ser encaminhado às fls. 969 à Penitenciária I de São Vicente, no dia 23/08/2022, o acusado foi solto em 26/08/2022, conforme documento retro juntado”, constava no documento do tribunal, obtido no dia 1° de setembro, sem mais explicações.

Sidney havia sido preso pela morte do policial, mas ele também respondia por tráfico de drogas, organização criminosa e outros crimes.

O juíz responsável pelo caso afirmou que os crimes cometidos por ele “são de extrema gravidade” e há, ainda, “indicativos de que Sidney solto seria um perigo para a sociedade”.

Em nota, a SAP (Secretaria de Administração Penitenciária) informou que El-Sid foi liberado em cumprimento a um alvará de soltura. Entretanto, a secretaria não apontou nenhum impedimento para que o alvará fosse cumprido. A secretaria afirmou, ainda, que está apurando o caso.

Fonte: Com informações da Agência Estado

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BrasilEconomia

Petrobras reduz preço do gás de cozinha em 4,73% na terça (13)

por Redação 12 de setembro de 2022

A Petrobras vai reduzir em 4,73% o preço do GLP (gás liquefeito de petróleo), o gás de cozinha, para as distribuidoras a partir de terça-feira (13), informou a companhia nesta segunda (12).

Com o reajuste, o preço do GLP passará de R$ 4,23 por quilo para R$ 4,03 por quilo, com o botijão de 13 kg sendo vendido por R$ 52,34, em média. Em abril, ele chegou a custar R$ 113, o recorde do século.

A petroleira afirmou, em nota, que a redução acompanha a evolução dos preços de referência e é coerente com a sua política de preços.

Fonte: Com informações da Agência Estado

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BrasilFeminicidio

Pesquisa revela que 45% das mulheres dizem ter tido o corpo tocado sem consentimento

por Redação 12 de setembro de 2022

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Patrícia Galvão, Ipec e com o apoio da Uber, e divulgada nesta segunda-feira (12), revela que 45% das mulheres dizem que já tiveram o corpo tocado sem consentimento em local público. Ao mesmo tempo, o levantamento mostra que apenas 5% dos homens admitem ter cometido a importunação.

A pesquisa revela ainda que 32% das mulheres afirmam ter passado por importunação ou assédio sexual no transporte público, mas nenhum homem reconhece já ter praticado esse tipo de violência. Os dados mostram ainda que 31% das mulheres declaram já haver sofrido tentativa ou abuso sexual.

O levantamento “Percepções sobre controle, assédio e violência doméstica: vivências e práticas” mostra também que as mulheres tendem a reconhecer mais do que os homens que exercem situações de controle e práticas invasivas sobre o parceiro, como exigir a senha do celular e redes sociais, o bloqueio ou exclusão de amigos das redes. Já os homens afirmam que proíbem o uso de roupas e acessórios usados por elas.

De acordo com os dados, mais mulheres (34%) do que homens (25%) declaram ter sido obrigadas após o fim do relacionamento a bloquear contato, mudar de telefone (18% das mulheres e 8% dos homens) e registrar um boletim de ocorrência (15% das mulheres e 6% dos homens).

Foram entrevistadas, na pesquisa, 1.200 pessoas por telefone, sendo 800 homens e 400 mulheres, com 16 anos ou mais, entre 21 de julho e 1º de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais. O nível de confiança estimado é de 95%.

Violência doméstica e sexual
Uma em cada quatro mulheres agredidas declarou, segundo a pesquisa, que a violência doméstica ocorre com frequência, enquanto apenas um em cada dez homens afirma sofrer violência frequentemente.

O ciúme, verificou o levantamento, motiva a maioria das agressões, para homens e mulheres na mesma proporção. Mais mulheres (30%) do que homens (10%) dizem que o parceiro estava bêbado ou drogado ao cometer a violência.

Também 47% dos entrevistados declaram que as situações de briga e violência acontecem quando estão sozinhos. A vergonha das vítimas impede que familiares saibam da agressão.

Os jovens de ambos os sexos, as mulheres e os homens não heterossexuais relatam sofrer mais violência sexual dos parceiros. O levantamento joga luz sobre os maiores percentuais de homens e mulheres de 16 a 24 anos e de homens não heterossexuais que declaram terem sido obrigados a fazer sexo quando não queriam e a manter relações sexuais sem preservativo.

Após o fim da relação, controle, perseguição e calúnia são as agressões mais relatadas, de acordo com o levantamento. Já o revide, o nervosismo e a falta de paciência são as principais justificativas para brigas e agressões.

Segundo a pesquisa, amigos e familiares devem intervir se desconfiam ou sabem que a mulher é vítima de violência doméstica. A grande maioria avalia de forma positiva a Lei Maria da Penha.

Agressores
Segundo a pesquisa, 89% dos entrevistados concordam que os homens que agridem as parceiras sabem que isso é crime, mas acreditam que não serão punidos. O mesmo percentual avalia que os suspeitos não costumam receber as devidas punições.

Para 76% dos entrevistados, a polícia e a Justiça no Brasil tratam a violência doméstica contra mulheres como um assunto pouco importante.

Fonte: Com informações da Agência Estado

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BrasilSegurança

Pai entra em matagal e encontra filha desaparecida morta com cipó no pescoço, em Pinhais

por Redação 12 de setembro de 2022

Um pai, de 84 anos, encontrou a filha morta na tarde deste domingo (11), em uma área de mata, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Edimara Oliveira de Souza, de 36 anos, estava desaparecida desde o dia 18 de agosto, quando saiu para trabalhar e não retornou mais para casa. Amigos e familiares fizeram uma grande mobilização em busca da vítima, mas neste final de semana o corpo da mulher foi encontrado sem vida.

João, o pai de Edimara, foi quem encontrou o corpo da filha. Segundo o idoso, um vizinho do matagal localizado no Jardim Karla informou que tinha algo estranho no local e o idoso resolveu acessar a área de mata e logo encontrou o corpo.

Edimara estava sem vida, com um cipó amarrado no pescoço. O pai ainda revelou que a marmita que a filha levava todos os dias para o trabalho estava ao lado do corpo. O caso será investigado pela Polícia Civil do Paraná (PCPR).

Despedida de Edimara
Amigos e familiares que procuravam por Edimara postaram mensagens de luto após a confirmação da morte. Uma irmã compartilhou uma foto da vítima e escreveu “descanse em paz minha irmã”.

Segundo familiares, a cerimônia de despedida será um ato rápido, seguido do enterro no Cemitério Parque das Araucárias, em Colombo, também na Região Metropolitana de Curitiba. “Informamos a todos que não haverá velório. Será uma cerimônia rápida de despedida”, publicou uma sobrinha de Edimara.

Fonte: Com informações da Agência Estado

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BrasilSegurança

Queda de marquise durante desfile deixa mortos, feridos e cancela festa em Aliança (PE)

por Redação 12 de setembro de 2022

A queda de uma marquise deixou quatro mortos e ao menos seis feridos durante o desfile de comemoração dos 94 anos de emancipação política de Aliança, na Mata Norte de Pernambuco. Segundo a prefeitura, uma multidão acompanhava o evento em frente a um estabelecimento comercial, na noite deste domingo (11), quando a fachada do prédio cedeu.

O incidente aconteceu já no fim do desfile. A última banda marcial se aproximava do palco. Uma câmera de segurança registrou o momento exato da queda da estrutura. Ainda não se sabe ao certo o número total de mortos e feridos.

O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) da cidade foi acionado para prestar socorro às vítimas. Elas foram levadas para a Unidade Mista Belarmino Luís Pessoa de Melo, no município.

A Prefeitura de Aliança decretou luto oficial de três dias na cidade. Os festejos em comemoração da emancipação política do município foram cancelados. As celebrações tiveram início no sábado (10) e iriam até o dia 17.

“Neste momento de extrema consternação, decretamos luto oficial, em virtude da tragédia ocorrida em nossa cidade. Desejamos força aos familiares das famílias enlutadas e nos uniremos às orações para que o sentimento da perda seja amenizado. ”

A causa da queda da marquise ainda será investigada.

Fonte: Com informações da Agência Estado

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