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Categoria:

Brasil

BrasilSaúde

Número de testes positivos de Covid-19 é o maior em dois meses

por Redação 30 de maio de 2022

No mesmo período em que os brasileiros começaram a deixar as máscaras em casa ou no bolso, subiu consideravelmente o número de casos de Covid-19. “Não é coincidência”, diz o infectologista Pedro Hallal, professor do Centro de Pesquisas Epidemiológicas da Universidade Federal de Pelotas. Para ele, a redução da proteção individual e as subvariantes da Ômicron podem explicar esse novo avanço da pandemia no país.

“Muito bom é perceber que esse grande aumento de infectados não elevou as mortes na mesma proporção. E isso é uma baita notícia, que só prova que a vacina está sendo um sucesso total”, destaca Pedro Hallal.


De acordo com o painel de acompanhamento da Covid-19 do Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde), o número de casos apurados na semana entre 22 e 28 de maio, 166.777, é o maior em dois meses, desde os 214.913 registrados de 20 a 26 de março.

Nessa mesma comparação de datas, os óbitos caíram para quase a metade, mas é precipitado já avaliar esses números. Eram 1.660 entre 20 e 26 de março e foram para 83 de 22 a 28 de maio.

A tendência, explicam os especialistas, é que os reflexos de uma subida repentina de testes positivos no país só seja notada após duas semanas ou mais.

Foi em maio que houve esse crescimento vertiginoso de casos no Brasil, conforme mostra o painel. Na primeira semana do mês, encerrada no dia 7, o Conass apontou 110.294 novos doentes. Vinte e um dias depois, no sábado (28), constatou-se um avanço de 51%, para 166.777.

O número de mortes subiu nesse mesmo período, mas não acompanhou essa velocidade de evolução. Eram 629 e foram para 863 no fim deste mês (37% mais).

O sucesso das vacinas
“Imagine se tivéssemos essa quantidade de doentes atual e a população não estivesse vacinada? Seria uma tragédia ainda maior”, observa o infectologista da Universidade Federal de Pelotas.

Indo mais longe na comparação, ao considerar uma semana de quase dois anos atrás, de 31 de maio a 6 de junho de 2020, bem no começo da pandemia, o peso da vacinação é bem mais claro. Naqueles sete dias, quando não havia ainda imunizantes aprovados no mundo, foram detectadas 174.406 infecções, quantidade bem próxima da atual (166.777). Por outro lado, ocorreram 7.096 mortes, oito vezes mais que as 863 de agora.

“Nossa maior atenção agora é para os não vacinados. São eles que estão morrendo atualmente”, diz Pedro Hallal.

O infectologista diz que para frear o coronavírus no Brasil a campanha nacional de imunização deve se concentrar em três ações: focar os estados que vacinam pouco e aumentar a cobertura nas doses iniciais para as crianças e nas de reforço para os adultos.

Fonte: Com informações da Agência Estado

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BrasilSaúde

Brasil investiga dois casos suspeitos da varíola do macaco

por Redação 30 de maio de 2022

O Ministério da Saúde confirmou nesta segunda-feira (30) que investiga dois casos suspeitos de varíola do macaco no Brasil. As notificações foram feitas pelos governos estaduais de Santa Catarina e do Ceará.

A assessoria de imprensa da pasta não divulgou mais detalhes sobre as duas pessoas que podem estar infectadas aqui no país.
A Dive (Diretoria de Vigilância Epidemiológica) de Santa Catarina foi notificada no último dia 27 sobre o caso.

“Trata-se de uma mulher de 27 anos, residente em Dionísio Cerqueira com registro de internação hospitalar. A paciente iniciou os sintomas em 24 de maio, com o aparecimento de erupções cutâneas agudas do tipo papulovesicular em diferentes regiões do corpo, que foram acompanhadas de disfagia [dificuldade para engolir], mialgia [dores musculares], astenia [cansaço], febre e linfonodomegalia [gânglios linfáticos inchados]”, diz o órgão em nota.

Foram realizados exames laboratoriais para outras doenças, e os resultados devem sair nos próximos dias.

A Secretaria da Saúde do Ceará afirma que o caso em investigação foi detectado na capital, Fortaleza, e que o paciente se encontra em isolamento domiciliar.

“Salientamos que após investigação epidemiológica do caso, não foi identificado nenhum deslocamento para áreas em que foram confirmados casos e nem contato com pessoas com a doença. A principal suspeita diagnóstica é varicela [catapora]”, afirma a secretaria.

Na América do Sul, a Argentina apresenta dois casos confirmados. Já Equador, Peru, Bolívia investigam um indivíduo e a Guiana Francesa está com dois casos suspeitos, de acordo com monitoramento em tempo real da iniciativa global.health.
De acordo com o levantamento, já são 450 pessoas com a doença confirmada e mais de 125 em investigação. Os casos acontecem em mais de 20 países, sendo que na Europa há uma maior incidência de infectados. Espanha, Inglaterra e Portugal, respectivamente, são os lugares com mais doentes.

O surto já é considerado pela OMS (Organização Mundial de Saúde) como o maior da varíola do macaco fora de países africanos, onde a doença é endêmica e acontece com frequência.

Ontem, a entidade informou que a aparição repentina de casos simultâneos da doença sugere que houve prováveis ​​infecções não detectadas por algum tempo. Além disso, aconteceram situações que aumentaram a disseminação da infecção.

Fonte: Com informações da Agência Estado

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BrasilSegurança

Famílias inteiras morrem em deslizamentos de barreira no Grande Recife

por Redação 30 de maio de 2022

As fortes chuvas que atingiram Pernambuco no fim de semana causaram perdas que vão muito além de bens materiais, como mostram as imagens de casas caindo e carros submersos. Os mais atingidos foram moradores do Jardim Monte Verde, no limite entre o Recife e Jaboatão. Entre as vítimas, 91 até o momento, há relatos de quem perdeu uma família inteira em deslizamentos de barreiras e de quem busca familiares ainda desaparecidos.
“Eu só pensava em Deus, eu estava até a testa sufocado pela lama. Fui tentar salvar meus avós, minha mãe foi junto. Quando cheguei na casa dos meus avós, só escutei um estalo. Quando vi, a barreira engoliu tudo. Eu pensei que ia morrer, porque não conseguia respirar, porque a areia estava pressionando tudo.”
A aposentada Lucineia Maria Souza de Brito está em busca da irmã de Lucinalva Maria de Souza, uma das pessoas soterraras pelo deslizamento da barreira. “Eu só quero encontrar minha irmã. Que situação a da minha família, meu Deus. Que tragédia.”

Lucineia também relatou que perdeu outros familiares e que, desde então precisa de medicamentos.
O pedreiro Thiago da Silva perdeu dois filhos, a mãe, Alderice Maria da Silva, e a esposa, Jaidete Lima de França, no momento em que saiu de casa para pegar uma enxada, na 4ª Travessa Nossa Senhora do Amparo, na comunidade de Bola de Ouro, no Curado IV, em Jaboatão dos Guararapes.

O homem também perdeu os filhos, Hadassa Lima da Silva e Felipe Gabriel Lima Farias, crianças de 2 e 4 anos, respectivamente.
O aposentado Genilson Sebastião está a procura do filho, da nora, da ex-esposa e do atual marido dela, que desapareceram em meio a escombros após o deslizamento de uma barreira também no Jardim Monte Verde.

O filho de Genilson, Wesley Sebastião da Silva, tem 26 anos e morava, junto com a companheira Udilane Maria, numa das casas atingidas pela barreira. A mãe de Wesley, Lucinalva Maria de Souza, e o companheiro dela, identificado apenas como Djalma, moravam em uma casa próxima.
“Faz dois anos que eu me mudei de lá, mas nasci e me criei em Monte Verde. Desde as 9h o pessoal está aqui no IML tentando liberar os corpos. Está um caos, muita burocracia, tem gente desde sexta-feira (20) aqui”, reclamou.

A vendedora Luana Lemos perdeu o primo Joseildo Antônio da Silva Filho, que morava em Alagoas e estava no Recife visitando a família. A rua em que eles estavam alagou e, tentando passar pela água, o rapaz levou um choque elétrico.

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BrasilEntretenimento

Principal evento da indústria cervejeira na América Latina, Brasil Brau 2022 acontece de 30 de maio a 1º de junho no São Paulo Expo

por Redação 26 de maio de 2022

Programação inclui mais de 100 marcas na 16ª edição da Feira Internacional de Tecnologia em Cerveja, o 17º Congresso Brasileiro de Ciência e Tecnologia Cervejeira e o Brewer Lounge. Congresso firma parceria inédita com o Instituto
da Cerveja Brasil (ICB)

Reconhecida pelo pioneirismo e como aguardada oportunidade de encontro para a cadeia produtiva do setor cervejeiro, a bienal Brasil Brau acontece de 30 de maio a 1º de junho, no São Paulo Expo. Após um hiato em consequência da pandemia, a Feira Internacional de Tecnologia em Cerveja chega a sua 16ª edição apresentando as últimas tendências em produtos, tecnologias e serviços do mercado. A programação conta ainda com o mais tradicional Congresso do segmento, que pela primeira vez terá curadoria do Instituto da Cerveja Brasil (ICB), maior escola de capacitação cervejeira do país. Também acontece no período o Brewer Lounge, espaço de exposição dedicado à apresentação de conteúdo. 

A 16ª Feira Internacional de Tecnologia em Cerveja tem mais de 100 marcas confirmadas, entre grandes nomes do mercado como Agrária, Fermentis by Lesaffre, a NKA Schiavetto e a IG Máquinas. Os expositores levarão novidades para um público estimado em cerca de 6500 visitantes. Consolidada como espaço para estreitar relacionamentos, investir na ampliação de negócios e se posicionar entre os líderes do segmento, a feira mantém o compromisso em admitir público prezando pela qualidade, ao invés da quantidade. Há duas formas de participar: credenciamento online por meio de comprovação de vínculo com o mercado cervejeiro, ou aquisição de ingresso durante os dias de evento. O credenciamento on-line gratuito para profissionais do setor está aberto, no site da Brasil Brau.

Já o 17º Congresso Brasileiro de Ciência e Tecnologia Cervejeira ganha parceria inédita com o Instituto da Cerveja Brasil (ICB). Toda a curadoria da grade de palestras é feita por Alfredo Ferreira, Estácio Rodrigues e Kathia Zanatta, o trio à frente da escola de capacitação cervejeira responsável por formar mais de 11.000 alunos em todo país. Para debater as novidades, os desafios, as técnicas e tendências do setor cervejeiro, têm presença garantida nomes internacionais como Anikka Wilhelmson (Finlândia), Alejandro Cortés (México) e Tomas Kincl (República Tcheca), além de personalidades que movimentam o mercado brasileiro: Eduardo Sena, Yumi Shimada, Luiza Tolosa, Leandro Sequelle, Rodrigo Veronese, Rodrigo Sanches e muitos outros. São 20 palestrantes em mais de 18 horas de conteúdo relevante para o setor, e a atividade fornece certificado de participação, além do Beer Break, que consiste em um intervalo para degustação de cervejas e networking. Para participar, é necessária a compra de inscrição, via site, que permite acessar os demais espaços da Brasil Brau.

Confira alguns dos temas e palestrantes do Congresso, e acompanhe as atualizações pelo site do evento:

Dia 30 de maio (segunda-feira)

9h: ALEJANDRO CORTÉS (México) – Mastering Dry Hopping: Grandes segredos para eficiência e melhor resultado sensorial

11h45: ANIKKA WILHELMSON (Finlândia) – Debulhando maltes especiais: entenda diferenças, onde utilizar e como extrair melhor resultado

14h30: STEFAN RUPP – The Heart Beats in the Brewhouse – Entenda a importância e o impacto do design em cada equipamento do cozimento para qualidade e eficiência

15h45: RODRIGO VERONESE (Brasil) – Produção de Italian Grape Ales surpreendentes

Dia 31 de maio (terça-feira)

9h: JOSÉ IVAN DE LIMA (Brasil) – Produção de Cervejas sem Álcool – o sucesso da Heineken 00%

10h20: WALTER SANCHES E ALEXANDER STOGNIY – Vencendo os desafios do High gravity para as cervejarias artesanais – Quais as principais tecnologias e equipamentos envolvidos na fabricação de cerveja de alta gravidade e os desafios superados em projetos de fabricação de cerveja artesanal

11h45: EDUARDO SENA, LEANDRO SEQUELLE, LUIZA TOLOSA E YUMI SHIMADA (Brasil) – Diversidade e Inclusão no Mercado Cervejeiro

14h30: TOMAS KIMCL (República Tcheca) – Segredos da Cerveja Tcheca e Técnicas de Decocção

15h45: ANDRÉ JUNQUEIRA (Brasil) – Como montar um programa de cervejas ácidas

Dia 1º de junho (quarta-feira)

9h: RODRIGO ZAMPAR (Brasil) – A cervejaria do futuro: como otimizar recursos para minimizar o impacto no meio ambiente, bem como melhorar os custos através do uso de tecnologias de membrana

10h20: JÉSSICA LOPES (Brasil) – Segredos para sua cervejaria bombar nas redes sociais

11h45: RODRIGO SANCHES (Brasil) – Sustentabilidade na produção de cervejas

14h30: KATHIA ZANATTA e MARI SCIOTTI (Brasil) – Explorando a brasilidade na harmonização de cervejas e a culinária sustentável

Brewer Lounge

Inaugurado em 2019, o espaço criado para apresentação de conteúdo unindo técnica e degustação está de volta, com painéis liderados por grandes marcas, como IFF, CHR Hansen, dentre outras. No segundo caso, por exemplo, a empresa se une à Cervejaria Dádiva, reconhecida duas vezes como a Melhor do Brasil pelo Rate Beer, para falar sobre cerveja sem álcool e soluções inovadoras em levedura natural, desenvolvidas pela CHR Hansen. O Brewer Lounge tem ativação gratuita, mediante a distribuição de senha uma hora antes de cada painel com capacidade para até 60 pessoas.

Confira abaixo a programação do espaço e acompanhe as atualizações pelo site do evento:

Dia 30 de maio (segunda-feira)

14h: IFF apresenta. Fábio Bax Jr. – Bebidas Zero Álcool (NO & LOW Alcohol): Entendendo Melhor a Tendência Mundial e os Novos Conceitos para Cervejarias

18h: CHR Hansen apresenta. Ricardo Gerlack e Victor Marinho – Leveduras e Processos Inovadores para Cervejas Não Alcoólicas – Case: Cervejaria Dádiva

Dia 31 de maio (terça-feira)

BioMérieux apresenta. Rodrigo Elizalde. Brindando com confiança: A importância da qualidade na cerveja do ponto de vista microbiológico

Dia 1º de junho (quarta-feira)

NKA Schiaveto apresenta. Rodrigo Fajardo e Rodrigo Parisi. High Gravity Brewing para as cervejarias artesanais

Organização e patrocínio

A Brasil Brau 2022 tem promoção e organização da GL events Exhibitions. Patrocinam o evento as empresas Fermentis by Lesaffre e IFF. O Brewer Lounge tem apoio da CHR Hansen e Biomérieux. O Congresso tem patrocínio da HEINEKEN com a Eisenbanh e curadoria do Instituto da Cerveja Brasil (ICB). O Hotel Oficial do evento é o Mercure e Novotel. A Revista Engarrafador Moderno e a Revista da Cerveja, líderes de comunicação no segmento, são apoiadores de mídia da edição, junto com o app Remembeer e o parceiro Bolachas para Chopp.

Sobre a GL events

A francesa GL events é um dos maiores grupos do setor de eventos no mundo, com sede em Lyon. A companhia está presente em 24 países, nos quais administra 40 espaços para eventos. O grupo já realizou mais de quatro mil eventos, inclusive Copas do Mundo, Olimpíadas, festivais de música e cinema. No Brasil, a companhia mantém escritórios no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Paraná.

Serviço

Brasil Brau 2022 – 16ª Feira Internacional de Tecnologia em Cerveja, 17º Congresso Brasileiro de Ciência e Tecnologia Cervejeira, Brewer Lounge 

Data: 30 de maio a 1º de junho de 2022

Horário: Feira de 13h às 20h; Congresso de 9h às 17h

Local: Pavilhão 3 São Paulo Expo Exhibition&Convention Center – Rodovia dos Imigrantes, Km 1,5 – São Paulo – SP – Brasil

Transfer: haverá transporte circular gratuito saindo do Metrô Jabaquara levando os visitantes até o São Paulo Expo e vice versa. Horário do transfer: 12h às 20h

Para acessar a feira, é necessário realizar o credenciamento online gratuito previamente no site da Brasil Brau. Durante os dias de evento, será exigida, na entrada, a comprovação de vínculo com o mercado cervejeiro. Caso não seja um profissional do setor, haverá compra de ingresso durante os dias de evento.

Para participar do Congresso, é necessária a compra da inscrição pelo site da Brasil Brau, que garante acesso aos demais espaços do evento. A dica valiosa é comprar o passaporte para os 3 dias, que dá um desconto em cima do valor diário.

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BrasilSegurança

Três acidentes em um mês: entenda o que pode estar acontecendo em Boituva

por Redação 18 de maio de 2022

Meteorologista aponta instabilidade atmosférica típica do outono, uma estação de transição entre o verão e o inverno

O acidente com um balão em Boituva, no interior paulista, deixou pelo menos sete feridos na manhã desta terça-feira, 17. Informações iniciais indicam que o balão realizou um voo tranquilo, mas pegou ventos de 39km/h na descida, o que desestabilizou o pouso.

Em menos de um mês, este foi o terceiro acidente envolvendo esportes radicais na cidade. Na semana passada, um avião de paraquedismo teve uma pane elétrica e caiu, deixando dois mortos. Antes, no fim de abril, uma paraquedista do Exército se acidentou enquanto tentava fazer uma manobra no ar. Ela sofreu politraumatismo na tentativa de pouso e não resistiu aos ferimentos.

As ocorrências chamam a atenção e levanta a seguinte questão: afinal, o que está acontecendo com o céu de Boituva?

Na avaliação da meteorologista Maria Clara Sassaki, do Climatempo, o período de instabilidade na atmosfera pode explicar os acidentes. A condição é esperada na época de outono.

“É uma estação de transição, tem características do inverno e também do verão, sendo um período complicado para se fazer previsão e monitorar viradas repentinas de tempo”, explica.

Além disso, há em curso um ciclone extratropical que atinge o Sul do Brasil e acaba por deixar a atmosfera do Sudeste instável, sem condições propícias para os esportes radicais na maioria dos dias, até mesmo em dias de céu claro.

“Isso acaba favorecendo algumas regiões com rajadas de vento de moderada intensidade. Isso acaba prejudicando as questões aéreas”, diz a especialista, que reforça a necessidade de medir a velocidade do vento antes de levantar voo.

Defesa Civil

A medição dos ventos geralmente é feita pela empresa responsável pelos equipamentos dos esportes radicais em Boituva, de acordo com o coordenador da Defesa Civil do município, Ivanilson Ferreira Barbosa. Segundo ele, o órgão municipal não dispõe de equipamentos para essa finalidade.

A medição e aviso de risco meteorológico ficam, então, a cargo da Defesa Civil estadual. Na segunda, 16, foi emitido um aviso de frio e vento para as regiões de Sorocaba e Campinas, que inclui Boituva. 

Conforme o alerta, entre terça e sexta-feira, 20, uma intensa massa de ar polar deve avançar sobre São Paulo, provocando queda acentuada da temperatura, com momentos de frio intenso nessas regiões.
Além disso, entre terça e quarta, 18, uma nova instabilidade no oceano tende a provocar fortes ventanias.

As rajadas de vento serão intensas, com pico no período da tarde de quarta, podendo chegar a 75km/h. Por causa disso, a Defesa Civil recomenda procurar abrigo em local seguro, evitar árvores ou coberturas frágeis e não praticar esportes aquáticos ou influenciados pelo vento, como balonismo e paraquedismo.

Prefeitura lamenta acidentes

Em nota enviada ao Terra, a Prefeitura de Boituva lamentou os recentes acidentes no município. O prefeito Edson Marcusso se manifestou sobre o acidente aéreo que deixou duas pessoas mortas.

“Em 50 anos de história do paraquedismo em Boituva, é o primeiro acidente com uma aeronave do CNP [Centro Nacional de Paraquedismo]. Um dia muito triste para nossa cidade, considerada capital nacional do paraquedismo e do balonismo turístico. Deixo meu profundo sentimento de pesar aos familiares dos dois passageiros”, disse.

A administração municipal informou que duas reuniões foram realizadas para discutir o protocolo de atendimento de segurança, a adoção de procedimentos e melhorias na gestão, a estrutura e operação das atividades no Centro Nacional de Paraquedismo (CNP). Na ocasião foram apontadas medidas jurídicas e institucionais para a ampliação do atendimento de emergências. 

Os encontros debateram ainda a criação de um termo de cooperação das atividades para regulação dos serviços dentro do CNP, para facilitar a fiscalização do local.

Fonte: Com informações da Agência Estado

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BrasilSaúde

Santas Casas e hospitais filantrópicos não suportam mais manter atendimento à população

por Redação 17 de maio de 2022

Enfrentando a pior crise da história; mais de 1.800 cruzes serão colocadas, em protesto, na Esplanada dos Ministérios

A Esplanada dos Ministérios, em Brasília, amanhecerá na próxima quarta-feira, 18 de maio, com 1.824 cruzes, representando a crítica situação financeira das Santas Casas e hospitais filantrópicos do Brasil. Serão colocados, ainda, balões com alusão à preocupação do fechamento em larga escala de instituições centenárias que atendem a mais de 50% da média complexidade e 70% da alta complexidade (como oncologia, cardiologia e transplantes) do Sistema Único de Saúde – SUS.

O ato simbólico é organizado pela Confederação das Santas Casas, Hospitais e Entidades Filantrópicas – CMB – e as suas 18 Federações estaduais, representando 1.824 hospitais filantrópicos brasileiros, para expressar o mais profundo sentimento de todos aqueles que fazem a gestão destas instituições e travam a luta diária para manterem as portas abertas da assistência à saúde aos brasileiros, através do SUS.

Para o presidente da CMB, Mirocles Véras, o setor vem sendo ignorado e a situação pode provocar a desassistência em várias regiões do país. “Os filantrópicos são a maior rede hospitalar do SUS, mesmo acumulando décadas de subfinanciamento, assumindo dívidas para bancar uma conta que não é sua, mas do sistema, tudo para não deixar de assistir aos brasileiros. Já abatidos pela maior crise de saúde pública da história, os hospitais filantrópicos acabam de sofrer novos golpes que podem significar a pá de cal para as instituições que protagonizam o SUS no Brasil”, destaca Véras.

Há décadas a relação das Santas Casas e dos filantrópicos com o SUS vem sendo marcada por fatores e cenários desafiadores.

Subfinanciamento – Em média, estes hospitais são remunerados em 60% do que custa a prestação dos serviços ao SUS e a tabela e seus incentivos, desde o início do plano real, foi reajustada em 93,77%, enquanto o INPC em 636,07%, o salário mínimo em 1.597,79% e o gás de cozinha em 2.415,94%. Este descompasso brutal na remuneração da prestação de serviços ao SUS acarreta um valor anual de R$ 10,9 bilhões em desequilíbrio econômico e financeiro. A situação levou os hospitais filantrópicos à uma relação crescentemente deficitária, provocando sucateamento das estruturas físicas e tecnológicas, e riscos na assistência ao paciente e de desabastecimentos, pela inflação dos custos da mão de obra hospitalar e de materiais e medicamentos, em especial durante e pós-pandemia.

Endividamento – 752 das instituições filantrópicas contrataram operações de créditos com a garantia dos recebíveis do SUS. São R$ 10 bilhões em empréstimos, o que implica em uma parcela mensal de R$ 115 milhões. Somando outras operações financeiras, o passivo com fornecedores e outros estão estimados, no total, em um endividamento na ordem de R$ 20 bilhões.
Fechamentos – Nos últimos seis anos, 315 hospitais filantrópicos fecharam suas portas ou deixaram de atender ao SUS.

Projeto de Lei 2.564/2020 – A CMB acompanhou, nos últimos meses, os trâmites que levaram à aprovação do Projeto de Lei 2.564/2020, que trata do piso da Enfermagem, pelo Senado Federal e, por último, pela Câmara dos Deputados. A Confederação salienta que o setor não é contrário à justiça que se faz em reconhecer o trabalho e o papel da enfermagem. A questão destacada é que não há como pagar e suportar o impacto deste piso salarial para os hospitais filantrópicos que prestam serviços ao SUS, estimado em R$ 6,3 bilhões apenas no primeiro ano de vigência, acrescido nos anos seguintes dos reajustes pela aplicação do índice inflacionário legalmente previsto. Este extraordinário montante financeiro não está ancorado em nenhuma espécie de fonte de financiamento, tornando insustentável aos hospitais seus funcionamentos e estabelecendo-se definitivamente suas falências. Além deste, existem outros 53 projetos de lei em tramitação referentes a piso salarial de profissionais do setor saúde, com evidentes repercussões para o setor.

PEC 11/2022 – Sequencialmente à aprovação do PL 2.564/2020, agora tramita no Senado Federal a PEC 11/2022, cujo fulcro visa a neutralização de uma possível inconstitucionalidade do PL 2.564/2020 e, consequentemente, dos demais projetos de pisos de inúmeras outras categorias que seguem o mesmo modelo de pedido, novamente sem discutir e indicar fonte de recursos, passando diretamente pelo Plenário, em desrespeito aos tão necessários debates nas Comissões Temáticas Permanentes.

PL 1.417/2021 – Por não indicar fonte de recurso, o PL 1.417/2021, que trata de um auxílio emergencial de R$ 2 bilhões às Santas Casas e hospitais filantrópicos, e que reflete uma promessa do presidente da República para todo o segmento, depois de aprovado no Senado, com requerimento de urgência também aprovado na Câmara dos Deputados, espera há meses a chance de ser votado e aprovado pelos deputados. Ao contrário de como seguiu o piso da Enfermagem, aprovado mesmo sem qualquer indicação de fonte.

PL 2.753/2021 – Por fim, o PL 2.753/2021, que prorroga a suspensão da obrigatoriedade de manutenção das metas quantitativas e qualitativas contratualizadas pelos prestadores de serviços de saúde no âmbito do SUS e garante o repasse dos valores financeiros contratualizados em sua integralidade, acabou sendo integralmente vetado pelo presidente da República. O veto ocorreu depois de ter sido aprovado por unanimidade no Senado e na Câmara dos Deputados, com o apoio da bancada do governo, intensificando o estresse na relação dos hospitais com seus gestores estaduais ou municipais, em relação aos repasses dos recursos contratualizados, enquanto não reconstruímos o mínimo de normalidade na prestação dos serviços ao SUS.

As Santas Casas e hospitais filantrópicos requerem nesse ato de alerta e de pedido de socorro aos senadores e deputados federais, o compromisso e a responsabilidade de conduzirem a análise e a apreciação da PEC 11/2022 com a garantia dos debates pelas Comissões Temáticas Permanentes e, ainda, que seja definida e viabilizada antes de qualquer outra deliberação acerca da PEC, a fonte de recursos a qual o setor precisa para suportar os impactos decorrentes destes projetos.

Outro pleito é que seja viabilizada a alocação de recursos na ordem de R$ 17,2 bilhões (R$ 10,9 bilhões do déficit na prestação de serviços ao SUS + R$ 6,3 bilhões do impacto do piso salarial da Enfermagem), anualmente, em caráter urgentíssimo, como única alternativa de assunção das obrigações trabalhistas decorrentes do PL da Enfermagem, já aprovado, assim como para a imprescindível adequação ao equilíbrio econômico e financeiro no relacionamento com o SUS.

“Basta de colocarem sempre para um segundo momento a sustentabilidade do SUS e das instituições que o abraça como a sua razão de ser”, conclui o presidente da CMB.

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BrasilCidade

Atividade do comércio têm queda de 1,2% em abril, aponta Serasa Experian

por Redação 16 de maio de 2022

Retração foi liderada pelo setor de Veículos, Motos e Peças, com baixa de 4,2%.
São Paulo, 16 de maio de 2022 – O Indicador de Atividade do Comércio da Serasa Experian revelou que, mesmo com os feriados durante o mês de abril, as vendas nacionais do varejo físico diminuíram em 1,2% na comparação com o mês anterior. O segmento de Veículos, Motos e Peças foi o mais afetado, apresentando baixa de 4,2%. O crescimento mais expressivo foi registrado em Combustíveis e Lubrificantes, com alta de 3,3%, seguido por Alimentos e Bebidas, com apenas 1,8%. Confira os dados completos no gráfico abaixo:

Segundo o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi, os números ainda são desanimadores. “O retorno das atividades comerciais pós pandemia tem sido afetado por fatores como as consecutivas altas da inflação e da taxa de juros, além do endividamento e inadimplência das famílias brasileiras, que bateu novo recorde em abril, assolando o poder de compra dos consumidores e dificultando o fluxo de caixa das empresas”. Rabi também explica que, “um dos motivos que podem ter impulsionado o segmento de Combustíveis e Lubrificantes, apesar dos reajustes de preço, é a volta das atividades presenciais, aumentando a circulação de pessoas nas cidades.”

Análise anual mostra maior crescimento na série histórica
Apesar dos resultados negativos de abril, o setor de Tecidos, Vestuário, Calçados e Acessórios mostrou em 2022 o maior percentual do comparativo ano a ano (51,1%) desde o início da série histórica, em janeiro de 2001. O segmento de Supermercados, Hipermercados, Alimentos e Bebidas também apresentou resultados otimistas, com a primeira alta no ano (0,2%) na variação anual. Para conferir mais informações e a série histórica do indicador, clique aqui.

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BrasilEmprego

Brasil precisa qualificar 9,6 milhões detrabalhadores em ocupações industriais até 2025

por Redação 16 de maio de 2022

Projeção aponta que, desse total, 7,6 milhões já têm uma formação ou estão inseridos no mercado de trabalho, mas devem se atualizar. Outros 2 milhões precisarão de formação inicial

Até 2025, o Brasil precisará qualificar 9,6 milhões de pessoas em ocupações industriais, sendo 2 milhões em formação inicial – para repor inativos e preencher novas vagas – e 7,6 milhões em formação continuada, para trabalhadores que devem se atualizar. Isso significa que, da necessidade de formação nos próximos quatro anos, 79% serão em aperfeiçoamento.

O mercado de trabalho passa por uma transformação, ocasionada principalmente pelo uso de novas tecnologias e mudanças na cadeia produtiva. Por isso, cada vez mais, o Brasil precisará investir em aperfeiçoamento e requalificação para que os profissionais estejam atualizados.

Essa é a principal conclusão doMapa do Trabalho Industrial 2022-2025, estudo realizado pelo Observatório Nacional da Indústria para identificar demandas futuras por mão de obra e orientar a formação profissional de base industrial no país.

Em quatro anos, devem ser criadas 497 mil novas vagas formais em ocupações industriais, saltando de 12,3 milhões para 12,8 milhões de empregos formais. Essas ocupações requerem conhecimentos tipicamente relacionados à produção industrial, mas estão presentes em outros setores da economia. O crescimento da demanda por trabalhadores por nível de qualificação será de:
Em volume de vagas, ainda prevalecem as ocupações de nível de qualificação, que respondem por 74% do emprego industrial. Contudo, chama atenção o crescimento das ocupações de nível técnico e superior, que deve seguir como uma tendência. Isso ocorre por conta das mudanças organizacionais e tecnológicas, que fazem com que as empresas busquem profissionais de maior nível de formação, que saibam executar tarefas e resolver problemas mais complexos.

As áreas com maior demanda por formação são: Transversais, Metalmecânica, Construção, Logística e Transporte, e Alimentos e bebidas. As ocupações transversais são aquelas que permitem ao profissional atuar em diferentes áreas, como técnico em Segurança do Trabalho, técnico de Apoio em Pesquisa e Desenvolvimento e profissionais da Metrologia, por exemplo.

Estudo avalia estimativas e cenário político, econômico, tecnológico e de emprego

O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) é a principal instituição formadora em ocupações industriais no país. Para subsidiar a oferta de cursos, em sintonia com as demandas por mão de obra do setor produtivo, o Sistema Indústria desenvolveu a metodologia do Mapa do Trabalho Industrial, referência no Brasil. O gerente-executivo do Observatório Nacional da Indústria, Márcio Guerra, explica que o estudo é uma projeção do emprego setorial que considera o contexto econômico, político e tecnológico. Um dos diferenciais é a projeção da demanda por formação a partir do emprego estimado para os próximos anos.

“Para esse cálculo, são levadas em conta as estimativas das taxas de difusão das novas tecnologias nas empresas e das mudanças organizacionais nas cadeias produtivas, que orientam o cálculo da demanda por aperfeiçoamento, e uma análise da trajetória ocupacional dos trabalhadores no mercado de trabalho formal, que subsidiam o cálculo da formação inicial. Um trabalho de inteligência de dados e prospectiva que deve subsidiar ações e políticas de emprego e educação profissional”, explica Guerra.

O estudo agrupa as ocupações industriais em 25 áreas. Abaixo, as que mais precisarão formar até 2025:
Vale observar que, devido à lenta recuperação na abertura de novas vagas formais, a formação inicial servirá, principalmente, para repor mão de obra inativa. Por isso, as áreas com maior demanda são aquelas que já respondem pelo maior volume de vagas.

Abaixo, as ocupações com maior demanda por formação, agrupadas por nível de qualificação: superior, técnico, qualificação mais de 200 horas e qualificação menos de 200 horas:
Aprendizagem ao longo da vida para driblar desemprego e aumentar produtividade

O diretor-geral do SENAI, Rafael Lucchesi, reconhece que a recuperação do mercado formal de trabalho será lenta em razão da retomada gradual das atividades econômicas no pós-pandemia. Para melhorar o nível e a qualidade do emprego e contribuir para o progresso tecnológico e aumento da produtividade nas empresas, será indispensável priorizar o aperfeiçoamento de quem está empregado e de quem busca novas oportunidades.

“Estamos diante de um cenário de baixo crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), reformas estruturais paradas, como a tributária, eleições e altos índices de desemprego e informalidade. Nesse contexto, o Mapa surge para que possamos entender as transformações do mercado de trabalho e incentivar as pessoas a buscarem qualificação onde haverá emprego. E essa qualificação será recorrente ao longo da trajetória profissional. Quem parar de estudar, vai ficar para trás”, avalia.

Novas vagas em ocupações industriais até 2025

Sobre a estimativa de criação de 497 mil novos postos em ocupações industriais, considerando um cenário de baixa capacidade de geração de empregos, algumas ocupações merecem destaque pela abertura de novas vagas. Abaixo, as ocupações com maior projeção de novas vagas, agrupadas por nível de qualificação: superior, técnico, qualificação mais de 200 horas e qualificação menos de 200 horas:Confira aqui imagens de apoio e entrevista em vídeo com gerente-executivo do Observatório Nacional da Indústria, Márcio Guerra, sobre o Mapa do Trabalho Industrial.

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BrasilSaúde

53% dos médicos brasileiros já sofreram pressão e interferência de planos de saúde

por Redação 16 de maio de 2022

É o que indica uma nova pesquisa realizada pelas AMB e APM, 53% dos médicos brasileiros já sofreram pressão e interferência de planos de saúde
Recentemente, a Associação Médica Brasileira (AMB) e a Associação Paulista de Medicina (APM) divulgaram uma pesquisa1 realizada com 3.043 médicos de todas as regiões do país, a qual revelou a pressão que os profissionais da área de saúde recebem dos planos de saúde. Mais da metade dos profissionais relatam haver tentativas ou interferências nos tratamentos, restrições quanto à autorização de exames e dificuldades para internar pacientes, e revelam ainda que sofreram pressão para antecipar altas médicas. Os dados da pesquisa foram coletados entre 25 de fevereiro e 09 de março de 2022.
 
 
Já não bastassem essas dificuldades, enfrentadas por profissionais e pacientes todos os dias, as operadoras de planos de saúde buscam novas propostas para enfraquecer ainda mais os diretos dos beneficiários, visando apenas o lucro. São os atendimentos segmentados propostos por alguns planos de saúde, com coberturas de alguns tratamentos e outros não, diante dos quais mais de 70% dos médicos consultados são contrários, pois preveem reflexos negativos para os consumidores.
 
Sobre a proposta de restringir-se a lista de procedimentos de cobertura obrigatória, editada pela ANS, 83,4% dos médicos que responderam à pesquisa são contrários e 86,5% preveem prejuízos aos pacientes, caso seja implantada.
 
“Consideramos que os dados encontrados pela pesquisa são gravíssimos. Eles mostram o desrespeito e a violação do trabalho dos médicos, e também o descaso com a saúde dos beneficiários de planos de saúde”, diz o médico César Eduardo Fernandes, presidente da AMB.
 
Para o presidente da Associação Paulista de Medicina (APM), José Luiz Amaral, as pressões e tentativas de interferência por parte das operadoras de saúde são algo grave e que podem comprometer o resultado de um tratamento médico. “Impacta brutalmente. Por exemplo, se eu não recebo uma autorização para internar alguém que precisa, um determinado tratamento pode ser procrastinado ou nem realizado, agravando a situação clínica do paciente. Ou, se o paciente precisa estender a internação, e o plano não autoriza. Como um médico pode oferecer um tratamento integral nessas condições? — questiona Amaral.

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