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Categoria:

Brasil

BrasilSegurança

Biden: ataque dos EUA no Afeganistão mata líder da Al Qaeda

por Redação 2 de agosto de 2022

O líder da Al Qaeda, Ayman al-Zawahiri, foi morto em um ataque dos Estados Unidos no Afeganistão no fim de semana, disse o presidente norte-americano, Joe Biden, nesta segunda-feira, no maior golpe para o grupo militante desde que seu fundador, Osama bin Laden, foi morto em 2011.

Zawahiri, um cirurgião egípcio que tinha uma recompensa de 25 milhões de dólares por sua cabeça, ajudou a coordenar os ataques de 11 de setembro de 2001 que mataram quase 3.000 pessoas nos EUA.

Autoridades norte-americanas, falando sob condição de anonimato, afirmaram que os EUA realizaram um ataque de drone em Cabul, a capital afegã, às 6h18 no horário local.

“Agora a justiça foi feita e esse líder terrorista não existe mais”, disse Biden em declaração na Casa Branca. “Nós nunca recuamos.”

A inteligência dos EUA determinou com “alta confiança” que o homem morto era Zawahiri, disse um alto funcionário do governo a repórteres. Nenhuma outra vítima ocorreu.

“Zawahiri continuava a representar uma ameaça ativa às pessoas, aos interesses e à segurança nacional dos EUA”, disse o funcionário em uma teleconferência. “Sua morte é um golpe significativo para a Al Qaeda e degradará a capacidade de operação do grupo.”

Houve rumores da morte de Zawahiri várias vezes nos últimos anos, e há muito tempo se diz que ele estava com problemas de saúde.

Sua morte levanta questões sobre se Zawahiri recebeu refúgio do Taliban após a tomada de Cabul em agosto de 2021.

O ataque de drone é o primeiro ataque conhecido dos EUA no Afeganistão desde que tropas e diplomatas dos EUA deixaram o país em agosto de 2021.

A operação pode reforçar a credibilidade das afirmações de Washington de que os Estados Unidos ainda podem enfrentar ameaças dentro do Afeganistão sem uma presença militar no país.

Em um comunicado, o porta-voz do Taliban Zabihullah Mujahid confirmou que um ataque ocorreu e o condenou veementemente, chamando-o de violação de “princípios internacionais”.

O paradeiro de Zawahiri –com rumores apontando para a área tribal do Paquistão ou dentro do Afeganistão– era desconhecido até o ataque.

Um vídeo divulgado em abril no qual ele elogiava uma muçulmana indiana por desafiar a proibição de usar um véu islâmico dissipou os rumores de que ele havia morrido.

Uma forte explosão ecoou por Cabul na manhã de domingo.

“Uma casa foi atingida por um foguete em Sherpoor. Não houve vítimas porque a casa estava vazia”, disse Abdul Nafi Takor, porta-voz do Ministério do Interior, mais cedo.

Uma fonte do Taliban, pedindo anonimato, afirmou que houve relatos de pelo menos um drone sobrevoando Cabul naquela manhã.

Acredita-se que Zawahiri, com outros membros de alto escalão da Al Qaeda, tenha planejado o ataque de 12 de outubro de 2000 ao navio USS Cole no Iêmen, que matou 17 marinheiros norte-americanos e feriu mais de 30 outros, disse o site Rewards for Justice.

Ele foi indiciado nos EUA por participação nos atentados de 7 de agosto de 1998 contra as embaixadas dos EUA no Quênia e na Tanzânia que mataram 224 pessoas e feriram mais de 5.000.

Fonte: Com informações da Agência Estado

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BrasilSegurança

Polícia envia para perícia material biológico recolhido em casa onde família ficou presa por 17 anos

por Redação 1 de agosto de 2022

A Polícia Civil confirmou, nesta segunda-feira (1º), ter encaminhado para a perícia material biológico humano encontrado na casa em Guaratiba, zona oeste do Rio, onde uma família foi mantida presa por 17 anos.

No sábado (30), os agentes da Deam (Delegacia de Atendimento à Mulher) de Campo Grande estiveram no imóvel para apurar uma denúncia anônima de um suposto corpo de uma filha do agressor que teria morrido e sido enterrada no local.

Com o apoio de dois cães do Corpo de Bombeiros, a polícia encontrou o material que pode indicar um corpo em decomposição.

A polícia esclareceu, por meio de nota, que foram recolhidas amostras de terra e restos de materiais parcialmente robustos para análise no Instituto de Criminalística Carlos Éboli.

A delegada Cristiane Carvalho disse, em entrevista ao Balanço Geral RJ, que a investigação apura a denúncia sobre um terceiro filho, morto por desnutrição, que teria sido enterrado na residência.

“Os cães apontaram um ponto do terreno. Foi realizada escavação, mas não foi encontrado nada visível aos olhos. Diante disso, junto com a perícia de local, recolhemos amostra de terra,que foram encaminhadas para análise”, explicou.

O homem que mantinha a mulher e dois filhos em cárcere privado teve a prisão mantida durante a audiência de custódia, segundo a polícia. Ele está preso pelos crimes de tortura, cárcere privado e maus-tratos.

De acordo com as investigações, a mãe e os dois filhos ficavam em um cômodo úmido, escuro e sem ventilação. O policial que participou do resgate afirmou que os jovens, de 19 e 22 anos, tinham aparência de criança devido aos problemas no desenvolvimento.

A família, encontrada com quadro de desidratação e desnutrição grave, já recebeu alta do hospital e foi levada para a casa de parentes.

Também está em investigação o motivo de o caso ter sido denunciado há dois anos, mas a família ter sido resgatada por policiais militares somente na última quinta (28).

Fonte: Com informações da Agência Estado

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BrasilEconomia

Nota de R$10 perde 25% do valor em cinco anos; veja o que ela compra no supermercado

por Redação 1 de agosto de 2022

Em cinco anos, a nota de R$ 10 perdeu um quarto do seu valor. Hoje, o que é possível comprar com essa cédula poderia ser adquirido por R$ 7,50 em 2017. A perda do valor da moeda pode ser diretamente sentida dentro dos supermercados. No período, a cesta básica teve uma variação de 74,28%, percentual superior ao registrado pelo IPCA (Índice de Preços Amplo ao Consumidor) de 33,60%.

Os cálculos feitos pelo matemático financeiro José Dutra Vieira Sobrinho mostram uma aceleração da inflação nos últimos cinco anos. “O aumento foi desproporcional. Nesse tempo, os preços dos itens de alimentação subiram em proporção muito maior”, analisa.

“Os alimentos têm um peso grande na inflação, outros produtos também pesam, mas a cesta básica aumentou bastante, o que mostra como a inflação afetou a população de baixa renda. O detalhe importante a ser observado é que os produtos de alimentação subiram numa proporção muito maior que a inflação”, completa Dutra.

Já a queda do poder aquisitivo da cédula de R$ 10 em relação a julho de 1994 é de 86,70%. Isso significa que o que essa nota compra poderia ser adquirido por somente R$ 1,33 há 28 anos. Mas no período o IPCA acumula alta de 653,07%, percentual inferior à variação da cesta básica registrada desde 1994, 1.053%

Os preços antes e depois
Dados históricos do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), na cidade de São Paulo, em comparação com preços apurados pelo R7 no supermercado, mostram a disparada nos valores dos produtos nos últimos anos.

O feijão carioquinha (1 kg), tipo mais barato, custa hoje no supermercado R$ 7,99. No mesmo mês em 1994 ele custava R$ 1,11 e, em 2017, R$ 6,17.

O preço do leite saltou para R$ 6,79 em 2022. Há cinco anos, esse produto podia ser levado pelo consumidor por R$ 3,82. Já há 28 anos, custava R$ 0,53.

A farinha de trigo, que hoje custa R$ 5,99, era comprada por R$ 3,13, em 2017, e por R$ 0,55, em 1994.

O pão francês é outro produto que subiu bastante desde o Plano Real. A unidade sai por cerca de R$ 1 em 2022, e cinco anos atrás, o preço era R$ 0,56. Já há 28 anos custava menos de 10 centavos.

O café (250g), que era comprado por R$ 1,88 em 1994, subiu para R$ 5,60 em 2017. Cinco anos depois, o valor do produto passou para R$ 10,49.

O preço do óleo de soja hoje é de R$ 9,99, mas o produto já pôde ser comprado por R$ 0,94 há 28 anos. Enquanto, cinco anos atrás, ele era adquirido nos supermercados por R$ 3,47.

O açúcar custava apenas R$ 0,74 em 1994 e R$ 2,87 em 2017. Hoje, o mesmo produto é vendido por R$ 4,19.

Fonte: Com informações da Agência Estado

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BrasilSaúde

Falta de remédios e até de soro fisiológico faz cirurgias e exames serem adiados no Brasil

por Redação 31 de julho de 2022

O Brasil vive uma crise de desabastecimento de remédios e insumos utilizados em cirurgias e exames que está fazendo com que milhares de procedimentos sejam comprometidos.

De acordo com uma pesquisa recente divulgada pela CNSaúde (Confederação Nacional de Saúde), das 14 unidades da federação que responderam ao questionário, todas estavam em falta de algum medicamento ou insumo básico, como soro fisiológico, por exemplo.

“Se reportarmos desde o início da pandemia, nós temos vivido vários momentos com falta de alguma classe de insumo médico. Agora, quando chegou, enfim, em 2022, em fevereiro, os secretários municipais emitiram uma nota falando sobre a dificuldade de comprar alguns produtos”, afirma o presidente do CNSaúde, Breno Monteiro.

E complementa: “no [setor] privado, isso demorou um pouco mais a chegar, até que em junho nossos associados começaram a reportar esse problema grave”.

A pesquisa mostrou que a maioria dos estabelecimentos, principalmente hospitais, está com dificuldades de adquirir os medicamentos neostigmina (50,5%), aminofilina (41%), metronidazol bolsa (41,9%), amicacina injetável (40%), atropina (49,5%), dipirona injetável (62,9) e outros (32,5%).

Metade das instituições de saúde que reportaram, por exemplo, falta de neostigmina (medicamento indicado para várias doenças musculares) está com estoques abaixo de 25%.

De acordo dados do SindHosp (Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo), no período de 1º a 14 de julho, 67 hospitais privados também reportaram falta de medicamentos, sendo que apenas cerca de 10% das instituições não estavam enfrentando este déficit.

Alguns exemplos dos remédios mais em falta nas organizações de São Paulo são a dipirona (14,53%), antibióticos em geral (11,69%) e ocitocina (10,48%).

Em entrevista em maio deste ano, o presidente do Conasems (Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde), Wilames Freire Bezerra, já caracterizava a falta de dipirona como alarmante.

“Estamos recebendo manifestações de muitos municípios do país. Há essa preocupação, até porque estamos em um momento de retomada dos processos de cirurgias eletivas, de movimentação dos centros cirúrgicos, e isso nos preocupa”, alerta Bezerra.

A falta foi atribuída à interrupção de produção do principal fabricante do princípio ativo, responsável por cerca de metade do quantitativo distribuído no país, e situação ainda não se regularizou.

Soro fisiológico e contraste radiológico
Também foram apontados na lista de desabastecimento o soro fisiológico e o contraste radiológico. Segundo a CNSaúde, o insumo mais preocupante no país é o soro, que já está em menor proporção em cerca de 87% das unidades.

No entanto, em São Paulo, o SindHosp apontou o contraste como o principal insumo em falta, reportado por 13,31% dos hospitais, seguido pelo soro (12,90%).

O conselho também descobriu que 40% das instituições indicam o mercado com preços 100% acima do usual como um dos motivos para a dificuldade de acesso ao soro.

“87% dos associados não têm estoque [de soro] para os próximos 30 dias. O contraste radiológico – quase metade do mercado brasileiro é abastecido por empresas chinesas que sofreram lockdown no mês de maio e pararam de produzir esse insumo – parou de chegar para o Brasil e desabasteceu nossas unidades”, diz Monteiro.

Outro fator que piora a situação, segundo o presidente, é o prazo de 30 dias que os vendedores estipulam para entrega do insumo, que aumenta a lacuna entre a necessidade e o recebimento do produto.

O resultado não é positivo tanto para os pacientes quanto para os hospitais, que, possivelmente, terão que priorizar tratamentos.

“O hospital cancela as [cirurgias] eletivas; os exames que podem ser adiados são adiados, os tratamentos que podem ser adiados são adiados; e você dá prioridade para as urgências, ou os tratamentos que não devam ser remarcados”, acrescenta o presidente.

O dirigente da CNSaúde explica que diversos tratamentos não estão sendo adiados por apenas 20 dias (período recomendado), mas sim por dois anos e mais 20 dias, por conta da pandemia.

“Na hora em que a população se sente segura de voltar a realizar suas prevenções, seus check-ups, vem um desabastecimento como esse”, lamenta.

Todavia, existem terapias que não podem ser remarcadas e dependem dos insumos.

“Dentro desse desabastecimento, existe um risco de prejuízo à saúde da população, como em uma clínica de diálise, que não pode faltar soro. A situação é diferente de uma tomografia para fazer uma prevenção, verificar se tem algum risco cardíaco, que pode ser adiada por 20 dias sem trazer risco nenhum”, complementa Monteiro.

Necessidades da diálise
No Brasil, segundo dados da SBN (Sociedade Brasileira de Nefrologia), o número de pacientes com DRC (doença renal crônica) avançada é crescente. Atualmente, mais de 140 mil pacientes fazem diálise.

De acordo com o nefrologista Claudio Luders, do Hospital Sírio-Libanês, o procedimento é de alta complexidade, e o soro fisiológico é essencial em diversas etapas.

“Antes de começar a diálise, o sangue vai passar numa máquina, dentro de linhas (tubinhos), depois ele passa no filtro e retorna para o paciente. Eu preciso preencher essas linhas com algumas soluções para não ter ar lá dentro, então, ela é preenchida com soro fisiológico. Essa etapa, se for o primeiro uso do paciente, não tem como ser substituída”, esclarece Luders.

Mas, não é apenas neste momento que o profissional necessita da disponibilidade do soro.

“Durante a sessão de diálise, temos um soro presente para caso o paciente tenha alguma queda de pressão, ou câimbras, por exemplo.”

O nefrologista também complementa dizendo que, ao final da sessão, o soro é crucial para devolver o sangue ao paciente, pois as linhas vão ser preenchidas. O material até pode ser reaproveitado em outro momento, mas contém limitações.

“O paciente que faz diálise, os filtros e as linhas podem ser reutilizados. Quando eles são reutilizados, são preenchidos com uma solução desinfetante, um peróxido. Mas, eu não consigo tirar esse peróxido sem soro, consigo tirar uma boa parte, mas eu vou acabar lavando algumas partes dessas linhas e eu vou precisar de soro. Logo, o impacto de não tê-lo é profundo, praticamente inviabiliza fazer diálise”, alerta Luders.

Cada paciente dialítico, segundo o profissional, vai ter uma tolerância variável de dias sem o procedimento. Podem ser dois, três, mas a partir de quatro dias ele já começa a ter risco de morte.

“Do pessoal que faz diálise, tem uma turma que tem diurese residual, que urina um pouco, e esse paciente tem uma tolerância maior a ficar um intervalo um pouquinho maior sem diálise. Mas, quem não urina nada, a tolerância é muito baixa, e se ele está no esquema de diálise três vezes por semana, habitualmente ele não pode perder nenhuma sessão, porque senão ele passa a ter o risco de complicações muito graves e até fatais”, diz o nefrologista.

Desdobramentos
Vale ressaltar que não apenas a diálise necessita de soro, Luders reitera que as medicações hospitalares, geralmente, são diluídas em algum soro. Sendo assim, ele é essencial.

O presidente da CNSaúde ressalta que o soro hospitalar é produzido “quase que na totalidade no Brasil”, portanto não dependemos de mercados externos.

“Esse é um problema que só quem pode identificar é o Ministério da Saúde e a Anvisa – onde é que estaria esse gargalo, essa dificuldade de produção que tem feito com que falte nas nossas unidades. Nós somos dependentes deles, estamos aqui na ponta com a dificuldade de comprar, tendo que adiar procedimentos, tendo que dar justificativa para o usuário e esses órgãos não trazem, realmente, nenhuma novidade”, aponta Monteiro.

No caso dos contrastes radiológios, em nota, o Ministério da Saúde informou que os hospitais devem racionalizar o seu uso “para exames e procedimentos médicos, até que ocorra a normalização do fornecimento do produto.” Sendo assim, devem priorizar as emergências e urgências, por exemplo.

A pasta também autorizou recentemente um repasse de quase R$ 127 milhões para compra de medicamentos nos estados, municípios e Distrito Federal, de julho a setembro, por meio de uma portaria publicada no DOU (Diário Oficial da União) na última quinta-feira (28). A expectativa é que a situação se normalize após o período.

Fonte: Com informações da Agência Estado

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BrasilSegurança

Brasil tem 46% de aumento de ataques cibernéticos no segundo trimestre deste ano

por Redação 29 de julho de 2022

Um levantamento feito pela Check Point Research (CPR) mostrou aumento histórico de ataques ransomware no mundo – tipo de malware usado por cibercriminosos para sequestrar o computador da vítima e cobrar resgate. Segundo a organização de cibersegurança, uma em cada 40 organizações foi impactada pelo crescimento dos ataques cibernéticos no segundo trimestre de 2022, um crescimento de 59% ano a ano. No Brasil, houve aumento de 46% nos casos identificados.

Em relação às estatísticas sobre o Brasil, o levantamento da divisão CPR apontou que, em média, as organizações no país foram atacadas 1.540 vezes semanalmente.

Setores
Quando o estudo é feito nos setores de mercado, a divisão de Varejo e Atacado foi a que teve o maior pico de ataques de ransomware no mundo, com um salto alarmante de 182% em comparação ao mesmo período do ano passado. Ela foi seguida pelo setor de SI/VAR/Distributor (Integradores de Sistemas/VAR/Distribuidores), que teve aumento de 143% e, em seguida, Governo/Militar, com 135%, atingindo a proporção de uma em cada 24 organizações afetada por ransomware semanalmente.

Segundo a Check Point, o setor de Educação/Pesquisa tornou-se mais atacado em todo o mundo, absorvendo uma média de mais de 2.300 ataques às organizações por semana, um aumento de 53% em relação ao segundo trimestre de 2021.

O setor de Saúde registrou crescimento de 60% nos ataques cibernéticos em comparação com o segundo trimestre de 2021, atingindo 1.342 ataques semanais às organizações.

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BrasilSaúde

Brasil registra primeira morte por varíola do macaco fora do continente africano

por Redação 29 de julho de 2022

O Brasil registrou nesta sexta-feira (29) a primeira morte por varíola do macaco (monkeypox) fora do continente africano. A vítima é um homem que estava internado em um hospital de Belo Horizonte (MG). Segundo o Ministério da Saúde, ele tinha imunossupressão.

“Trata-se de um paciente do sexo masculino, de 41 anos, com imunidade baixa e comorbidades, incluindo câncer (linfoma), que o levaram ao agravamento do quadro. Ficou hospitalizado em hospital público em Belo Horizonte, sendo depois direcionado ao CTI [terapia intensiva]. A causa de óbito foi choque séptico, agravada pelo monkeypox”, diz a pasta em nota.

A Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais acrescentou que a morte ocorreu na quinta-feira (28).

As informações mais recentes sobre óbitos por varíola do macaco divulgadas pela OMS (Organização Mundial da Saúde) eram de cinco óbitos no surto deste ano, todos em países da África, onde a doença é endêmica.

O Brasil registrava, até quarta-feira (27), 978 casos de varíola do macaco, sendo 75% no estado de São Paulo (744). Em seguida, aparecem Rio de Janeiro (117) e Minas Gerais (44).

Nos 71 países que já detectaram casos, mas onde a doença não é endêmica – incluindo o Brasil –, não havia sido nenhuma morte até o momento.

Mundialmente, já são mais de 21 mil casos confirmados, sendo o Brasil o sexto país com mais diagnósticos, atrás dos Estados Unidos, Espanha, Alemanha, Reino Unido e França.

A líder técnica de monkeypox da OMS, Rosamund Lewis, lembrou nesta semana que crianças, gestantes e indivíduos com imunossupressão são considerados grupos de risco dessa doença.

“Crianças têm um risco aumentado de doença grave – isso não quer dizer que qualquer criança que contraia a doença terá uma doença severa. As crianças, gestantes e imunocomprometidos são os grupos que podem desenvolver doença severa. As crianças ainda estão formando seu sistema imunológico. Algumas pessoas têm o sistema imunológico mais fraco, seja por doença ou, por exemplo, quimioterapia ou outros tratamentos”, disse a especialista em entrevista coletiva na quarta-feira (27).

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou, na mesma ocasião, que a taxa de hospitalização neste surto tem sido em torno de 10%, na maioria das vezes para controle da dor.

No último sábado (23), a OMS (Organização Mundial da Saúde) declarou que a varíola do macaco é uma emergência global, afirmando que é necessário um esforço entre países para frear a disseminação do vírus.

A agência admitiu pela primeira vez, hoje, que a doença está se transmitindo, também, por relações sexuais.

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BrasilEconomia

Inflação faz sete em cada dez brasileiros cortarem itens no mercado

por Redação 28 de julho de 2022

A alta dos preços fez com que sete em cada dez brasileiros mudassem de hábitos e cortassem itens da lista de compras. Pesquisa Ipec encomendada pelo C6 Bank mostra que 72% dos brasileiros das classes ABC com acesso à internet deixaram de colocar algum produto no carrinho do supermercado nos últimos seis meses.

A inflação foi a razão apontada por 82% dos entrevistados para o baixo consumo. Apesar de a prévia do índice de julho, de 0,13%, divulgada na terça-feira (26), ser a menor desde 2020, segundo o IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15), a taxa acumulada no ano, entre janeiro e julho de 2022, de 5,79%, é a segunda maior desde 2004, quando teve início o cálculo realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Deixaram de comprar cortes de carne bovina considerados de primeira 72%, enquanto 28% não levam nem carne de segunda. Além disso, 15% dos entrevistados não colocam mais no carrinho carne suína, de frango ou peixe, e 26% deixaram de levar para casa carnes processadas como linguiça e salsicha.

Segundo a pesquisa, 46% dos entrevistados que cortaram gastos por causa da inflação estão comendo carne bovina menos de uma vez por semana. Apenas 7% desses brasileiros consomem bovina de cinco a sete vezes por semana, 38% incluem o produto nas refeições de uma a quatro vezes por semana, e 9% das pessoas ouvidas não comem nunca o produto.

A escalada dos valores fez com que consumidores tirassem do carrinho produtos como muçarela (54%), iogurte (44%), leite (37%) e óleo de soja (18%).

A pesquisa ouviu 2.000 brasileiros com mais de 16 anos em todas as regiões do país entre os dias 14 e 20 de julho de 2022. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

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BrasilSegurança

Casos de trabalho escravo julgados em 2022 no Brasil já são quase mil

por Redação 27 de julho de 2022

Além dos processos em que já houve decisão, segundo levantamento do TST, ainda há 1.078 pendentes de julgamento.

De janeiro a junho, a Justiça do Trabalho do Brasil julgou 993 processos de reconhecimento de relação de emprego em que havia trabalho em condições análogas às de escravidão, segundo levantamento do TST (Tribunal Superior do Trabalho). Além dos processos em que já houve decisão, há 1.078 pendentes de julgamento.

Em visita ao Rio de Janeiro na manhã desta terça-feira (26), o presidente do TST, ministro Emmanoel Pereira, chamou a atenção para a piora do cenário desde o início da pandemia de Covid-19. Ele explicou que a escravidão moderna se baseia em métodos como a escravidão por dívida, os trabalhos forçados e condições sub-humanas e insalubres de trabalho e alojamento.

“Hoje, temos uma escravidão moderna, sem açoite e sem corrente. É aquela escravidão discriminatória, em que um homem explora outro homem em busca de valores econômicos”, disse o ministro, destacando que muitos escravizados têm histórico de trabalho infantil e que quase a totalidade é formada por analfabetos e semianalfabetos.

No ano passado, tanto o número de processos julgados quanto o daqueles com julgamento pendente foram os maiores desde 2017, chegando a 1.892, no caso das ações concluídas, e a 1.288, no das que ainda estavam em aberto. Já o número de denúncias de trabalho escravo, aliciamento e tráfico de trabalhadores recebidas pelo MPT (Ministério Público do Trabalho) chegou a 1.415, com aumento de 70% em relação a 2020.

Desde 1995, quando o Brasil reconheceu diante da ONU (Organização das Nações Unidas) a persistência do trabalho escravo em seu território, 57 mil pessoas já foram resgatadas dessa situação. Somente nos últimos cinco anos, as instâncias trabalhistas julgaram 10.482 processos envolvendo o reconhecimento da relação de emprego de trabalhadores em condições análogas às da escravidão.

Para o procurador-geral do MPT, José Lima de Ramos Pereira, as pessoas que exploram o trabalho escravo se beneficiam das fragilidades sociais. “Estamos vivendo um período de recessão, em que a inflação retorna, postos de trabalho são perdidos, o desemprego é grande e [há] muitos moradores nas ruas. Isso tudo se reflete em [trabalhadores] mais fragilizados, que ficam sendo um potencial alvo desses exploradores”, disse Pereira.

Segundo o procurador-geral, 27 operações simultâneas realizadas desde a semana passada resultaram no resgate de 275 trabalhadores nessa situação em diferentes partes do país. “Não basta só o resgate, tem que dar sequência a esse trabalho, porque senão eles vão retornar. A dignidade tem a limitação da sobrevivência da família, e quem explora essas pessoas se aproveita da vulnerabilidade social.”

Reconhecimento
O presidente do TST e o procurador-geral do MPT participaram da cerimônia que entregou a Medalha dos 80 Anos da Justiça do Trabalho às procuradoras Juliane Mombelli e Guadalupe Couto, do MPT-RJ, à Arquidiocese do Rio de Janeiro e à Caritas-RJ, pela parceria no Projeto Ação Integrada: Resgatando a Cidadania.

Mantida com recursos provenientes de condenações trabalhistas por danos morais coletivos e de multas por descumprimento da legislação trabalhista, a iniciativa busca a reinserção no mercado de trabalho das pessoas resgatadas do trabalho escravo. O trabalho tem duas frentes: uma é a capacitação para identificar condições de trabalho análogas às da escravidão e a outra é a realização de doações para combater a insegurança alimentar e a vulnerabilidade, que podem transformar trabalhadores em alvo desse crime.

De acordo com a assessora de advocacy da Cáritas no projeto, Ludmila Paiva, o acompanhamento de uma pessoa pós-resgate pode levar anos, incluindo acolhimento, escuta e capacitação profissional em diversas possíveis áreas.

No estado do Rio de Janeiro, um dos setores em que esse tipo de crime é mais frequente é a construção civil, mas recentemente aumentaram as denúncias de trabalho escravo doméstico, disse Ludmila. Nesse caso, as vítimas muitas vezes são mulheres negras e idosas que têm muita dificuldade de denunciar a situação.

Diante desse cenário, Ludmila destacou que a população tem que ficar atenta a sinais de exploração de trabalho escravo, como quando a pessoa não fala por si só, não tem acesso a cuidados médicos ou não porta nem os próprios documentos.

“É preciso chegar perto, aproximar-se e oferecer ajuda, porque é impressionante a invisibilização da exploração. A gente tem uma cultura de entender a superexploração do trabalho como algo corriqueiro”, afirmou.

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BrasilSegurança

‘Bonde da Rapunzel’: Polícia prende mais quatro integrantes em SP

por Redação 27 de julho de 2022

A Polícia Civil de São Paulo prendeu mais quatro integrantes do “Bonde da Rapunzel”. Os homens, acusados de extorsão mediante sequestro, foram reconhecidos pelas vítimas, segundo a polícia. A líder do grupo, conhecida como Rapunzel pelos cabelos longos, havia sido presa com o namorado, na quarta-feira (13), ao tentar furar uma blitz da polícia.

De acordo com informações da Record TV, os homens presos são mebros de uma facção do Nordeste que estaria agindo em parceria com o PCC (Primeiro Comando da Capital), maior organização criminosa que atua dentro e fora dos presídios de São Paulo.

Na quarta-feira (13), seis pessoas foram presas em um estacionamento do bairro de Socorro, na zona sul de São Paulo. Entre os detidos estavam o chefe, conhecido como Pablo Amarelo, e a traficante apelidada de ‘Rapunzel sem Tranças’.

No primeiro momento, a polícia acreditava que o grupo buscava rivalizar com o PCC no Nordeste do país e para alcançar o controle do tráfico de drogas na região.

De acordo com o delegado-geral da Polícia Civil, Osvaldo Nico, os integrantes da facção estão em São Paulo para praticar sequestros e traficar drogas. A polícia quer descobrir o que a facção nordestina faz na capital paulista, qual o motivo dos encontros e quais ações criminosas estavam sendo planejadas no bairro da zona sul de São Paulo.

Uma das linhas de investigação apura se a facção do nordeste e o PCC estariam operando em conjunto para enviar drogas do porto de Santos, no litoral de São Paulo, até o porto da Bahia. Segundo Nico, os membros da organização do Nordeste são procurados por crimes como esquartejamento e outro como valete de espada, procurado pela PF por tráfico.

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BrasilSegurança

‘Bebi, usei droga e não lembro do que aconteceu’, confessa homem que matou mulher e filho em SC

por Redação 27 de julho de 2022

Kelber Henrique Pereira, de 28 anos, confessou ter assassinado a mulher e o filho em Santa Catarina. Em vídeo, ele afirmou não lembrar detalhes do crime: “Me deu vontade de usar droga porque eu bebi e, a hora que acabou minha droga, eu não me lembro do que aconteceu, mas eu acabei matando ela com o meu filho”.

Segundo o relato do acusado gravado em Bragança Paulista, no interior de São Paulo, no sábado à noite ele foi a um churrasco da casa do sogro e foi quando começou a beber. “Ele comprou cerveja, eu bebi. Fazia tempo que eu não bebia porque eu usava drogas antes. Parei de beber e usar droga”, disse.

Kelber também disse que, após o crime, “a única coisa que pensou foi pegar o outro filho pequeno e levar na casa da vó”.

Ele foi preso na noite de terça-feira (26) em Paulínia, no interior paulista, após confessar que matou a companheira Jéssica Mayara Ballock, de 23 anos, e o filho mais novo, Théo Pereira, de três meses.

O crime ocorreu no apartamento em que moravam em Blumenau, em Santa Catarina, no fim de semana. Mãe e filho foram encontrados com ferimentos no pescoço.

Prisão
Segundo os investigadores, Kelber Pereira foi visto em Bragança Paulista, na noite de segunda-feira (25), onde morou antes de se mudar para o sul do país. Os policiais fizeram diligências na noite de terça para tentar cumprir a prisão temporária decretada pela Justiça contra o suspeito.

De acordo com a polícia, ao ser abordado, ele desceu do veículo e se entregou. O suspeito disse que estava em Paulínia, também no interior, para procurar ajuda em uma clínica de reabilitação.

Segundo a polícia, ele confessou o duplo assassinato e disse apenas se lembrar de ter visto a casa suja de sangue.

O carro que o Kelber utilizou foi apreendido. O suspeito deve ser encaminhado para Blumenau para que responda à Justiça de Santa Catarina.

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