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Brasil

Brasil

Relator apresenta novo texto do projeto antifacção sem alterar Lei Antiterrorismo ou atribuições da Polícia Federal

por Redação 12 de novembro de 2025

O relator do projeto antifacção na Câmara, deputado Guilherme Derrite (PP-SP), apresentou nesta terça-feira (11) a terceira versão do parecer sobre o pacote de combate ao crime organizado enviado pelo governo federal.

Nesta nova versão, Derrite retirou alterações propostas anteriormente na Lei Antiterrorismo (Lei 13.260/2016) e nas atribuições da Polícia Federal (PF), medidas que haviam gerado divergências entre governistas, oposição e a própria corporação. A versão final endurece penas, cria tipos penais específicos para condutas de facções criminosas e amplia instrumentos de investigação, sem modificar regras existentes sobre terrorismo ou competências da PF.

O projeto tramita em urgência constitucional e deve ser votado em plenário nesta quarta-feira (12).

Principais pontos do novo texto

  1. Novos tipos penais e penas mais duras
    O parecer institui crimes autônomos relacionados a: domínio territorial por facções, ataques a serviços públicos essenciais, sabotagem de infraestrutura, ações do chamado “novo cangaço”, financiamento de organizações criminosas e uso de armas de uso restrito ou explosivos.
    As penas variam de 20 a 40 anos, podendo ultrapassar 60 anos para líderes ou casos com majorantes como transnacionalidade, armas pesadas ou corrupção de menores.
  2. Criminalização como hediondo
    As novas tipificações passam a integrar a lista de crimes hediondos, endurecendo regras de progressão de pena, acesso a benefícios e possibilidade de anistia ou indulto.
  3. Progressão de pena mais restrita
    O texto estabelece limites máximos de progressão de 70% a 85%, dependendo do caso e reincidência.
  4. Bloqueio de bens e cooperação financeira
    O parecer permite bloqueio de bens físicos, digitais e financeiros, apreensão de criptoativos, cooperação com órgãos como Banco Central, COAF, Receita, CVM e SUSEP, além de criação de ação civil de perdimento de bens, incluindo patrimônio no exterior.
  5. Intervenção em empresas usadas por facções
    O juiz poderá determinar afastamento de sócios, nomeação de interventores, auditoria de operações, suspensão de contratos suspeitos e eventual liquidação ou saneamento da empresa.
  6. Presídios federais para lideranças
    Integrantes de núcleos de comando de organizações criminosas terão internação obrigatória em presídios federais de segurança máxima.
  7. Monitoramento de parlatórios
    O texto autoriza, mediante decisão judicial, monitoramento audiovisual de encontros presenciais e virtuais de presos ligados a facções. Conversas com advogados só podem ser monitoradas em caso de suspeita fundamentada de conluio e sob supervisão judicial distinta.
  8. Banco Nacional de Organizações Criminosas
    Será criado um banco nacional interoperável com bancos estaduais, contendo cadastro de integrantes, colaboradores, financiadores e pessoas jurídicas vinculadas ao crime organizado. O registro poderá ser usado para fins administrativos e condicionar repasses do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP).

O relator enfatizou que o texto busca criar um marco legal autônomo para o enfrentamento ao crime organizado, preservando a autonomia da Polícia Federal e evitando vínculos formais com o terrorismo, o que, segundo ele, garantiria segurança jurídica e evitaria questionamentos no Supremo Tribunal Federal.

Fonte: G1

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Brasil

Governo revisa PL Antifacções e projeto pode ser votado ainda nesta quarta

por Redação 12 de novembro de 2025

O relator do projeto Antifacções, deputado Guilherme Derrite (PP-SP), apresentou nesta terça-feira a versão final do texto, excluindo trechos que equiparavam facções criminosas a grupos terroristas e ajustando dispositivos sobre a atuação da Polícia Federal (PF). Com isso, o chamado “Marco Legal do Combate ao Crime Organizado” pode ser levado ao plenário da Câmara ainda nesta quarta-feira, segundo o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Derrite havia elaborado três pareceres em cinco dias, mas recuou após críticas do governo, de especialistas em segurança pública e de integrantes da PF, que alertaram para riscos de sanções internacionais e conflitos de competência. A alteração também manteve prerrogativas da PF, permitindo atuação própria com comunicação às autoridades estaduais.

Principais pontos do projeto

Fim da equiparação com terrorismo: Artigos que incluíam tráfico e milícias na Lei Antiterrorismo foram retirados, evitando possíveis sanções internacionais.

Prerrogativas da PF: A Polícia Federal poderá atuar contra organizações criminosas sem autorização prévia de governadores, apenas comunicando autoridades estaduais.

Perdimento de bens: Bens relacionados a atividades ilícitas poderão ser transferidos à União, Estados, Distrito Federal ou Municípios, sem indenização.

Agravamento de penas: Integrantes de organizações criminosas podem receber penas de 20 a 40 anos, podendo chegar a mais de 65 anos para líderes.

Auxílio-reclusão vedado: Dependentes de condenados por esses crimes não terão direito ao benefício.

Banco Nacional de Organizações Criminosas: Será criado um banco de dados unificado sobre criminosos, paramilitares e milícias privadas.

Progressão de regime: Reincidentes em crimes hediondos terão exigência de cumprimento de até 85% da pena, sem livramento condicional.

Reações e tramitação

Governistas comemoraram as alterações, considerando o resultado uma vitória estratégica para o governo. A ministra Gleisi Hoffmann ressaltou que o recuo de Derrite fortalece a atuação da PF e preserva a soberania nacional.

O líder do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que seu partido ainda buscará incluir a equiparação a terroristas em outro projeto. Para minimizar resistências, Derrite argumentou que integrantes de facções podem ser considerados mais perigosos que terroristas, considerando o aumento das penas previsto.

O projeto agora segue para análise mais detalhada do Ministério da Justiça, que orientará o posicionamento do governo. Derrite também mantém conversas com senadores, incluindo Alessandro Vieira (MDB-SE) e Sergio Moro (União-PR), para preparar a tramitação na Casa Alta.

Antes das alterações finais, o governo havia criticado o texto original nas redes sociais, chamando-o de “PL Anti-Investigação” e destacando a necessidade de preservar a independência da PF.

Fonte: OGLOBO

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Brasil

Novas regras para vale-refeição e alimentação: o que muda para o consumidor

por Redação 12 de novembro de 2025

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou o decreto que estabelece novas regras para o vale-refeição e o vale-alimentação, com o objetivo de modernizar o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT). As medidas, segundo o governo, pretendem aumentar a concorrência entre operadoras, reduzir custos para restaurantes e supermercados e, indiretamente, beneficiar o consumidor.

O decreto fixa um teto de 3,6% para as taxas cobradas pelas operadoras de benefícios aos estabelecimentos comerciais — atualmente, a média é de 5,19%. O texto também determina que as empresas de benefícios terão até 15 dias para repassar os pagamentos aos comerciantes, prazo que hoje pode chegar a 30 dias.

Além disso, a tarifa de intercâmbio cobrada pelas bandeiras (como Visa e Mastercard) das operadoras de vale não poderá ultrapassar 2%, e fica proibida qualquer cobrança adicional. As empresas terão 90 dias para se adequar às novas regras.

Impactos esperados

O governo acredita que a medida aumentará a competição no setor e pode resultar em preços menores para os consumidores. “As taxas praticadas estavam abusivas. O aumento da concorrência deve levar à redução de preços na ponta”, afirmou o ministro do Trabalho, Luiz Marinho.

O presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), João Galassi, defende que a redução das taxas deve ser repassada ao consumidor, já que a competição no varejo é elevada. No entanto, o governo não apresentou uma estimativa de quanto as refeições ou produtos alimentícios podem ficar mais baratos.

Interoperabilidade e repasse mais rápido

Outra mudança importante é a obrigatoriedade de interoperabilidade entre bandeiras, ou seja, qualquer cartão de vale-refeição ou alimentação deverá ser aceito em todas as maquininhas. As empresas terão até 360 dias para implantar o sistema.

O repasse mais ágil — de 15 dias — também atende a uma antiga demanda de restaurantes, bares e padarias, que reclamavam dos prazos longos das operadoras.

Portabilidade ainda fora do decreto

A proposta de permitir que o trabalhador escolha a operadora de seu vale, conhecida como portabilidade, ficou de fora do texto final. Atualmente, essa decisão cabe exclusivamente ao empregador. Entidades como a Zetta, que reúne empresas de tecnologia financeira, lamentaram a exclusão e defenderam que a medida seria essencial para aumentar a liberdade e reduzir custos para empresas e consumidores.

Repercussões no setor

O decreto muda a dinâmica de um mercado dominado por quatro grandes empresas — Alelo, VR, Ticket e Pluxee — que concentram cerca de 80% do setor, movimentando mais de R$ 150 bilhões por ano. Essas companhias operam em arranjos fechados, controlando desde os contratos com empregadores até o credenciamento de estabelecimentos.

A partir de agora, o arranjo aberto, com uso de bandeiras independentes, passa a ser o padrão para grandes operadoras. Essa transição favorece a entrada de novas empresas como iFood, Caju e Flash, que defendem um mercado mais competitivo e interoperável.

Reações

O iFood comemorou a assinatura do decreto, afirmando que as novas regras “modernizam o PAT” e “tornam a alimentação mais acessível para o trabalhador”. A empresa destacou que a abertura do mercado pode gerar uma economia anual de R$ 5,3 bilhões.

A Zetta também elogiou a iniciativa, ressaltando que a competição justa e a interoperabilidade “democratizam o uso dos benefícios” e ampliam o número de estabelecimentos credenciados para mais de 3 milhões.

O decreto foi assinado em cerimônia reservada no Palácio da Alvorada, com a presença dos ministros Luiz Marinho (Trabalho), Rui Costa (Casa Civil), Fernando Haddad (Fazenda) e Geraldo Alckmin (Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços).

Fonte: OGLOBO

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Segurança

Motta se reúne com Lewandowski para discutir PL Antifacção e promete novo texto até o fim do dia

por Redação 11 de novembro de 2025

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), deve se reunir nesta terça-feira (11) com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, para discutir ajustes no projeto de lei Antifacção, que endurece o combate a organizações criminosas.

O texto, inicialmente articulado pelo próprio Lewandowski, é relatado pelo deputado Guilherme Derrite (PP-SP), da oposição, que promoveu diversas mudanças no conteúdo original. Segundo Motta, uma nova versão do relatório deve ser apresentada até o fim do dia, o que representará a terceira versão do projeto.

“A costura do texto tem que ser muito bem feita. O relator está dialogando e, até o final do dia, poderemos ter uma proposta mais apurada. Há total disposição da Câmara em construir a melhor proposta possível, que caminhe bem na Câmara, no Senado e possa ser sancionada pelo Executivo”, afirmou Motta.

Divergências com o governo

Mesmo após as alterações feitas por Derrite na noite de segunda-feira (10), o Palácio do Planalto manteve críticas a pontos do texto. Entre os trechos mais polêmicos estão:

mudanças na Lei Antiterrorismo, que, segundo governistas, podem reduzir a atuação da Polícia Federal no combate às facções;

artigos que, na visão do governo, podem criminalizar movimentos sociais;

e limitações nas medidas de confisco de bens.

O relator teria ajustado parte desses dispositivos, mas as alterações não foram suficientes para satisfazer a PF.

Pressão nas redes e disputa política

Enquanto o debate avança, o tema domina as redes sociais. Hashtags como #CongressoDaBandidagem, #PLdoCrimeOrganizado e #DefendamAPF figuram entre os assuntos mais comentados do X (antigo Twitter).

Sem citar diretamente as críticas, Motta afirmou que “o debate está desvirtuado” e defendeu o papel da Câmara.

“A Câmara não permitirá, em nenhum momento, que a Polícia Federal perca suas prerrogativas. Isso é inegociável”, garantiu.

O parlamentar disse ainda que o relator conversou com o diretor-geral da PF, Andrei Passos Rodrigues, e que o ministro Lewandowski apresentará novas sugestões ao meio-dia.

Antes do encontro com o ministro, Motta participa de uma reunião de líderes partidários para discutir o relatório.

Terrorismo e soberania nacional

O texto de Derrite não classifica as facções como grupos terroristas, mas prevê que recebam tratamento penal equivalente. Ainda assim, o governo entende que as mudanças propostas podem abrir brecha para enquadrar essas organizações como terroristas, o que, segundo a gestão federal, poderia justificar intervenções estrangeiras.

Motta minimizou as preocupações:

“Não permitiremos que nenhuma proposta coloque em risco a soberania nacional. Precisamos endurecer penas e ser mais enérgicos contra os chefes de facções, mas sem qualquer brecha para questionamentos sobre a soberania.”

Fonte: OGLOBO

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Segurança

Contador de MT é preso suspeito de criar mais de 300 empresas falsas para aplicar golpes de e-commerce em todo o país

por Redação 11 de novembro de 2025

O contador Eduardo Martins foi preso nesta terça-feira (11), suspeito de comandar um esquema de criação de empresas falsas para lavagem de dinheiro e fraudes em sites de comércio eletrônico, com atuação em Cuiabá e Sorriso (MT).

De acordo com a Polícia Civil, entre 2020 e 2024, Eduardo teria aberto 310 CNPJs, sendo 182 já baixados ou suspensos. As empresas eram usadas para dar aparência de legalidade a sites falsos de e-commerce, que ofereciam produtos como brinquedos, roupas e cosméticos — mas não entregavam os pedidos após o pagamento.

Em um dos casos, o grupo chegou a clonar o site de uma marca famosa de cosméticos, atraindo vítimas de vários estados. As reclamações se multiplicaram em plataformas como o Reclame Aqui, relatando pagamentos via Pix e cartão de crédito sem retorno dos produtos.

Vida de luxo e fachada profissional

Nas redes sociais, o contador se apresentava como proprietário de um escritório de contabilidade e mentoria para Microempreendedores Individuais (MEIs), oferecendo serviços de abertura de CNPJs. Ele exibia uma rotina de viagens internacionais e um padrão de vida elevado, além de se descrever como casado e pai de um recém-nascido.

A investigação revelou que Eduardo usava “laranjas” — geralmente jovens de baixa renda e residentes fora do estado — para abrir as empresas em nome de terceiros.

A operação

A apuração teve início após um alerta da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT), que identificou a criação massiva de empresas em um mesmo endereço em Cuiabá, onde funcionava uma sala comercial sem identificação.

Durante a operação, foram cumpridos:

1 mandado de prisão contra o contador;

7 mandados de busca e apreensão;

1 mandado de sequestro de valores, totalizando R$ 5 milhões;

2 mandados de sequestro de imóveis;

5 mandados de sequestro de veículos de luxo;

7 quebras de dados telemáticos;

2 suspensões de perfis em redes sociais;

3 suspensões de sites;

3 suspensões de atividades econômicas.

Eduardo deve responder por associação criminosa, fraude eletrônica, lavagem de dinheiro e crimes contra as relações de consumo.
A defesa do suspeito não havia se manifestado até a última atualização desta reportagem.

Fonte: G1

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Tecnologia

“Me sinto valorizado”: profissionais que desenvolvem agentes de IA destacam avanço e desafios da nova área tecnológica

por Redação 11 de novembro de 2025

A demanda por especialistas em inteligência artificial (IA) continua crescendo em ritmo acelerado, e um dos campos que mais se destaca é o dos agentes de IA — sistemas autônomos capazes de executar tarefas sem intervenção humana. A atuação nessa área vem criando novas oportunidades e redefinindo carreiras no setor de tecnologia.

A engenheira de IA Evellyn Nicole, de 22 anos, trabalha em uma grande empresa do setor elétrico e conta que, no início, enfrentou resistência da família por apostar em uma profissão ainda pouco conhecida.

“Uma tia me disse que eu deveria escolher algo que desse dinheiro, como medicina ou engenharia tradicional”, relembra.
Hoje, Evellyn afirma se sentir valorizada e reconhecida por atuar em um campo promissor.

Segundo o Guia Salarial 2026 da consultoria Robert Half, engenheiros de IA podem receber entre R$ 19,5 mil e R$ 27,1 mil. De acordo com levantamento da Catho, os salários na área variam de R$ 3,5 mil a R$ 20 mil, dependendo da função e do nível de especialização.

O professor Cleber Zanchettin, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), aponta que a procura por profissionais cresce acima de 20% ao ano no Brasil e pode superar 30% no cenário global.

“A demanda por especialistas em IA só cresce há mais de cinco anos, e o mercado ainda não consegue suprir essa necessidade”, explica.

O trabalho de quem cria agentes de IA exige domínio técnico e capacidade analítica. Esses sistemas são baseados em modelos de linguagem (LLMs) — o mesmo tipo de tecnologia usada em ferramentas como ChatGPT, Copilot e Gemini — e podem automatizar tarefas que vão desde o atendimento ao cliente até a análise de grandes volumes de dados corporativos.

Um exemplo é o de João Gama, 19 anos, técnico júnior em uma empresa de aluguel de veículos. Ele participou do desenvolvimento de um agente que analisa relatórios de inspeção da frota e identifica problemas automaticamente.

“O sistema envia alertas à equipe e agiliza as decisões. É uma habilidade muito valorizada”, afirma.

Na empresa em que trabalha, Evellyn desenvolve robôs que automatizam tarefas repetitivas e facilitam o acesso a informações internas.

“Qualquer pessoa pode digitar, por exemplo, ‘quanto vendi hoje?’ e o agente responde na hora, sem precisar programar”, explica.

Os profissionais destacam também os desafios do setor, como a rápida evolução tecnológica e a escassez de materiais em português. Um dos principais obstáculos técnicos são as chamadas “alucinações” da IA, quando o sistema gera respostas erradas.

“Um dia funciona, no outro, não. É preciso ajustar o tempo todo”, diz Evellyn.

Especialistas recomendam estudar Python, fundamentos de machine learning, IA generativa e análise de dados, além de conhecer ferramentas como LangChain, CrewAI e Langflow. Participar de hackathons e eventos de inovação também ajuda a aprimorar habilidades práticas e manter-se atualizado em um dos campos mais dinâmicos da tecnologia moderna.

Fonte: G1

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Brasil

Mulher encontra R$ 1,8 mil em envelope na rua e devolve dinheiro a gari que havia perdido o salário, em Goiás

por Redação 11 de novembro de 2025

Uma atitude de honestidade chamou atenção em Rio Verde, no sudoeste de Goiás. A secretária Luciene Freiras de Oliveira encontrou um envelope com R$ 1,8 mil caído na rua e devolveu o dinheiro à dona, a gari Marineide de Jesus Pinheiro, que havia perdido o salário do mês sem perceber.

O caso aconteceu na quinta-feira (6), em frente a um supermercado da cidade. Câmeras de segurança registraram o momento em que Marineide, dentro de um carro, abre a porta e o envelope cai no chão. Ela vai embora sem notar que havia deixado o dinheiro para trás.

Após fazer compras, Luciene relatou que deixou cair uma garrafa e, ao se abaixar para pegá-la, encontrou o envelope.

“Peguei o pacote e voltei no supermercado para verificar nas câmeras quem havia perdido, mas não foi possível identificar. Por isso fomos à delegacia”, contou à TV Anhanguera.

Com a ajuda da Polícia Civil, a proprietária foi localizada. O delegado Danilo Fabiano destacou que quem encontra um bem perdido deve procurar o dono ou uma autoridade, conforme previsto no Código Penal.

Marineide contou que não percebeu a perda do envelope.

“Guardei o dinheiro no bolso da calça. A única certeza que eu tinha era que não tinha sido no supermercado”, disse.

A gari agradeceu a honestidade da secretária:

“Eu posso achar o que for dos outros, eu vou devolver. São poucas pessoas que fazem o que ela fez.”

O vídeo que mostra o momento em que o envelope cai viralizou nas redes sociais e gerou uma onda de elogios ao gesto de Luciene, que virou exemplo de honestidade e empatia.

Fonte: G1

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Brasil

Projeto Antifacção: entenda o papel da PF e as mudanças propostas por Derrite

por Redação 11 de novembro de 2025

O deputado Guilherme Derrite (PP-SP), relator do projeto de lei Antifacção na Câmara dos Deputados, apresentou nesta segunda-feira (10) uma nova versão do texto que trata do combate ao crime organizado no país. A proposta, considerada uma das principais apostas do governo federal para enfraquecer facções criminosas, tem gerado polêmica dentro da própria Polícia Federal (PF), que vê risco de perda de autonomia.

O projeto foi elaborado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, com supervisão do ministro Ricardo Lewandowski, e enviado ao Congresso pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A tramitação ganhou força após a operação contra o Comando Vermelho, no Rio de Janeiro, em 28 de outubro, que resultou em 121 mortes.

O que é atribuição da PF hoje

Pela Constituição Federal, a Polícia Federal atua em investigações de crimes que ultrapassam os limites de um estado, envolvem outros países ou atingem interesses da União. Entre as funções da PF estão:

Investigar infrações penais contra a ordem política e social e contra bens e serviços da União;

Reprimir crimes com repercussão interestadual ou internacional;

Combater tráfico de drogas, contrabando e descaminho;

Exercer funções de polícia marítima, aeroportuária e de fronteiras;

Proteger o presidente, o vice-presidente e seus familiares;

Atuar em investigações de direitos humanos e conflitos fundiários quando houver competência federal.

Essa atuação ocorre de forma independente, sem necessidade de autorização de governadores ou ministérios.

O que o projeto pretende mudar

Na primeira versão do parecer, Derrite propôs que as polícias civis estaduais tivessem prioridade na investigação de organizações criminosas envolvidas em atos terroristas, deixando a PF com papel limitado. O texto original determinava que a PF só poderia atuar se houvesse:

Repercussão interestadual ou internacional;

Risco à segurança nacional;

Autorização do Ministério da Justiça mediante provocação de governadores.

Na nova versão, apresentada nesta segunda (10), o relator suavizou a proposta. O texto agora permite que a PF atue por iniciativa própria, desde que o caso envolva matéria de sua competência constitucional. Contudo, a corporação deverá comunicar as autoridades estaduais sempre que iniciar uma investigação.

Segundo o texto, a PF poderá:

Atuar quando for demandada por uma autoridade estadual ou pelo Ministério Público;

Agir por iniciativa própria, mas notificando o estado sobre a investigação.

Apesar de representar um recuo em relação à proposta inicial, a PF considera que ainda há limitação de sua autonomia, pois a comunicação prévia poderia gerar riscos de vazamento de informações e interferência política.

Reação da Polícia Federal

Após conversar por telefone com o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, o deputado Derrite afirmou que pretende ajustar o texto para garantir “harmonia entre as forças policiais”.

Em nota, Rodrigues declarou que “não há e não haverá acordo que implique em supressão das atribuições e autonomia da Polícia Federal” e disse ver com “preocupação qualquer tentativa de modificar o papel da instituição no combate ao crime organizado”.

O projeto segue em discussão na Câmara e deve ser votado ainda neste mês.

Fonte: G1

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Intoxicação por Metanol

Polícia investiga morte de dois homens por suspeita de intoxicação por metanol em bares de Cajamar

por Redação 11 de novembro de 2025

A Polícia Civil investiga a morte de dois homens, de 29 e 38 anos, que passaram mal após consumir bebidas alcoólicas em bares de Cajamar, na Grande São Paulo, no último sábado (8). A suspeita é de que as bebidas tenham sido “batizadas” com metanol, substância altamente tóxica.

Segundo o boletim de ocorrência, as vítimas morreram horas depois, no domingo (9). Elias Francisco Do Nascimento, de 38 anos, foi encontrado pela mãe com sinais de intoxicação em sua residência. Bruno Felipe Campos Alves, de 29 anos, também não resistiu.

Equipes da Polícia Civil, da Vigilância Sanitária e da Secretaria de Segurança Urbana lacraram os bares frequentados pelas vítimas e apreenderam cerca de 55 litros de bebidas destiladas de diversas marcas para perícia. Outros dois homens que consumiram bebidas nos mesmos locais passaram mal; um permanece internado em estado grave no Hospital Albano, em Franco da Rocha, e outro recebeu atendimento no Hospital Municipal de Cajamar.

O caso foi registrado como morte suspeita na delegacia de Cajamar, e exames do Instituto Médico Legal (IML) foram requisitados para determinar a causa exata das mortes. A Prefeitura de Cajamar confirmou as ocorrências e informou que três bares na região do km 43 da Rodovia Anhanguera foram interditados, com amostras enviadas para análise pericial.

O metanol é um álcool industrial altamente perigoso quando ingerido, podendo provocar comprometimento da medula, cérebro e nervo óptico, além de insuficiências pulmonares e renais. Os sintomas incluem dor abdominal, náuseas, vômitos, visão turva, convulsões e sedação.

Este caso faz parte de uma série de intoxicações recentes em São Paulo: até o último boletim do governo estadual, nove pessoas morreram e 47 casos foram confirmados por ingestão de bebidas adulteradas.

A Vigilância Sanitária recomenda que a população evite consumir bebidas de procedência desconhecida e procure atendimento médico imediatamente em caso de suspeita de intoxicação. Serviços de saúde podem ser localizados pelo BuscaSaúde
ou pelo Centro de Controle de Intoxicações (CCI-SP) nos números (11) 5012-5311 ou 0800 771 3733.

Fonte: G1

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Feminicidio

Amigos e colegas homenageiam grávida morta pelo marido em Campinas

por Redação 11 de novembro de 2025

Amigos e colegas de Denise Tizo de Oliveira, de 27 anos, morta pelo companheiro enquanto estava grávida de oito meses, prestaram homenagens à jovem nas redes sociais. O caso aconteceu no Jardim Santa Lúcia, em Campinas (SP), e chocou a comunidade local.

O corpo de Denise e de seu marido, Vinícius Franco de Farias, de 29 anos, foi encontrado na tarde de domingo (9) dentro da residência do casal. De acordo com a Polícia Civil, Vinícius tirou a própria vida após matar a companheira com uma arma branca. Não há informações oficiais sobre o estado do bebê.

Nas mensagens de despedida, Denise foi lembrada como uma pessoa “cheia de sonhos e competente para realizar todos”, além de “uma Dra que ensinava sobre lutar, não se calar e não desistir”, segundo uma amiga de faculdade.

O Centro Acadêmico Alberto Sansiviero e a Turma XXXIV da Faculdade de Odontologia da Universidade Nove de Julho, onde Denise se formou, manifestaram “profundo pesar e tristeza” pela tragédia. Em nota, o centro ressaltou que “este crime brutal e covarde não é um caso isolado, mas sim o reflexo de uma violência estrutural e machista que ceifa vidas e destrói famílias”.

Segundo informações do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), os óbitos foram constatados no local. A polícia apreendeu uma faca com marcas de sangue e dois celulares que pertenciam ao casal.

Ainda conforme apurado, o padrasto e o irmão de Vinícius relataram que o casal tinha brigas frequentes e havia se mudado recentemente para o imóvel. O caso foi registrado na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Campinas como feminicídio seguido de suicídio.

Fonte: G1

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