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Categoria:

Política

Política

GSI de Lula enviou a Mauro Cid detalhes de segurança de viagens do presidente

por Redação 9 de agosto de 2023

O Palácio do Planalto na gestão Lula enviou detalhes sobre a segurança em viagens do presidente ao tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro preso e alvo da CPMI do 8 de Janeiro. Os e-mails funcionais de Cid enviados à comissão mostraram que ele recebeu documentos “urgentíssimos” sobre quatro viagens e três eventos de Lula, dentro e fora do país.

As mensagens da Secretaria de Segurança e Coordenação Presidencial, do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), foram enviadas a Cid de 6 a 13 de março deste ano. Naquela época, Cid e Bolsonaro estavam nos Estados Unidos. O ex-presidente deixou o Brasil ainda em dezembro, para não passar a faixa presidencial a Lula.

O faz-tudo de Bolsonaro recebeu, em sua caixa de entrada, os detalhes de segurança dos seguintes eventos oficiais de Lula: Pequim e Xangai, na China; Brasília, em três eventos; Foz do Iguaçu (PR); e Boa Vista (RR), que aconteceram em março e abril. As mensagens estavam na lixeira do e-mail de Cid, que, a exemplo de outros auxiliares de Bolsonaro, não apagou as mensagens definitivamente e deu brecha para que a Polícia Federal e a CPMI acessassem o material.

As mensagens traziam documentos com tarja de “urgentíssimo” com informações como data e horário da reunião de preparação, do reconhecimento do local e da visita do escalão avançado, além do nome e celular do coordenador da segurança. Nas viagens à China, o documento citava ainda os horários de decolagem dos aviões da Força Aérea Brasileira (FAB).

Os e-mails partiram de três militares do GSI: Márcio Alex da Silva, do Exército; Dione Jefferson Freire, da Marinha; e Rogério Dias Souza, da Marinha. Todos já trabalhavam no GSI na gestão Bolsonaro.

Procurados, o GSI, a Secretaria de Comunicação e Mauro Cid não responderam. O espaço está aberto a manifestações.

Fonte: Metropoles

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Política

TCU vai fazer auditoria em gastos da PRF com operações ao longo de 2022

por Redação 9 de agosto de 2023

O Tribunal de Contas da União (TCU) vai inspecionar os gastos da Polícia Rodoviária Federal (PRF) com operações de trânsito durante o ano passado. A auditoria da corte vai apurar se houve uso indevido de recursos públicos por parte da corporação. A inspeção mira a atuação do ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques, preso nesta quarta-feira (9) por suspeita de uso da máquina pública para interferir no processo eleitoral do ano passado.

Caso a auditoria do tribunal comprove a prática de crimes, os responsáveis poderão ter que devolver o dinheiro gasto nas operações.

Vasques foi preso na manhã desta quarta, em Florianópolis (SC). Segundo investigações da Polícia Federal, integrantes da PRF teriam direcionado recursos humanos e materiais com o intuito de dificultar o trânsito de eleitores no segundo turno.

Os agentes da PF cumpriram, ao todo, dez mandados de busca e apreensão, além do mandado de prisão preventiva de Vasques, nos estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Rio Grande do Norte e no Distrito Federal. Todos os mandados foram autorizados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

Oitiva de 47 policiais rodoviários federais
A operação que prendeu Vasques teve o apoio da Corregedoria-Geral da PRF, que determinou ainda a oitiva de 47 policiais rodoviários federais.

Segundo a PF, os fatos investigados configuram, em tese, os crimes de prevaricação e violência política, previstos no Código Penal Brasileiro, e os crimes de impedir ou embaraçar o exercício do sufrágio e ocultar, sonegar, açambarcar ou recusar no dia da eleição o fornecimento, normalmente a todos, de utilidades, alimentação e meios de transporte, ou conceder exclusividade dos mesmos a determinado partido ou candidato, que consta no Código Eleitoral Brasileiro.

De acordo com a Polícia Federal, os crimes apurados teriam sido planejados desde o início de outubro de 2022, sendo que, no dia do segundo turno, foi realizado patrulhamento ostensivo e direcionado à região Nordeste.

Fonte: r7

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Política

Moraes concede liberdade a mais 72 réus pelos atos extremistas de 8 de janeiro

por Redação 9 de agosto de 2023

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes concedeu nesta terça-feira (8) liberdade provisória a mais 72 réus pelos atos extremistas de 8 de janeiro, que terminaram com a depredação das sedes dos Três Poderes, em Brasília. São 25 mulheres e 47 homens. Desde esta segunda (7), foram concedidas 162 liberações (cem homens e 62 mulheres).

Atualmente, continuam presas em decorrência da manifestação 128 pessoas (115 homens e 13 mulheres), das quais 49 foram detidas nos dias 8 e 9 de janeiro, após os atos, e 79 em operações policiais realizadas nos últimos meses.

Todas foram denunciadas e respondem pelos crimes de associação criminosa armada, abolição violenta do Estado democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado por violência e grave ameaça, com emprego de substância inflamável, contra o patrimônio da União e com considerável prejuízo para a vítima, deterioração de patrimônio tombado, concurso de pessoas e concurso material.

Moraes considerou que o cenário fático até então vigente foi alterado em razão do encerramento da fase de instrução processual dos 228 réus presos, com a oitiva de 719 testemunhas de acusação e 386 testemunhas de defesa e a realização de todos os interrogatórios.

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Com isso, de acordo com Moraes, não mais se justificava a prisão cautelar, seja para a garantia da ordem pública, seja para a conveniência da instrução criminal. Na avaliação do ministro, não estava mais presente a possibilidade atual de reiteração do crime, e passou a ser inexistente o risco de interferência na produção de provas.

Moraes substituiu a prisão preventiva por medidas cautelares, como:

  • proibição de ausentar-se da comarca;
  • recolhimento domiciliar no período noturno com o uso de tornozeleira eletrônica;
  • proibição de ausentar-se do país;
  • cancelamento de todos os passaportes;
  • suspensão imediata de quaisquer documentos de porte de arma de fogo;
  • proibição de utilização de redes sociais; e
  • proibição de comunicar-se com os demais envolvidos, por qualquer meio.

Fonte: r7

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Política

Ex-diretor-geral da PRF, Silvinei Vasques é preso por suposta interferência nas eleições

por Redação 9 de agosto de 2023

A Polícia Federal prendeu na manhã desta quarta-feira (9) o ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques, em Santa Catarina, por suspeita de uso da máquina pública para interferir no processo eleitoral do ano passado. Segundo as investigações, integrantes da PRF teriam direcionado recursos humanos e materiais com o intuito de dificultar o trânsito de eleitores no segundo turno.

Os mandados foram autorizados pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com a PF, os crimes apurados teriam sido planejados desde o início de outubro daquele ano, sendo que, no dia do segundo turno, foi realizado patrulhamento ostensivo e direcionado à região Nordeste.

Os agentes cumprem dez mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), nos estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Distrito Federal e Rio Grande do Norte.

O R7 apurou que outros ex-diretores também são alvo da operação. Segundo fontes, Silvinei deve ser levado para Brasília (DF).

A operação conta com o apoio da Corregedoria Geral da PRF, que determinou ainda a oitiva de 47 policiais rodoviários federais.

Segundo a PF, os fatos investigados configuram, em tese, os crimes de prevaricação e violência política, previstos no Código Penal Brasileiro, e os crimes de impedir ou embaraçar o exercício do sufrágio e ocultar, sonegar, açambarcar ou recusar no dia da eleição o fornecimento, normalmente a todos, de utilidades, alimentação e meios de transporte, ou conceder exclusividade dos mesmos a determinado partido ou candidato, do Código Eleitoral Brasileiro.

Indícios de participação
Em julho, a CPMI do 8 de Janeiro afirmou ao STF que há indícios de que Silvinei tenha participado das ações preparatórias para os ataques extremistas. A justificativa da comissão veio depois de uma solicitação da defesa do ex-diretor da PRF para que o STF anulasse um pedido, aprovado pelo colegiado, de quebra de sigilo bancário, fiscal, telefônico e telemático de Silvinei.

A CPMI aprovou as quebras de sigilo em 11 de julho, na última sessão antes do recesso parlamentar. A defesa de Silvinei protocolou um mandado de segurança no STF e alegou que a decisão da comissão viola os “direitos à imagem e à privacidade” do ex-diretor, garantidos pela Constituição Federal.

Depoimento à CPMI
Em junho, em depoimento à CPMI do 8 de Janeiro, Silvinei negou que tenha direcionado as operações da corporação à região Nordeste no dia do segundo turno das eleições.

Vasques levou um dossiê, com mais de 300 páginas, sobre a atuação da polícia e afirmou que a corporação sofreu “a maior injustiça já realizada na história”. Ele foi à CPMI acompanhado de dois advogados.

Em abril, o Ministério da Justiça divulgou que foram constatados três desvios de padrão relacionados à atuação da PRF por ocasião do segundo turno das eleições presidenciais, em 30 de outubro do ano passado.

Um deles mostra que houve uma atuação maior dos policiais rodoviários federais na região Nordeste em comparação às demais regiões. Segundo o ministério, foram fiscalizados 2.185 ônibus no Nordeste no dia 30 de outubro do ano passado. No Centro-Oeste, foram 893 ônibus; na região Sul, 632; no Sudeste, 571; e no Norte, 310.

Fonte: r7

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Política

Torres diz que não havia ‘indícios’ prévios da violência que ocorreria nos atos de 8 de janeiro: ‘Só se caísse uma bomba’

por Redação 8 de agosto de 2023

O ex-ministro da Justiça Anderson Torres afirmou nesta terça-feira (8) em depoimento à CPI dos Atos Golpistas que o planejamento de segurança para os atos do dia 8 de janeiro não indicava qualquer risco de ruptura ou eventos de terrorismo como os registrados naquele domingo.

Segundo Torres, considerando os planos de monitoramento para aquela manifestação, “só se caísse uma bomba” os atos teriam chegado àquele patamar de destruição.

Naquele momento, Anderson Torres era secretário de Segurança Pública do governo do Distrito Federal. Na sexta (6), antevéspera dos atos que depredaram as sedes dos três poderes, Torres viajou para fora do país.

“Naquele dia, naquela sexta-feira, os acampamentos estavam praticamente desmontados, ele [General Dutra] precisava da secretária de desenvolvimento social para tirar os vulneráveis, os moradores de rua, antes de fazer o desmonte final do acampamento. Essa foi a imagem que eu viajei com ela na cabeça, de pouquíssimas pessoas naquela sexta-feira, dia 6, nos acampamentos, eu jamais ia imaginar que aquilo ia acontecer, que aquilo ia virar de novo e se tornar o 8 de janeiro. Quando eu viajei não havia informação de inteligência”, afirmou Torres.

O ex-ministro disse ainda que, quando viajou para os Estados Unidos, deixou assinado um Plano de Ações Integradas e que, se a Praça dos Três Poderes tivesse sido realmente isolada, os atos do dia 8 de janeiro não teriam acontecido.

“Se a Praça dos Três Poderes estivesse realmente isolada, não teria acontecido isso, senadora. Eu fui secretário de Segurança aqui durante dois anos e três meses, e eu digo à senhora com experiência que não teria acontecido”, respondeu ele à relatora da comissão, senadora Eliziane Gama (PSD-MA).

Torres disse que viajou “extremamente tranquilo” devido ao plano que assinou e a situação do acampamento.

“Eu viajei extremamente tranquilo por esses dois fatores. Primeiro, as imagens do acampamento daquele dia e, segundo, o PAI [Plano de Ações Integradas] que ficou assinado com as determinações para as instituições e órgãos e agências trabalharem no dia do 8 de janeiro”, afirmou.

Depoimento
Anderson Torres depôs à comissão em sessão nesta terça. A CPI já aprovou a quebra dos sigilos dele. No dia dos atos golpistas, ele era secretário de Segurança Pública do DF, mas estava viajando para os Estados Unidos.

O ex-gestor é investigado pelo Supremo Tribunal Federal por suposta omissão na montagem do esquema de segurança no dia dos atos golpistas.

Torres chegou a ficar preso por cerca de quatro meses, mas depois foi solto por ordem do ministro Alexandre de Moraes, que impôs, no entanto, o uso de tornozeleira eletrônica.

O ex-secretário, que foi ministro da Justiça durante o governo Jair Bolsonaro, também foi questionado pelos parlamentares sobre um documento encontrado pela Polícia Federal na casa dele que ficou conhecido como “minuta do golpe”.

Nesse documento, havia a decretação de estado de defesa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a fim de mudar o resultado das eleições presidenciais de 2022, quando Lula (PT) derrotou Bolsonaro.

Aos parlamentares, ele afirmou que o documento era “fantasioso” e “aberração” sem “validade jurídica”.

Fonte: r7

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Política

Sem Lula, mas cheio de ministros e até autoridades ligadas a Bolsonaro, festa de Zanin tem ingressos de R$ 900

por Redação 4 de agosto de 2023

Já o badalado evento para celebrar o novo ministro da Corte ocorreu em uma casa de festas no setor de clubes, próximo ao Lago Paranoá. Os ingressos partiam de R$ 500 reais, mas poderiam chegar a R$ 900 reais. Isso, porque a organização foi feita por conta da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB). Os nomes foram escolhidos por Zanin.

No cardápio, salada especial, frango Wellington, medalhão de filé mignon e risoto de camarão – embora Zanin seja alérgico e tenha vetado frutos-do-mar. Foram servidos ainda vinhos, whiskey e espumantes e, de sobremesa, brigadeirão, cheesecake e taça da banofe.

A reportagem da CBN teve acesso ao local da festa e trouxe as informações dos bastidores do evento. Inicialmente, os jornalistas ficaram do lado de fora. Como o local era aberto, foi possível observar pelos vidros toda a movimentação dos convidados. Depois, os jornalistas tiveram acesso ao salão do evento, com a condição de não filmar, mas com a possibilidade de conversar com os ministros.

Dentre os ministro do STF, compareceram Gilmar Mendes, Dias Toffoli, André Mendonça, Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso e o ex-ministro Ricardo Lewandowski. Da Esplanada de Lula estiveram presentes Anielle Franco, Jorge Messias, Luiz Marinho e Ester Dweck. Chamou a atenção a presença de aliados de Bolsonaro. José Vicente Santini, que foi secretário executivo da Casa Civil do ex-presidente, esteve no evento. Atualmente, ele trabalha para Tarcísio de Freitas, no escritório de representação de São Paulo em Brasília. Nos bastidores, é uma tentativa de nomes da direita de buscar uma reaproximação com o STF. A advogada de Bolsonaro, Karina Kufa, também participou da posse, no STF, o que gerou críticas nas redes bolsonaristas, mas reforça a tentativa de refazer os laços com a Corte.

Os ministros do Supremo, de forma geral, avaliam positivamente a entrada de Zanin no STF. Fontes da Corte comentaram ainda que sabem que, no início, os novos ministros do Supremo têm uma tendência a votar em processos a favor de quem os indicou. No início, portanto, esperam alinhamento de Zanin com as teses do governo Lula. Com o tempo, entretanto, ocorre esse distanciamento. A avaliação inclusive é de que André Mendonça, por exemplo, indicado por Bolsonaro, já começa a adotar uma postura mais independente na Corte.

Fonte: CBN

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Política

Do Val volta ao Senado após licença e operação da PF e pede a colegas que não façam ‘canibalismo’

por Redação 4 de agosto de 2023

Afastado do cargo desde 21 de junho, quando apresentou um atestado médico para “cuidar da saúde”, o senador Marcos do Val (Podemos-ES) voltou às atividades parlamentares nesta quinta-feira (3). A licença foi apresentada poucos dias depois de o parlamentar ter sido alvo de uma operação da Polícia Federal (PF). O retorno foi marcado por um discurso no plenário com o pedido para que a Casa não “exerça o canibalismo”.

“Deveremos estar unidos, e não criticando o Senado, para não exercer o canibalismo aqui dentro. Quanto mais unidos ficarmos, mais forte fica o Senado, mas eu precisaria que os senadores pudessem se colocar no meu lugar, porque, se a gente deixar isso acontecer, amanhã será com mais um, com mais outro, com mais outro, com mais outro”, falou o senador ao pedir a ajuda aos demais parlamentares.

Em 15 de junho, dia do aniversário de Marcos do Val, agentes da PF cumpriram três mandados de busca e apreensão em endereços do parlamentar, incluindo o gabinete dele no Senado. As autorizações foram expedidas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

Na ocasião, os agentes apreenderam documentos digitais e físicos, além do celular funcional do senador, um computador e uma arma, que é legalizada. Também por ordem de Moraes, o X (então Twitter) bloqueou o perfil de Do Val. Até esta quinta (3), a conta continuava inativa.

Cinco crimes
O senador é investigado por pelo menos cinco crimes:

  • divulgação de documento confidencial (art. 153 do Código Penal);
  • associação criminosa (art. 288 do Código Penal);
  • tentativa de abolição do Estado democrático de Direito (art. 359-L do Código Penal);
  • tentativa de golpe de Estado (art. 359-M do Código Penal); e
  • impedimento de investigação sobre organização criminosa (art. 2º, §1º, da lei 12.850/2013).

Fonte: r7

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Política

PF faz buscas contra suspeito de propagar ataques violentos a Lula

por Redação 4 de agosto de 2023

A Polícia Federal cumpre na manhã desta sexta-feira (4) um mandado de busca e apreensão contra um vigilante suspeito de propagar nas redes sociais imagens ameaçadoras de ataques ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O mandado foi cumprido em Belém (PA). Segundo as investigações, o homem possui porte de arma de fogo.

Lula viaja para o Pará nesta sexta e cumpre agenda pela manhã em Parintins (AM). Na próxima semana, o presidente se reúne com chefes de Estado dos países amazônicos em Belém.

Segundo a PF, a ação “busca angariar mais elementos de convicção acerca do cometimento de crimes e evitar a possibilidade de atentado ao presidente”. Os conteúdos extremistas foram identificados na rede social do vigilante.

Na tarde desta quinta-feira (3), a PF prendeu, também no Pará, um fazendeiro que ameaçou “dar um tiro” em Lula. Ele teria feito pesquisas para descobrir o hotel em que o presidente vai se hospedar, em Santarém (PA), no começo da próxima semana.

O fazendeiro teria proferido as ameaças enquanto comprava bebidas em uma loja na quarta-feira (2). Ao adquirir os produtos, ele teria dito que “daria um tiro na barriga do presidente”. O fazendeiro chegou a perguntar aos demais clientes do estabelecimento se saberiam onde Lula se hospedaria quando fosse ao município.

O inquérito da Polícia Federal foi instaurado depois que uma das testemunhas denunciou as falas, logo após o episódio. A reportagem tenta contato com a defesa do fazendeiro.

Ao ser encontrado, o suspeito afirmou aos policiais que participou dos atos extremistas de 8 de janeiro, em Brasília, e invadiu o Salão Verde da Câmara dos Deputados.

O fazendeiro confessou, ainda, que participou, após o resultado das eleições do ano passado, de manifestações em frente ao 8º Batalhão de Engenharia de Construção, em Santarém (PA), por 60 dias. Ele disse que doou R$ 1.000 à manifestação todos os dias.

Durante a operação que prendeu o fazendeiro, os investigadores encontraram um comprovante de compra e venda de um imóvel na região, no valor de R$ 2,5 milhões. Ele declarou ser fazendeiro e já ter trabalhado como garimpeiro.

De acordo com a PF, ele pode responder pelos crimes de ameaça e incitação a atentado contra pessoa por motivos políticos ou preparo dele.

Fonte: r7

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Política

Zanin vai herdar processos de Lewandowski no STF; saiba quais

por Redação 3 de agosto de 2023

O novo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, vai assumir um acervo de 520 processos – um dos menores dos gabinetes da Corte. As ações e os recursos que inicialmente vão ficar sob a relatoria do ministro serão herdados do ministro Ricardo Lewandowski – Zanin vai ocupar a cadeira que era do ministro, que se aposentou em abril.

Uma vez assumindo o cargo, Zanin passará a fazer parte da distribuição dos processos que chegarem ao tribunal. Pode assumir os casos por sorteio ou pela chamada prevenção – se tiver, em seu gabinete, ação ou recurso que trate de tema semelhante ao novo processo.

Aos 47 anos, considerando as atuais regras para aposentadoria no STF, Zanin permanecerá por 28 anos no STF — até completar 75 anos.

Após tomar posse, o novo ministro vai assumir a relatoria de ações com repercussões sociais e econômicas. A maioria dos processos trata de temas de Direito Administrativo e Direito Público, além de casos tributários. Entre eles, estão:

validade de regras da Lei das Estatais sobre nomeação de conselheiros e diretores;
validade de decreto do presidente Lula que restabelece as alíquotas de PIS/Pasep e Cofins, que haviam sido reduzidas à metade;
investigações sobre supostos desvio do chamado “orçamento secreto”;
omissões do governo Jair Bolsonaro (PL) durante a pandemia de Covid-19;
validade de decreto de Bolsonaro que flexibilizava a exploração de cavidades subterrâneas, como grutas e cavernas.

O novo ministro do Supremo já deverá estar empossado quando o STF voltar a analisar temas populares, como o recurso que discute a tese do marco temporal sobre a demarcação de terras indígenas.

Na ordem das votações, em regra, será o primeiro a votar logo depois do relator, já que é o ministro mais novo do tribunal.

Na Corte, Zanin também deve integrar a Primeira Turma. A vaga foi aberta com a transferência do ministro Dias Toffoli para a Segunda Turma do STF após a saída de Lewandowski.

Perfil
Cristiano Zanin tem 47 anos de idade e é advogado há mais de duas décadas. Nascido em Piracicaba (SP), Zanin se formou em direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e é especialista em litígios estratégicos e decisivos, empresariais ou criminais, nacionais e transacionais.

Zanin se notabilizou por defender Lula nos processos penais da operação Lava Jato desde 2013. O presidente chegou a ser condenado e preso, mas teve as condenações anuladas pelo STF após recursos assinados pelo advogado.

Ainda como advogado de Lula, Zanin foi um dos responsáveis por levar o processo envolvendo a condenação e a prisão do petista ao Comitê de Direitos Humanos das Nações Unidas.

Este caso foi o primeiro comunicado individual levado à corte internacional em favor de um cidadão brasileiro. Lula venceu a análise, e a decisão proferida é, atualmente, paradigma internacional sobre o direito individual.

O paradigma é representado pelo seguinte enunciado adotado pela ONU: “Toda e qualquer pessoa deve ser julgada por um juiz independente e imparcial”.

Fonte: G1

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Política

Lula é aconselhado a acelerar reforma ministerial para não comprometer pautas econômicas

por Redação 3 de agosto de 2023

Com o retorno dos trabalhos do Congresso Nacional, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passou a ser aconselhado por integrantes do governo a não retardar o processo de reforma ministerial que foi prometido por ele antes do recesso parlamentar. Segundo avaliação do Palácio do Planalto, uma eventual demora pode incomodar os partidos políticos que querem ingressar na gestão, o que levaria as legendas a não votar projetos de interesse do governo, sobretudo da equipe econômica.

Partidos do centrão têm cobrado mais espaço na Esplanada dos Ministérios e em órgãos públicos de maior relevância para o Executivo em troca de garantir governabilidade a Lula no Congresso. As legendas desejam pastas como Esportes, Saúde e Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, mas Lula ainda não definiu quais ministérios vai entregar ao centrão. Outras instituições que estão na mira são a Caixa Econômica Federal e a Fundação Nacional de Saúde (Funasa).

Em live nas redes sociais nesta semana, Lula disse que não vai fazer “a política do ‘é dando que se recebe'”.

Segundo o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), o presidente “está matutando como é que faz para ter o melhor custo-benefício político”.

“É o tipo de coisa que é meio solitária a decisão. Como ela [a reforma] não é ampla, ela é específica para um determinado fim — que é correto, de tentar ampliar e pacificar a base tanto na Câmara, mais na Câmara, e no Senado também —, evidentemente, para dar, você tem que tirar. E quando vai tirar sempre é confusão. Não posso dizer se está perto ou se está longe, porque quem está matutando nisso é o presidente”, disse o senador em entrevista à imprensa.

Marco fiscal e reforma tributária
Até o fim deste mês, o governo espera a aprovação de ao menos dois temas:

  • o projeto do chamado marco fiscal, norma que define novas regras para as contas públicas do país; e
  • a proposta de emenda à Constituição (PEC) da reforma tributária.

O primeiro item é mais urgente para o Executivo, que aguarda o aval do Parlamento às mudanças na regra fiscal para elaborar o Projeto de Lei Orçamentária Anual (Ploa) de 2024. O documento tem de ser enviado ao Congresso até 31 de agosto.

O texto do arcabouço já foi aprovado na Câmara em maio, mas precisa de uma nova votação dos deputados, porque a redação passou por alterações no Senado. O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), ainda não definiu uma data para que a proposta seja analisada no plenário. Nesta quarta-feira (2), ele conversou com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e disse que vai marcar uma reunião com líderes partidários para discutir a melhor data.

De todo modo, de acordo com Haddad, se depender de Lira, a Câmara não vai dificultar a votação da proposta. “Nós devemos ter nos próximos dias o arcabouço votado. Talvez na semana que vem ainda. Mas ele não se comprometeu com prazo, porque precisa reunir os líderes. Mas ele falou que não vai esperar nada”, disse.

“Não tem nenhum constrangimento em relação ao governo. Ele não vai esperar nenhuma ação do governo para votar, deixou claríssimo isso. Até porque ele sabe a importância de definir as regras do Orçamento do ano que vem. Não tem Orçamento do ano que vem sem essa matéria votada”, acrescentou Haddad.

Fonte: r7

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