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@2023 Voz de Guarulhos
Categoria:

Segurança

Segurança

Caso Nicolly: adolescentes suspeitos de matar jovem de 15 anos têm internação provisória decretada

por Redação 21 de julho de 2025

Dois adolescentes, de 17 e 14 anos, admitiram ter matado Nicolly Fernanda Pogere, de 15 anos, em Hortolândia (SP), depois de serem apreendidos no Paraná neste domingo (20). Eles confessaram o crime “com riqueza de detalhes”, segundo José Regino Melo Lages Filho, delegado do 2º Distrito Policial de Hortolândia.

Eles estavam escondidos na casa da avó de um deles, em Cornélio Procópio (PR), e foram apreendidos após denúncia anônima recebida pela Polícia Civil do município. Veja abaixo.

O corpo de Nicolly foi encontrado esquartejado em uma lagoa pela Guarda Municipal na tarde de sexta-feira (18), em Hortolândia (SP), com “sinais evidentes de violência extrema”, de acordo com a polícia. A menina estava desaparecida desde o dia 12 de julho.

Suspeitos confessaram crime
Um dos suspeitos apreendidos é um jovem de 17 anos, namorado de Nicolly. A outra apreendida é uma adolescente, de 14 anos, com quem o jovem também mantinha um relacionamento. Os dois já eram apontados como principais suspeitos do crime pela Polícia Civil.

Eles foram encontrados em Cornélio Procópio (PR), na tarde deste domingo. Os dois estavam abrigados na casa da avó de um dos suspeitos.

Responsável pela investigação, o delegado Regino, informou que os dois adolescentes confessaram o crime “com riqueza de detalhes” e admitiram que fugiram para não serem encontrados pela polícia.

Os suspeitos tiveram internação provisória decretada e serão encaminhados para a Fundação Casa Andorinhas, em Campinas (SP).

A ação foi resultado do trabalho conjunto de inteligência policial entre São Paulo e Paraná. No momento da apreensão, os adolescentes estavam com dois aparelhos celulares, que também foram apreendidos e serão analisados.

A Polícia Civil informou que segue em diligências para esclarecer o feminicídio e identificar outras pessoas que possam ter ajudado na fuga dos suspeitos.

Condições do corpo
Um cão farejador da Guarda Municipal de Hortolândia encontrou o corpo de Nicolly enquanto as equipes faziam buscas pela vítima em um lago, no bairro Jardim Amanda I.

A Polícia Civil informou que a menina foi esquartejada. O corpo estava enrolado em dois lençóis e em uma lona azul, parte dele dentro da água. Segundo a GM, o pai do namorado de Nicolly reconheceu os lençóis e a lona como dele.

O corpo tinha perfurações por arma branca e, nas costas da vítima, havia uma inscrição com as iniciais “PCC”. De acordo com o Dr. José Regino Melo Lages Filho, delegado do 2º Distrito Policial de Hortolândia, a inscrição aponta para uma “tentativa deliberada de disfarçar a motivação real do crime, simulando possível relação com organização criminosa”.

O delegado também informou que, no interior dos lençóis, foram encontradas pedras usadas para manter o corpo submerso na lagoa, caracterizando esforço de ocultação do cadáver.

A perícia foi acionada e o corpo foi levado ao Instituto Médico Legal (IML). Na casa do suspeito, foram encontradas manchas de sangue que estão sendo analisadas. O caso foi registrado como feminicídio.

Desaparecimento
De acordo com o padrasto de Nicolly, Felipe Espanha, os dois se conheciam desde a infância e chegaram a estudar juntos, até a família da jovem se mudar para Mococa (SP). Eles começaram um relacionamento à distância e, no dia 29 de junho, ela foi a Hortolândia visitar o avô e encontrar o namorado.

Ela ficou dois dias na casa do suspeito e voltaria para a casa do avô no dia 14 de julho, uma segunda-feira. A família, porém, não conseguiu contato com Nicolly.

A família chegou a ligar para o rapaz, mas ele disse que teria terminado o relacionamento com Nicolly e que ela teria ido embora no dia 12 de julho.

O avô registrou Boletim de Ocorrência relatando o desaparecimento de Nicolly na delegacia de Hortolândia. A Polícia Civil segue investigando o caso.

Fonte: G1

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Segurança

Reféns, dinheiro levado, invasão por teto: O que se sabe sobre assalto milionário a banco em Monte Alto, SP

por Redação 14 de julho de 2025

As polícias Civil e Federal investigam um assalto a uma agência da Caixa Econômica Federal na última sexta-feira (11) em Monte Alto (SP). Pelo menos quatro homens armados participaram da ação e fugiram levando cerca de R$ 1 milhão.

Até a última atualização desta matéria, nenhum suspeito havia sido preso.

Como o crime aconteceu?
O assalto aconteceu por volta das 9h da última sexta-feira na agência que fica na Rua Jeremias de Paula Eduardo, no Centro de Monte Alto. A cidade fica a 80 quilômetros de Ribeirão Preto (SP).

Cordas utilizadas pela quadrilha foram encontradas no forro de uma das salas.

Segundo a Polícia Civil, os criminosos armados entraram no prédio pelo telhado e renderam 17 funcionários. Fotos do circuito interno de câmeras mostram as vítimas sendo rendidas enquanto outra parte do grupo pega dinheiro.

Todos os funcionários foram ameaçados e trancados dentro de uma sala.

A ação durou cerca de 40 minutos, e os ladrões conseguiram fugir antes da chegada das autoridades. A polícia acredita que eles tenham estudado a movimentação da agência previamente.

Os funcionários não ficaram feridos e foram libertados com a chegada da polícia.

Quanto o grupo levou
De acordo com o delegado Marcelo Lourenço dos Santos, os ladrões conseguiram levar pelo menos R$ 1 milhão. O dinheiro estava no cofre e nos caixas eletrônicos abastecidos.

O valor ainda pode ser maior, de acordo com o delegado, mas somente uma análise contábil da Caixa pode apontar o montante correto.

Como o grupo acessou o prédio
A principal hipótese é que o grupo tenha acessado o telhado do banco usando a laje de um restaurante vizinho como apoio.

O empresário Felipe Luquez, dono do restaurante, disse que os funcionários chegam por volta das 6h, mas que não perceberam nenhuma movimentação. Só com a chegada da polícia é que eles encontraram uma corda nos fundos do prédio.

O terreno baldio atrás do banco pode ter facilitado as ações de entrada e de fuga dos bandidos. Há uma cerca elétrica nos fundos, mas ela não estaria funcionando.

Imagens feitas por um drone mostram que os ladrões removeram as placas solares no telhado da agência e fizeram um buraco para conseguir entrar.

O delegado suspeita que eles tenham passado a noite no forro para surpreender os funcionários pela manhã na chegada para o expediente.

Como a quadrilha conseguiu escapar?
De acordo com o delegado, testemunhas informaram que os ladrões estavam com máscaras, usavam ponto eletrônico e se comunicavam com pessoas do lado de fora da agência.

Apesar do cerco e do apoio de policias como o helicóptero Águia, eles conseguiram escapar. “Eles entraram e saíram pelo teto, utilizando cordas.”

Durante as buscas pelos suspeitos, agentes da Guarda Civil Municipal (GCM) receberam um chamado de fazendeiros alertando sobre um carro em chamas na zona rural de Monte Alto, em um canavial.

As chamas no carro foram combatidas pela brigada de incêndio de uma usina. A perícia foi acionada.

O que diz a Caixa?
A agência alvo da quadrilha foi fechada temporariamente, segundo informou a Caixa.

Em nota, a instituição informou que coopera integralmente com as investigações conduzidas pelos órgãos competentes e que informações serão passadas exclusivamente às autoridades policiais.

O banco informou, ainda, que está prestando suporte necessário aos empregados da agência.

Os correntistas da agência podem recorrer ao Internet Banking, aos aplicativos no celular e nos telefones 4004 0104 (capitais e regiões metropolitanas) e 0800 104 0104 (demais regiões), assim como o CAIXA Cidadão pelo número 0800 726 0207, para serviços sociais.

Fonte: G1

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Segurança

Campeão mundial com a Seleção Brasileira de vôlei, Everton “Boi” é assassinado a tiros em Cuiabá

por Redação 11 de julho de 2025

O ex-jogador da Seleção Brasileira de vôlei, Everton Fagundes Pereira da Conceição, conhecido como “Boi”, foi assassinado na noite desta quinta-feira (10) em Cuiabá. Ele tinha 46 anos e foi encontrado morto dentro de uma caminhonete após ser baleado. O crime aconteceu nas imediações do Posto Bom Clima e está sendo investigado pela Polícia Civil de Mato Grosso.

Segundo informações da Polícia Militar, a equipe que patrulhava a região se deparou com um acidente envolvendo a caminhonete de Everton e uma F-350 verde. Ao se aproximarem, os policiais constataram que o ex-atleta já havia sido atingido por tiros e não apresentava sinais vitais. Testemunhas contaram que o autor dos disparos estava dentro do carro com a vítima e fugiu logo após os tiros, trocando de veículo para escapar. O Samu foi acionado e confirmou a morte no local.

Uma mulher procurou a delegacia para relatar que seu ex-marido teria sequestrado Everton pouco antes do homicídio, utilizando o mesmo carro onde ele foi encontrado. A principal suspeita da polícia é de que o crime tenha motivação passional, com base nos primeiros depoimentos colhidos e nas circunstâncias do assassinato. A investigação busca agora confirmar essa versão e identificar os envolvidos.

Everton “Boi” era natural de Várzea Grande-MT e vinha de uma família tradicional da cidade. Era filho do ex-goleiro João Fagundes da Conceição, conhecido como “Fagundão”, que defendeu o Operário Várzea-grandense nos anos 1980. Criado entre os bairros Cristo Rei e Jardim Glória, Everton estudou em colégios locais antes de se destacar no esporte. Começou no vôlei ainda na adolescência e rapidamente chamou atenção por seu porte físico, altura (1,97m) e potência ofensiva.

Com apenas 16 anos, foi convocado para a Seleção Brasileira infanto-juvenil e integrou a equipe que conquistou o título mundial de 1995, em Porto Rico. No ano seguinte, também foi campeão sul-americano da categoria, no Paraguai. A performance nas categorias de base o lançou para o voleibol profissional, onde teve uma carreira com passagens marcantes por clubes nacionais e internacionais.

No Brasil, defendeu equipes como Fiat/Minas, Suzano, São Caetano e Vôlei Futuro. Atuando como oposto, era conhecido por sua força no ataque e por liderar estatísticas de pontuação. Fora do país, passou por clubes da Espanha, Argentina e Japão — neste último, vestiu a camisa do NEC Blue Rockets e terminou como um dos principais pontuadores da liga japonesa. Retornou ao Brasil no fim da primeira década deste século e encerrou a carreira no Cuiabá Vôlei Clube, por onde também colaborou com projetos locais de desenvolvimento esportivo.

Embora tivesse uma passagem anterior pela polícia por falsidade ideológica, Everton era uma figura reconhecida no meio esportivo de Mato Grosso e respeitada por sua trajetória nas quadras. Sua morte gerou grande comoção entre ex-companheiros, treinadores e torcedores que acompanharam seu desempenho nos anos 1990 e 2000.

A Polícia Civil segue apurando o caso para esclarecer a motivação do crime e identificar os responsáveis. Enquanto isso, o voleibol brasileiro se despede de um nome que marcou época na base da Seleção e que levou o nome de sua cidade natal ao cenário internacional do esporte.

Fonte: GE

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Segurança

Seguranças de supermercado se tornam réus por morte de jovem suspeito de furtar chocolate no PR

por Redação 7 de julho de 2025

Seguranças de um supermercado da rede Muffato, no Paraná, foram indiciados pela morte de um jovem de 22 anos, suspeito de tentar furtar uma barra de chocolate. Rodrigo da Silva Boschen foi espancado até a morte após ser perseguido.

O Fantástico teve acesso a imagens que ajudaram a Justiça a transformar em réus os acusados: os seguranças Antônio Cesar Bonfim Barros e Bryan Gustavo Teixeira, o funcionário do hortifruti do mercado, Luiz Roberto Costa Barbosa, e o motociclista Henrique Moreira Alves Pinheiro do Carmo.

Nas redes sociais, o Muffato se orgulha de ser um estabelecimento super vigiado, a ponto de criar a campanha chamada “Os indesejáveis”. A empresa posta flagrantes de furto com o slogan “Segurança é tudo!”.

O rapaz fazia compra no local toda semana. No dia de sua morte, não pegou carrinho nem cesta, foi segurando os produtos que queria no bolso e nas mãos. No caixa, apalpou o corpo, avisando que não tinha nada para pagar.

A funcionária liberou o rapaz, mas notou que restava um item no bolso. Sem saber, esse gesto selou o destino do Rodrigo.

O que mostram as imagens
As imagens mostram Rodrigo indo para a praça de alimentação do mercado, onde encontra o vigia Bryan Gustavo Ferreira.

O vigia deu um alerta no rádio, levando o funcionário de hortifruti e outros a se juntarem à perseguição.

Rodrigo consegue sair do supermercado, mas o grupo corre atrás. De acordo com depoimento de Ailton Camargo, chefe da vigilância, eles estavam desobedecendo uma ordem.

No entanto, as imagens mostram que o próprio Ailton também segue à procura de Rodrigo, uma contradição ao depoimento. Em determinado momento, ele volta ao mercado. Segundo Bryan, porque o chefe da vigilância se sentiu inseguro.

Em seguida, os três restantes avistam Rodrigo e conseguem encurralar a vítima. É quando começa, segundo o Ministério Público, uma brutalidade fora do comum.

O golpe mata-leão teria sido dado por Bryan. A defesa diz que ele não agrediu o jovem, nem participou de qualquer ato violento. O advogado também relata que ele estava ali por ordem do seu supervisor imediato. Uma testemunha acusou Bryan e o segurança Antônio, de omissão.

“Falei para soltarem o cara, amarrarem, parar de bater e chamar a polícia. Até dei um grito com o cara lá falando que isso não era coisa que fazer com ser humano. Ele falou que eu tinha dó de ladrão”, relatou a testemunha.

Depois que o jovem está morto, Luiz Roberto, Bryan e Antônio arrastam o corpo. O trio ouve a indignação de moradores, mas também cumprimentos pelo bom trabalho.

Depois disso, o corpo de Rodrigo é abandonado na rua, com as calças arriadas, sem cobrir o rosto e exposto aos animais. O trio voltou para o supermercado.

A polícia afirma que, em nenhum momento, eles acionaram o socorro médico ou policial, o que, na visão dos investigadores, demonstra uma completa indiferença diante da gravidade da situação.

O MP viu como agravantes a vingança privada e desproporcional, o meio cruel, por causa da superioridade numérica que dificultou a defesa da vítima, e o motivo fútil. O promotor do caso, Marcelo Balzer, recomendou que o supermercado Muffato indenize os pais do Rodrigo. O advogado da família acha que a campanha “Os Indesejáveis” influenciou na conduta dos réus.

“Essa cultura intrínseca, gerada, incentivada pela empresa, sem sombra de dúvidas, interfere e influencia na conduta dos acusados”, continua.

O que dizem as partes envolvidas?
O supermercado Muffato afirmou ao Fantástico que os vídeos da campanha “Os Indesejáveis” são uma forma de inibir furtos e proporcionar um ambiente mais seguro. Logo depois do crime, os vídeos foram apagados.

A empresa declarou que a ação dos funcionários foi totalmente individual, fora dos seus protocolos. A companhia de vigilância Rota explicou que não orienta, tampouco autoriza que vigias adotem qualquer medida de perseguição ou contenção.

Bryan e Antônio não agrediram, nem impediram a agonia do Rodrigo. Henrique assumiu que deu socos na vítima. A defesa do motoboy alega que não foram agressões letais e que ele não estava no momento da morte.

Os três réus acusam Luiz Roberto (o funcionário do hortifruti) de asfixiar Rodrigo, mesmo depois de ele desmaiar. Luiz Roberto disse que a vítima já estava desacordada quando chegou.

“Não cheguei a encostar a mão nele, porque até então o superior falou que ele estava desmaiando. Então o que eu fiz foi pegar ele para tentar levar para a loja e pedir para o povo chamar o SAMU”, disse. Luiz Roberto ainda não tem um advogado de defesa.

“Até agora eu não consigo acreditar numa selvageria dessa por causa de um chocolate”, diz Ronaldo Boschen, pai do jovem morto. Rodrigo tinha conseguido um emprego pouco tempo antes da morte. Ele trabalhava como auxiliar de produção com um salário de R$ 2.600. A perícia indicou a presença de cocaína no corpo do Rodrigo. Ele chegou a tratar o vício numa clínica.

Fonte: G1

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Segurança

Ex-diretora de presídio e detento foragido negociavam votos por R$ 100 para beneficiar vereador e ex-deputado federal

por Redação 4 de julho de 2025

As investigações do Ministério Público da Bahia (MP-BA) apontaram que a ex-diretora do Conjunto Penal de Eunápolis, no extremo sul da Bahia, Joneuma Silva Neres, e o detento foragido Ednaldo Pereira de Souza, o “Dadá”, negociavam “votos cativos” por R$ 100.

De acordo com o processo ao qual a TV Bahia obteve acesso com exclusividade, Joneuma Silva, presa e denunciada por facilitar a fuga de 16 detentos do presídio há sete meses, passou a trabalhar “politicamente” para uma organização criminosa baiana, na qual passou a fazer parte.

Joneuma intermediava encontros entre o amante Ednaldo e o então candidato a prefeito de Teixeira de Freitas, o ex-deputado federal Uldurico Jr. (MDB).

Nestes encontros, também compareceu o então candidato a vereador do município de Eunápolis Alberto Cley Santos Lima, conhecido como Cley da Autoescola (PSD), apoiado politicamente pelo ex-deputado federal.

O documento aponta que na condição de padrinho “politico” de Joneuma, Uldurico Jr. passou a ter encontros repetidos com Dadá e outros membros da sua organização criminosa, dentro do Conjunto Penal de Eunápolis, com a participação da ex-diretora do local.

Conforme o documento, estes encontros eram cercados de cuidados “especiais”, por parte de Joneuma, para que não ficassem registrados nas câmeras de segurança ou arquivos do Conjunto Penal.

Depoimentos colhidos apontaram ainda que a intermediação de Joneuma com chegou a lhe render valores próximos de R$ 1,5 milhão. A defesa dela nega.

“Em nenhum momento, ela recebeu qualquer tipo de valor. Foi requerida pela Polícia Civil a quebra do sigilo bancário dela. No momento que eles quiserem, eles têm acesso”, disse o advogado Artur Nunes

Fornecimento de eleitores cativos
As investigações apontam que a intenção da ex-diretora do Conjunto Penal, ao intermediar os encontros entre membros do grupo criminoso e o ex-deputado federal era:

acobertar “politicamente” as atividades criminosas;
favorecer as ações criminosas do grupo, as quais se desenvolviam, escancaradamente, dentro do Conjunto Penal de Eunápolis.
A moeda de troca entre a primeira denunciada e o então candidato a prefeito de Teixeira de Freitas era o fornecimento de “eleitores cativos”. Em troca, Uldurico Jr. a apoiaria politicamente para manter-se na administração do Conjunto Penal, representando os interesses da organização criminosa.

Entre os eleitores cativos se incluía tanto os presos provisórios faccionados do grupo, que podiam votar, como os amigos e familiares deles.

Segundo o depoimento de um dos internos da unidade, o voto compromissado era comercializado e cada eleitor aliciado recebia o dinheiro.

Direcionamento de contratações e demissões
Ainda de acordo com o documento, para exercer o controle absoluto do Conjunto Penal de Eunápolis, e promover as atividades ilícitas para o amante e o grupo criminoso a qual ela passou a integrar, Joneuma começou a direcionar as contratações e demissões dos servidores do presídio.

Assim, os servidores que “não fechavam os olhos” ou compactuavam com as ordens eram intimidados ou demitidos. As demissões eram direcionadas por Joneuma, Dadá, dois dentistas, uma psicóloga e dois advogados.

Os demitidos eram substituídos por pessoas ligadas a ex-diretora do presídio, que chegou a contratar a irmã Jocelma Neres como advogada em defesa dos interesses do grupo criminoso, no Conjunto Penal de Eunápolis.

Presídio sob comando do crime organizado

Além de Joneuma, outras 17 pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público da Bahia. Entre elas, Wellington Oliveira Sousa, ex-coordenador de segurança do presídio, cargo de confiança da ex-diretora. O ex-gestor também está preso.

Joneuma esteve à frente a unidade por nove meses e foi a primeira mulher a ocupar este tipo de cargo no estado. No entanto, apesar da representatividade, o que veio à tona após as prisões revela que o conjunto penal estava sob comando do crime organizado.

O processo mostra que, desde que assumiu o cargo, em março de 2024, a gestora chamou a atenção das autoridades, especialmente pelas regalias dadas aos presos. Segundo informações presentes no documento, ela autorizou a entrada irregular de roupas, freezers, ventiladores e sanduicheiras.

O ex-coordenador de segurança da unidade foi uma das pessoas que revelaram as irregularidades. Em um dos depoimentos, Wellington contou que Joneuma atendia a diversas exigências feitas, principalmente por Dadá.

O homem é apontado pela polícia como chefe de uma facção de Eunápolis, que é ligada a outro grupo criminoso do Rio de Janeiro. Ele estava preso na unidade penal até o dia 12 de dezembro, quando aconteceu a fuga em massa.

Entre as regalias apontadas no depoimento, está o acesso de visitas. Wellington disse que a esposa de Dadá “passou a ingressar no conjunto penal, sem qualquer inspeção, mediante autorização da diretora”.

Relacionamento amoroso dentro do presídio
Outros relatos indicaram ainda que Joneuma e Dadá viveram um relacionamento amoroso, com relações sexuais, dentro do presídio.

Esse detalhe não foi relatado pelo ex-coordenador de segurança da unidade prisional, mas Wellington mencionou que Joneuma e Dadá tinham “encontros frequentes, que ocorriam na sala de videoconferências, sempre a sós, com uma folha de papel ofício obstruindo a visibilidade da porta pela abertura de vidro”.

O homem disse também que “as reuniões eram sigilosas e geravam estranheza entre os funcionários devido à regularidade e longa duração”.

Custodiada com filho na cela
Quando foi presa, no dia 24 de janeiro deste ano, Joneuma estava grávida. O bebê nasceu prematuro e segue com ela na cela, no Conjunto Penal de Itabuna, no sul do estado.

Em entrevista à TV Bahia, Jocelma Neres, irmã e advogada de Joneuma, nega a existência de um caso entre ela e Dadá.

“A gente não sabe quem foi que articulou tudo isso, mas ela está sofrendo as consequências de um crime que não cometeu. Ela nunca teve nenhum relacionamento com essa pessoa”, afirmou.

A advogada também destaca a preocupação com o fato de o sobrinho ainda estar no presídio com a mãe. “O presídio não é ambiente para uma criança recém-nascida e a família está desesperada, sem ter o que fazer. A gente não tem condições de estar lá com ela, pelo fato de ser uma cidade longe, e não ter recursos financeiros para estar lá”, desabafou.

Já o advogado Artur Nunes, que também representa Joneuma, explicou por que alguns benefícios eram concedidos aos detentos. “Dentro de uma unidade prisional, a gente entende, vive muito de negociação, no sentido de manter, ao máximo, a ordem da unidade prisional, evitar problemas, [evitar] que conflitos entre eles ocorram”, disse.

Em abril deste ano, Joneuma Silva Neres protocolou um pedido judicial de auxílio financeiro para cobrir gastos com a gravidez contra o ex-deputado federal Uldurico Jr. Ela alega que ele seria o pai da criança.

Em contato com a produção da reportagem, Uldurico Junior afirmou que não responde a nenhuma acusação e que tem pressa para fazer o teste de DNA.

Denúncia contra envolvidos
O MP-BA ofereceu denúncia contra os indiciados em março deste ano. Além de Joneuma, Wellington e Dadá, estão os outros fugitivos.

Segundo detalham os depoimentos, antes de fugirem, os detentos, que eram aliados de Dadá, foram colocados na mesma cela, de número 44.

Eles tiveram acesso a uma furadeira e abriram um buraco no teto da unidade, no dia 29 de novembro. O barulho não passou despercebido por agentes penais, mas a diretora só teria tomado uma atitude dois dias depois.

Foi neste momento que, segundo o ex-coordenador de segurança da unidade, ele recebeu ordem de Joneuma para buscar a ferramenta na cela, juntamente com a equipe.

Os agentes retiraram os presos e, em uma inspeção superficial, encontraram a ferramenta, que, conforme pontuou Wellington, foi mantida pela ex-diretora penal na sala dela por alguns dias. Somente pouco antes da fuga, ela pediu que o subordinado levasse o objeto para a casa dela.

Atualmente, Wellington está preso no Conjunto Penal de Teixeira de Freitas. Em contato com a reportagem da TV Bahia, a defesa dele informou que não iria se posicionar nesse momento.

A reportagem também tentou, mas não conseguiu contato com as defesas dos outros citados.

Entenda a fuga

O Conjunto Penal de Eunápolis fica em uma área afastada do centro da cidade, no bairro Juca Rosa. A fuga contou com quatro veículos do tipo SUV e oito homens portando armas de grosso calibre.

Um dos envolvidos, identificado como Vagno Oliveira Batista, foi preso em fevereiro deste ano, portando uma pistola. Segundo as investigações, ele era responsável por cuidar do armamento da facção.

Em depoimento, o suspeito disse que, depois da fuga, foi até a favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, onde encontrou com Dadá e outros cinco fugitivos.

Segundo depoimentos, antes de ser presa, Joneuma também planejava fugir para a capital carioca e se encontrar com o líder do grupo criminoso.

O que diz a Seap
Em nota, a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização do Estado (Seap) disse que jamais compactuou com qualquer privilégio concedido a internos custodiados no sistema prisional baiano.

A pasta pontuou ainda que participou ativamente com a Polícia Civil (PC) nas investigações e colaborou de forma irrestrita com a Justiça para punir todas as transgressões ocorridas no Conjunto Penal de Eunápolis.

Desde o final de maio, agentes da Força Penal Nacional estão operando no presídio. A decisão foi tomada depois do atentado que teria como alvo o novo diretor Jorge Magno Alves, no dia 20 de maio. O homem endureceu as regras na unidade. Ele escapou do ataque, porém um servidor ficou gravemente ferido.

Fonte: G1

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Segurança

Industriário morre após ser esfaqueado ao tentar defender criança autista em Manaus

por Redação 4 de julho de 2025

Fábio Souza dos Santos, de 30 anos, morreu após ser esfaqueado ao tentar defender uma criança autista de 6 anos que estaria sendo agredida pelo pai. O crime aconteceu no último sábado (29), no bairro São José 3, Zona Leste de Manaus. A vítima ficou internada por quatro dias e morreu na noite de quarta-feira (3).

De acordo com a família, Fábio foi atacado pelo vizinho após se envolver em uma discussão motivada por maus-tratos contra a criança, que seria filho do suspeito.

Segundo relatos de testemunhas, as brigas começaram quando a esposa de Fábio cortou a tela de uma das janelas da casa do vizinho para dar comida e água ao menino, que estava trancado em um quarto.

O autor do crime foi identificado como Michel Santos da Costa. Ele estaria embriagado no momento da agressão e fugiu logo após o ataque. O caso foi registrado no 14º Distrito Integrado de Polícia (DIP) e na Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS).

Fábio trabalhava como industriário, era casado, pai de três filhos e conhecido pelos vizinhos como uma pessoa prestativa e que costumava ajudar idosos. O velório foi marcado por comoção e protesto de familiares e amigos.

Fonte: G1

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Segurança

Polícia prende operadores do CV e do PCC em ação contra fornecimento de armas e drogas para o tráfico

por Redação 3 de julho de 2025

A Polícia Civil do RJ prendeu um homem e uma mulher apontados como operadores das maiores facções criminosas do país. Eles eram alvos da Operação Bella Ciao, da Delegacia de Combate a Organizações Criminosas e à Lavagem de Dinheiro (DCOC-LD), contra o abastecimento de armas e drogas para traficantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV).

Para os investigadores, trata-se de um “consórcio” de organizações criminosas voltado para municiar o Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio de Janeiro.

Presos:

Ana Lúcia Ferreira: ex-mulher de Elton Leonel da Silva, o Galã, um dos chefes do PCC e por anos o principal fornecedor de drogas e armas na América Latina. Ana ainda teve um filho com outro integrante da facção. Ela foi presa nesta quarta-feira (2) em Taubaté (SP);
Gustavo Miranda de Jesus: braço direito e operador financeiro de Fhillip da Silva Gregório, o Professor, morto com um tiro na cabeça há 1 mês e até então o maior fornecedor do CV. Gustavo foi preso nesta quinta (3) na Pavuna, na Zona Norte do Rio de Janeiro.
Um terceiro suspeito, Luiz Eduardo Grego, o “Cocão”, está foragido. Ele é apontado como operador logístico do grupo. Segundo a Polícia Civil, ele estaria sendo treinado por Lúcia para substituí-la na negociação com fornecedores.

Conexões
O delegado Vinícius Miranda, titular da Delegacia de Combate ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro, explicou que a investigação começou há mais de um ano, com foco inicial em Professor.

A partir da análise financeira e patrimonial, os agentes chegaram a Gustavo, que movimentou mais de R$ 250 milhões em nome da facção. Ele era responsável por lavar dinheiro da facção com empresas de fachada e eventos como bailes funk. Um dos estabelecimentos seria um mercadinho que, segundo a polícia, praticamente não tinha atividade comercial.

“Gustavo usava a própria família para movimentar os valores. Numa operação anterior, os pais e a irmã dele já tinham sido presos por emprestar contas bancárias para essas transações”, afirmou Miranda.

Já Ana Lúcia é apontada como peça-chave na articulação entre o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital. Ana tem histórico de envolvimento com líderes do PCC e usava seus contatos na fronteira com o Paraguai, em Ponta Porã (MS), para intermediar o tráfico de armas e drogas para as organizações.

“A Ana tem uma ligação direta com o ‘Professor’. Ela traz para o Rio o conhecimento que já tinha da região de fronteira. É uma articuladora que atua tanto para o Comando Vermelho quanto para o PCC”, afirmou o delegado.

“A diretriz foi para observar a situação macro do crime organizado com relação ao seu abastecimento. Detínhamos o conhecimento de que o matuto [fornecedor] de maior expoente no RJ era Fhillip da Silva Gregório, o Professor”, explicou o delegado assistente Pedro Cassundé.

“A investigação buscou estancar o fluxo de fora para dentro do estado por meio da identificação e captura da interface entre fornecedores e o Fhillip, a matuta Ana Lúcia Ferreira, a Ana Paraguaya”, emendou Cassundé.

Fonte: G1

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Segurança

Quadrilhas usam fotos de idosos para fazer empréstimo no nome deles; saiba como se proteger

por Redação 2 de julho de 2025

Os aposentados brasileiros são vítimas de muitas fraudes. Inclusive com sistemas de identificação facial.

Quando duas pessoas que ela tinha acabado de conhecer pediram para tirar uma foto, Célia Moreno nem desconfiou.

Para receber uma cesta básica, a aposentada ainda foi convencida a mostrar os documentos, também fotografado. Foi como se ela tivesse assinado um papel em branco.

Célia caiu em um dos muitos golpes que usam fotos e dados biométricos para contratar empréstimos bancários. Ferramentas criadas para aumentar a segurança muitas vezes são usadas contra as pessoas que deveriam ser protegidas. É importante saber que a imagem do rosto de uma vítima pode ser a informação mais procurada por um golpista.

A foto precisa ter resolução suficiente para que a máquina identifique 80 pontos no rosto. A combinação de dados como a largura da boca, a distância entre as orelhas e a profundidade do globo ocular forma um conjunto único, que pode ser chamado de impressão facial.

As fotos de cadastro na portaria de um prédio, são imagens para reconhecimento facial, que exigem luminosidade e melhor definição. Por isso, as principais dicas para evitar um reconhecimento facial involuntário são:

evitar fotos muito próximas;
desconfiar de muitas tentativas para conseguir uma boa imagem;
não tirar óculos, bonés ou outro acessório que esteja usando.
As pessoas mais idosas são as vítimas mais frequentes e especialistas defendem a criação de regras mais fortes de proteção.

A Febraban afirmou que os bancos investem R$ 5 bilhões por ano em segurança cibernética e que combatem fraudes em parceria com a polícia, a Anatel e o Ministério da Justiça.

Fonte: JN

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Segurança

Polícia encontra celulares dos pais mortos na mochila que adolescente preparou para fugir para MT

por Redação 27 de junho de 2025

O adolescente de 14 anos, apreendido por assassinar os pais e o irmão de 3 anos em Itaperuna, no Noroeste do Rio de Janeiro, já tinha uma mochila pronta para fugir para Mato Grosso, onde encontraria uma outra adolescente, de 15 anos, com quem mantinha um namoro virtual. A informação foi confirmada pela Polícia Civil.

Os policiais encontraram na mochila do adolescente os celulares dos pais mortos. A investigação descobriu ainda que o adolescente já buscava emprego no mesmo local em que a namorada trabalhava, em Água Boa (MT).

O crime aconteceu no sábado (21). O adolescente foi apreendido na quarta-feira (25) e confessou os assassinatos. A menina com quem ele mantinha o namoro virtual foi identificada e ouvida pela polícia de MT na companhia da mãe dela.

As investigações apontam ainda que o adolescente pesquisou na internet como receber FGTS de pessoas falecidas. Segundo a polícia, o pai dele tinha R$ 33 mil no fundo de garantia, quantia que o jovem pretendia usar na fuga.

De acordo com o delegado Carlos Augusto Guimarães, titular da 143ª DP (Itaperuna), a Justiça determinou a internação provisória do adolescente por 45 dias. Ao g1, o Tribunal de Justiça disse que não se pronunciaria sobre o caso, que tramita em segredo de justiça por se tratar de um menor de idade.

A polícia solicitou que fosse realizada uma perícia nos celulares do jovem e da adolescente com quem ele mantinha um relacionamento. Também é investigada a possibilidade de participação de coautores ou cúmplices.

Pai ensinava o filho a atirar com arma de fogo
A arma utilizada no crime estava registrada no nome do pai – que é CAC (Colecionador, Atirador e Caçador). Segundo a polícia, o adolescente esperou que os pais estivessem dormindo, pegou a arma e atirou na cabeça dos dois e no pescoço do irmão mais novo.

O pai do adolescente praticava artes marciais e também ensinava o filho a lutar e a atirar, segundo o delegado. Esses fatores estão sendo analisados pela polícia, mas a hipótese de distúrbios emocionais ou abandono afetivo também não está descartada.

“Quanto à relação familiar, já sabemos que o pai era CAC, que ensinava o filho a manusear e atirar com armas de fogo. Também praticava jiu-jitsu e judô, era faixa preta, e o menino já vinha treinando também. Estamos investigando esses caminhos — não que isso, necessariamente, tenha influenciado”, disse o delegado Carlos Augusto Aguiar.

Adolescente mentiu para família sobre sumiço dos pais
Na tentativa de despistar parentes e vizinhos, o adolescente inventou que o irmão havia se engasgado com um caco de vidro e que os pais o tinham levado ao hospital. No entanto, nenhuma unidade de saúde da região registrou atendimento da família.

A versão levantou suspeitas e, após pressão da família, o garoto acabou confessando o crime ao tio. A polícia foi acionada e o jovem foi apreendido.

A Polícia Civil trabalha com duas linhas de motivação para o crime. Uma delas é a de que o relacionamento virtual com a adolescente de Mato Grosso teria sido proibido pelos pais. E também uma possível motivação financeira, pra ficar com o dinheiro do FGTS.

Fonte: G1

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Segurança

‘Rooftop do tráfico’: operação para demolir prédios na Rocinha acha cobertura com piscina, cozinha gourmet e passagem secreta

por Redação 26 de junho de 2025

Uma força-tarefa iniciou nesta quinta-feira (26) uma operação para demolir 3 prédios erguidos irregularmente pelo tráfico na Rocinha, na Zona Sul do Rio de Janeiro.

Em um dos edifícios havia uma luxuosa cobertura com piscina, cozinha gourmet e geladeira repleta de bebidas, com vista para o mar de São Conrado. Em uma das paredes, policiais encontraram uma passagem secreta que levava a uma escada que dava para a mata.

Operários começaram a destruir o espaço a marretadas, e possivelmente a demolição será manual, já que máquinas não conseguem subir até os imóveis.

As construções, localizadas na região da Dionéia, em uma área de aproximadamente 2 mil m², tinham de 2 a 7 andares e apresentavam risco de desabamento após o desmatamento de uma encosta.

“Essas construções são absolutamente ilegais e colocam em risco a vida das pessoas que ali estão”, declarou o secretário de Ordem Pública, Brenno Carnevale.

Os imóveis possuíam acabamento interno de alto padrão. Cálculos feitos por engenheiros da Prefeitura do Rio estimam que as obras, realizadas sem licença ou autorização municipal, custaram cerca de R$ 6 milhões aos responsáveis.

Os prédios também serviam de abrigo para integrantes do Comando Vermelho do Ceará, que foram alvo de uma ação no último dia 31 de maio.

Na ocasião, foram cumpridas ordens judiciais de prisão e de busca e apreensão contra chefes do tráfico cearense que se escondiam no Rio de Janeiro. Dezenas deles foram flagrados fugindo em comboio pela mata da Dionéia, a mesma região onde os prédios foram construídos.

A ação é do Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente do Ministério Público do Rio de Janeiro (Gaema/MPRJ), da Secretaria de Ordem Pública do Município (Seop) e da Polícia Militar, com apoio do Ministério Público do Ceará e da Polícia Civil cearense.

Por causa da operação, 2 unidades de saúde que atendem a região da Rocinha tiveram impactos: uma suspendeu o início do funcionamento e avalia a possibilidade de reabertura nas próximas horas; a outra abriu, mas interrompeu as atividades externas.

A Secretaria Municipal de Educação informou que 8 unidades escolares foram impactadas.

Niterói
O Gaema também foi demolir construções irregulares em Charitas, em Niterói, com apoio da prefeitura e da PM. As edificações ficam dentro da zona protegida pelo Parque Natural Municipal de Niterói.

Os agentes do MPRJ utilizam drones durante a operação para reconhecimento e verificação de outras invasões no local.

Fonte: G1

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