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Segurança

Segurança

Comandantes da UPP são flagrados pela PF em negociação com chefe do tráfico no Complexo do Alemão

por Redação 29 de abril de 2025

Uma investigação da Polícia Federal revela que um dos traficantes mais procurados do Rio, que chefia a venda de drogas em parte do Complexo do Alemão, mantinha contato frequente com oficiais da PM que comandavam Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) no conjunto de favelas. Mensagens extraídas na nuvem vinculada à conta de e-mail de Fhillip da Silva Gregório, o Professor — obtidas com exclusividade pelo GLOBO— mostram os comandantes combinando com o criminoso quais partes da favela podem ser patrulhadas e elogiando sua “gestão” à frente do tráfico na região. O traficante está foragido há mais de seis anos e é apontado como o terceiro homem mais relevante da hierarquia do Comando Vermelho fora do sistema penitenciário.

A conversa via WhatsApp obtida pela PF teve início na noite de 22 de novembro de 2022. “Vai trocar aí. Vou lá pro Manguinhos. Vai assumir um major aí, mas gente boa, sujeito homem. Eu não queria ir, mas não tem jeito. Já vou chegar em Manguinhos com guerra lá. Só dor de cabeça”, escreveu ao Professor um homem, identificado pelos agentes federais como um oficial da PM lotado na UPP Fazendinha.

O traficante tranquilizou o interlocutor e prometeu que falaria “com o dono de Manguinhos” para ajudá-lo na adaptação. Em seguida, perguntou: “Deixa esse na mesma sintonia com nós?”. Segundo o relatório, sintonia “equivale ao pagamento de propina a policiais para que não interfiram nas atividades criminosas”.

“Quando passar o comando, vou passar tudo pra ele, já até falei com ele”, respondeu o policial, que ainda reclama com o chefe do tráfico sobre criminosos armados circulando por uma área da favela e pede providências: “Eu seguro meus policiais, mato tudo no peito. Porque sei que tu é sujeito homem, cumpre tuas palavras”.

‘Tua gestão é boa’, diz PM
Professor prometeu que falaria com seus subordinados e, como resposta, recebeu novos elogios do oficial: “Tua gestão é boa. O que te deixa mal são os roubos da (Rua) Canitar, que vão cair tudo na tua conta. Mas eu tô ligado que não é você, só que pra te defender é f….”, explicou o PM. Ao final da conversa, o oficial ainda disse que já havia conversado sobre os contatos do traficante com seu sucessor — que, por sua vez, teria pedido para seguir com a mesma linha telefônica, usada exclusivamente para conversar com Professor: “O major pediu para deixar esse mesmo número com ele, o contato será esse mesmo, só que será com ele”.

Uma semana depois, em 30 de novembro, o criminoso retoma os contatos com o novo comandante para reclamar do policiamento. “Mano, mudou o comando, né? Queria falar sobre uns policiais que tão entrando ali pela Praça do Sagaz e indo no fundo da firma. Nunca tivemos problemas, fica cada um no seu espaço pra gente evitar algum estresse. Nunca teve isso ali, policiamento parando os viciados e cercando por perto da firma”, escreveu Professor.

O novo comandante prometeu que tomaria alguma providência: “Tranquilo, vou ver isso aí”. Ao longo do mês seguinte, os contatos continuaram: uma vez por semana, o traficante e o PM combinavam pontos de encontro. “Quer pedir para pegar hoje? Pois amanhã tem jogo”, escreveu Professor na tarde de 8 de dezembro, véspera da partida entre Brasil e Croácia pela Copa do Mundo. “Sim, ia falar isso com você”, respondeu o policial.

Prisão decretada
Os diálogos fazem parte do inquérito que culminou, em dezembro de 2023, na Operação Dakovo, em que 28 pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público Federal sob a acusação de atuarem no tráfico de 43 mil armas do Paraguai para facções criminosas do Brasil. A investigação descobriu que Professor, que mantém contatos frequentes com criminosos no Paraguai, Peru, Bolívia e Colômbia, é o principal responsável pela compra das armas usadas pelo CV no Rio. Ele teve a prisão decretada pela Justiça Federal da Bahia, mas nunca foi encontrado.

As conversas entre Professor e os policiais, obtidas através da quebra do sigilo do traficante, expõem “o poder exercido por Professor, bem como sua promíscua relação com supostos oficiais da PM do Rio de Janeiro”, segundo relatório do Grupo de Investigações Sensíveis (Gise) da PF da Bahia.

Como não eram alvos da investigação sobre tráfico de armas, os policiais não foram sequer identificados no documento. O conteúdo da conversa, no entanto, é corroborado pelo boletim interno da PM. No mesmo mês em que acontecem as trocas de mensagens,é publicada a mudança de comando da UPP Fazendinha: o oficial que deixou a unidade foi para a UPP Manguinhos, citada no diálogo. Um major assumiu o seu posto.

Corregedoria vai apurar
Questionada se sabia da existência dos diálogos e se havia algum procedimento aberto para investigá-los, a PM informou, através de nota que, “embora a operação da Polícia Federal tenha sido desencadeada há mais de dois anos, a Corregedoria Geral da Corporação ainda não foi notificada sobre a investigação”. A corporação acrescentou que, “diante da gravidade do fato, solicitará uma cópia dos autos à Polícia Federal para, de imediato, instaurar um procedimento apuratório com objetivo de investigar as responsabilidades dos agentes envolvidos na denúncia”.

Os dois agentes que comandaram a UPP Fazendinha na época dos diálogos seguem trabalhando normalmente. Já a unidade foi extinta: no ano passado, após uma reestruturação feita pela PM, a UPP Complexo do Alemão passou a englobar as áreas das antigas unidades da Fazendinha, de Nova Brasília e do Alemão.

Fonte: OGLOBO

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Segurança

Adolescente é sequestrada e encontrada morta em poço; padrasto e jovem são presos em Cuiabá

por Redação 23 de abril de 2025

Uma adolescente de 16 anos foi sequestrada e morta na noite dessa terça-feira (22), no bairro Ribeirão do Lipa, em Cuiabá. Heloysa Maria de Alencastro Souza foi encontrada morta com as mãos e pés amarrados dentro de um poço, em uma região de mata, horas após ter sido vítima de um roubo, seguido de sequestro, segundo a Polícia Militar.

Até a publicação desta reportagem, duas pessoas foram presas e um adolescente apreendido: o padrasto, Benedito Anunciação de Santana de 40 anos, e o filho Gustavo Benedito Junior Lara de Santana, de 18 anos, além de um adolescente de 17 anos, apreendido depois de tentar fugir pelo telhado de uma casa.

A polícia ainda procura por outro adolescente de 16 anos por suspeita de envolvimento no sequestro. A polícia investiga se um dos envolvidos no assassinato tinha um relacionamento amoroso com a jovem, mas ainda não há detalhes sobre a motivação do crime.

De acordo com a polícia, as equipes foram acionadas após denúncias de que um carro havia sido roubado e levava a adolescente como refém. Com a ajuda de câmeras de segurança, os policiais identificaram o veículo que seguia em direção a um condomínio da capital.

Durante as buscas, os policiais encontraram duas placas do veículo e um lençol branco próximo a uma área de mata. As equipes então encontraram um poço onde estava o corpo da adolescente. Devido à profundidade, foi preciso acionar o Corpo de Bombeiros para a retirada do corpo.

Prisões

O padrastro da vítima foi preso no Hospital Municipal de Cuiabá e Gustavo foi detido na casa da avó. Ambos confessaram participação. A Polícia Civil investiga o caso.

Fonte: G1

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BrasilSegurança

Milicianos presos em festa em Caxias se aliaram a traficantes, diz polícia

por Redação 16 de abril de 2025

Os suspeitos de integrar uma milícia em Duque de Caxias que foram presos em uma festa no último domingo (13) se aliaram ao Terceiro Comando Puro (TCP), uma facção ligada ao tráfico de drogas, diz a polícia.

O delegado titular da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas (Draco), Álvaro de Oliveira Gomes, afirmou que as duas organizações criminosas se aliaram por razões estratégicas na região do Parque São Bento, no município da Baixada Fluminense. Segundo ele, o TCP domina áreas próximas à região:

“Acabam servindo como matadores de aluguel, por exemplo. Os milicianos se aproveitavam de ter criminosos em volta que tinham o domínio territorial, além de ter vantagem econômica”, acrescentou.

Segundo ele, o impacto na região após as prisões promete ser grande:

“Aquela área é quase rural em alguns trechos. Tirar boa parte da organização criminosa de circulação evita com que os moradores passem pelo suplício de extorsões regulares, vivendo sob jugo do medo”, finalizou.

Relembre o caso

Durante a ação foram presos o chefe da milícia da região, identificado como Rogério Moura Ferreira, e Leonardo Souza Ferreira, o “PQD”, contra o qual havia um mandado de prisão por homicídio.

Após trabalho de monitoramento e cruzamento de dados, o setor de inteligência da Polícia Civil descobriu que seria realizada uma festa de comemoração do aniversário de integrantes de uma milícia que atua na região.

Durante a madrugada, agentes da agentes da Delegacia de Repressão as Ações Criminosas Organizadas (Draco), da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense e da 38ªDP (Brás de Pina) foram até o estabelecimento comercial e efetuaram as prisões.

Na chegada ao local, que tem piscina, churrasqueira e campo de futebol, os policiais se depararam com alguns milicianos fazendo a segurança do evento do lado de fora.

No interior do estabelecimento os policiais identificaram outros milicianos, todos armados. Alguns tentaram fugir pulando o muro para uma área de mata. Após troca de tiros, os milicianos foram alcançados e capturados.

Os agentes apreenderam armas, dentre eles 7 pistolas, uma espingarda, além de um simulacro de arma de fogo, e materiais bélicos como placas balísticas e equipamentos táticos.

O miliciano identificado como ‘PQD’ foi hospitalizado porque torceu o pé durante a fuga dos policiais. De acordo com a polícia, todos os envolvidos tinham diversas passagens pela polícia.

Fonte: G1

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BrasilSegurança

Adolescente de 14 anos era um dos chefes de rede de crimes de ódio contra menores na internet, diz polícia

por Redação 15 de abril de 2025

Um adolescente, de 14 anos, é apontado como um dos chefes de uma rede de crimes de ódio contra menores, segundo a Polícia Civil. O menino, que mora em Campo Grande, foi um dos alvos da Operação Adolescência Segura, nesta terça-feira (15).

A operação ocorre em 7 estados e tem como objetivo desarticular uma das maiores organizações criminosas do país voltadas à prática de crimes cibernéticos contra crianças e adolescentes. Até a última atualização desta reportagem, 2 adultos foram presos, e 6 menores, apreendidos.

Foram cumpridos 5 mandados de busca e apreensão em Campo Grande. Um dos alvos foi a casa do adolescente de 14 anos, no Jardim Carioca. No local foram apreendidos computadores, celulares e documentos.

Segundo o Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), o adolescente de 14 anos chefiava a rede de crimes de ódio a partir da casa dele. Os outros quatro endereços eram ligados a outras pessoas, que respondiam hierarquicamente ao adolescente na organização criminosa.

O adolescente confirmou a participação e a posição que exercia na organização criminosa. O suspeito não foi apreendido, em razão da falta de flagrante do delito, como explica a delegada responsável pelo Dracco, Ana Cláudia Medina.

Operação Adolescência Segura
Agentes da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (Dcav-RJ), com o apoio do CyberLab da Secretaria Nacional de Segurança, do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), saíram para cumprir 2 mandados de prisão temporária, 20 mandados de busca e apreensão e 7 de internação provisória de adolescentes infratores em Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.

A rede criminosa é responsável por diversos crimes graves no ambiente virtual, entre eles:

Tentativa de homicídio
Induzimento e instigação ao suicídio
Incentivo à automutilação
Armazenamento e divulgação de pornografia infantil
Maus-tratos a animais
Apologia ao nazismo
A investigação revelou que o grupo se organizava virtualmente, por meio de plataformas criptografadas como Discord e Telegram, onde promoviam desafios e competições, sempre de crimes de ódio.

Ataque a sem-teto

As investigações iniciaram em 18 de fevereiro de 2025, quando um morador em situação de rua foi atacado e teve 70% do seu corpo queimado por um adolescente que atirou 2 coquetéis molotov em sua direção.

Em paralelo, Miguel Felipe, maior de idade, filmava e transmitia o evento em tempo real para cerca de 220 integrantes na plataforma Discord. Miguel Felipe foi preso, e o adolescente foi apreendido e internado provisoriamente pela Dcav.

Fonte: G1

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Segurança

Justiça Federal condena estado de SP a criar comissão de prevenção e combate à tortura nos presídios paulistas

por Redação 14 de abril de 2025

A Justiça Federal condenou na última quinta-feira (10) o governo do estado de São Paulo a criar obrigatoriamente um plano de implementação de um “Mecanismo Estadual de Prevenção e Combate à Tortura” nos presídios paulistas.

A juíza Luciana Ortiz Zanoni determinou que a gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos) apresente em até dez dias um cronograma de trabalho para a implantação do órgão, que terá o prazo de 180 dias para começar a atuar.

No documento, o governo paulista deverá mostrar as datas, horário e local das reuniões.

O colegiado será responsável por inspecionar presídios do estado e prevenir atos de violência e violações de direitos dos detentos por parte de agentes públicos e até dos presos.

A sentença da 8ª Vara Cível Federal de São Paulo atendeu uma ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público Federal e pela Defensoria Pública do Estado de São Paulo, com a participação do Instituto de Defesa do Direito de Defesa (IDDD).

Na ação, as entidades afirmavam que o Brasil é signatário de vários tratados internacionais de prevenção à tortura, que tem sido ignorado por sucessivas gestões do Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.

Na sentença, a juíza ressaltou que o órgão deve ser implantado com estrutura, recursos orçamentários e número de cargos necessários ao funcionamento. Ele terá a obrigação de realizar visitas periódicas (no mínimo, anuais) a todos os locais de privação de liberdade no território paulista, como presídios, centros de detenção provisória, unidades da Fundação Casa e hospitais psiquiátricos do estado.

“A Convenção [contra a tortura da ONU] é de cumprimento obrigatório a todos os entes federativos e de todas as esferas de poder. É um compromisso de Combate à Tortura e Penas Cruéis e Degradantes que cabe a todas as instituições de forma cooperada, com concertação de propósitos, estratégias conjuntas e participação dos órgãos do Sistema Nacional de Prevenção e Combate à Tortura e instituições da sociedade civil”, disse Luciana Ortiz Zanoni.

O que diz o governo de SP
Por meio de nota, a Procuradoria Geral do Estado de São Paulo informou que o processo julgado nesta quinta-feira (10) tem uma liminar emitida pela mesma juíza que “continua suspensa por decisão do Órgão Especial do Tribunal Regional Federal da 3ª Região”.

“[O órgão] entendeu que não há obrigatoriedade de Comitês e Mecanismos Estaduais e Distritais de Prevenção e Combate à Tortura, e que sua implantação não pode ser determinada através de decisão judicial”, disse a gestão Tarcísio.

“Em razão da suspensão de liminar anteriormente deferida, a sentença também não produz efeitos até o trânsito em julgado do processo”, declarou.

Ciente da suspensão liminar, juíza Luciana Zanoni disse na nova sentença que os prazos dados por ele só começaram a ser contatos quando o processo transitar em julgado.

A juíza federal afirmou que baseou a decisão também em relatório produzido em outubro do ano passado pelo Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura no Brasil, que apontou que em diversas penitenciárias do estado de SP houve dificuldade para fazer inspeções.

Entre os presídios destacados pela juíza estão:

Penitenciária Venceslau I;
Penitenciária Venceslau II;
Penitenciária Feminina de Tupi Paulista;
Penitenciária de Dracena – ASP Adriano Aparecido de Pieri.
Nessas prisões, segundo a juíza, há “relatos de violações de toda natureza” e “emerge a premência de adoção de medidas de prevenção à tortura nos moldes da Convenção com a maior brevidade possível”.

Um exemplo desses crimes de tortura foi registrado no final de fevereiro pelo g1. Na época, o Núcleo Especializado de Situação Carcerária da Defensoria Pública de São Paulo ingressou com uma ação na Justiça para cobrar da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), do governo Tarcísio de Freitas, explicações e apuração sobre uma série de violações de direitos dentro da Penitenciária de Martinópolis, no interior do estado.

Segundo o órgão, em uma inspeção realizada no dia 17 de fevereiro, os defensores do núcleo encontraram uma série de marcas de agressão nos presos.

“Através das entrevistas realizadas diretamente nas celas dos pavilhões, estes afirmam que teriam sido agredidos por agentes do estado na Penitenciária de Martinópolis, desde a sua inclusão na unidade até o período de hoje”, diz a ação protocolada na Justiça de SP.

De acordo com os relatos, “haveria uma prática sistemática de agressão por parte dos agentes prisionais quando ocorre a chegada na unidade prisional, tanto de forma física quanto verbal, com a suposta prática de socos, tapas na cara, ‘borrachada’ e agressões com barra de ferro”.

Os defensores ainda emendaram: “Muitos chegariam na unidade despidos de qualquer vestimenta, pelados, momento em que são agredidos e ameaçados pelos agentes prisionais. Ainda, relatam que todos os pertences e roupas que possuíam em suas unidades de origem seriam descartados”.

A ação foi protocolada na Corregedoria das Unidades Prisionais, vinculada ao Departamento de Estadual de Execuções Criminais (DEECRIM) da 1ª região Administrativa Judiciária, com sede na capital paulista.

O que diz a SAP
Por meio de nota, a Secretaria de Administração Penitenciária disse que a pasta tem protocolos rígidos de atuação e que qualquer denúncia é rigorosamente apurada.

“A Polícia Penal do Estado de São Paulo atua sob rígidos protocolos de segurança e disciplina e não compactua com desvios de conduta de seus integrantes. Toda e qualquer denúncia contra seus agentes é rigorosamente apurada pelo órgão corregedor”, disse a nota.

“Caso a irregularidade seja confirmada, o envolvido é responsabilizado nos termos da lei. O órgão está à disposição do Poder Judiciário para prestar todos os esclarecimentos necessários sobre o referido relatório e o sistema prisional paulista”, declarou a SAP.

No pedido feito à Corregedoria das Unidades Prisionais, os defensores públicos solicitaram que a Justiça determine que 51 presos ouvidos façam exame de corpo de delito, no prazo máximo de 24 horas, além da liberação das imagens das câmeras da unidade.

“Os presos relataram que semanalmente (normalmente nas quintas-feiras) haveria uma blitz nos pavilhões realizadas por agentes mascarados, e que os próprios agentes da unidade prisional participariam dessa incursão”, diz o documento protocolado na Justiça.

Fonte: G1

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BrasilSegurança

Facções expulsam provedores e dominam serviço de internet em bairros pelo Brasil

por Redação 14 de abril de 2025

Facções criminosas estão expulsando pequenos provedores de internet de comunidades brasileiras para assumir o fornecimento clandestino do serviço, que tem se tornado um dos negócios mais lucrativos do crime organizado.

Os criminosos têm ameaçado, extorquido e até incendiado veículos e lojas de empresas legais que atuam no setor no Rio de Janeiro, no Pará e no Ceará.

Só no Rio, mais de 120 investigações foram abertas pela Polícia Civil desde o ano passado. As ações miram grupos que instalam redes ilegais, impedem empresas autorizadas de atuar e, em muitos casos, cobram pedágio das operadoras.

Em bairros controlados pela facção Terceiro Comando Puro (TCP), cujo chefe é Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão — traficante mais procurado do estado —, técnicos são abordados com ameaças.

“O que chateia mais é o cara dizer que, se você não atender aos desejos dele, o seu funcionário vai descer do poste na bala”, contou um provedor do norte fluminense, que acabou desistindo do negócio.

Os criminosos também utilizam aplicativos de mensagem para impor regras aos moradores. Em um dos áudios enviados a clientes, um homem avisa: “Peço a colaboração de todos, entendeu? Pra não passar por cima da nossa ordem. Ordem de forças maiores”.

E o sinal do crime não se limita ao Sudeste. O Comando Vermelho, segundo a polícia, ameaçou provedores de internet no Pará. Em janeiro, o carro de uma empresa foi incendiado em Ananindeua, região metropolitana de Belém.

No Ceará, os criminosos promoveram ao menos 13 ataques em seis semanas. Eles destruíram lojas e expulsaram técnicos de campo. Quase 16 mil moradores da cidade de Caridade ficaram sem internet após os ataques. Até agora, 15 empresas fecharam as portas no estado.

Para autoridades, o domínio das redes clandestinas representa também um risco à segurança digital. Sem regulação e com acesso irrestrito aos equipamentos, criminosos podem espionar comunicações, aplicar golpes e distribuir vírus.

A associação que representa o setor alerta para o risco de o problema se espalhar para outras regiões. “A gente tem medo que isso escale para o Brasil inteiro, por não ter um retorno rápido da segurança pública. Estamos falando de segurança nacional”, diz Mauricélio Oliveira, presidente da Abrint.

Resposta das autoridades
Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), há mais de 20 mil pequenos e médios provedores no país. Só nos últimos dois anos, essas empresas investiram mais de R$ 18 bilhões em infraestrutura.

“A Anatel está à disposição de todas as forças policiais, de todas as forças de segurança pública, para poder ajudar tecnicamente na identificação desses delitos”, afirmou.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública do Rio informou que está em contato com a Anatel e já mapeou áreas de atuação das facções.

No Ceará, 48 pessoas foram presas suspeitas de envolvimento nos ataques, segundo a Secretaria de Segurança Pública do estado. O órgão disse que vem fiscalizando o comércio ilegal de provedores em áreas onde houve interrupção do serviço.

Fonte: FANTÁSTICO

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FutebolSegurança

Ministério Público do Chile detalha mortes de torcedores do Colo Colo em jogo contra o Fortaleza

por Redação 11 de abril de 2025

Duas pessoas morreram em uma série de incidentes no entorno do Estádio Monumental, antes da partida entre Colo Colo e Fortaleza, nesta quinta-feira (10), pela segunda rodada da fase de grupos da Libertadores. A partida acabou sendo suspensa devido à entrada de torcedores no campo.

O jornal chileno La Tercera destacou que um grupo de torcedores tentou invadir o estádio e começou uma grande confusão. Com isso, policiais chegaram ao local. Lá um veículo lançados de gás lacrimogêneo teria atropelado duas pessoas. Segundo a publicação, as vítimas fatais foram uma menina de 18 anos e um menino de 13 anos. Outros dez torcedores acabaram presos.

  • Naquele momento, havia um grande número de policiais presentes. De acordo com informações preliminares, esses indivíduos, juntamente com pelo menos outras 100 pessoas, tentaram derrubar as cercas para tentar entrar no Estádio Monumental. É nesse contexto pouco claro que o incidente está sendo verificado. Estamos trabalhando com todos os recursos técnicos disponíveis, incluindo as câmeras no local, para determinar como os eventos ocorreram. Estamos trabalhando com diversas operações policiais para determinar quem é o responsável e levar a pessoa apropriada à justiça neste caso – disse Francisco Mores, promotor responsável pelo caso.

Entenda como foi a invasão ao campo
O jogo entre Colo-Colo e Fortaleza teve cenas lamentáveis nesta quinta-feira (10), pela segunda rodada da fase de grupos da Libertadores, no Monumental de Santiago. Deyverson, que estava no banco, mostrou objetos arremessados pela torcida ao juiz logo no início do segundo tempo. Depois, para além disso, o vidro que separa a torcida do gramado foi quebrado. Isso ocorreu no segundo tempo, quando as equipes empatavam em 0 a 0.

Torcedores do Colo-Colo invadiram o gramado. E o time do Fortaleza correu para o vestiário. Os jogadores do Colo-Colo tentaram conter os torcedores. A arbitragem também saiu do gramado. A partida foi cancelada.

O Fortaleza informou que todos os atletas, diretores, comissão e staff estão bem e seguros após a invasão de alguns torcedores do Colo-Colo em campo. Funcionários e membros da delegação do Fortaleza prestaram apoio e ofereceram suporte aos torcedores tricolores presentes no estádio.

Após a confusão iniciada por torcedores do Colo-Colo, o clube ajudou a tranquilizar e garantir a segurança de torcedores que seguiam nas arquibancadas até uma saída 100% segura.

Luto
Segundo informações da ESPN, dois torcedores do Colo-Colo morreram atropelados por uma viatura da polícia fora do estádio, o que gerou revolta de parte da torcida. Eles teriam 18 e 13 anos.

Segundo o La Tercera, houve uma confusão na entrada e cerca de 10 torcedores foram presos. Feridos também foram levados para centros de saúde.

O clima também era tenso antes do duelo, pela contratação de Lucero pelo Fortaleza, após o jogador deixar o Colo-Colo.

Fonte: GE

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Segurança

Motorista em carro de luxo mata jovem com tiro no rosto ao lado de universidade em Cuiabá

por Redação 10 de abril de 2025

Um jovem de 18 anos, que vivia em situação de rua, morreu após ser baleado no rosto, na noite dessa quarta-feira (9), no Bairro Boa Esperança, ao lado da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá. A vítima não foi identificada e ninguém foi preso até a publicação desta reportagem.

Conforme o boletim de ocorrência, a corporação foi acionada por volta de 21h para atender uma ocorrência de homicídio na Avenida Edgar Vieira. No local, a vítima foi encontrada caída no chão com uma perfuração causada por disparo de arma de fogo.

À polícia, testemunhas informaram que, antes do crime, viram um carro de luxo se aproximar da vítima e chamá-la. Em seguida, o jovem foi atingido e caiu no chão. Já o motorista fugiu em alta velocidade.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e constatou a morte da vítima ainda no local.

Ainda não se sabe a motivação do crime. A Polícia Civil investiga o caso e tenta localizar o atirador, que deve responder pelo crime de homicídio doloso, quando há intenção de matar.

Fonte: G1

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Segurança

Advogada denuncia Payet, do Vasco, e pede medida protetiva após ameaça e agressão; imagens fortes

por Redação 10 de abril de 2025

A advogada Larissa Ferrari, que viveu um romance extraconjugal com o jogador francês Dimitri Payet, do Vasco, denunciou o atleta por agressão física e psicológica. A mulher apresentou provas dos hematomas pelo corpo e entrou com pedido de medida protetiva de urgência contra o atleta. O EXTRA procurou o jogador e sua assessoria para comentar sobre dois boletins de ocorrência contra ele, mas não teve retorno.

No dia 30 de março, em União da Vitória, Paraná, Larissa compareceu à delegacia e relatou que passou a receber ameaças veladas do jogador. Segundo o boletim, após ela retornar à cidade, Payet começou a usar frases como: “Vou mandar alguém para te deixar segura” e “Vou mandar alguém ai para cuidar de você”. De acordo com a denúncia, a advogada alegou que o relacionamento dos dois é conturbado e que o jogador sempre demostrou comportamento agressivo e controlador. Um inquérito foi instaurado para apurar as alegações.

No Rio, um boletim foi feito no dia 29 e março, no qual Larissa afirma ter sido vítima de agressão por parte de Payet, deixando marcas em seu corpo, entre os dias 28 de fevereiro a 9 de março. A mulher alega que sofreu violência física, moral, psicológica e sexual.

Em entrevista exclusiva ao EXTRA, Larissa afirma que foi submetida a constantes humilhações e situações degradantes como forma de “punição”, toda vez que o francês sentia ciúme dela:

“Ele me pedia para beber minha própria urina, me sujar, lamber o chão, lamber o vaso. É difícil falar e ver esses vídeos. Cheguei a beber água do vaso, eu não consigo acreditar, quando falo disso, não gosto nem de olhar para a câmera porque não consigo nem acreditar que fiz”.

Larissa relata que realizou os pedidos de Payet porque, segundo ela, ele sabia que ela estava frágil emocionalmente. A advogada conta que é diagnosticada com transtorno de personalidade Borderline, e por isso, o atleta “aproveitava para ganhar vantagens sexuais”.

Em dezembro, num dos encontros com o jogador no Rio, Larissa conta que foi ameaçada por ele dentro do carro, enquanto seguiam para a casa dele, na Barra:

“Foi a primeira vez que vi ele muito agressivo e me ameaçou. Disse que, se fosse em outro momento, o meu fim poderia ser outro. Ele disse que eu tinha sorte de ter conhecido ele num momento bom da vida… Imagina se eu tivesse conhecido ele num momento ruim?”

Após o episódio, Larissa relembra que as agressões pioraram, a ponto de machucá-la, como nas imagens que anexou a sua denúncia.

A advogada diz que a atitude de expor tudo o que viveu no relacionamento é em busca de sua segurança: “Com a exposição, recebi muitos julgamentos, eu já sabia que ia acontecer. Mas entre ser julgada e a minha segurança, preferia a minha segurança. Não foi algo que pensei: ‘Vai ser lindo, vou ficar famosa’. Eu sabia que ser extremamente julgada, mas pensei: ‘É s minha segurança'”.

Fonte: EXTRA

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Segurança

‘Sua filha não está dormindo, sua filha vai ser vítima de um estupro virtual’, diz agente infiltrado no Discord para combater crimes contra menores

por Redação 7 de abril de 2025

Policiais e promotores de diferentes regiões do país estão se infiltrando em comunidades online — especialmente no Discord — para combater crimes brutais contra menores de idade. Entre as violações mais comuns estão a chantagem com fotos íntimas, indução à automutilação, estupro virtual e incitação ao suicídio.

O Fantástico deste domingo (6) mostrou como essas operações vêm sendo conduzidas para proteger as vítimas, alertar os pais e levar os agressores à Justiça (veja no vídeo acima).

Em uma sala dentro da Secretaria de Segurança Pública, policiais civis monitoram grupos criminosos e, em muitos casos, chegam aos envolvidos quando o crime estava prestes a acontecer — como em um caso de estupro virtual descrito por um dos investigadores.

“Ela disse ‘não tem nada de errado aqui na minha casa’ e eu disse: tem sim, a senhora vai até o quarto da sua filha, sua filha não está dormindo, sua filha vai ser vítima de um estupro virtual”.

Os agentes trabalham dia e noite infiltrados nas comunidades no Discord e em outras redes. E também recebem denúncias de ativistas. O núcleo existe desde novembro de 2024.

“O nosso monitoramento é totalmente passivo, nós funcionamos como observadores digitais”, conta Lisandra Salvariego Colabuono. “Hoje nós temos 92 vítimas de violência salvas. São vítimas que foram agraciadas com o poder de polícia, com a intervenção do estado.”

Prisão de abusadores

Em novembro, a polícia fez uma operação contra um destes grupos prendeu dois maiores e apreendeu quatro menores de idade. Um dos presos, o soldado do exército Luíz Alexandre de Oliveira Lessa, que se intitulava o ‘Hitler da Bahia’. Eles são investigados por aliciar e assediar crianças e adolescentes, pornografia infantil, induzir a automutilação e suicídio, e organização criminosa, entre outros crimes.

A defesa de Luíz Alexandre nega veementemente as acusações e diz que ele tem total disposição de colaborar com as autoridades. Já o exército informou que Luíz sofreu diversas punições disciplinares enquanto esteve na corporação e foi excluído do serviço em janeiro.

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? Converse com frequência

Reserve ao menos um momento por semana para dialogar com seu filho sobre o que ele vê e por onde circula na internet.

“A primeira forma de você se certificar de que seus filhos estão vivendo uma experiência virtual segura, saudável, é você dialogar com seu filho. É você ter pelo menos uma vez na semana uma conversa mínima que seja, para você saber o que é que ele vê, por onde ele circula”, explica Hugo Monteiro Ferreira, professor do Departamento de Educação da Universidade Federal Rural de Pernambuco.

? Reforce cuidados com estranhos no ambiente virtual

Ensine seus filhos a não interagir com desconhecidos online, da mesma forma que faria no mundo real.

“A gente tem, inclusive, o hábito de dizer, não converse com estranhos. Essa mesma lógica se aplica para a plataforma Discord, para qualquer relação virtual”, diz o especialista.

?Respeite os limites de idade para uso de telas

Siga as recomendações médicas sobre o uso de dispositivos por crianças e adolescentes.

“Criança até 7 anos não deve utilizar telas. Essa é uma orientação da Associação Brasileira de Pediatria há muito tempo. Dos 7 aos 13 anos, por exemplo, usar para funções pedagógicas, usar com bastante acompanhamento, sem deixar que seu filho ou sua filha passem a viver uma experiência contínua com as telas. Eu sugiro que liberar mesmo a partir dos 16 anos. Mas liberar mesmo, nesse caso, não significa liberar para tudo”, explica Hugo Monteiro Ferreira.

Fonte: FANTÁSTICO

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