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Segurança

Segurança

Ex-PM do Bope é preso por suspeita de treinar traficantes e lavar dinheiro para a quadrilha na Zona Oeste do Rio

por Redação 24 de março de 2025

A Delegacia de Roubos e Furtos prendeu, na manhã desta segunda-feira, o ex-PM Ronny Pessanha de Oliveira, o Caveira. Ele é investigado por treinar criminosos em comunidades dominadas pelo Comando Vermelho na Zona Oeste do Rio. Caveira foi preso na comunidade da Muzema.

O ex-policial também é suspeito de lavagem de dinheiro, utilizando uma empresa de segurança patrimonial como fachada para movimentações financeiras ilícitas. Caveira ainda é acusado de controlar de forma violenta diversos empreendimentos imobiliários no Itanhangá e Rio das Pedras, com uso de armamento pesado para expulsar moradores e tomar posse de imóveis na região.

Pessanha já foi preso em 2024 por suspeita de envolvimento com milicianos em Rio das Pedras. Ele foi lotado no 9º BPM (Rocha Miranda), no Batalhão de Operações Especial (Bope) e também no 41º BPM (Irajá), até ser expulso da corporação, em setembro de 2023.

Felipe Curi, secretário de polícia Civil, explicou que ação foi realizada para bloquear a expansão do Comando Vermelho na região e explicou a atuação de Ronny dentro da facção:

“Na Muzema, ele passou a expulsar moradores e colocava outras pessoas para morar ali. Inclusive ele é suspeito de ter participado da morte de duas pessoas em condomínios ali”, disse Curi.

O delegado Jefferson Ferreira, titular da DRF, explicou como Ronny praticava a lavagem de dinheiro e como a investigação foi iniciada:

“Ele tinha essa empresa de fachada, que não tinha funcionário cadastrado, nenhuma rede social vendendo serviço. Fomos noticiados por diversos depósitos em espécie, quase R$ 600 mil em 2 meses. Esse dinheiro era ilícito e ele passava pela conta da empresa, simulando a prestação de serviços, a fim de lavá-lo”, detalhou.

Segundo o delegado Jefferson Ferreira, Ronny tinha diálogo direto com os chefes do Comando Vermelho e tinha ajuda de uma sócia, a própria mãe, para realizar as ações de lavagem de dinheiro.

“Ele contava com apoio da sócia da empresa dele, que realizava atos de ocultação patrimonial: ele tinha, por exemplo, um veículo de R$ 300 mil em nomes dessa sócia”, afirmou o titular da Delegacia de Roubos e Furtos. A polícia tenta capturar a mãe do ex-PM.

A Justiça do RJ determinou o bloqueio R$ 3 milhões movimentados apenas pela empresa de Ronny em menos de um ano, além de bloqueio dos veículos de luxo que o ex-PM possuía.

Caveira também é apontado como o dono de um dos prédios demolidos durante uma operação conjunta do MPRJ com a prefeitura na Muzema, em 2021.

A ação contou com a colaboração da Subsecretaria de Inteligência da Polícia Militar, do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Vidigal.

Fonte: G1

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Segurança

Copiloto de helicóptero da Polícia Civil é baleado na cabeça ao sobrevoar comunidade da Zona Oeste do Rio durante operação

por Redação 20 de março de 2025

O copiloto de um helicóptero da Polícia Civil foi baleado na cabeça durante uma ação na Vila Aliança, na Zona Oeste do Rio, na manhã desta quinta-feira (20).

Felipe Marques Monteiro, 45 anos, foi atingido pilotando uma aeronave do Serviço Aeropolicial da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil e seu estado de saúde é considerado gravíssimo, segundo a Secretaria Municipal de Saúde.

O policial foi levado para o hospital Miguel Couto, na Gávea, na Zona Sul do Rio, para passar por uma cirurgia.

Informações preliminares davam conta que Felipe pilotava a aeronave, mas, posteriormente, a Polícia Civil informou que ele era o copiloto.

Felipe foi baleado durante uma operação contra uma quadrilha especializada em roubos de vans. Segundo a investigação, a quadrilha atua, principalmente, na Zona Oeste. Após roubar os veículos, o bando desmancha e revende as peças.

Em um dos endereços, na Vila Aliança, os bandidos atiraram nos policiais e atearam fogo em barricadas.

Fonte: G1

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Segurança

Polícia investiga denúncia de invasão de casas pelo tráfico no Rio Comprido, às margens do Viaduto Paulo de Frontin

por Redação 19 de março de 2025

Moradores do Rio Comprido, Zona Norte do Rio de Janeiro, denunciam que estão sendo expulsos de suas casas pelo tráfico de drogas. Uma família conta que precisou sair às pressas após ser ameaçada pelos criminosos e ter tudo que tinha ser levado pelos bandidos. Segundo as vítimas, os bandidos querem usar os locais como pontos de venda de drogas.

Um dos casos aconteceu no último mês, na Rua Sampaio Viana, nas imediações do Viaduto Paulo de Frontin. De acordo com as vítimas, no dia 2 de fevereiro eles foram surpreendidos por homens armados, que chegaram em uma moto.

Segundo os inquilinos, os criminosos disseram que o contrato de aluguel não valia mais e que, a partir daquele momento, o imóvel pertencia ao tráfico.

A vítima comunicou o que tinha acontecido ao proprietário da casa e registrou uma ocorrência na 6ª DP (Cidade Nova). “Saia desta casa, que é do tráfico e caso não saia, eu vou te matar”, disse o criminoso aos moradores.

De acordo com a proprietária do imóvel, a mulher que alugava a casa deixou o local às pressas. Quando voltou para buscar o que tinha deixado, os bandidos tinham furtado tudo.

No dia 9 de fevereiro, exatamente uma semana depois do prazo que os bandidos deram para as vítimas saírem, 3 pessoas foram até a casa. As imagens de uma câmera de segurança mostram 1 homem e 2 mulheres, que tinham chegado em um carro branco.

O homem força o portão, mas não consegue entrar. O trio fica ali por um tempo. Minutos depois, uma das mulheres nota a câmera. Ela vai até o equipamento e aponta a lente pra cima. A partir daí, a imagem não mostra, mas, segundo o dono da casa, o grupo conseguiu invadir o imóvel e levou tudo.

“[Levaram] Caixa d’água, bomba da cisterna, fiação, danificaram tudo”, disse o dono.

Seis dias depois, o carro branco reaparece em frente à casa. E o mesmo homem, que apareceu no dia 9 de fevereiro, força o portão de novo. Ele consegue entrar. Minutos depois, ele deixa o imóvel sem levar nada.

A casa voltou a ser ocupada por uma nova família. Os novos moradores encontraram a residência vandalizada.

Nesta semana, agentes da 6ª DP estiveram na região em busca de câmeras de segurança. Ninguém foi preso ainda.

Fonte: G1

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Segurança

Dono de bar que matou jovem na Rua da Lama é preso em Vitória

por Redação 19 de março de 2025

Foi preso na tarde desta quarta-feira (18) o empresário Vilson Luiz Ballan, que matou o jovem Breno Rezende de Carvalho, de 25 anos, em uma briga de bar que aconteceu no último sábado (15) em Vitória.

O mandado de prisão de Vilson foi cumprido pela Polícia Civil do Espírito Santo, por meio da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Vitória.

Na noite de segunda-feira (16), a Justiça atendeu o pedido da Polícia Civil autorizando a prisão preventiva do empresário.

O detido realizou exames no Instituto Médico Legal e foi encaminhado ao Centro de Triagem de Viana.

De acordo com dados do CNPJ, Vilson é o proprietário do bar Sofá da Hebe, onde a confusão começou.

O Tribunal de Justiça do Espírito Santo informou que a audiência de custódia do empresário está marcada para quarta-feira (19) durante a tarde no fórum de Vitória.

Relembre o caso
O crime aconteceu na Rua da Lama, um dos points boêmios mais famosos da capital capixaba.

Segundo testemunhas, o desentendimento entre os dois começou quando Vilson questionou Breno sobre o pagamento de uma cerveja de R$ 16.

Ainda de acordo com o relato de testemunhas, depois de discutir com Vilson, o Breno saiu com um grupo de amigos e foi para outro bar que fica na mesma rua.

Mais tarde, a vítima foi abordada pelo suspeito. Eles chegaram a conversar brevemente, até que o homem deu uma facada no peito do jovem.

Os dois conversam e o suspeito coloca a mão em um dos bolsos. Em seguida, o homem puxa uma faca e dá apenas uma facada no peito da vítima.

O jovem cai no banco já ferido, levanta e dá um tapa no suspeito, que foge logo depois. A mancha de sangue na camisa da vítima aumenta. Ele segue em pé e parece falar com o suspeito, que já não aparece mais no vídeo.

Depois a vítima olha para o ferimento no peito e ainda assim parece continuar falando com outra pessoa, até sair do enquadramento da câmera.

A vítima
Familiares disseram que Breno era formado em Tecnologia da Informação (TI) e tinha montado a própria empresa neste ano.

O jovem foi enterrado na manhã de domingo (16) no Cemitério Parque da Paz, na Serra, Grande Vitória.

Fonte: G1

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BrasilSegurança

Empresário é encontrado morto dois dias após desaparecimento no oeste da Bahia

por Redação 19 de março de 2025

Um empresário de 43 anos foi encontrado morto, na tarde desta terça-feira (18), na cidade de Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia. Wilson Lopes estava desparecido desde o domingo (16) e o caso já estava sob investigação da Polícia Civil do estado (PC-BA).

Segundo apurou a TV Oeste, afiliada da Rede Bahia na região, o corpo foi localizado em uma área de matagal por familiares da vítima, que ajudavam as autoridades com buscas. Ele estava em estado de decomposição.

O empresário foi reconhecido por um integrante da família. O corpo foi encaminhado para o Departamento de Polícia Técnica (DPT) da região, onde passará por necropsia. Não há informações ainda sobre o sepultamento da vítima.

Wilson Lopes morava sozinho em uma casa que fica ao lado da empresa de limpeza de máquinas que administrava, no bairro Jardim Paraíso.

Ainda na segunda-feira (17), quando o caso foi registrado na delegacia da cidade, policiais fizeram buscas no local e encontraram vestígios de sangue na sala, no quarto e na área externa da residência – o que já levava à suspeita de ocorrência de violência.

Ainda conforme pontuou a polícia, mesmo diante do cenário encontrado no imóvel, a única coisa que foi levada foi a caminhonete que pertencia ao empresário. O veículo foi encontrada abandonado no mesmo dia, a cerca de 200 metros da residência.

Ainda na segunda-feira, o cão de estimação do homem apareceu morto, em uma cova rasa perto de árvores do bairro. O corpo do animal também foi removido do local pelo DPT da região.

A autoria e a motivação do crime são investigados pela delegacia da cidade.

Fonte: G1

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Segurança

Caso Vitória: investigações indicam que jovem pode ter sido vítima de um stalker

por Redação 17 de março de 2025

As investigações sobre o assassinato de Vitória Regina de Souza, de 17 anos, ganharam um novo rumo. A perícia feita no celular do principal suspeito indica que ele acompanhava os passos de Vitória desde 2024 e pode ter cometido o crime sozinho.

Vitória estava desaparecida e foi encontrada morta no dia 05 de março, numa área a cerca de 5 quilômetros da casa onde morava com a família em Cajamar, na Grande São Paulo. Maicol Sales dos Santos é o único suspeito preso até agora.

O Fantástico teve acesso ao laudo da perícia com o relatório do que foi encontrado no celular de Maicol. Pela cronologia indicada no documento, Maicol viu a postagem de Vitória no ponto de ônibus às 0h06 do dia 27 de fevereiro, cerca de 20 minutos antes de a jovem descer do ônibus no bairro em que morava. Um indício de que Maicol pode ter interceptado Vitória no caminho até a casa dela.

Mas essa não foi a única descoberta. No celular de Maicol, a perícia encontrou também uma coleção de fotos de Vitória. As revelações encaminham para uma nova linha de investigação. Maicol pode ter agido sozinho porque tinha desenvolvido uma certa obsessão por Vitória.

Foram meses desde o ano passado acompanhando a rotina dela. Ele mora no mesmo bairro. A hipótese é de que Maicol seria um stalker — um perseguidor — e que já estaria há algum tempo planejando o sequestro.

Indícios reforçam suspeita
A polícia também encontrou no celular de Maicol fotos de facas e de um revólver. Segundo o relatório, Maicol pode ter usado a arma para obrigar Vitória a entrar no carro dele sem gritar.

Testemunhas disseram à polícia que ouviram barulho na casa dele nesse mesmo dia. E que o suspeito sabia que o carro do pai de Vitória estava quebrado.

Outro depoimento colhido pela polícia citou ainda que o carro de Maicol foi visto circulando pela região próximo ao horário do desaparecimento de Vitória. No relatório da perícia, uma câmera de segurança que fica nas proximidades teria registrado duas vezes a passagem de um veículo semelhante ao do suspeito.

A perícia encontrou no carro de Maicol um fio de cabelo e uma mancha que pode ser de sangue. Um exame de DNA vai dizer se eram de Vitória. Outro possível vestígio de sangue foi achado nesta casa que Maicol usava. A polícia acredita que ela pode ter servido de cativeiro.

Depoimentos contraditórios
Maicol está preso há oito dias. Ele afirmou em depoimento que passou a noite do desaparecimento de Vitória em casa com sua mulher, mas ela o desmentiu. Disse que naquele dia dormiu na casa da mãe dela e que não encontrou o marido.

Com as novas provas desta semana, a polícia reavalia se vai continuar considerando Gustavo Vinícius, ex-namorado de Vitória, e Daniel Lucas Pereira, morador da região, como suspeitos. Os dois sempre alegaram inocência.

Os investigadores aguardam os laudos finais da perícia para esclarecer se Mailcol é realmente culpado e se cometeu sozinho esse crime brutal.

Fonte: FANTÁSTICO

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BrasilSegurança

Servidores federais estão em banco de procurados pela Justiça e não são presos

por Redação 14 de março de 2025

Pelo menos oito servidores públicos federais são procurados pela Justiça há meses, mas não são presos. É o que mostra um levantamento exclusivo feito pelo g1, a partir de informações de 149 mil mandados de prisão. Para especialistas, ter procurados no serviço público mostra que o Brasil enfrenta falhas na gestão de informações.

O levantamento considerou quase a metade dos 326 mil mandados de prisão existentes no país. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que tem os dados de todos os mandados, informou que não poderia fornecer detalhes dos 180 mil mandados que faltavam (clique aqui e veja como a apuração foi feita).

Os dados mostram que são procurados:

Um vigilante da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), condenado por estupro de vulnerável. Ele é procurado desde novembro para cumprir a pena de 12 anos de prisão.
Um assistente de administração do Instituto Federal de Rondônia (IFRO), procurado desde novembro para cumprir sete meses de prisão em regime semiaberto por embriaguez ao volante.
Um agente ambiental do Parque Nacional do Cabo Orange, no Amapá, que é procurado desde maio para cumprir um mês de prisão em semiaberto por ameaçar a ex-companheira.
Um auxiliar operacional que atua na Secretaria de Gestão Estratégica do Governo de Roraima, alvo desde setembro de um mandado de prisão preventiva numa investigação sobre estupro de vulnerável. Ele ainda não foi julgado. (leia mais aqui)
Outros quatro servidores— um professor substituto, um médico, um agente especial e um analista — são alvo de mandados de prisão pelo não pagamento de pensão alimentícia, uma prisão civil (não criminal) que é revogada assim que a pessoa paga a dívida.
Além deles, o g1 encontrou um agente de portaria de uma escola do Amapá que, desde 2019, era procurado em uma investigação sobre furto qualificado. Na quarta-feira (12), após a reportagem entrar em contato com a Polícia Civil do estado, o servidor foi preso. Ele também ainda não foi julgado.

Mesmo com mandados de prisão em aberto, a investigação ou condenação por um crime, não resulta automaticamente na perda do cargo público.

Para especialistas, há ‘amadorismo’ e ‘falta de integração’ na gestão pública
Para Rafael Alcadipani, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e integrante do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a dificuldade em cumprir mandados de prisão contra servidores evidencia falhas na gestão de informações pelo Poder Público brasileiro.

O presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Brasil (Adepol), Rodolfo Laterza, diz que “causa absoluta perplexidade que essas pessoas sigam trabalhando, já que possuem endereço fixo e poderiam ser capturadas, com o cumprimento da ordem judicial”.

Segundo Laterza, a falha decorre de problemas na comunicação entre os órgãos.

Ao g1, o CNJ, responsável pela administração do Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP), afirmou que mantém um acordo que permite o acesso integral dos mandados com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

O BNMP é um portal que reúne ordens de prisão do país e é acessível a qualquer cidadão. Cabe aos tribunais a alimentação dos dados, incluindo ou excluindo os mandados quando estes são revogados ou cumpridos.

Segundo o CNJ, cabe ao Ministério da Justiça repassar os dados do BNMP para todos os órgãos de segurança pública do país.

Procurado, o Ministério da Justiça e Segurança Pública informou que repassa as informações do banco aos órgãos de segurança pública, através da ferramenta Sinesp Infoseg, mas que “não possui competência para fiscalizar ou interferir na execução dessas ações”.

Saiba quem são os servidores procurados e os crimes:
Vigilante de universidade de Mato Grosso foi condenado por estupro de vulnerável

Vigilante da Secretaria de Infraestrutura do Campus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) desde 2005, Carlos Jose de Figueiredo foi condenado por abusar de duas vítimas em várias ocasiões.

Desde novembro de 2024 ele é procurado para cumprir uma pena de 12 anos de prisão em regime fechado.

O g1 esteve na universidade onde Figueiredo trabalha. O responsável pelo setor confirmou que ele trabalha na unidade, mas que não estava presente no momento. A reportagem tentou contato com o servidor por ligações e mensagens na quarta-feira (12), mas não obteve retorno até a publicação da reportagem.

A UFMT não respondeu. O Tribunal de Justiça do Mato Grosso e a vara responsável pelo caso afirmaram que o processo está sob sigilo.

Auxiliar no governo de Roraima é investigado por estupro de vulnerável

Ivanildo Costa de Souza é funcionário federal desde 1984, e atua desde 1991 como auxiliar operacional de serviços diversos na Secretaria de Gestão Estratégica e Administração do Estado de Roraima, em Boa Vista.

Em setembro de 2024, o Tribunal de Justiça de Roraima expediu um mandado de prisão preventiva contra Souza, num inquérito em que ele é suspeito de estupro de vulnerável. Segundo o mandado, o objetivo é “evitar que novos crimes sejam praticados”.

Desde então, ele não aparece mais no local de trabalho, segundo colegas e o próprio órgão. Um processo administrativo disciplinar foi instaurado para avaliar o caso. O g1 procurou a defesa do servidor que disse que, devido ao sigilo do processo, não vai se manifestar.

O Tribunal de Justiça de Roraima e a vara criminal afirmaram que o mandado segue vigente.

Funcionário em escola do Amapá é preso após g1 questionar a polícia

Francineive Caldas da Silva é funcionário federal, e atua desde dezembro de 2023 como agente de portaria em uma escola municipal de Calçoene (AP). Desde 2019, ele é alvo de um mandado de prisão preventiva por supostamente ter se envolvido em um furto qualificado.

Segundo o processo, Silva e outros três homens teriam levado oito animais de grande porte de uma fazenda em Cutias (AP), a 354 km de Calçoene. O caso ainda não julgado, portanto, ele não foi condenado ou absolvido.

Na quarta-feira (12), após o g1 procurar a Polícia Civil do Amapá para questionar sobre o mandado, Silva foi preso.

O g1 não conseguiu contato com a defesa do agente de portaria. A Prefeitura de Calçoene informou que não tinha conhecimento da condenação. O Ministério da Gestão e Inovação, que é o atual responsável pelo contrato do servidor, ressaltou que as certidões criminais de Silva estão sem nenhum registro de crimes, e que iria buscar detalhes sobre o processo que resultou na prisão.

A certidão negativa de antecedentes criminais, em regra, considera apenas condenações definitivas, não levando em conta investigações em andamento, o que não se aplica a Silva neste processo.

Agente do ICMBio no Amapá foi condenado por ameaça

Agente temporário do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) no Parque Nacional do Cabo Orange (AP) desde setembro de 2023, Orleans Silva Morais foi condenado a um mês de prisão em regime semiaberto pelo crime de ameaça por ter ameaçado cortar a ex-companheira em 2019.

No regime semiaberto, o preso dorme na prisão, mas pode sair de dia para trabalhar ou estudar.

O mandado foi expedido em maio de 2024 e, segundo a Vara de Execução Penal de Macapá, segue em vigor.

O advogado de Morais, José Reinaldo Soares, afirma desconhecer o mandado de prisão.

Assistente de instituto federal de Rondônia foi condenado por dirigir bêbado

Assistente de administração no Instituto Federal de Rondônia (IFRO) desde 2011, Alecsandro de Goes Guedes foi condenado, em novembro de 2024, a sete meses e 25 dias de prisão em regime semiaberto por dirigir embriagado.

O g1 esteve no IFRO na quarta-feira (12) quando a chefia do setor em que Guedes trabalha informou que ele participaria de um evento. O servidor, entretanto, não apareceu. O g1 tentou contato com ele por telefone, mas as ligações não foram atendidas.

A Vara de Execuções Penais de Porto Velho disse que o mandado contra Guedes segue ativo. O Tribunal de Justiça de Rondônia não comentou sobre o caso.

O que acontece quando um servidor público é alvo de um mandado de prisão?
O g1 conversou com especialistas em direito administrativo para esclarecer quais são as consequências para servidores públicos que se tornam alvos de um mandado de prisão. Veja abaixo:

A perda do cargo é automática?

Não necessariamente. A investigação ou condenação por um crime não implica automaticamente na perda do cargo público.

Para que isso ocorra, é necessário um julgamento no qual o juiz declare expressamente essa decisão, levando em consideração a natureza do crime e sua relação com as funções exercidas pelo servidor, explica Cristina Braga, advogada especialista em servidores públicos e Mestre em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Em casos de crimes como tortura ou violência contra a mulher por razões de gênero, a legislação prevê a perda do cargo de forma automática, segundo Braga.

O Código Penal também prevê a perda de cargo caso o servidor seja condenado a pena superior a um ano por crimes praticados com abuso de poder ou violação de dever para com a administração pública; ou superior a quatro anos nos demais casos.

Além da expulsão do serviço público, outras punições que os servidores podem sofrer incluem advertência, suspensão de até 90 dias, e cassação da aposentadoria.

O que o órgão público pode fazer?

O órgão público pode abrir uma investigação administrativa independentemente do andamento do processo criminal.

Mesmo no caso de devedores de pensão alimentícia, se a inadimplência comprometer a moralidade administrativa ou afetar a imagem do serviço público, um processo disciplinar pode ser instaurado. Vale lembrar que a legislação permite o desconto da pensão diretamente na folha de pagamento do servidor.

Como o g1 descobriu servidores entre os procurados pela Justiça
Para identificar os servidores procurados pela Justiça, o g1 cruzou duas bases de dados: o Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP), mantido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e alimentado pelos tribunais, e a base dos servidores públicos federais, gerida pelo governo federal.

Os mandados de prisão podem ser consultados por qualquer pessoa no portal do BNMP de duas formas: individualmente, por meio de uma pesquisa pelo nome do procurado (ou outros dados pessoais, como CPF) ou pelo número do processo; ou por meio de uma API (sigla em inglês para Application Programming Interface – Interface de Programação de Aplicações), um sistema que permite baixar os dados de vários mandados, sem a necessidade de buscas individuais (o BNMP tem mais de 300 mil mandados de prisão.

Ao longo de quase cinco meses, a equipe do g1 utilizou a API, por meio de linguagem de programação, para baixar os dados do mandados. No entanto, o CNJ impõe restrições à extração de grandes volumes de informações. Por esse motivo, foram obtidos os dados de 149.341 mandados, dos 326.345 existentes à época em que o levantamento começou.

Depois, o g1 cruzou os dados desses 149 mil mandados de prisão com a lista de servidores federais da ativa do país que, quando foi baixada, tinha 762.657 nomes, comparando os CPFs que apareciam nas duas bases (na dos servidores, apenas parte do CPF é exibido).

Desse cruzamento, resultaram 13 casos em que, aparentemente, a mesma pessoa estavam nas duas bases. O g1, então, buscou informações sobre elas e sobre os mandados de prisão em outras fontes de dados, inclusive presencialmente, para confirmar as identidades e que esses mandados ainda estavam valendo.

Ao final, resultaram os oito casos citados nessa reportagem.

  • Colaboraram nesta reportagem: Arilson Freires (g1 Amapá), Rafael Aleixo (g1 Amapá), Afonso Ferreira (g1 DF), Marco Antonio Martins (g1 Rio de Janeiro), Pollyana Araújo (g1 Mato Grosso), Stephane Gomes (g1 Mato Grosso), Victória Oliveira (g1 Mato Grosso), Mateus Santos (g1 Rondônia), Caíque Rodrigues (g1 Roraima), Sidney Silva (RN).

Fonte: G1

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Segurança

Lamborghini e Mercedes roubadas são apreendidas em Realengo; os dois carros estão avaliados em R$ 5,5 milhões

por Redação 13 de março de 2025

Uma Lamborghini avaliada em R$ 3,5 milhões, e uma Mercedes G-63, que vale aproximadamente R$ 2 milhões, foram apreendias pela Polícia Militar no final da manhã desta quinta-feira (13) em Realengo, na Zona Oeste do Rio. Os dois carros haviam sido roubados.

Segundo a PM, agentes do 14º BPM (Bangu) faziam um patrulhamento em busca de criminosos na comunidade Jardim Novo.

Ainda de acordo com a corporação, durante a patrulha, os dois veículos de luxo foram encontrados com criminosos que estavam saindo da comunidade.

Os policiais tentaram abordar o grupo, mas os bandidos abandoaram os carros e fugiram a pé. Os veículos recuperados foram levados para a 33ª DP (Realengo).

Fonte: G1

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Segurança

Pai é arremessado de toboágua e fratura coluna, no Paraná: “Dor imensurável”

por Redação 13 de março de 2025

O que era para ser um dia de diversão em família se tornou um verdadeiro pesadelo para o farmacêutico e empresário Thyago Vinicius Oliveira, 40, de Assis Chateaubriand, no Paraná. Ele estava com a filha, Ivy, 4, a namorada e as duas filhas dela, de 11 e 5 anos, em um parque aquático em Itaipulândia quando sofreu um grave acidente, que resultou em uma fratura na sua coluna, sacro e pelve, em 9 de fevereiro.

“Era umas 15h quando decidimos ir no último toboágua, que eu ainda não havia descido. Então, subimos eu e minha namorada até a entrada do brinquedo. As crianças ficaram na piscina esperando”, conta, em entrevista exclusiva à CRESCER.

A namorada foi a primeira a descer. “Depois dela, eu entrei e, logo na primeira curva, percebi que meu corpo estava subindo muito em direção a lateral do brinquedo. Depois de algumas curvas, percebi que tinha escapado. Pensei: ‘Não acredito que isso está acontecendo comigo’. Foi quando senti que havia caído sentado em um local com terra, ao lado de um muro de concreto. A dor foi imensurável, eu gritava por socorro, não conseguia levantar e nem deitar no chão, caí sentado e sentado fiquei”, lembra.

Segundo ele, foi uma queda de cerca de 7 metros de altura. “No momento em que eu caí no chão, pensava se iria conseguir pegar minha filha no colo novamente”, lamenta. Rapidamente, algumas pessoas se aproximaram para ajudá-lo. “Também vi minha filha chorando, com medo de chegar perto de mim. Foram uns 40 minutos deitado ali, na terra, até aparecerem com uma maca. Me levaram para uma salinha, meio cambaleando. As pessoas não pareciam profissionais. Nessa sala, esperei por mais uns 40 minutos até a chegada da ambulância”, afirma.

Ele foi levado para um hospital, onde foi medicado e, após quatro horas, transferido para outra clínica em Foz do Iguaçu. Lá, ele foi informado que havia fraturado a pelve em diversos lugares, uma fratura chamada “livro aberto com cisalhamento lateral”, a coluna nos níveis L4 e L5 e o sacro.

‘Risco eminente de morte’
Thyago precisou realizar três cirurgias para tratar as fraturas. “A primeira foi realizada na hora que eu cheguei no hospital, em Foz do Iguaçu. Já me levaram direto ao centro cirúrgico, pois corria risco eminente de morte. Nessa cirurgia, foram colocados uns ferros que fixaram a pelve”, explica. No dia seguinte, precisou passar por outra cirurgia para fixar mais ferros na pelve. “Aqueles não estavam suficientes e ainda corria risco”, afirma.

Quase uma semana depois, ele foi transferido para outra clínica, dessa vez, em Cascavel, onde os fixadores foram retirados. Os médicos reposicionaram os ossos e fixaram com um metal interno. “Passei uns seis dias na UTI, ainda bem instável e com muita dor”, recorda. Quando recebeu alta da UTI, Thyago ainda não conseguia andar. Ele pôde voltar para casa somente no final de fevereiro. “Foi uma notícia que alegrou meu coração, dando mais esperanças ainda. Hoje estou na casa dos meus pais, onde recebo todo carinho e atenção e posso receber visitas da minha filha e amigos diariamente”, diz.

‘Enxergo a vida com outros olhos hoje’
A recuperação está sendo longa, mas, com fisioterapia diária, o farmacêutico já recuperou movimentos das pernas. “É um processo muito lento, requer muita paciência, um processo doloroso. São pequenas evoluções diárias”, diz. Ele disse que procura se manter positivo. “Quando descobri que as chances de voltar a andar e poder pegar minha filha no colo aumentaram de 20% para 90%, fiquei extremamente esperançoso e motivado a sair logo desse estado. Desde então, luto todos os dias contra os pensamentos negativos e contra a dor, tentando, a cada dia, ser melhor que ontem. Hoje, estou melhor que ontem e pior que amanhã”, destaca.

“Em nenhum momento, eu vi esse acidente como uma punição e, sim, uma evolução. Aprendi muito com isso, enxergo a vida com outros olhos, valorizando pequenos momentos, como um simples abraço da filha, um banho quente no chuveiro ou até mesmo uma caminhada na rua”, afirma.

Thyago se sente grato por ter sobrevivido a algo que poderia ser fatal. “Agradeço a Deus por estar vivo e poder seguir com minha vida. Eu não sofri apenas um acidente, nosso Pai me livrou da morte. Despenquei de sete metros de altura e cai em um local de terra, ao lado de um muro de concreto. Se eu caísse 50cm para o lado, eu morreria”, ressalta.

‘Minha filha tem muito medo de chegar perto de mim, de me machucar’
O acidente também foi muito difícil para a pequena Ivy. “Ela a minha queda, assim como minha namorada e as duas filhas dela. Ivy fala que o ‘papai saiu voando, caiu no chão e quebrou a bunda'”, conta. Thyago ficou muito tempo longe da filha, que só o visitou uma vez no hospital, pois era proibida a entrada de menores de 12 anos.

Agora, em casa, os dois conseguem se ver mais. “Apesar dela vir me visitar e ficar comigo alguns dias, ela tem muito medo de chegar perto de mim, tem medo de me machucar, como ela diz. Isso é frustrante, mas estamos trabalhando e conversando. Acredito que algum dia, ela me dará um abraço”, lamenta.

‘Esses brinquedos eram para ser seguros e confiáveis’
Agora, Thyago está focado na sua recuperação, mas pretende entrar com ação judicial contra o parque. “O que eu mais quero é que o parque passe por uma vistoria rigorosa, para que não tenha outro acidente como esse. Imagina se isso acontece com minha filha ou alguma criança? Esses brinquedos deveriam ser seguros e confiáveis, com inúmeros testes de qualidade”, afirma.

O pai publicou um vídeo nas redes sociais contando sua experiência e recebeu vários relatos de pessoas que sofreram acidentes semelhantes. “Vieram inúmeras pessoas relatando algum tipo de acidente nesse mesmo parque, um deles, inclusive, foi arremessado para fora como eu, há dois anos. Porém, ele caiu de uma altura mais baixa e teve menos fraturas”, destaca.

O acidente ocorreu no Itaipuland Parque Aquático, em Itaipulândia. A CRESCER entrou em contato com o parque, mas não teve retorno.

Fonte: revistacrescer

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Segurança

Skatista, trabalhadora e amante de gatos: quem era a jovem que teve corpo enterrado sob concreto após cobrar dívida

por Redação 13 de março de 2025

“Uma menina educada, gentil, que trabalhava bastante, demonstrando comprometimento e responsabilidade”, descreveu Patrícia Passeli, proprietária da padaria onde Clara Maria, de 21 anos, trabalhava como auxiliar de cozinha.

A jovem estava desaparecida desde o último domingo (9), quando saiu para cobrar o dinheiro que tinha emprestado a um ex-colega de trabalho. O corpo de Maria Clara foi localizado nesta quarta-feira, pela Polícia Civil (PCMG), em uma casa no bairro Ouro Preto, na Região da Pampulha, em Belo Horizonte.

Três suspeitos foram presos e ouvidos pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa. Segundo o Corpo de Bombeiros, o corpo da vítima estava enterrado e coberto por uma camada de concreto, mas a mistura não havia secado completamente.

“Está todo mundo arrasado”, diz amigo
Natural de Uberlândia e órfã de pai, Clara Maria morava sozinha desde os 14 anos, contou o amigo Fernando Sorrentino, de 20 anos.

Sorrentino disse que a ausência de Clara no emprego foi vista como muito preocupante pelos amigos, já que ela era comprometida com o trabalho.

Clara também era skatista e apaixonada pelos dois gatos que criava na casa onde morava com um amigo. “Acho que as coisas mais importantes para ela eram estes gatinhos, ela era apaixonada por eles”, contou ele.

Desaparecimento
Um amigo que morava com Clara Maria Venancio Rodrigues registrou um boletim de ocorrência sobre o desaparecimento dela. Ele relatou que os dois se conheciam há sete anos e trabalharam juntos no último domingo (9).

Em seguida, o homem contou que a jovem, ao terminar o expediente, foi até a casa de um ex-colega de trabalho para receber o dinheiro de uma dívida. Por volta das 22h45, ela teria enviado uma mensagem dizendo que pegou o valor e “estava indo para casa”.

O trajeto duraria cerca de dez minutos, mas horas se passaram, e Clara Maria não voltou. O amigo chegou a ligar para ela algumas vezes, até que recebeu outra mensagem, por volta de 00h30 de segunda-feira (10), afirmando: “Oi, estou bem. Estou ocupada agora”.

Também conforme o documento, o homem contou que a jovem não tinha costume de responder dessa forma. Ele tentou falar com ela ao longo do dia e, somente por volta das 9h30, obteve um retorno que o chamava de “amiga”, fato que estranhou.

O amigo tentou contato com o ex-colega de trabalho com quem ela foi buscar a quantia devida, mas não conseguiu. Ainda na segunda, os celulares dele e de Clara Maria pararam de receber mensagens e ligações

O amigo destacou que a jovem não tinha motivos para desaparecer, não usava drogas e era muito responsável com o trabalho e os animais de estimação que cuidava.

Fonte: G1

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